alex castro

A liberdade de não revidar

Liberdade é receber o tapa e poder escolher, friamente, se quero responder na mesma moeda ou não. » leia o texto completo «

Carapuças

A carapuça é uma das forças mais poderosas do universo, alimentada pelo nosso inesgotável narcisismo.

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Pessoas de vida fácil

Algumas pessoas olham para minha vida e comentam, sempre em tom estranhamente negativo:

“Arrá! Sem filhos é muito fácil viver assim, né?! NÉ?!”

E eu respondo, simplesmente:

“Sim. É por isso que fiz a escolha de não ter filhos.” » leia o texto completo «

Toda relação homem-mulher é assimétrica

Como ser um homem não-canalha em um mundo criado e pensado para ser abusivo para as mulheres?

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Compre livros

Sim, compre livros nesse natal. Muitos livros.

Mas não na Saraiva ou na Cultura, que não estão repassando pagamentos para as editoras e, talvez, nunca repassem.

Compre direto das pessoas autoras.

Compre nos sites das editoras.

Compre nas livrarias independentes.

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Porque não dou presentes

Quem pode ser contra presentes?

Não dou presentes porque

1) estimula o consumismo de objetos;

2) cria uma pesada e constrangedora obrigação de reciprocidade; e

3) é uma ferramenta de controle e dominação.

Em vez de dar presentes, prefiro

1) fazer atividades e ter experiências com as pessoas que eu amo, como ir à praia ou passear;

2) fazer coisas pelas pessoas que eu amo, como cozinhar ou lavar a louça

3) dar a elas minha atenção plena, quando estamos juntas.

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Quem são as pessoas chatas?

“Alex, como você aguenta receber visitas de pessoas desconhecidas? E se elas forem chatas, tediosas, pentelhas?”

A chatice que enxergamos na outra pessoa é a nossa própria.

Nenhuma pessoa pode ser mais desinteressante do que aquela que não está interessada nas outras à sua volta.

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Dez romances favoritos

Perguntaram a vários escritores. Aqui vão os meus, em ordem alfabética:

  • Cecília Valdés (Cuba, 1882), de Cirilo Villaverde
  • Cem anos de solidão (Colômbia, 1967), de Gabriel Garcia Márquez
  • Fortunata e Jacinta (Espanha, 1887), de Benito Perez Galdós
  • Grande sertão: veredas (Brasil, 1956), de Guimarães Rosa
  • Guerra e paz (Rússia, 1867), de Liev Tolstoi
  • Hora da estrela (Brasil, 1977), de Clarice Lispector
  • Ilíada (Grécia, c.IXaec), de Homero
  • Miseráveis (França, 1862), de Victor Hugo
  • Moby Dick (EUA, 1851), de Herman Melville
  • Manuscrito encontrado em Saragoça (Polônia, 1815), de Jan Potocki

Quais são os seus? » leia o texto completo «

o texto é de quem lê

quando me perguntam qual era a intenção de algum texto meu, eu nunca respondo.

às vezes, me acusam de não querer dialogar, mas é o oposto.

cada texto será sempre lido por um pessoa leitora que trará à leitura suas vivências, suas experiências, seu preconceitos, seus traumas.

a mágica da leitura acontece nesse efêmero espaço virtual, fora do texto, onde se encontram as intenções da pessoa autora e as percepções da leitora.

naturalmente, as intenções da autora são baseadas no que imagina que serão as percepções da leitora, e as percepções da leitora são baseadas no que imagina que foram as intenções da autora.

mais naturalmente ainda, a beleza do processo é a precariedade da comunicação: nem a pessoa autora consegue prever quais vão ser as percepções da leitora, nem a leitora consegue saber quais são as intenções da autora.

por isso, o espaço virtual da leitura é tão efêmero, pois ele nunca é o mesmo: “Dom Casmurro” era o mesmo livro em 1992 e em 2009, mas as percepções, projeções, presunções que eu trouxe ao texto nessas duas datas eram tão radicalmente diferentes que ocasionaram duas experiências de leitura também radicalmente diferentes.

a partir do momento em que a pessoa leitora recebe o texto, ele pertence a ela, para lê-lo através de SUAS definições, para projetar nele os SEUS significados, para interpretar ele de acordo com as SUAS vivências.

então, quando uma pessoa autora se recusa a revelar suas intenções, não é que ela não quer dialogar: pelo contrário, ela quer possibilitar o diálogo.

porque, se a autora revelar suas “verdadeiras intenções”, além de elas não serem importantes, ela estará matando o diálogo, pois sua resposta será vista como a “resposta certa”.

por outro lado, enquanto a pessoa autora se mantiver calada e respeitar que o texto agora pertence às leitoras, mais elas vão poder dialogar, interpretar, interpelar o texto livremente.

o texto é de quem lê. » leia o texto completo «

Como conheci minha namorada

Tinha essa moça que eu mal conhecia mas estava tentando encontrar há mais de um mês. (Para bater papo, porque ela parecia interessante, mas também para devolver uma canga que tinha esquecido em um evento.)

Aí, um mestre zen norte-americano iria palestrar no meu templo, em Copacabana (eu faria a tradução simultânea), e convidei a moça para vir. Ela topou. Marcamos de nos encontrar na plataforma do metrô Flamengo e irmos juntos.

Enquanto esperava, reparei em um velhinho meio perdido. Cheguei perto, puxei conversa, percebi que ele não sabia onde estava. Pedi permissão para olhar em sua bolsa e descobri seu nome e endereço. Era em uma rua perto mas eu não sabia exatamente onde.

Tenho celular mas não smartphone, então, liguei para a moça (com quem eu não tinha nenhuma intimidade) e disse apenas:

“Por favor, descobre onde é a rua Almirante Tamandaré.”

Ela não hesitou, não reclamou, não perguntou. Quando saiu do vagão, já estava com o mapa na tela do smartphone. Eu disse:

“Seu Oswaldo mora nessa rua e está um pouco perdido. Vamos levar ele em casa?”

Ela pegou um braço, eu peguei outro, e fomos escoltando seu Oswaldo. No caminho, ela ainda descobriu que isso nunca tinha acontecido com ele (confirmado pelo porteiro do seu prédio) e que a culpa provavelmente era de um remédio para parar de fumar que ele estava tomando.

Corremos de volta para o metrô e chegamos no meu templo ainda com alguns minutos de folga. A tradução simultânea da palestra do mestre foi bem mais cansativo do que imaginei que seria e meu cérebro estava uma geléia.

(Dá pra ouvir a palestra aqui.)

Ainda assim, quis sair para conversar com ela. Jantamos na Trattoria, ali do lado do Copacabana Palace (era 29 de março, dia de nhoque da fortuna) e, depois, caminhamos pela orla, conversando até às quatro da manhã.

No dia seguinte, eu entraria em um retiro de dois dias com esse mesmo mestre zen, um retiro importante para minha progressão espiritual no templo e na ordem.

Mas, às seis da manhã (ou seja, duas horas depois de deixá-la em casa), lhe mandei um email de uma linha dizendo simplesmente:

“Não vou pro retiro.”

Ela respondeu:

“Ótimo. Vem pra cá.”

Eu fui.

E ainda estou.

* * *

Minha teoria é que o seu Oswaldo mudou tudo.

Que um relacionamento humano que começa ajudando outra pessoa sem hesitação já se beneficia de um manancial de carma positivo.

Que podemos conviver com alguém socialmente por anos, mas que somente conhecemos uma pessoa de verdade quando fazemos algo com ela, quando compartilhamos um objetivo e trabalhamos juntos para realizá-lo.

Ao convidá-la para um evento religioso, eu não tinha intenções nem remotamente românticas para com aquela moça. Mal nos conhecíamos.

Mas, quando ela saiu daquele vagão de metrô com o endereço do seu Oswaldo na tela de seu smartphone, eu já sabia coisas importantíssimas sobre ela, sobre sua capacidade de reação, sobre sua inteligência emocional, sobre sua disposição de ajudar o próximo.

Quando deixamos o seu Oswaldo em casa, eu já havia realizado, construído, empreendido mais coisas práticas, úteis e bonitas com ela do que com a maioria das pessoas que conheço.

E, quando a deixei em casa às quatro de manhã, depois de horas e horas de conversa, eu já sabia que era com ela que gostaria de passar minhas horas, meus dias, minha vida.

Nada disso teria acontecido sem o Seu Oswaldo.

Sou grato a ele por ter nos dado a dádiva de nos permitir ajudá-lo e, ao ajudá-lo, nos ajudar, nos encontrar, nos amar.

Presentear às outras pessoas com a chance de praticar a generosidade também é um presente generoso que lhes damos. Indo ou vindo, generosidade sempre faz bem.

Obrigado, seu Oswaldo. » leia o texto completo «

História de um celular

Um monge zen estava acompanhando uma pessoa enferma.

Em um dado momento, a pessoa ficou agitada, apreensiva, nervosa.

O monge lhe deu a mão e disse:

“Pode ficar tranquila. Está tudo seguindo seu curso. Não há nada a temer. Você só está morrendo.”

* * *

Essa história me inspira, acalenta, conforta.

Quinta feira, 8 de novembro de 2018, perdi meu pai. » leia o texto completo «

Liberdade no vazio

Dentre as muitas armadilhas mentais que construímos para nós mesmas, mentiras gigantescas que nunca questionamos e escolhas hegemônicas que ofuscam possíveis alternativas, poucas podem ser mais unânimes (especialmente no Ocidente) do que a ilusão de que, dentro de cada uma de nós, existiria uma essência maior do que a soma de nossas partes: o Eu.

Nossa prática zen não consiste em “abandonar o Eu” — porque o Eu não existe e não temos como abandonar algo que não existe — mas sim em desapegar dessa ilusão que criamos para buscar o prazer e evitar a dor, dessa ilusão que nos venderam para poderem vender a ela automóveis e pasta de dente.

Não é que eu, aqui, pessoa concreta, de carne e osso, falando essas palavras nesse exato minuto, e você, ouvindo essas palavras nesse exato minuto, não tenhamos existência física, concreta, real.

(Afinal, eu sinto, eu sei que estou aqui e você sente, você sabe que está aí.)

Mas essa entidade que chamo de Eu — que me parece tão maior e mais transcendental do que apenas a mera soma de “meus” membros, “meu” corpo, “minha” consciência, “meu” nome — é apenas um conceito que não possui existência permanente e autônoma, uma coleção de características contingentes e fortuitas sem nenhum tipo de essência intrínseca.

Nossa consciência é formada por um contínuo de experiências ao qual damos um nome. Por razões práticas, faz sentido distinguir uma pessoa da outra – sou o João da Silva porque não sou nem o Chico Buarque nem a Joana d’Arc.

Da mesma maneira, distinguimos um rio do outro: o Rio Amazonas e o Rio Paraíba do Sul são dois rios diferentes porque nascem em pontos diferentes, correm por trajetos diferentes, contêm águas de composições químicas diferentes, deságuam em pontos diferentes.

Entretanto, por mais reais e concretos que sejam esses caudalosos rios, eles não possuem qualquer essência: como até os gregos antigos sabiam, não se banha duas vezes no mesmo rio. Suas águas literalmente nunca são as mesmas.

Tudo é contingente: somos pessoas únicas não porque temos uma pretensa essência metafísica (o Eu!) qualitativamente diferente da essência metafísica das outras entidades que não-são-o-meu-Eu, mas sim porque surgimos a partir de condições únicas e de circunstâncias irrepetíveis.

Se conseguimos desapegar de nosso Eu, se conseguimos nos libertar da obrigação absorvente de cuidar e proteger essa frágil entidade dentro de nós (“será que construí o suficiente em vinte e cinco anos de vida?”, “será que as pessoas gostam mesmo de mim?”, etc etc), então, poderemos finalmente levantar os olhos, perceber as pessoas à nossa volta e nos dar conta de que elas também estão sofrendo.

Desapegar do nosso Eu não nos impede de militar em causas sociais ou de lutar para transformar a realidade.

Pelo contrário, ao eliminar a importância excessiva que damos a nós mesmas em relação às outras pessoas, o nosso potencial de engajamento político é finalmente desbloqueado, realizado, magnificado.

Se o nosso Eu tivesse uma essência, então nossa natureza nunca poderia mudar: o fato de o nosso Eu ser vazio de existência intrínseca é justamente o que nos permite a liberdade de nos reconstruir, recriar, reinventar.

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Patriotismo vs nacionalismo, ou vice-versa

Poucas operações retóricas são mais arbitrárias do que tentar diferenciar “patriotismo” de “nacionalismo”…

como se fossem diferenciáveis…

como se um fosse positivo e o outro negativo. » leia o texto completo «

Um retiro em um hospital espanhol

Passei a última semana em um quarto de hospital em Madri, cuidando do meu pai. Com exceção de uma breve ida ao Museu del Prado para ver as Pinturas Negras de Goya, fiquei todo o tempo no hospital. » leia o texto completo «

Serão os negros criminosos?

Os negros não são a maioria dos criminosos, mas a maioria dos presos por crimes.

* * *

Em discussões sobre racismo, de vez em quando me desafiam:

“Alex, não é um fato inquestionável que a maioria dos criminosos são negros?”

Não, não é. Nem perto disso. » leia o texto completo «

O Brasil, enlouquecido

Em qual momento você percebeu que o Brasil tinha enlouquecido?

Para mim, foi 16 de março de 2016.

Eu estava em Matanzas, Cuba, lançando um livro na Feira Internacional do Livro, e o Moro liberou os áudios de gravações ilegais entre um ex-presidente e a atual presidente.

Já havia uma crise política em andamento, naturalmente. Mas era uma crise política feijão com arroz, parecia a velha crise politica de sempre.

Então, isso!

(Naturalmente, o fato político relevante não foi o ato individual do Moro — juiz doido sempre existiu — mas metade do Brasil aplaudir e ele não ter sido imediatamente preso e execrado.)

Talvez, pra mim, tenha sido mais impactante por estar sozinho no exterior, único brasileiro entre centenas de editores, escritores, intelectuais, que vinham todos me perguntar:

“¿Que pasa en Brasil, Alejandro?”

E respondi que não sabia.

Que claramente tudo tinha mudado.

Que as regras antigas não se aplicavam mais.

Que, de agora em diante, tudo era possível.

Desde então, confesso, nada mais realmente me surpreendeu.

Enterrei ali meu estoque de surpresas.

E você? Quando foi? » leia o texto completo «

Elogio ao Henfil

Quando eu tinha seis anos de idade, Henfil publicou essa capa na sua revista Fradim, confessando abertando seu tesão por pés femininos. (E publicando cartas das leitoras que lhe enviavam fotos dos pés.)

Não vou nem dizer que abriu caminhos ou horizontes para mim, porque, nessa época, eu ainda era muito pequeno.

Mas, quando fui crescendo, e descobrindo quem eu era, o que eu queria, o que eu gostava, foi extremamente importante para minha autoestima e para minha sanidade que esse caminho já estivesse aberto, que já fosse uma coisa no ramo do possível.

Obrigado, Henfil.

* * *

Meu depoimento:

Elogio aos pés
papodehomem.com.br/elogio-aos-pes

Porque escrever sobre “Prisões”

Só faz sentido escrever sobre Prisões porque as pessoas estão presas.

Um comentário que recebi hoje:

“Alex, tem um aspecto que sempre vejo você desconsiderando nas suas análises, que é o complexo e o medo da rejeição. Não é próprio da sua experiência, não é da sua personalidade, mas é um fator com um peso gigante na vida das pessoas mais inseguras. Eu diria que metade dos adolescentes sofrem primordialmente por isso (eu) enquanto a outra metade se sente no topo do mundo nesta fase (você?). Junto com o aspecto identitário que você descreveu, tem a dor de ser rejeitado pelo parceiro e pelo empregador, de não ser bom o suficiente pra ser amado/aceito/apreciado.”

Se todas as pessoas fossem bem-resolvidas como você acha que eu sou, meus textos perderiam totalmente a razão de ser.

Se eu achasse que todas as pessoas eram bem-resolvidas como você acha que eu sou, eu definitivamente estaria escrevendo outras coisas.

Afinal, pessoas livres, bem-resolvidas, no topo do mundo, etc, não estão procurando textos sobre a Prisão Trabalho, a Prisão Monogamia, etc.

Eu só escrevo sobre Prisões porque

1) eu SEI que a maioria das pessoas é aprisionada por inseguranças galopantes e

2) estou tentando ajudá-las.

Sem qualquer uma dessas duas condições, ou seja, se eu não soubesse como as pessoas são inseguras ou se eu não quisesse ajudá-las, os textos das Prisões simplesmente não fariam sentido e eu teria passado os meus últimos anos fazendo alguma outra coisa.

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As virtudes de não-lutar

Estamos no século III antes da Era Comum. Roma, então somente uma cidade-estado na península itálica, estava em guerra com outra cidade-estado, Cartago (perto da atual Túnis), pelo controle do Mediterrâneo.

Aníbal Barca, um dos grandes generais de todos os tempos, desembarcou um exército de mercenários e elefantes na Espanha, cruzou os Alpes enfrentando mil perigos e penetrou na Itália pelo norte, surpreendendo Roma e suas aliadas.

Durante dezoito longos anos, Aníbal perambulou pela península, vencendo todas as batalhas que travou.

Roma sofreu derrotas achapantes, que teriam derrubado qualquer cidade mais fraca, e que são estudadas até hoje em academias militares pelo mundo, como as de Lago Trasimeno e Canas.

Ainda assim, não caiu.

Por quê? » leia o texto completo «

Elogio às forças armadas

A esquerda precisa urgentemente reatar relações afetivas, intelectuais, estratégicas com as forças armadas.

Defesa, teoria militar, geopolítica, nada disso é “coisa de direita”. Aliás, todas as revoluções populares que tivemos foram ganhas e, depois, mantidas por forças armadas coesas, unidas, eficientes.

(Os escravos do Haiti conquistaram sua independência das armas; Cuba manteve a sua da mesma maneira. Os exemplos são inúmeros.)

As forças armadas não têm lado: elas são do lado de quem estiver lá, ocupando suas patentes, estudando suas questões, articulando suas prioridades.

Se a esquerda hostiliza as forças armadas desde a redemocratização, é natural que elas sejam majoritariamente ocupadas por pessoas de direita. » leia o texto completo «