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O que é raça?

“Alex, você se acha branco? Negro? Qual é a sua raça?”

Respondo que não me acho nada.

Na maior parte do Brasil, acham que sou branco. No sul, acham que sou negro, mulato. Nos Estados Unidos, acham que sou latino ou hispânico. Na Europa, acham que sou árabe.

Então, o que eu sou depende de onde estou e de quem vê.

O que importa é que, no Sudeste do Brasil, sou tratado como pessoa branca e, por isso, desfruto dos privilégios outorgados às pessoas brancas. Nos Estados Unidos, sou tratado como pessoa latina/hispânica e, por isso, compartilho do tratamento preconceituoso que essa cultura dispensa às pessoas latinas/hispânicas, etc.

E eu, o que eu sou?

Dado que raça, biologicamente falando, de fato, no gene, no DNA, não existe…

Dado que raça é um fenômeno totalmente político, cultural, social, econômico…

Então, eu sou rigorosamente tão branco quanto sou negro, tão hispânico quanto sou árabe.

Não existe isso de “ser uma pessoa branca”, mas existe, e é bem real, ser tratada, vista, percebida e, principalmente, valorizada como pessoa branca.

“Ser uma pessoa branca” é uma ilusão biológica. “Ser tratada como uma pessoa branca” é uma realidade social, politica, econômica.

Então, a resposta é que eu não me acho nada.

Na cidade onde nasci, cresci e moro, no Rio de Janeiro, sou percebido como branco e desfruto dos privilégios de branco.

Então, na prática, para todos os fins e efeitos, sou branco.

Mas se você me pergunta se eu me acho branco, a minha única resposta precisa e sincera é que não me acho nada.

O discurso essencialista (“sou X”) muitas vezes é somente uma tática conservadora para desviar a discussão da realidade como ela é: o que importa é como somos tratadas, tanto na entrevista de emprego quanto na blitz policial, nessa nossa sociedade tão incrivelmente racista.

* * *

Essa é uma resposta a como EU me penso racialmente. Não tenho, naturalmente, nenhuma opinião sobre como outras pessoas se autodefinem.

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Pós-escrito

Estamos com dois encontros “As Prisões: Exercícios de Atenção” abertos:

RJ 20mai2018 — Jardim Botânico, 8h às 22h
alexcastro.com.br/encontros/rj

SP 27mai2018 — Perdizes, 9h às 23h
alexcastro.com.br/encontros/sp

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Faço dois tipos de eventos: os encontros, de um dia, aos domingos, e as imersões, de um fim-de-semana.

Nas imersões, temos mais tempo para processar as experiências e, por isso, elas são mais poderosas.

Já os benefícios dos encontros de um dia são práticos: são mais baratos, mais curtos, mais acessíveis.

Nas imersões, mesmo quando dou gratuidades, é preciso pagar pela hospedagem e alimentação, o que pode inviabilizar para muita gente.

Nos encontros de um dia, as gratuidades não precisam mesmo pagar nada.

(Sem dar gratuidades, nada disso faria sentido.)

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Como é o encontro As Prisões: Exercícios de Atenção

Uma instalação artísitca para encararmos nosso autocentramento e exercitamos nossa atenção. Uma prática de escutatória, de generosidade, de cuidado.

* * *

Arte, não curso; teatro, não terapia

Muitas pessoas vêm à imersão esperando um curso onde serão ensinadas conteúdo, ou uma terapia onde serão curadas de problemas, ou um coaching onde serão empoderadas para a vida.

Mas eu, Alex, não sou nem professor, nem terapeuta, nem coach: sou escritor e romancista.

A imersão é uma instalação artística, uma performance polifônica, um espaço interativo.

Tudo pode acontecer, nada nunca é igual. Venham por sua conta e risco.

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O que acontece no encontro

Espelho

Ser o espelho de outra pessoa. descrever tudo o que é visível sobre ela, sem julgamentos subjetivos: seu corpo, sua roupa, sua postura. (Baseado no terceiro Exercícios de Atenção, ver na sua totalidade.)

Olhar generoso

Falar sobre outra pessoa sem criticá-la e sem se incluir na história, enxergando-a como uma pessoa humana completa e independente de você. (Baseado no primeiro Exercícios de Atenção, praticar um olhar generoso.)

Escutatória

Cada pessoa tem dez minutos para falar sem interrupções sobre sua questão. As outras escutam com atenção plena. Depois, o grupo tem cinco minutos para oferecer algo em retribuição à história, sempre a partir de uma postura de não-opinião e não-conhecimento. (Baseado no quarto Exercícios de Atenção, ouvir com atenção plena, e na prisão conhecimento.)

Caminhada do privilégio

A cada pergunta, pessoas andam para frente ou para trás, de acordo com os privilégios que desfrutam ou não. Ao final, temos um retrato concreto e palpável da estrutura dos nossos privilégios. (Baseado no décimo Exercícios de Atenção, visualizar o privilégio.)

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O que o encontro não é

Não é auto-ajuda, terapia, coaching. Não é palestra, aula, exposição de conteúdo. Não tem apostila, powerpoint, frases de efeito pra anotar no moleskine. Não oferece respostas, soluções, remédios. Não promete uma vida mais calma, mais centrada, mais bem-sucedida.

Não ajuda em nada. Pelo contrário, só atrapalha. Às vezes, nos transforma em pessoas ainda mais confusas, desajustadas, perdidas.

Afinal, ser bem-sucedida e bem-ajustada em um mundo canalha pode bem ser indicativo de nossa própria canalhice.

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Depoimentos de quem já foi

me sinto como uma cobra que comeu algo grande demais, e vai levar um bom tempo digerindo tudo.

o grande pano de fundo da conversa é “menos você”, mais generosidade, mais respeito ao outro. o mundo não gira em torno da gente.

um encontro de vidas. uma vivência para o espirito. um desenlace de pouco a pouco.

por mais que leia os depoimentos e os textos, nunca vai conseguir explicar com clareza como é passar o dia realmente ouvindo, se doando e inexplicavelmente se sentindo bem conhecendo os outros mais do que fazendo-os conhecer você.

participar do encontro é um processo que, como toda experiência transformadora, começa com um “sim”. sim, eu vou. sim, posso dispor de um dia para ouvir, aprender e ser transformado.

um encontro onde realmente somos tocados, seja pelas identificações com aspectos das questões das outras pessoas, seja pela beleza, coragem ou dor reveladas em suas histórias.

e aí eu olhei para as minhas questões, aquelas que estavam me agoniando e pensei: mas isso não é nada!

um exercício prático de empatia. … colocar a própria vida na fogueira, compartilhá-la com pessoas que nunca viu na vida, ouvir de verdade, provocar as certezas do outro.

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Inscreva-se
alexcastro.com.br/encontros

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