Meu nome é Alex Castro e tenho 36 anos.
Poderia dizer aqui tudo o que eu já fiz e deixei de fazer profissionalmente, mas aprendi a não mais atrelar meu ego ao meu trabalho. Eu não sou o que eu faço, eu sou o que eu sou.
Hoje, sou só Alex. E olhe lá. E quando me perguntam o que eu faço, adoro quando perguntam o que eu faço, eu respondo que como, durmo e transo. O assunto tende a brochar por aí.
Na verdade, também sou artista, escritor. Ser artista independe de fazer arte, assim como ser romancista independe de escrever romances. Ser artista é uma vocação dos sentidos, uma inclinação à contemplação. Artista não é menos artista se nunca tiver composto uma canção ou escrito um ensaio. A primeira obra de arte do artista é a sua vida. Eu costumava escrever pra ser feliz, mas se já sou feliz sem precisar escrever, vou escrever pra quê?
Quando me dei conta disso, chutei o balde. Larguei minha empresa e fui dar aulinhas de inglês. Casei e separei. Escrevi e rasguei. Chupei e lambi.
Antes não tinha tempo pra nada, agora tenho tempo pra tudo. Faço pão e fumo cachimbo. Beijo pezinhos e brinco com o cachorro. Leio, escrevo e passeio. Exploro, transo e experimento.
Dia a dia, componho minha obra-prima: minha vida. Quando sobra tempo, escrevo. E escrevo melhor do que jamais escrevi.
Hoje, tenho uma bolsa de estudos no exterior e morro de saudades dos amores que deixei no Brasil. Sou feliz.
* * *
Os meus textos diários podem ser encontrados no meu blog LLL, cujo assunto principal é o processo de libertação pelo qual venho passando desde que chutei meu balde e abracei um estilo de vida diferente.
O site onde você está agora funciona como uma vitrine do meu trabalho de escritor. Se gosta do que escrevo, considere comprar os livros, ajude na divulgação, faça um post em seu blog. Essas coisas são a diferença entre a vida e a morte para um autor independente.
Um grande abraço,
Alex Castro
Nova Orleans, fevereiro de 2010

Alex,
Já conhecia seu blog (do “As últimas”, do Pedro Doria) e topei com o livro “Mulher de um homem só” na Livraria da Estação Laura Alvim (por sinal, praticamente na última noite dela, porque estive lá dois dias depois e havia fechado). Li de sopetão, de cabo a rabo. Adorei e já passei pra frente: emprestei pra minha irmã. Escrevi só pra voce saber.
Beijim e sucesso.
Ana Elizabete