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A história de Libeca

Um trecho (independente) do meu romance Mulher de um homem só. Talvez o meu preferido. Faz parte do meu novo livro Mentiras reunidas, em pré-venda até 15 de abril.

A história de Libeca é um trecho do meu romance Mulher de um homem só que pode ser lido de forma independente. Talvez seja o meu preferido.

Mulher de um homem só faz parte do meu novo livro Mentiras reunidas, em pré-venda até 15 de abril.

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            Mas às vezes ele me choca, me choca de verdade. Algumas histórias não sei se teria casado se soubesse. A primeira vez que esses ideais inconstantes do Murilo foram postos à prova foi com o caso da Libeca e, nessa prova, o Murilo não passou não, não passou mesmo, teria ido direto pra recuperação e ia ficar dezembro todo na sala de aula. Mas acho que sou eu. Religiosa ou não, não interessa, sou muito passional, muito apegada à vida: uma vida, um minuto a mais de vida que seja, não vale todas as teorias e argumentações e racionalizações do Murilo, e não entendo como ele pode ser tão frio, como pode colocar idéias antes de gente, e isso me assusta, porque decidi passar a vida com esse homem, e ele é o pai da minha filha, e não sei se posso confiar nas decisões dele, se o seu bom senso errático não poderia preferir lealdade a algum ideal abstrato do que à vida de Raquel. E essa história me bota medo, mas vou contar mesmo assim, vou contar o que Murilo fez com a Libeca porque isso tem tudo a ver com o que houve depois.

            Júlia, como sempre, estava lá. Os dois estudaram juntos no Santo Agostinho do Novo Leblon (até o Murilo se revoltar e pedir pra sair, vocês lembram), os dois cresceram juntos, porra. Faziam tudo juntos. Se não fosse por mim, ainda estariam fazendo, mas esquece. Apesar do companheirismo todo, apesar de tanto amor entre eles, não andavam no mesmo grupo: eram a única interseção de círculos diferentes. Os amigos de Júlia não entendiam o que via em Murilo, como agüentava andar com um chato daqueles, caretão e pentelho, de óculos fundo de garrafa e vocabulário difícil, e também tinham ciúmes dele, porque apesar do grupo e da galera, daquela turma toda de gente tão interessante e avançadinha (ou assim eles se consideravam), Murilo era a prioridade de Júlia e ela largava tudo para estar com ele. O vice-versa, naturalmente, era verdadeiro, como não?

            E chegamos a Libeca, que andava com Júlia e seus amigos, fumava maconha e ouvia rock progressivo, pichava banheiros e matava aula de ginástica. Estavam todos no começo do segundo grau, ou ensino médio, é isso que estão chamando agora?, e finalmente podiam se vestir como quisessem: a obrigatoriedade do uniforme só ia até a oitava série. E Libeca era daquelas alunas citadas pelos freis mais conservadores para justificar a insensatez de tal medida: só se vestia de preto, jeans rasgados, coturnos fedorentos, essas coisas. Os jeans rasgados foram proibidos, sob o argumento de que as roupas dos alunos precisavam, pelo menos, estar inteiras, mas o resto era ou deixar ou voltar aos uniformes. Libeca cultivava suas enormes olheiras com um cuidado que nós, as meninas mulherzinhas, só dedicávamos aos nossos cabelos: cabelos, aliás, que Libeca tinha recado no estilo cadete do exército. Fumava maconha mas nunca sentiu onda (fingia, pra não passar vergonha), e era literata, tão literata quanto se pode ser nessa idade: adorava Dostoievski, tinha lido as Notas do Subterrâneo, carregava uma edição sempre em sua bolsa, que todo mundo da turma tinha lido e sublinhado, e, empolgada, começara Os Irmãos Karamazovi e nunca conseguiu acabar. E era, ou se dizia, ou se pensava, uma rebelde, uma niilista (palavra que adorava salpicar nas conversas, pra mostrar como era sofisticada e culta), e vejam só, aos quinze anos: que aliás, pensando bem, é a única idade na qual é desculpável se imaginar niilista. Morava em um apartamento de quase mil metros quadrados em frente à praia e tinha um motorista sempre à disposição, mas, por questões ideológicas, só ia à escola de ônibus e tinha um orgulho planetário disso. Por outro lado, nunca havia lhe ocorrido que, pelo mundo afora, as meninas de sua idade lavassem as próprias calcinhas. Falando em calcinhas, Libeca e suas amigas também gostavam de defender o amor livre, que sexo não significava nada, que essas coisas não tinham importância alguma, e faziam pouco de meninas como eu, que éramos direitas e vaidosas, não fumávamos e tínhamos o mínimo de decoro. Mas muitas dessas minhas amigas tão decorosas já namoravam firme, aqueles calouros universitários que na época nos pareciam uns homenzarrões, e, com eles, perdíamos a inibição, ficávamos mais seguras de nossos corpos e brincávamos de colocar coisas deliciosas na boca, essas travessuras que só se faz com quem se confia, com quem se é íntimo, com quem se ama, mesmo sendo aqueles amores fugazes mas faiscantes da adolescência. Enquanto isso, Libeca sentava no colo dos garotos, se dava a intimidades físicas com todos, porque essas coisas não importavam, eles botavam a mão aqui e ali e, quem visse, diria que era mulher liberada e experiente, mas quando estava a sós com eles, toda a força dos valores culturais decadentes da nossa sociedade se fazia sentir e Libeca defendia com fúria aquele ultrapassado e cabeludo conceito de honra que residia ali no meio das suas pernas, e nunca fez nada com nenhum dos garotos em cujo colo sentou. E, às terças-feiras, Libeca se desvencilhava dos amigos em segredo e ia visitar sua bisavó, que era uma velha muito sozinha que morava em um asilo de Jacarepaguá, seus pais e seus avós nunca iam, mas Libeca se sentia mal com isso, e ficava mais de duas horas em três ônibus pra chegar no asilo e nunca faltava, e levava escondido um saquinho de pão de mel pra bisavó, que não podia comer doce por causa do seu diabetes, mas que dizia pra Libeca que vida sem pão de mel não valia a pena, e Libeca levava, e ficava lá vendo a bisavó quebrar o pão de mel com os lábios porque não tinha mais dentes e deixava a massa derreter na boca, e as duas conversavam, a bisavó ouvia a Voz do Brasil todo dia e sempre perguntava pra Libeca suas opiniões, o que pensava desse novo Plano Cruzado, se era fiscal do Sarney, se a seleção tinha chances de levar o tetra no México ou até se a Viúva Porcina devia mesmo era ficar com o Roque, e era bom porque forçava Libeca a se informar e, além de ler Dostoievski e não entender, ela também enfrentava o Jornal do Brasil todo dia. Enfim, quinze anos.

               Desculpem o desvio mas é que, assim como a Libeca se sentia mal com o abandono da bisavó, também me sinto mal que Murilo e Júlia, apesar de tudo e depois de tudo, nunca tenham sabido quem era essa moça que queria se matar. Gosto de me enganar achando que saber do pão de mel teria feito alguma diferença para o Murilo mas não: ele agiria como agiu de qualquer jeito — Júlia talvez levasse o pão de mel em consideração.

            E, nesse dia, estavam os dois, Murilo e Júlia, em um dos seus cantos preferidos do Novo Leblon, perto da banca, ali atrás do Pisano, aproveitando sua meia hora de recreio debaixo da sombra de uma amendoeira: ela fumando e desenhando em um caderninho e ele lendo algum livro da coleção Vagalume, acho que o Escaravelho do Diabo. Então, apareceu a Libeca e, ao contrário de quase todos os outros colegas da Júlia, a Libeca tolerava o Murilo, até gostava dele um pouquinho. Tinha um assunto pessoal pra falar com a amiga, mas Murilo estava lá e a Libeca não se importou, contou pra ele também. Não era segredo.

            Libeca queria morrer. A vida não fazia sentido, nossos valores morais eram falsos ícones impostos por uma mídia corrupta e globalizada, as relações humanas eram regidas por um deus artificial criado para facilitar a dominação dos mais fracos pelos grandes cartéis internacionais… Ah, chega! Quem é que já não ouviu esse tipo de conversa? Não tenho estômago de repetir essas besteiras todas, acho muito triste uma menininha assim já com tanto amargor na boca, e sem razão alguma, e não gosto de falar muito porque nessas horas penso na minha filha, se também não poderia estar falando pra outros jovens da idade dela que a vida não presta.

            Mas tenho que continuar porque Libeca continuou, não parou; não parou mas falava com muita calma, aquela calma que assustava, e dizia que não queria mais, já tinha inclusive tentado o suicídio antes, ao treze anos, mas agora era pra valer. De que adiantava ficar no mundo quando não se gosta de nada? Não tinha vaidade, não gostava do seu corpo, não gostava da sua família, não gostava da sua vida, a vida não lhe dava prazer. E acrescentou, pra surpresa boba do Murilo, pois Júlia já sabia, não porque Libeca tinha contado, mas porque não comprava aquele mise-en-scène todo, que era virgem — virgem!, e Murilo corou, como se essa idéia atentasse contra algum senso de pudor seu, logo ele que só iria perder a virgindade dali a dois anos, na Centaurus de Ipanema — que não conhecia o prazer sexual e que nem queria conhecer, tudo era tão falso nesse mundo!, nem se masturbava, sentia nojo do menor prazer físico, e lá se foi Murilo corar de novo enquanto Júlia nem piscou.

            E, no fundo, coitados deles dois, que se achavam tão adultos e inteligentes e sofisticados, mas só tinham quinze anos mesmo, e nem desconfiaram que Libeca nunca tinha tentado o suicídio coisa nenhuma e que se masturbava toda noite sim, muitas vezes passava a noite inteira se masturbando, como se aquele ato individual, aquele único ato não influenciado pelas forças imperialistas que dominavam todos os aspectos de nossas vidas, fosse, por isso mesmo, a única coisa que valesse a pena ser feita, e que tinha muito prazer sim cada vez que chegava no asilo e sua bisavó ainda estava viva, tinha medo profundo do dia em que chegaria lá e tivesse que dar o pão de mel para a moça da portaria.

            Mas Murilo e Júlia levaram aquilo a sério. Murilo e Júlia, aliás, levavam tudo muito a sério naquela época, eram jovens seríssimos, convencidos de uma suposta situação de maturidade precoce e que, portanto, deveriam se comportar de acordo. E tinham razão de levar Libeca a sério porque dessa vez era sério mesmo. Libeca queria morrer: o prazer de encontrar a bisavó era um prazer amargo, misturado com medo, e ela, quando se masturbava, não sentia realmente prazer físico algum, não pensava em ninguém, não visualizava nada, se masturbava a seco, se masturbava de ódio, ficava vermelha, inchada, depois ardia pra urinar, até o chuveirinho do bidê doía. Menos uma ou outra pequena mentira, Libeca queria mesmo morrer e, por isso, estava ali pedindo ajuda daquela maneira tão óbvia, tão ridícula, coitada. E também não tinha sido à toa que Libeca discutira o assunto na frente do Murilo, embora ela mesma nunca tenha se dado conta disso, porque, em sua cabeça, Murilo era mais centrado, mais adulto que Júlia. E Libeca esperava que fosse justamente ele quem a cortasse e dissesse o que é isso?, você é tão jovem!, que absurdo!, você tem a vida toda pela frente!, e esses clichês que, salpicados na hora certa, podem salvar uma vida, porque ninguém realmente deseja morrer — muito menos uma adolescente sadia, de dentes perfeitos e no peso certo.

            Murilo, entretanto, que corava com masturbações e virgindades, permanecia impassível ao suicídio. E foi Júlia a primeira a falar, mas ainda demorou um tempo, porque estava chacoalhada por dentro, e precisou esfriar seu temperamento quente antes de abrir a boca, e se lembrou de o quanto realmente gostava de Libeca, e pensou em alguns bons momentos das duas, e enquanto isso o tempo ia passando, um silêncio desagradável debaixo da árvore, mas o engraçado é que não era, quero deixar bem claro, silêncio de hesitação. A resposta que Júlia deu ela teria dado imediatamente: o tempo de espera foi porque queria se controlar por dentro, queria ter certeza de que, quando falasse, seria de voz firme, queria fechar os olhos às lágrimas para que não escapulisse nenhuma. E se esfriou e olhou para Libeca e, com a seriedade que só uma adolescente extremamente convencida de sua própria importância pode ter, afirmou:

            Vou sentir muito a sua falta.

            E Libeca emudeceu. Emudeceu mesmo. Não só naquela conversa não: ficou calada pelo resto do dia. Mas ah!, nem precisava falar: estava na presença de dois loquazes filósofos, bastava que ouvisse, que se regalasse com aqueles grãos-de-bico de sabedoria, maduras (quase podres) lições de vida. Estava muda mas ainda participava da conversa: virou-se para Murilo, a pessoa de quem mais esperava ajuda, o “homem” mais responsável do grupo, e ele apenas sacudiu a cabeça, concordando com Júlia. Sei o que Libeca pensou e não foi não, Libeca, isso é que é o pior. Os dois cretinos nunca tinham conversado sobre isso, nunca haviam debatido suicídio, nunca haviam decidido o que fazer se uma situação como aquela se apresentasse. Nada disso. Ambos chegaram àquela mesma posição ridícula espontaneamente. E nem mesmo foi um quem influenciou o outro. Murilo só não disse as mesmas palavras que Júlia porque mal conhecia Libeca, seria hipócrita dizer que sentiria a falta dela. Pensou um pouco no que falar e acrescentou, sem o menor constrangimento de usar a palavra “sagrado”, é nosso direito sagrado, temos apenas dois momentos realmente íntimos, dois únicos momentos nos quais uma pessoa fica sozinha consigo mesma e ninguém tem nada a ver com isso.

            E Murilo fez uma pausa, não uma pausa dramática, mas uma pausa cumplicitória, esperando que sua amiguelhazinha adivinhasse seu pensamento e completasse seu raciocínio. Júlia entendeu. A primeira era fácil: o suicídio e… Ela hesitou um pouco, formulou uma resposta, questionou, confirmou, verbalizou: …e a masturbação!

            Pronto. Feliz com sua comparsa, Murilo continuou o discurso, fruto de seus dezesseis anos incompletos de sabença, a cara cheia de cravos e erupções, o cabelo penteado em uma franja pra esconder as espinhas da testa:

            Nada é realmente nosso, disse ele. Tudo pode ser tirado, recolhido, leiloado. Mas só nossa vida é só nossa, só diz respeito a nós. Seria uma grande arrogância e uma enorme falta de respeito da nossa parte ter a ousadia de lhe dizer o que fazer com sua vida.

            E Júlia, não encontrando mais nada eticamente aceitável para dizer, repetiu: vou sentir sua falta.

            Libeca entendeu. Demorou um pouco, mas entendeu. Era sério mesmo. Os dois não estavam brincando. Não seria ali que Libeca ouviria os clichês de consolo de que precisava. Por fim, Júlia decidiu elaborar:

            Acho até filosoficamente errado (filosoficamente é o caralho!, pensou Libeca, mas continuou calada para ouvir até o fim) eu falar isso, não tenho nada a ver com sua vida, mas vou dizer de qualquer jeito: gosto muito de você, Libeca, muito mesmo!, e pegou a mão de Libeca, e Libeca estava tão anestesiada por aquela palhaçada que nem puxou a mão de volta como queria, e caso essa seja a sua decisão, quero que saiba que vou sentir muito sua falta e vou ficar muito triste.

            E acabou. Murilo havia feito seu discurso. Júlia, já tendo falado mais do seria filosoficamente correto, também se absteve da conversa. E Libeca, Libeca concluiu que realmente não havia mais nada a ser dito, não tinha mais o que fazer ali, nunca teve. Foi embora.

            E eu, o que posso dizer mais? Os dois sábios nem mesmo discutiram entre si o assunto depois. Não havia o que discutir. Concordavam de tal maneira que a única coisa que poderiam acrescentar eram parabéns mútuos por sua atitude lógica e coerente. Mas não havia por que parabenizar o outro por não ter feito mais do que sua obrigação de ser humano pensante. E é esse, minhas amigas, o pai da minha filha. E, ainda mais assustador, Júlia é a madrinha.

            Quanto a Libeca, como quase todas nós, ela também conseguiu sobreviver aos seus quinze anos. O mais irônico é que, talvez, com a ajuda de Murilo e Júlia. Dado seu rancor contra o mundo naquela época, não sei se clichês de CVV teriam salvo sua vida. Mas aquele choque com certeza a balançou. Libeca passou os dias seguintes odiando aqueles dois putos, nem se lembrou de o quanto odiava a si mesma. Quando passou o ódio, também havia passado o impulso. E não voltou mais. Entrou em outra fase, parou de ler e nunca nem abriu a coletânea de Nietzsche que comprara algumas semanas antes. Foi passar o verão em Araruama, se apaixonou por um surfista e deixou o cabelo crescer, trocou piercings por tatuagens e continuou sendo adolescente, e dali a pouco mudou tudo de novo, e assim foi indo. Enfim, Libeca sobreviveu e nunca mais dirigiu palavra a Murilo e, portanto, saiu da minha história.

            Ai, quem me dera ter contado esse caso apenas para exemplificar as esquisitices de Murilo e Júlia. Dizer: eles são assim, ó, olha só o que fizeram quando tinham quinze anos. Mas não. A historinha é importante, pois não é a criança o pai do homem? Não estão esse Murilo e essa Júlia, que tão eticamente aconselharam a Libeca, dentro do pai e da madrinha da minha filha?

            Estão, claramente estão, pois não se passaram nem doze anos e o diálogo se repetia, não muito longe dali.

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O meu romance Mulher de um homem só, originalmente lançado em 2009, agora reescrito e revisado (com um final um pouco diferente!), faz parte do meu livro Mentiras Reunidas, em pré-venda até 15 de abril.

Um romance sobre as agruras e desafios de ser mãe & mulher, filha & esposa. sobre religião & amizade, monogamia & destino. Minha tentativa de entrar na cabeça de uma mulher, pensar como ela, sentir como ela, escrever como ela. (Será que consegui?)

mulher de um homem só

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É possível um homem e uma mulher serem realmente amigos?

Mulher de Um Homem Só devassa a cabeça de Carla, que tem a sensação de já ter chegado tarde à vida do marido, Murilo. Desde a infância, ele pertence à Júlia: é o melhor amigo, o confidente, o anjo da guarda e o referencial masculino. O romance invade o feminino nas suas pequenezas e mazelas. Revela o ordinário; o dia a dia de um jovem casal que enfrenta os desafios do casamento, da falta de dinheiro, da busca de identidades e de lugares para ser e ocupar, tendo que lidar com a constante presença de Júlia entre os dois.

O projeto gráfico foi da minha melhor amiga, a artista plástica Isabel Löfgren. A primeira edição foi azul (2009); a segunda, magenta (2009); a terceira, laranja (2010). (A Bel também assina o projeto gráfico do Mentiras Reunidas.)

Mulher de Um Homem Só, romance de Alex Castro

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Repercussão

Escrever assim é imperdoável. … Tem um por geração. O da nossa … é ele. Vai por mim. Não perca o Alex.
Fal Azevedo, “Drops da Fal”

… melhor livro que eu li em 2009. … tem uma visão bastante peculiar da psiquê feminina … A narradora … somos todas nós. Ou todos nós. … Um livro sobre esse tal mal-estar contemporâneo. Sobre indivíduos que se comunicam apenas através de loucuras. Sobre a dificuldade de mantermos em pé as instituições do passado (casamento, família). E tudo contado assim, através de uma personagem sem freio, que faz com que a gente desembeste com ela.
Mary W., “Segundo Sexo”

É um homem que tá escrevendo isso aqui? … Não me perguntem como ele … sabe destas incertezas e inseguranças tão femininas. Nem sei onde ele aprendeu estes tantos detalhes. … É esta maneira de narrar os detalhes, as pausas, os gestos e os olhares, quando nem ao menos se estava presente na cena, que faz com que a gente entenda Carla. Quem não é Carla? Vocês, homens, não são. Nem entenderiam. Só Alex.
Isabella Ianelli, “Isabelices”

Enredo intenso nos prende da primeira à ultima página. … Realmente intrigante … uma leitura incrível. Alex Castro realmente conseguiu traduzir nas páginas de seu livro a angústia de Carla com palavras e linhas de pensamento realmente femininas, superou os limites da natureza e encarnou uma esposa preocupada com o seu casamento com toda a originalidade que lhe cabe. Recomendo. … A sensação que tive ao terminar de ler o livro: faltou-me o ar.
Re Alves, “Entreditas”

Um livro cujo único defeito é não ter mais umas cem páginas contando mais e mais da história desse triângulo amoroso.
Juliana Dacoregio, “Heresia Loira”

Fiquei encantada com o estilo … com a velocidade dos acontecimentos, com a narrativa onisciente … e com todo o desenrolar dos acontecimentos. … O livro acabou e deixou um gosto de que não podia ter acabado. … Não era nem mesmo leitora … mas agora … vou ser, sim. Você também deveria.
Fernanda França, “Fernanda França”

“Me identifiquei com a compulsão metafórica do autor. E o fim é perfeito: instiga.”
Alexandre Inagaki, “Pensar Enlouquece, Pense Nisso”

Fiquei muito impressionado, literalmente, com tua habilidade na fraseologia ficcional, perfeitamente casada com a mentalidade da Carla; todo o vocabulário feminino, tanto de palavras como de linhas de pensamento, foi uma realização ímpar. … Com essa criação, vc matou a pau.
Doutor Plausível, “Doutor Plausível”

Eu tinha esquecido que era tão bom. … Um livro maduro, bem pensado. … É nessa narração que está um dos grandes trunfos do livro. Em Carla, Alex cria uma personagem crível, rica, e explora bem suas possibilidades. É aqui que o Alex demonstra ser um excelente escritor: ele tem perfeito domínio da voz feminina da Carla. É esse o grande segredo do livro.
Rafael Galvão, “Rafael Galvão”

Um livro impressionante, a narrativa sempre inteira, o domínio da língua sempre presente mas nunca intrusivo, uma prosa que flui tão fácil que o leitor nem percebe o labirinto em que está se enredando até ser tarde demais.”
Paulo Cândido, “Todos os Assuntos do Mundo”

Um bom livro. … parece ter um cuidado todo especial com a velocidade da narrativa. … O maior trunfo … é a narradora e as ambigüidades por ela evocadas. Ao usar a primeira pessoa onisciente, Alex Castro acaba por fazer com que duvidemos de tudo o que Carla nos conta. Este filtro pouco confiável é que dá profundidade a um romance.
Paulo Polzonoff, “Polzonoff”

“… o autor não permite que o texto o domine. … Esse jogo entre o dito, o explicitado e o entendido é rico, é a grande força do livro e o que me faz aguardar ansiosamente o próximo livro do autor.”
Carolina Vigna-Marú, “Aguarrás”

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Mulher de um homem só é parte integrante do meu livro Mentiras Reunidas. Compre agora, ou continue lendo, para saber mais.

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Mentiras Reunidas, em pré-venda

Já começou a pré-venda do meu novo livro Mentiras reunidas, em versão capa dura, com bookbag, dedicatórias apócrifas e marcadores, e mais cinco contos exclusivos.

Mentiras Reunidas, capa aberta.

Essa versão capa dura só estará disponível nessa pré-venda: mais tarde, não estará disponível nem para venda pelo site, nem para venda em livrarias. Só nessa pré-venda, só agora. Depois, nunca mais.

No final do ano, se o resultado do capa dura for bom, vamos lançar Mentiras reunidas também nas versões brochura, ebook, áudiolivro, mas aí não vai ter bookbag, não vai ter capa dura e, mais importante, não vai ter os cinco contos exclusivos.

A edição brochura (se existir) será do mundo, vai vender nas livrarias e tal (espero!), mas esse capa dura, com a bolsa de brinde, é meu presente para minhas leitoras fiéis: ele reúne toda a minha ficção publicada e mais, doze contos inéditos, desde o meu primeiro conto, de 1987, até uma história escrita especialmente para esse livro, em 2019, passando pelos livros Mulher de um homem só  (2009) e Onde perdemos tudo (2011). 

Trinta e dois anos da minha produção artística, os frutos de todos os meus maiores esforços, em um só livro, só para você.

Cinco dos doze contos inéditos são exclusivos da versão capa dura e não estarão incluídos nas versões brochura, ebook e áudiolivro que venham a existir.

Todas as vendas serão realizadas pelo site da própria editora(Dessa vez, não vou vender eu mesmo. Ou seja, não vai dar pra comprar na minha mão.) A editora aceita boleto, cartão de crédito e parcela em 3x. Para quem está no exterior, basta preencher um formulário e a editora entra em contato.

A pré-venda vai até 15 de abril e os livros começam a ser enviados em 31 de maio de 2021. (Repito: o livro não estará mais à venda, em nenhum meio, de nenhuma maneira, depois de 15 de abril.)

Por fim, uma promoção em conjunto com meu novo curso. Quem comprar Mentira Reunidas na pré-venda, paga somente o preço promocional do meu curso A Grande Conversa Brasileira: a idéia de Brasil. Ao invés de R$1.199, você só paga R$899 (válido somente para pagamento à vista, via Pix). Ou seja, o Mentiras Reunidas sai de graça. Basta me enviar o comprovante da compra do livro e fazer o pix de R$899. Minha chave Pix é eu@alexcastro.com.br.

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Você ganha…

Comprando Mentiras reunidas na versão capa dura, você ganha:

— 1 bookbag EXCLUSIVO: só estará disponível para quem comprar o capa dura, não será vendido separadamente, não será produzido no futuro;

— 5 contos inéditos e EXCLUSIVOS da capa dura: não estarão nas outras versões (brochura, ebook, audiolivro) que podem ser lançadas no final do ano;

— 1 dedicatória, apócrifa e ficcional, inventada na hora, exclusiva para você;

— 2 marcadores de página feitos especialmente para esse livro.

Mentiras Reunidas, novo livro de Alex Castro.

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A arte

O projeto gráfico, como sempre, é de autoria da minha melhor amiga de trinta anos, a artista plástica Isabel Löfgren, sobre desenhos originais de Francisco de Goya — hoje, talvez, meu artista plástico favorito. (Minha ida à Madri em 2018 e meu encontro com Goya.)

Conheça o site da Isabel e, especialmente, seu belíssimo trabalho na Mãe Preta, em parceria com Patrícia Gouvêa.

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Mentiras reunidas, índice

Porque mentir
Primeiras mentiras

Mulher de um homem só

Onde perdemos tudo
    A morte do meu cachorro
    De portas abertas
    Onde perdemos tudo
    Quando morrem os pêssegos
    A falta que nos fazem os figos

Depois da festa junina, em volta da fogueira (inéditos)
    Moça de sorte (exclusivo capa dura)
    Não adianta morrer (exclusivo capa dura)
    Uma questão de fé
    A surdez do meu avô (exclusivo capa dura)
    A menina do copo d’água (exclusivo capa dura)
    Te espero no açougue
    Às vezes, morro
    Sangue e morte na noite de Natal (exclusivo capa dura)

Mentiras avulsas (inéditos)
    Como nos velhos tempos
    Grandezas de candura
    Uma cigarrilha apagada
    A cachorra atropelada

Títulos sem contos
Últimas mentiras
Biografia do autor
Mecenato

Mentiras Reunidas, a contracapa. Clique para ver em tamanho maior.

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A história de Libeca é um texto no site do Alex Castro, publicado no dia 7 de abril de 2021, disponível na URL: alexcastro.com.br/libeca // Sempre quero saber a opinião de vocês: para falar comigo, deixe um comentário, me escreva ou responda esse email. Se gostou, repasse para as pessoas amigas ou me siga nas redes sociais: Newsletter, Instagram, Facebook, Twitter, Goodreads. // Todos os links de livros levam para Amazon Brasil. Clicando aqui e comprando lá, você apoia meu trabalho e me ajuda a escrever futuros textos. // Tudo o que produzo é sempre graças à generosidade das pessoas mecenas. Se gostou, considere contribuir: alexcastro.com.br/mecenato

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