Atenção., o áudiolivro | alex castro

Atenção., o áudiolivro

Sem Atenção, não há Cuidado.

Nenhum ato pode ser mais político e mais trancada um dos nossos atos é sempre uma oportunidade de sermos a pessoa que escolhermos sersformador do que enxergarmos e cuidarmos umas das outras.

O meu novo livro, Atenção., publicado pela Editora Rocco, está disponível em formato áudiolivro, produzido pela Tocalivros.

(Você ouve pelo site ou app da Tocalivros, em seu PC ou celular.)

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Como comprar, direto do autor

Comprando diretamente comigo, você paga um pouco mais (R$75) mas tem a satisfação de estar ajudando diretamente um autor que você aprecia e acompanha. E eu te agradeço. :)

Você vai receber, pelos Correios, o elegantíssimo voucher abaixo, em formato de marcalivro, com uma capinha estilosa, e um código númerico para você resgatar o áudiolivro no site ou app da Tocalivros.

De brinde: dois marcadores de página exclusivos e uma dedicatória apócrifa única.

marcador de página código de barras

Compre Atenção., em áudiolivro, com voucher físico, pelo PagSeguro.

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Como comprar, na Tocalivros

Para comprar Atenção. na Tocalivros, pagando mais barato, você tem duas opções:

1. Comprar o áudiolivro individual por R$35 ou

2. Fazer uma assinatura mensal (R$19) e ouvir quantos áudiolivros quiser.

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O que é um áudiolivro e como ouvir

2019 foi ano de realizar três dos meus maiores objetivos profissionais.

1. Publiquei um livro por uma grande editora de distribiuição nacional: Atenção., pela Rocco, lançado em março.

2. Estreei com um texto nos palcos brasileiros: Outrofobia, no Teatro Zé Maria, em Curitiba, entre junho e julho.

3. Narrei o áudiolivro de Atenção. produzido pela Tocalivros e lançado em julho.

Deixa eu falar mais um pouco sobre ele.

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Vamos começar pelo básico.

Áudiolivro é basicamente um livro em formato áudio. Simples assim.

Pode ser uma versão resumida, pode ser o livro todo. Pode ser narrada por somente uma pessoa ou por várias. Pode ter música incidental e efeitos sonoros, ou não.

Hoje em dia, a maioria das pessoas ouve áudiolivros baixando os apps das principais empresas em seus celulares e ouvindo por aí.

Em português, recomendo a Tocalivros, por onde saiu o meu Atenção.

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As vantagens dos áudiolivros

Sempre adorei áudiolivros. Já ouvi em fita cassete e em CD. Hoje em dia, no kindle e no celular.

Adoro ler letrinhas impressas, mas áudiolivros levam vantagens em algumas áreas:

1. Quando narrado pela própria pessoa autora 

É uma vibe diferente, única, exclusiva, intimista, ouvir um livro do Stephen King narrado por ele mesmo, conhecer sua voz e seu sotaque, perceber onde ele fará as pausas e as inflexões.

Adorei ouvir As cinzas de Ângela, memórias de um jovem irlandês nos EUA, narrado pelo próprio autor… de forte sotaque irlandês! Quando ouvi As mil e uma noites, foi narrado por uma atriz inglesa, de origem árabe, com um sotaque que adicionava conteúdo ao texto.

Imaginem como o privilégio que seria poder ouvir Cervantes narrando Dom Quixote, ou Machado, Dom Casmurro!

2. Quando narrado por uma artista que traz sua própria interpretação 

Atualmente, estou ouvindo Ana Karenina narrado pela Maggie Gyllenhaal, que ganhou o prêmio de melhor áudiolivro clássico de 2016 e é, de fato, incrível. Aracy Balabanian me introduziu aos contos de Clarice Lispector com muito talento.

3. Quando a obra original foi criada originalmente para ser ouvida

Quando a obra é eminentemente oral, como os contos folclóricos das Mil e uma noites, mas principalmente poesia épica composta oralmente, como a Ilíada ou a Odisséia, os áudiolivros acabam sendo uma maneira mais real, mais pura, talvez, de consumir aquele texto da maneira como ele foi criado para ser consumido.

Adoro especialmente ouvir o áudiolivro da Ilíada na tradução do poeta inglês Alexander Pope, que é minha tradução preferida, a mais poética, e que só fica mais rica e poderosa quando declamada por um ator competente.

4. Quando acrescenta elementos sonoros que vão além do texto 

A versão de Macunaíma em áudiolivro pela Tocalivros é muito mais legal e divertida do que o simples livro impresso, que achei entediante, pois incorpora muitas músicas do folclore brasileiro descobertas e gravadas pelo próprio Mário de Andrade em suas andanças pelo Brasil. Um livro que impresso me pareceu chato em áudio soa divertido e pândego.

No áudiolivro de 1822, do Laurentino Gomes, também pela Tocalivros, quando o texto fala das músicas que Dom Pedro I compunha, podemos ouvir as próprias músicas no fundo. Nenhum livro impresso pode oferecer isso.

5. Quando é uma adaptação com grande elenco e sonoplastia

Em livros complexos, de muitas tramas e muitos personagens, o fato de cada um ter uma voz diferente ajuda muito a diferenciá-los.

Por exemplo, o áudiolivro de Guerra dos Tronos, de G. R. R. Martin, da Tocalivros, tem 35 atores. O narrador de Tyrion Lannister também é anão e, inclusive, aparece no trailer do áudiolivro.

A adaptação/dramatização de Senhor dos anéis de Brian Sibley para a rádio BBC, em 1981, uma verdadeira superprodução, me trouxe muito prazer e alento em fases difíceis da minha vida e, durante quase vinte anos, foi o mais próximos que nós, fãs da série, tínhamos de uma versão cinematográfica.

Cada um desses áudiolivros é uma criação artística por si só, independente do livro impresso, e que merece ser ouvido e degustado exclusivamente: eu deito na rede, apago a luz e ouço, deliciado.

No mundo anglófono, essa arte está bastante avançada.

Entre nós, os melhores áudiolivros que já ouvi são justamente os da Tocalivros, que também produziu o áudiolivro do meu Atenção., narrado por mim, que sai agora.

Super recomendo.

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A experiência de gravar um áudiolivro

Ouvir áudiolivros narrados por suas pessoas autoras sempre foi uma coisa tão importante pra mim que me senti honrado de também poder fazer o mesmo por minhas pessoas leitoras.

Por outro lado, também foi a coisa mais desafiante que já fiz.

Eu escrevo. No texto, eu me garanto, estou no meu elemento.

Mas e na fala? Sou gago. Nunca fiz nenhuma formação nem de ator nem de locutor.

Pedi para narrar meu próprio livro e responderam que eu teria que fazer um teste. E pensei:

“Claro que não vou passar. Mas vale a pena arriscar.”

E lá fui eu, a essa altura da vida, fazer um teste em outra cidade.

Era a primeira vez, em muitos e muitos anos, que eu estava me propondo a fazer algo que não tinha certeza que conseguiria fazer direito.

O que segurou meu nervosismo foi o ambiente de trabalho na Tocalivros.

Trabalhei muitos anos como consultor, entrando e saindo de empresas, e a gente sente, já no primeiro passo, quais são aquelas empresas onde será um prazer trabalhar, onde as pessoas gostam de estar ali, onde o clima é agradável e positivo.

Tocalivros é uma dessas empresas: por trás de cada um de seus áudiolivros, dá pra sentir a atmosfera pândega e profissional, descontraída e detalhista, de um ambiente de trabalho que possibilita o máximo de liberdade e eficiência para narradores e editores.

Mais do que tudo, fui muito bem recebido pelo Clayton Heringer, que é talentosíssimo como ator e produtor, e mais ainda como anfitrião e diplomata. Durante as três semanas que passei gravando na Tocalivros, o Clayton não só me recebeu com muito amor e carinho, como também eu o vi receber com amor e carinho muitos outros narradores e autores, parceiros e fornecedores que apareciam. A empresa, e o próprio conceito de “áudiolivro”, não poderiam ter um embaixador melhor do que o Clayton.

Teve um dia que o Clayton me chamou, como ele me chamava diversas vezes, e o meu coração disparou. Por algum motivo, eu imaginei que ele iria me dizer que estava tudo indo muito mal, que era óbvio que eu não tinha talento para gravar meu próprio livro, melhor parar tudo, etc etc. (Naturalmente, não era nada disso: ele estava me chamando pro café da manhã na empresa.)

Contei para a Namorada e ela respondeu:

“Isso é um ataquezinho de síndrome do impostor, Alex. Todo mundo passa por isso.”

E eu falei que não, que sempre tive segurança em mim mesmo, que me preparava muito antes de empreender qualquer tarefa, que nunca tinha sentido nada nem remotamente parecido.

E ela riu, e disse:

“Bem vindo à experiência humana.”

Ao mesmo tempo, enquanto eu gravava meu próprio livro, outros autores também visitavam a Tocalivros fazendo o mesmo pedido que eu, a maioria recebendo resposta negativa:

“Olha, você não tem fôlego para isso”, “Seria preciso que você pronunciasse mais claramente todas as sílabas”, etc.

Não vou dizer que fiquei feliz de não terem conseguido narrar seus próprios livros, claro!, mas pensei:

“A Tocalivros claramente não está fazendo favores pra ninguém. Se me deixaram narrar, é porque acham que posso.”

E lá fui eu.

No final, deu tudo certo. Não fui demitido no meio da gravação, o livro está pronto, foi lançado e o Clayton me mandou um áudio lindo dizendo tudo de importante que o meu livro tinha significado em sua vida.

E eu respondo em público, por aqui, que você também, lindão. Narrar o meu próprio áudiolivro sempre foi um sonho antigo, desses que nunca imaginei que fosse realizar, e você me possibilitou isso e pegou na minha mão durante todo o processo. Muito, muito obrigado, querido: sem você, não teria sido nem possível, quem dirá o prazer inesquecível que foi. Sou eternamente grato.

Não apenas ao Clayton, naturalmente, mas também aos sócios Ricardo e Marcelo, à Ariany e Ana, do marketing, ao Caio e ao Tiago, ao Rafael e ao Juscelino, que me acompanharam nas gravações e mixaram o resultado final, à Gio, que estava sempre por perto, e a todas as pessoas incríveis que fizeram parte de uma das experiências mais memoráveis e exaustivas, gratificantes e desafiadoras, da minha vida.

Muito, muito obrigado.

O produto final está aqui: Atenção.

(Na página do meu áudiolivro, dá pra ouvir uma amostra. Se você comprar algo na Tocalivros clicando em algum dos links aqui da newsletter, eu ganho uma comissão, e ficaria muito grato.)

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