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Qual Poema do meu Cid ler?

Em se tratando de textos antigos, existe sempre uma decisão estratégica: ler no original? uma tradução? uma modernização? Um guia de leitura para a Grande Conversa Espanhola.

O Poema do meu Cid talvez seja a primeira obra-prima das línguas românicas. Quando foi composto, Dante ainda não era nascido e só começavam a surgir as primeiras canções provençais, no sul da França, seguidas pelas cantigas galego-portuguesas, no noroeste da Península Ibérica. Por tudo isso, o Poema está em um castelhano antigo, diferente daquele que é falado hoje, mas ainda compreensível.

(Para pessoas fluentes em espanhol contemporâneo, é um como ler Grande Sertão: Veredas para nós: é a mesma língua, mas em outro registro. Demora um pouco pra se acostumar mas, quem insiste, pega no tranco.)

O Poema do Cid é, antes de mais nada, uma belíssima obra de arte que pode e deve ser apreciada por qualquer pessoa. (O que a gente estuda é matéria pra escola: literatura a gente curte.)

Para nós, brasileiras, a primeira questão é: como ler? Não existe tradução brasileira em verso, o que é triste. Eu estou tentando escrever uma. Aqui vai, abaixo, uma primeira tentativa de tradução das quatro primeiras estrofes, rascunhada ainda, só para dar uma ideia da força do poema:

* * *

Português, verso, Alex Castro, 2020

1. El Cid se despede de sua cidade natal, Vivar [1-9]

De seus olhos           tão fortemente chorando,

voltou a cabeça,           considerando.

Viu portas abertas           e cadeados quebrados,

varais nus,           sem peles e sem mantos,

poleiros ociosos           de falcões esvaziados.

Suspirou, então, meu Cid,           pesando grandes cuidados.

Falou meu Cid,           tão bem e tão mensurado:

“¡Agradeço a ti, Senhor,           Pai que está nos céus!

¡É isso que tramaram           meus inimigos tão cruéis!”

2. Na estrada para Burgos, diante de bons e maus agouros, El Cid escolhe os bons [10-14]:

Ali decidem esporear,           ali soltam rédeas.

À saída de Vivar,           voou um corvo à direita

e, entrando em Burgos,           viram outro à esquerda.

Mexeu meu Cid os ombros           e balançou a cabeça:

“¡Bons sinais, Álvar Fáñez!           ¡Nos exilaram, mas voltaremos!”

3. El Cid chega em Burgos [15-20]

Meu Cid Ruy Díaz           por Burgos entrava,

com sessenta cavaleiros           e seus estandartes.

Saíram para vê-lo           a mulher e o varão.

Burgueses e burguesas           nas janelas estão,

chorando pelos olhos,           de tanto sofrimento.

De suas bocas,           todos diziam um só pensamento:

“¡Deus, que bom vassalo!           ¡Se tivesse bom senhor!”

4. Em Burgos, El Cid não encontra nem pousada nem comida. Uma menina lhe manda ir embora. Depois de rezar na catedral de Santa Maria, ele cruza o rio Arlanzón e acampa com seus homens em um areal à beira-rio [21-64]

O abrigariam de bom grado,           mas nenhum ousava,

el-rei Dom Alfonso           lhe tinha tão grande sanha.

Antes de cair a noite,           entrou em Burgos dele uma carta,

com grave recado,           reconhecida e selada,

que ao meu Cid           ninguém desse pousada

e, àquele que a desse,           do rei era a palavra,

perderia não só os bens,           mas os olhos da cara,

além também           dos corpos e das almas.

Grande dor sofreram           as gentes cristãs,

se escondiam do meu Cid,           não ousavam falar nada.

O Campeador           foi à sua p0usada;

a porta achou           muito bem trancada,

por medo del-rei Alfonso,           que assim havia planejado,

que se não fosse aberta à força,           não se abriria por nada.

Os homens do meu Cid           gritam e chamam,

mas os de dentro           não querem nem palavra.

Esporeou meu Cid,           à porta chegou,

tirou o pé da estribeira           e um golpe desfechou,

a porta não abre,           estava muito bem trancada.

Uma menina de nove anos           em frente a ele pára:

“¡Ei, Campeador,           que em boa hora ergueu espada!

El-rei proibiu,           ontem à noite entrou dele carta,

com grave recado,           reconhecida e selada,

não ousaríamos lhe receber           nem acolher por nada;

senão, perderíamos           os bens e as casas

e até mesmo           os olhos da cara.

Cid, com nosso mal,           você não ganharia nada,

mas que o Criador lhe valha,           com todas suas virtudes santas.”

Assim disse a menina           e voltou para sua casa.

Já vê el Cid           que del-rei não terá perdão.

Afastou-se da porta,           por Burgos esporeou,

chegou à Santa Maria,           logo, desmontou,

fincou joelhos,           de coração rezou.

Feita a oração,           logo cavalgou.

Saiu pela porta           e o Arlanzón cruzou,

depois da vila,           no areal pousou.

Montou a tenda,           o cavalo desmontou.

Meu Cid, Ruy Díaz           que em boa hora ergueu espada,

pousou no areal,           pois ninguém na casa o acolheu.

Ao redor de si, porém,           tinha muito boa companhia.

Assim pousou meu Cid,           como se num ermo isolado.

Proibido também era           que de Burgos qualquer casa

comprasse tudo quanto é           de comida e de bebida.

Não ousariam lhe vender           nem por uma dinheirada.

* * *

A seguir, uma outra tradução brasileira, essa em prosa. (Para quem quiser, posso fornecer o pdf.)

* * *

Português, prosa, Maria do Socorro Almeida, 1988

1 Adeus do Cid a Vivar.

Com os olhos cheios de lágrimas, vira a cabeça para contemplá-los. E viu as portas abertas e os postigos sem cadeados; vazios os cabides onde antes penduravam mantos e peles e onde costumavam pousar os falcões e os açores. Suspirou o Cid cheio de atribulação e, por fim, disse comedidamente:

– Louvado seja Deus! A isto me reduz a maldade de meus inimigos.

2 Agouros no caminho de Burgos

Já esporeiam, já soltam as rédeas. À saída de Vivar, viram um corvo do lado direito do caminho; entrando em Burgos, viram-no do lado esquerdo. O Cid encolhe os ombros e, sacudindo a cabeça, diz:

– Alvíssaras, Álvar Fáñez, fomos desterrados, mas haveremos de voltar com honra a Castela!

3 O Cid entra em Burgos

Já entra em Burgos o Cid Rui Dias; acompanham-no sessenta pendões. Homens e mulheres saem a vê-lo; burgaleses e burgalesas debruçam-se às janelas, aflitos e chorosos. De todas as bocas sai o mesmo lamento:

– Ó Deus, que bom vassalo, se tivesse bom senhor!

4 Ninguém hospeda o Cid. Só uma menina dirige-lhe a palavra, para mandá-lo afastar-se. O Cid tem que acampar fora do povoado.

Com quanto gosto o hospedariam! Mas ninguém ousa fazê-lo, por medo à fúria de Dom Afonso. Antes do anoitecer, chegaram a Burgos cartas do rei com severas ameaças, autorizadas pelo selo real. Mandam que ninguém dê pousada ao Cid Rui Dias e que quem se atrever a fazê-lo saiba por certo que perderá seus bens e, além disso, os olhos da cara e ainda o corpo e a alma. Grande pena têm todos. Fogem da presença do Cid, não se atrevendo a dizer-lhe nada.

O Campeador dirigiu-se à sua pousada; chegou à porta, mas viu que a haviam fechado, em acatamento à ordem do rei. A gente do Cid começou a chamar em voz alta, mas os de dentro não respondiam. O Cid esporeou seu cavalo e, tirando o pé do estribo, golpeou a porta, mas a porta, bem trancada, não cedia.

Nisto se aproxima uma menina de uns nove anos:

– Ó Campeador, que em boa hora cingiste espada! Sabe que o rei o proibiu e que ontem à noite chegou sua ordem, com ameaças muito severas e autorizadas pelo selo real. Por nada no mundo ousaremos abrir-te nossas portas nem dar-te acolhida, porque perderíamos nossos bens e casa, além dos olhos da cara. Ó Cid, nada ganharias com nosso mal! Segue, pois, teu caminho e valha-te o Criador com todos os seus santos.

Assim disse a menina e tornou a entrar em casa. Compreende o Cid que não pode esperar perdão do rei e, afastando-se da porta, cavalga por Burgos, até a igreja de Santa Maria, onde se apeia do cavalo e, de joelhos, começa a rezar. Feita a oração, volta a montar, passando a ponte do Arlançon. Ao lado de Burgos está o areal onde acampa, manda fincar a tenda e deixa o cavalo. Assim o Cid Rui Dias, que em boa hora cingiu espada, quando vê que não o acolhe ninguém, decide acampar no areal. Muitos são os que o acompanham. Ali se instala o Cid, como em serra brava. Também está proibido de comprar seus mantimentos no povoado de Burgos e ninguém ousaria vender-lhe o mínimo que se obtém por uma moeda.

* * *

A próxima é uma tradução portuguesa de 1929, também em prosa, que também posso fornecer o pdf.

* * *

Português, prosa, Afonso Lopes Vieira, 1929.

Leva os olhos cheios de lágrimas e, voltando a cabeça, olha as portas abertas, os postigos sem cadeados, os poleiros sem mantos nem açores.

Então suspirou e, comedido, disse:

– Graças te sejam, Padre e Senhor que no alto estás! Isto me urdiram tredos inimigos!

Soltam as rédeas os cavaleiros a caminho de Burgos e, à saída de Bivar, voou-lhes um corvo à dextra, mas à entrada em Burgos voou-lhes outro à sinistra.

Encolheu os ombros o Cid e levantou a cabeça:

– Alvíssaras, Álvaro Fáñez, que desterrados nos vamos. Mas com grande honra tornaremos a Castela!

Entra o Cid por Burgos, com sessenta pendões a acompanhá-lo. Para o verem passar, saem mulheres e homens; põem- -se às janelas burgaleses e burgalesas, e tanta dor sentiam que choravam, ao passo que de todas as bocas saía a mesma lástima:

– Deus! que bom vassalo se houvesse bom senhor!

Todos de bom grado o albergariam, mas nenhum ousava: grande era a sanha de el-rei Dom Afonso e antes da noite chegara a Burgos a carta real que ordenava ninguém desse pousada ao Cid, sob pena de perder seus haveres, os olhos da cara, e mais o corpo e a alma. A todos a dor afligia, mas cada um se sumia, sem dar palavra.

Encaminhou-se o Campeador para a sua pousada, porém o medo cerrara também aquela porta; quando os do Cid chamaram em altas vozes, ninguém respondeu. Tirando o pé do estribo, o Cid feriu a porta: mas a porta, trancada, não se abriu. Então acercou-se uma menina de nove anos e falou-lhe assim:

– Ai! Campeador, em boa hora cingistes espada! Mas el- -rei mandou que vos não albergássemos e, se o fizéssemos, perderíamos casas e haveres, e mais os olhos da cara. Cid, a nossa perda não vos daria remédio. Que o Senhor Deus vos ajude com suas virtudes santas!

Assim falou a menina, e tornou a entrar em casa.

Já o Cid entendia que el-rei lhe não perdoava. Partindo-se dali, atravessou Burgos, chegou a Santa Maria e descavalgou.

De joelhos, rezou com todo o coração.

Acabada a oração, passou a ponte do Arlançon e no areal fincou a sua tenda.

Rui Dias de Bivar, o que em boa hora cingira espada, acampou em areal de rio porque ninguém o quis acolher.

Tal como em serra brava, e rodeado de sua companha, ficou o Cid Campeador.

Também aos de Burgos era vedado vender comida ao Cid, e ninguém ousava vender-lhe um dinheiro dela que fosse.

* * *

Essas são as poucas opções em português. As versões em prosa servem apenas para conhecer o enredo, e pouco mais. Para quem está inseguro do espanhol, recomendo ler uma dessas e, depois, já sabendo o enredo, se aventurar pelo poema.

Primeiro, o original, em castelhano antigo.

* * *

Original, castelhano antigo, c.1200

1
De los sos ojos tan fuertemientre llorando,
tornava la cabeça e estávalos catando.
Vío puertas abiertas e uços sin cañados,
alcándaras vazías, sin pieles e sin mantos,
e sin falcones e sin adtores mudados.
Sospiró mio Cid, ca mucho avié grandes cuidados;
fabló mio Cid bien e tan mesurado:
−¡Grado a ti, Señor, Padre que estás en alto!
¡Esto me an buelto mios enemigos malos!–

2
Allí piensan de aguijar, allí sueltan las riendas.
A la exida de Bivar ovieron la corneja diestra
e entrando a Burgos oviéronla siniestra.
Meció mio Cid los ombros e engrameó la tiesta:
−¡Albricia, Álbar Fáñez, ca echados somos de tierra!–

3
Mio Cid Ruy Díaz por Burgos entró,
en su compaña sessaenta pendones.
Exienlo ver mugieres e varones,
burgeses e burgesas por las finiestras son,
plorando de los ojos, tanto avién el dolor,
de las sus bocas todos dizían una razón:
−¡Dios, qué buen vassallo, si oviesse buen señor!–

4
Combidarle ien de grado, mas ninguno non osava:
el rey don Alfonso tanto avié la grand saña.
Antes de la noche, en Burgos d’él entró su carta
con grand recabdo e fuertemientre sellada:
que a mio Cid Ruy Díaz que nadi no l’ diessen posada,
e aquel que ge la diesse sopiesse vera palabra,
que perderié los averes e más los ojos de la cara,
e aun demás los cuerpos e las almas.
Grande duelo avién las yentes cristianas,
ascóndense de mio Cid, ca no l’osan dezir nada.
El Campeador adeliñó a su posada,
así commo llegó a la puerta, fallola bien cerrada,
por miedo del rey Alfonso que assí la avién parada,
que si non la quebrantás por fuerça, que non ge la abriese nadi.
Los de mio Cid a altas vozes llaman,
los de dentro non les querién tornar palabra.
Aguijó mio Cid, a la puerta se llegava,
sacó el pie del estribera, una ferida l’ dava;
non se abre la puerta, ca bien era cerrada.
Una niña se atreve a hablar al Cid
Una niña de nuef años a ojo se parava:
−¡Ya Campeador, en buen ora cinxiestes espada!
El rey lo ha vedado, anoch d’él entró su carta
con grant recabdo e fuertemientre sellada.
Non vos osariemos abrir nin coger por nada;
si non, perderiemos los averes e las casas,
e demás los ojos de las caras.
Cid, en el nuestro mal vós non ganades nada,
mas el Criador vos vala con todas sus vertudes santas.−
Esto la niña dixo e tornós’ pora su casa.
Ya lo vee el Cid, que del rey non avié gracia;
partiós’ de la puerta, por Burgos aguijava,
llegó a Santa María, luego descavalga,
fincó los inojos, de coraçón rogava.
La oración fecha, luego cavalgava,
salió por la puerta e Arlançón passava;
El Cid acampa en la glera de Burgos
cabo essa villa en la glera posava,
fincava la tienda e luego descavalgava.
Mio Cid Ruy Díaz, el que en buen ora cinxo espada,
posó en la glera cuando no l’ coge nadi en casa,
derredor d’él una buena compaña;
assí posó mio Cid commo si fuesse en montaña.
Vedada l’an compra dentro en Burgos la casa
de todas cosas cuantas son de vianda;
non le osarién vender al menos dinarada.

* * *

Ok. Não é fácil. Mas, ¡vale!, é factível. E dá pra sentir toda a potência e a melodia do texto. Pensem em como é mágico podermos ler diretamente, sem intermediários, pelo encantamento mágico da escrita, palavras que foram pensadas, criadas, faladas, ditadas, 800 anos atrás!

Minha recomendação às pessoas mais corajosas é ler o texto original, acompanhando com esse aúdiolivro da versão modernizada por López Estrada.

Por fim, existem várias versões modernizadas, algumas excelentes. Abaixo, as minhas recomendações.

* * *

Espanhol moderno, poesia, Luis Guarner, 1970.

1 Adiós del Cid a Vivar

Por sus ojos mío Cid va tristemente llorando,
volvía atrás la cabeza y se quedaba mirándolos.
Miró las puertas abiertas, los postigos sin candados,
las alcándaras vacías sin pellizones ni mantos,
sin los halcones de caza ni los azores mudados.
Suspiró entonces mío Cid, de pesadumbre cargado,
y comenzó a hablar así, tan justo y tan mesurado:
«¡Loado seas, Señor, padre que estás en lo alto!
»Todo esto me han urdido mis enemigos malvados».

2 Agüeros en el camino de Burgos

Ya aguijaban los caballos, ya les soltaban las riendas.
Cuando de Vivar salieron vieron la corneja diestra,
y cuando entraron en Burgos la vieron a la siniestra.
Movió mío Cid los hombros y sacudió la cabeza:
«¡Albricias —dijo—, Álvar Fáñez, que de Castilla nos echan,
»mas a gran honra algún día tornaremos a esta tierra!».

3 El Cid entra en Burgos

Mío Cid Rodrigo Díaz en Burgos, la villa, entró;
hasta sesenta pendones llevaba el Campeador;
salían a verlo todos, la mujer como el varón:
a las ventanas la gente burgalesa se asomó
con lágrimas en los ojos ¡que tal era su dolor!
Todas las bocas honradas decían esta razón:
«¡Oh Dios y qué buen vasallo, si tuviese buen señor!».

4 Nadie hospeda al Cid. Solo una niña le dirige la palabra para mandarle alejarse. El Cid se ve obligado a acampar fuera de la población, en la Glera

De grado lo albergarían, mas ninguno se arriesgaba:
que el rey don Alfonso al Cid le tenía grande saña.
Antes de la noche, a Burgos llegó aquella real carta
con severas prevenciones y fuertemente sellada:
que a mío Cid Ruy Díaz nadie le diese posada,
y si alguno se la diese supiera qué le esperaba:
que perdería sus bienes y los ojos de la cara,
y que además perdería salvación de cuerpo y alma.
Gran dolor tenían todas aquellas gentes cristianas;
se escondían de mío Cid, no osaban decirle nada.
El Campeador, entonces, se dirigió a su posada;
así que llegó a la puerta, encontrósela cerrada;
por temor al rey Alfonso acordaron el cerrarla,
tal que si no la rompiesen, no se abriría por nada.
Los que van con mío Cid con grandes voces llamaban,
mas los que dentro vivían no respondían palabra.
Aguijó, entonces, mío Cid, hasta la puerta llegaba;
sacó el pie de la estribera y en la puerta golpeaba,
mas no se abría la puerta, que estaba muy bien cerrada.
Una niña de nueve años frente a mío Cid se para;
«Cid Campeador, que en buena hora ceñisteis la espada,
»sabed que el rey lo ha vedado; anoche llegó su carta
»con severas prevenciones y fuertemente sellada.
»No nos atrevemos a daros asilo por nada,
»porque si no perderíamos nuestras haciendas y casas,
»y hasta podía costarnos los ojos de nuestras caras.
»¡Oh buen Cid!, en nuestro mal no habíais de ganar nada;
»que el Creador os proteja, Cid, con sus virtudes santas».
Esto la niña le dijo y se volvió hacia su casa.
Ya vio el Cid que de su rey no podía esperar gracia.
Partió de la puerta, entonces, por la ciudad aguijaba,
llega hasta Santa María, y a su puerta descabalga;
las rodillas hincó en tierra y de corazón rezaba.
Cuando acaba su oración, de nuevo mío Cid cabalga;
salió luego por la puerta y el río Arlanzón cruzaba.
Junto a Burgos, esa villa, en el arenal acampa,
manda colocar la tienda y luego allí descabalga.
Mío Cid Rodrigo Díaz, que en buen hora ciñó espada,
en el arenal posó, nadie lo acogió en su casa;
pero en torno de él hay mucha gente que lo acompañaba.
Así acampó mío Cid como si fuese en montaña.
También ha vedado el rey que en Burgos le vendan nada
de todas aquellas cosas que puedan ser de vianda;
nadie osaría venderle ni aun una dinerada.

(Essa tradução de Luis Guarner está à venda na Amazon BR, em impresso e ebook.)

* * *

Pedro Salinas (1891-1951) foi um importante poeta espanhol e sua tradução do Cid, abaixo, é justamente elogiada. É das minhas preferidas e está disponível em pdf gratuito.

* * *

Espanhol modernizado, verso, Pedro Salinas, 1926

1

Los ojos del Mío Cid mucho llanto van llorando
hacia atrás vuelve la vista y se quedaba mirándolos.
Vio cómo estaban las puertas abiertas y sin candados.
vacías quedan las perchas ni con pieles ni con mantos,
sin halcones de cazar y sin azores mudados.
Suspira el Cid porque va de pesadumbre cargado.
Y habló, como siempre habla, tan justo y tan mesurado:
« ¡Bendito seas Dios mío, Padre que estás en lo alto!
Contra mí tramaron estos mis enemigos malvados.»

2

Ya aguijan a los caballos, ya les soltaron las riendas.
Cuando salen de Vivar ven la corneja a la diestra,
pero al ir a entrar en Burgos la llevaban a su izquierda.
Movió Mío Cid los hombros y sacudió la cabeza.
«¡Ánimo, Alvar Fáñez, ánimo, de nuestra tierra nos echan,
pero cargados de honra hemos de volver a ella!»

3

Ya por la ciudad de Burgos el Cid Ruy Díaz entró.
Sesenta pendones llevan detrás el Campeador.
Todos salían a verle, niño, mujer y varón,
a las ventanas de Burgos mucha gente se asomó.
¡Cuántos ojos que lloraban de grande que era el dolor!
Y de los labios de todos sale la misma razón:
« ¡Qué buen vasallo sería si tuviese buen señor!»

4

De grado le albergarían, pero ninguno lo osaba,
que a Ruy Díaz de Vivar le tiene el rey mucha saña.
La noche pasada a Burgos llevaron una real carta.
con severas prevenciones y fuertemente sellada
mandando que a Mío Cid nadie le diese posada,
que si alguno se la da sepa lo que le esperaba:
sus haberes perdería, más los ojos de la cara,
y además se perdería salvación de cuerpo y alma.
Gran dolor tienen en Burgos todas las gentes cristianas,
de Mío Cid se escondían: no pueden decirle nada.
Se dirige Mío Cid adonde siempre paraba;
cuando a la puerta legó se la encuentra bien cerrada.
por miedo del rey Alfonso acordaron los de casa
que como el Cid no la rompa no se la abrirán por nada.
La gente de Mío Cid a grandes voces llamaba,
los de dentro no querían contestar una palabra.
Mío Cid picó el caballo, a la puerta se acercaba,
el pie sacó del estribo, y con él gran golpe daba,
pero no se abrió la puerta que estaba muy bien cerrada.
la niña de nueve años muy cerca del Cid se para
«Campeador que en bendita hora ceñiste la espada
el rey lo ha vedado, anoche a Burgos llegó su carta,
con severas prevenciones y fuertemente sellada.
No nos atrevemos, Cid, a darte asilo por nada,
porque si no perderíamos los haberes y las casas
perderíamos también los ojos de nuestras caras.
Cid, en el mal de nosotros vos no vais ganando nada.
Seguid y que os proteja Dios con sus virtudes santa.»
Esto lo dijo la niña y se volvió hacia su casa.
Bien claro ha visto Ruy Díaz que del rey no espere gracia.
De allí se aparta, por Burgos a buen paso atravesaba,
a Santa María llega, del caballo descabalga
las rodillas hinca en tierra y de corazón rogaba.
Cuando acabó su oración el Cid otra vez cabalga,
de las murallas salió, el río Arlanzón cruzaba.
Junto a Burgos, esa Villa, en el arenal posaba,
las tiendas mandó plantar y del caballo se baja.
Mío Cid el de Vivar que en buen hora ciñó espada,
en un arenal posó, que nadie le abre su casa.
Pero en torno suyo hay guerreros que le acompañan.
Así acampó Mío Cid cual si anduviera en montaña.
Prohibido tiene el rey que en Burgos le vendan nada
de todas aquellas cosas que le sirvan de vianda.
No se atreven a venderle ni la ración más menguada.

(Essa versão de Pedro Salinas está disponível gratuitamente aqui.)

* * *

Alberto Montaner Frutos é certamente o maior especialmente em El Cid vivo. Sua tradução é excelente.

* * *

Espanhol moderno, verso, Alberto Montaner Frutos

1
En silencio intensamente llorando,
volvía la cabeza, los estaba mirando.
Vio puertas abiertas, batientes sin candados,
perchas vacías, sin túnicas de piel ni mantos,
sin halcones y sin azores mudados.
Suspiró mio Cid, por los pesares abrumado,
habló mio Cid bien y muy mesurado:
—¡Gracias a ti, Señor, Padre que estás en lo alto!
¡Esto han tramado contra mí mis enemigos malvados!—

2
Allí empiezan a espolear, allí sueltan las riendas.
A la salida de Vivar una corneja les salió por la derecha
y entrando en Burgos les salió por la izquierda.
Se encogió mio Cid de hombros y agitó la cabeza:
—¡Alegría, Álvar Fáñez, que nos echan de la tierra!

3
Mio Cid Ruy Díaz en Burgos entró,
en su compañía hay sesenta pendones.
Salían a verlo mujeres y varones,
burgueses y burguesas están en los miradores,
llorando en silencio, tal era su dolor,
por las bocas de todos salía una expresión:
—¡Dios, qué buen vasallo si tuviese buen señor!—

4
Le convidarían de grado, pero ninguno osaba:
el rey Alfonso le tenía tal saña.
Anteanoche llegó a Burgos su carta
con grandes precauciones y solemnemente sellada:
que a mio Cid Ruy Díaz nadie le diese posada
y que aquel que se la diese supiese una seria amenaza,
que perdería sus bienes y además los ojos de la cara,
y aun además el cuerpo y el alma.
Un gran pesar tenía la gente cristiana,
se esconden de mio Cid, pues no osan decirle nada.
El Campeador se dirigió a su posada,
en cuanto llegó a la puerta, se la encontró bien cerrada,
por miedo del rey Alfonso así estaba preparada:
a no ser que la quebrase por la fuerza, no se la abriría nadie.
Los de mio Cid con grandes gritos llaman,
los de dentro no les querían contestar palabra.
Espoleó mio Cid, a la puerta se acercaba,
sacó el pie del estribo y le dio una patada;
no se abre la puerta, pues estaba bien cerrada.
Una niña de nueve años a la vista se paraba:
—¡Campeador, en buena hora ceñisteis espada!
El rey lo ha prohibido, anoche llegó su carta
con grandes precauciones y solemnemente sellada.
No nos atreveríamos a abriros ni a acogeros por nada;
si no perderíamos los bienes y las casas,
y además los ojos de la cara.
Cid, con nuestro mal vos no ganáis nada,
pero el Creador os ayude con todas sus virtudes santas.—
Esto dijo la niña y se volvió a su casa.
Ya lo ve el Cid, que no tiene del rey la gracia;
se alejó de la puerta, por Burgos espoleaba,
llegó a Santa María, entonces descabalga,
se puso de rodillas, de corazón le rezaba.
Acabada la oración, al punto cabalgaba,
salió por la puerta y el Arlanzón cruzaba;
junto a la ciudad en la glera acampaba,
plantaba la tienda y luego descabalgaba.
Mio Cid Ruy Díaz, el que en buena hora ciñó la espada,
acampó en la glera, pues nadie lo acoge en su casa,
pero a su alrededor hay una buena mesnada;
así acampó mio Cid como si estuviese en la montaña.
Dentro de Burgos le han prohibido comprar nada
de cualquier cosa que sea de vituallas;
no osarían venderle la porción más barata.

(Essa versão de Alberto Montaner está disponível gratuitamente aqui.)

* * *

Finalmente, o mundo anglófono tem produzido traduções cada vez mais excepcionais. Para quem não lê espanhol mas consegue ler inglês, uma boa tradução inglesa certamente transmite melhor a grandeza do Cid do que as traduções portuguesas em prosa.

* * *

Inglês, poesia, Paul Blackburn, 1966.

1 The Cid Calls His Vassals Together. They’ll Go Into Exile With Him

He 
turned and looked back to see the towers, 
                                        tears running from his eyes:
            saw the gates standing ajar, 
            doors left open without locks, 
            the porches bare 
                                       of either pelts or coverings, 
perches empty of falcons, empty of molted hawks. He sighed, 
mio Cid, his worries were weighty, and not small. 
The Cid spoke well and with great measure: 
                                       “Thanks be to thee, my Lord, our 
                                       Father, which art in heaven! 
                                       It’s my enemies have turned 
                                       this treachery upon me.” 

2. Omens On The Road to Burgos.

Then they set spur to horse, 
loosed the reins, they opened up then. 
Crows flew across to their right 
as they were leaving Bivar, 
and as they drove down to Burgos, 
crows crossed to their left. 
The Cid shrugged and shook his head: 
             “So, we’re thrown out of the country, well, 
              cheer up, Fáñez! When we come back to Castille, well 
                                  come back with all the honors.” 

3. The Cid Enters Burgos.

The Cid Ruy Díaz came into Burgos, 
the pennons of sixty lances with him. 
            They have to get a look at him, 
            men and women both. 
                    Townsmen and their wives crowd the windows, 
                                 tears in their eyes 
                                 and in their mouths 
a single sentence: 
                                   “God, what a good vassal! 
                                   If only he had a worthy lord.” 

4. No One Will Put the Cid Up. Only a Small Girl Addresses Him, and That to Tell Him to Go Away. The Cid Finds He Has to Make Camp Outside of Town, On the Sand of the Riverbank.

They would have invited him gladly, 
only not one dared, 
                                 so great was Alfonso’s fury. 
                                 The night before, his letter, 
                                 sealed with severity and heavy with warnings, 
                                 had gotten to Burgos: 
that 
to mio Cid Ruy Díaz 
no man should give shelter, 
or by the king’s true word, he’d lose 
his goods, his eyes from his head, his soul, and his body.

They would have invited him gladly, 
only not one dared, 
                                 so great was Alfonso’s fury. 
                                 The night before, his letter, 
                                 sealed with severity and heavy with warnings, 
                                 had gotten to Burgos: 
that 
to mio Cid Ruy Díaz 
no man should give shelter, 
or by the king’s true word, he’d lose 
his goods, his eyes from his head, his soul, and his body. 
               Everyone was ashamed, and in sorrow, 
               hid from mio Cid, 
                                 and no one chanced a word. 
The Campeador rode up to a place 
they could stay for the night, and 
when he reached the door he found it barred. 
For fear of the king they had agreed 
              that, unless he broke it down, by 
              no means to let him in. 
The Cid’s men called loudly to those inside, 
              they did not answer a word. Mio 
                      Cid dug in his spurs, raced up to the door, 
pulled one foot out of the stirrup and 
gave it a helluva kick.
Door was well secured and did not budge. 
                                        Then a little girl of nine years 
                                        leaned above him over the balcony: 
”Hey Campeador, in a good hour you girded on sword! 
              But the king has forbidden it, 
              his letter arrived last night 
with heavy warnings and stamped with the royal seal. 
             We don’t dare open to you, or 
                    put you up, 
                    for if we did, 
                                 we’d lose our goods and our houses, even 
                                 the eyes out of our faces. Cid, 
what would you gain from our misery? 
But, with all his holy strength, 
may God keep you.” 
                                 And she went back into the house. 
Then the Cid saw 
that he would get no privilege from the king. He 
turned from the door and galloped through the town, 
dismounted at the church of Santa María, 
fell upon his knees 
and prayed from the heart. 
                                 The prayer done, 
                                 he rode on, 
                                 rode out of the gates 
                                 and crossed the Arlanzón by the 
                                 bridge near the cathedral. 
On the far side of the river, 
on the sand of the riverbank, 
he had them pitch his tent, and then dismounted. 
Mio Cid Ruy Díaz, 
who in good hour girded on sword, set 
            his tent on the rough sand 
                  surrounded by good companions,

                                 when no one would take him in.
So the Cid set down camp 
as though he were in the mountains. 
             In the great city of Burgos, he 
             was forbidden to buy anything 
                     whatsoever, any provisions, 
                     and no one dared sell him ration enough 
                                 to feed a single man 
                                 for a single day. 

* * *

Inglês, poesia, Burton Raffel, 2009.

1

Tears were flowing from his eyes, then flowing faster
As he turned and looked back, just standing.
He saw the doors, swung open, padlocks gone,
Wall pegs empty, no furs, no gowns
Or cloaks, no falcons or molting hawks.
My Cid sighed, his burdens weighing him down.
My Cid spoke, in measured, well-controlled tones:
“I thank you, my Father, my Lord on high!
This is the vulture trap my evil enemies sent me.”

2

They spurred the horses, let the reins hang low.
To their right, leaving Vivar, they saw a hooded crow,
But as they reached Burgos it flew to their left.
My Cid shrugged his shoulders and shook his head:
“Let it be a good sign, Alvar Fáñez, for now we’re exiles!”

3

My Cid, Ruy Díaz, rode into Burgos.
His sixty men carried spears, hung with banners.
Men and women came out, when they appeared;
Merchants and their wives leaned from their windows, staring,
Weeping, overcome with sorrow.
And from their lips, all of them, fell the same prayer:
“O God, what a wonderful servant, if only he had a decent master!”

4

They would have been glad to ask him in, but no one dared;
Don Alfonso, the king, was far too angry.
He’d sent the city a notice, received the night before,
Sealed in dramatic passion, and urgent:
My Cid, Ruy Díaz, was to be turned away,
Given nothing. Whoever dared to disobey
Would lose whatever they owned, their eyes would be torn from their heads,
And their bodies and souls would be lost forever.
Every Christian in Burgos was bent in fear
And sorrow, hiding from my Cid, too terrified to speak.
The Warrior rode to the Burgos house where he’d always gone;
He stood at the door, solid and bolted shut
By the people inside, for fear of King Alfonso.
Unless he broke it down, nothing would force it open.
My Cid called to them, his voice raised high,
But no one inside would reply.
My Cid rode up to the door,
Slipped his foot from the stirrup, and kicked at the place.
But no one opened what was closed tight in his face.
Then a little girl appeared, nine years old:
“It’s done, Warrior, you who have worn your sword so proudly!
The king has forbidden it, his order came last night—
Strict and fierce, harsh and sealed all over, tight.
We don’t dare help you, we can’t do a thing,
And if we did, we’d lose our houses and everything—
And what’s still worse, the eyes in our heads!
My Cid, you’d win nothing from our misery, our death,
But may the Creator protect you with his heavenly blessing.”
The little girl said this, then went back in her house.
My Cid knew the king was burning inside.
He turned away from the door, galloped through Burgos,
Straight to Saint Mary’s cathedral, where he dropped from his horse,
Fell on his knees, and prayed from his heart.
The moment his prayer was finished, he departed;
Galloping through city gates he crossed the great river, the Arlanzón.
Not far from Burgos, sand all around,
He stopped, ordered tents put up, and then dismounted.
My Cid, Ruy Díaz, who had worn his sword with pride,
Was lodged, near this city now closed to him, in a barren sand pile,
But with good company all around him.
My Cid, camped as if in a mountain wilderness,
Forbidden to buy food of any kind, in Burgos,
Nothing at all, and the people behind their doors
Barred from selling him half a penny’s worth.

(Essa é a nova tradução da Penguin, a mais fácil de encontrar em impresso e ebook.)

* * *

Edições recomendadas

Espanhol antigo

Espanhol modernizado

  • —> Poema del Cid [140pp, Castalia, coleção Odres Nuevos, versão Francisco Lopez Estrada. Poesia.]
  • —> Poema de Mio Cid [163pp, ver. Pedro Salinas. Poesia.] (pdf)
  • —> Cantar de Mio Cid [85pp, Mestas, ver. Alberto Montaner Frutos. Poesia.] (pdf)
  • Cantar de Mio Cid [170pp, Edaf, trad. Luis Guarner, 1970. Poesia.] (pdf, kindle)
  • Cantar del Cid [150pp, Espasa-Calpe, ver. Alfonso Reyes. Prosa.] (pdf)
  • Cantar de Mio Cid [Ver. Timoteo Riaño Rodríguez e Maria Carmen Gutiérrez Aja. Poesia] (site)
  • Cantar de Mio Cid [Ver. Miguel Garci-Gomez. Poesia.] (site)

Português

  • Poema do meu Cid [130pp, ed. Francisco Alves, trad. Maria do Socorro Almeida. Prosa] (pdf)
  • O poema do Cid [115pp, ed. Relógio D’Água, trad. Afonso Lopes Vieira. Prosa] (pdf)

Inglês

  • —> Poem of the Cid [170pp, Univ. Okhlahoma Press, trad. Paul Blackburn. Poesia.] (pdf)
  • The song of the Cid [125pp, Penguin, trad. Burton Raffel. Poesia. Bilíngue.]
  • The epic of the Cid [107pp, Hackett, trad. Michael Harney. Prosa]
  • The Lay of the Cid [Trad. R. Selden Rose e Leonard Bacon. Poesia.] (site 1site 2)
  • Cantar de Mio Cid [Trad. Archer M. Huntington, 1903. Poesia. Bilíngue.] (site 1site 2)

Áudio

Site

  • No Instituto Cervantes (site)
  • Na Universidade do Texas (site)

Vídeo

Apoio

* * *

Esse texto faz parte dos guias de leitura para a primeira aula, Épica, do meu curso Grande Conversa Espanhola: do El Cid ao Dom Quixote, a invenção da literatura moderna. Esses guias são escritos especialmente para as pessoas alunas, para responder suas dúvidas e ajudar em suas leituras. Entretanto, como acredito que o conhecimento deve ser sempre aberto e que esses textos podem ajudar outras pessoas, também faço questão de também publicá-los aqui no site. Para comprar o curso, clique aqui.

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