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um pouco sobre o encontro “as prisões: práticas de atenção”

não é auto-ajuda, terapia, coaching. não é palestra, aula, exposição de conteúdo. não tem apostila, powerpoint, frases de efeito pra anotar no moleskine. não oferece respostas, soluções, remédios. não promete uma vida mais calma, mais centrada, mais bem-sucedida.

desde 2002, escrevo sobre as bolas de ferro mentais e emocionais que arrastamos pela vida: as ideias pré-concebidas, as tradições mal-explicadas, os costumes sem-sentido. são elas:

verdade // dinheiro // trabalho // privilégio // monogamia // religião // patriotismo // obediência // sucesso // autossuficiência // conhecimento// felicidade // eu

agora, estou promovendo o encontro as prisões: práticas de atenção por todo brasil. o público-alvo são ovelhas negras em busca de interlocutores. o encontro oferece a oportunidade de passarmos o dia inteiro trocando histórias, compartilhando vidas, debatendo perplexidades. ao final, nós, todas as pessoas, estamos exaustas, gastas, esvaziadas. confusas, atarantadas, chacoalhadas. (veja os depoimentos de quem já foi.)

o encontro as prisões: práticas de atenção é independente por ideologia. não possui vínculo institucional algum. é divulgado pela internet de forma alternativa e realizado em praias, parques, quintais, praças. oferece frutas e castanhas para comermos ao longo do dia e tem um intervalo para almoço. começa sempre às nove da manhã de sábado ou de domingo e termina na hora que terminar. muitas vezes, a química é tanta que não queremos ir embora: o encontro mais longo durou 13 horas.

prisões, bh, 18mai. pç santa tereza. foto: claudia regina.
prisões, bh, 18mai. pç santa tereza. foto: claudia regina.

o encontro é pago. mas negar uma pessoa só porque ela não pode pagar seria dar importância demais a essa convenção arbitrária que chamamos dinheiro. portanto, algumas pessoas pagam, outras pagam menos, outras não pagam. na prática, as que pagam me possibilitam fazer o encontro para as que não pagam. nada poderia ser mais solidário do que isso. (para saber mais, consulte a política de gratuidades.)

não é auto-ajuda, terapia, coaching. não é palestra, aula, exposição de conteúdo. não tem apostila, powerpoint, frases de efeito pra anotar no moleskine. não oferece respostas, soluções, remédios. não promete uma vida mais calma, mais centrada, mais bem-sucedida.

não ajuda em nada. pelo contrário, só atrapalha. às vezes, nos transforma em pessoas ainda mais confusas, desajustadas, perdidas. afinal, ser bem-sucedida e bem-ajustada em um mundo canalha pode bem ser indicativo de nossa própria canalhice.

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