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amor ilimitado

Estou hospedado na casa de uma leitora no Flamengo. Ela se sente em dívida comigo, pois meus textos a ajudaram muito em uma situação específica da sua vida. Eu já repeti diversas vezes que ela não me deve nada mas agradeço a hospitalidade.

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Barry White morreu em 2003, aos 58 anos, por falta de um doador de rim.

Se todas as pessoas que foram concebidas ao som de “You’re the First, the Last, My Everything” desaparecessem de repente, as ruas ficariam mais desertas do que durante o Arrebatamento. Sou de 1974; minha geração seria extinta.

E ninguém foi capaz de dar um rim pra esse homem.

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Não espero nada de ninguém mas sou grato por tudo que recebo. Obrigado, Sônia.

4 respostas em “amor ilimitado”

Alex, a questão da doação de órgãos é mais complexa. Normalmente o problema não é falta de órgãos disponíveis, e sim falta de compatibilidade. É o que faz algumas pessoas, no topo da fila de espera, acabarem esperando mais que outros, mais atrás. No caso específico do negão, certamente não foi falta de um rim à disposição; é mais provável que a sua pressão altíssima tenha impedido um transplante.

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