moqueca

perto da minha casa, tem uma colônia de pescadores.

a colônia é mais antiga que o bairro: há mais de cem anos, quando abriram o primeiro túnel dando acesso a essas dunas desertas e isoladas, a colônia já estava aqui.

todo dia, de madrugada, os pescadores ainda saem pra pescar. todo dia, de manhã, vendem na praia o peixe fresquíssimo que pescaram.

perto da colônia, tem o bar dos pescadores.

no bar dos pescadores, dá pra comer bife, porco, frango, qualquer coisa.

menos peixe.

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diário de uma olimpíada: última semana

durante a rio2016, arrumei um celular, voltei ao facebook e compartilhei por lá minhas experiências em tempo real.

os textos sobre a primeira semana estão aqui. abaixo, escritos no calor do momento e não-editados, alguns trechos sobre a segunda e última semana de jogos.

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mais um ouro para o brasil

entre o parque olímpico e o metrô jardim oceânico, o brt tem somente uma parada: no barrashopping.

infelizmente, em um desses dias olímpicos lotados, esqueceram de informar ao motorista, que passou direto.

a galera veio abaixo, gritando, mandando parar.

ele parou e começou a voltar, devagarinho, dando ré naquele ônibus gigantesco, claramente com muito cuidado e dificuldade.

demorou um tempinho.

quando finalmente conseguiu, a galera veio abaixo de novo, dessa vez batendo palmas e assobiando:

“é ouro! é ouro, brasil!”

sem saber se era sério ou se era sarcasmo, o motorista levantou os braços, agradeceu e seguimos viagem.

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