a história deixa marcas

durante os séculos 16 e 17, o rio de janeiro foi um dos principais entrepostos da prata de potosí, na bolívia — uma atividade comercial importante que impulsionou os primeiros anos da cidade.

os navios vindos da europa ou da áfrica aportavam no rio de janeiro, desciam a costa até buenos aires, trocavam de embarcações, e subiam, de barco e de mula, até potosí.

o rio de janeiro mandava tabaco, cachaça, farinha de mandioca, açúcar, tecidos, e recebia doses fartas de prata. mais importante, o rio enviava infindáveis escravos — em média, a vida útil de um escravo nas minas de potosí era de somente oito meses.

hoje, a memória do comércio da prata no rio de janeiro praticamente se perdeu, mas deixou uma marca importante.

(a história não gosta de ser esquecida.)

no século 16, às margens do lago titicaca, perto da localidade de “kota kahuana” (ou “vista do lago” em aymará), surgiu um culto à nossa senhora que se tornou bastante popular em todos os andes. no século seguinte, alguns devotos bolivianos e peruanos que passavam sempre pelo rio no comércio da prata trouxeram uma imagem da santa e construíram para ela uma pequena capelinha na praia de sacopenã, na época bem afastada e de acesso muito difícil.

a capelinha foi demolida no começo do século 20, para construção do que era então “a mais moderna praça de guerra da América do Sul e um marco para a engenharia militar de seu tempo”.

nessa época, entretanto, o nome latinizado da santa já havia rebatizado a praia, e dado nome ao bairro e à sua principal avenida: nossa senhora de copacabana.

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