aviso do alex em 30 de abril de 2013
desenvolvi uma certa vergonha alheia da pessoa que escreveu esse livro. não vou mais reeditá-lo. não quero que seja lido. ele não está mais disponível em book. só porque sou pobrinho e preciso recuperar o investimento, as últimas cópias impressas estão à venda por r$100 cada, até acabar o estoque. se você acha caro e não quer comprar, essa é a ideia. perdão a todos. leiam onde perdemos tudo e mulher de um homem só, são bem melhores.
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As melhores crônicas de Alex Castro, originalmente publicadas no jornal Tribuna da Imprensa e no blog Libertal Libertário Libertino, entre 2003 e 2007: “Fantasmas de Felicidades Passadas”, “Pessoas-que-Acreditam-em-Coisas” e “Manifesto Libertário”, entre outras, além das aventuras do Oliver durante o Katrina. Agora (2010) em 2ª edição, revisada, com dois textos novos – incluindo um epílogo atualizado à narrativa do Katrina.
Liberal Libertário Libertino (2007), crônicas. (2ª ed: 2010) R$100, últimas cópias.
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Trechos
Fantasmas de Felicidades Passadas
Tanta felicidade morta tem um peso opressivo. Quanto maior a felicidade, mais fedorenta a massa putrefata. Um triplo assassinato não teria deixado a atmosfera tão pesada quanto aqueles longos beijos ao pôr-do-sol. Passo por lá e posso sentir o velho ponto de ônibus me atormentando, esfregando minha felicidade passada em minha própria cara, me acusando de não ser tão feliz quanto era, de não ser tão feliz quanto poderia ser. … Um momento realmente feliz nunca deixa de existir. Ele continua reverberando para sempre. Sua existência é tão concreta que ele quase pode ser visitado, como se visita a casa de um velho amigo.
Pessoas-Que-Acreditam-em-Coisas
As pessoas-que-acreditam-em-coisas não estão satisfeitas com o respeito que você tem pela crença delas. As pessoas-que-acreditam-em-coisas não estão satisfeitas de você garantir que confia em suas palavras e que, bem, se dizem que viram elefantes roxos flutuantes, então é porque existem mesmo. Não, meus amigos. As pessoas-que-acreditam-em-coisas querem mudar a sua vida. E não se satisfazem com menos.
A Tirania das Bananas
A banana é uma tirana caprichosa. Ontem, eu te desprezei, não queria nada com você, tinha outras prioridades. Hoje sou sua, inteira, doce, fálica. Amanhã já não estarei mais aqui, serei casca virada no seu folhetim.
A Auto-Confiança dos Ricos
Eu tinha um vizinho milionário. Ele detestava dirigir e não queria se estressar com documentação, impostos, seguro, consertos. Então, contratou uma empresa de rádio-táxi para que mantivesse um carro, a sua disposição, 24 horas por dia, na portaria do prédio. Pronto. Se um quebrasse, que mandassem outro. O homem só sabia uma coisa: tinha dinheiro que não acabava mais e não queria se aporrinhar. A pergunta: esse homem vivia fora da realidade?
Pra começar, que realidade, cara-pálida? Existe só uma realidade? Ou será que existe uma realidade certa e outras tantas realidades erradas? Se sim, quem decide qual é a certa e qual são as erradas?
Eu, Oliver e Katrina
Em agosto de 2005, eu e meu poodle Oliver (um cachorro de rua que encontrei na favela de Rio das Pedras), nos mudamos para Nova Orleans, onde eu começaria um doutorado em Português. Menos de duas semanas depois, a cidade teve que ser evacuada por causa do furacão Katrina. Sem carro, sem dinheiro e sem conhecer ninguém, eu acabei sendo obrigado a deixar o Oliver em casa, com comida para muitos dias, e fui evacuado junto com o pessoal da universidade para um abrigo em Jackson, Mississippi.
Dormi apenas uma noite no abrigo. No dia seguinte, ficou claro que a situação era muito mais séria do que imaginávamos. Abandonei o abrigo e consegui pegar um dos últimos vôos saindo de Jackson antes do aeroporto ser fechado. Viajei em uma daquelas cadeiras retráteis da tripulação. A noite que passei sozinho no aeroporto de Detroit, véspera do furação, assistindo a CNN prever a hecatombe do dia seguinte, pensando obsessivamente no cãozinho que dependia de mim e não consegui proteger, foi a pior da minha vida.
O Que Você Gosta de Ouvir?, Me Perguntou Um Amigo
Eu: Mulher rindo. Alho refogando. Zíper abrindo. Ondas quebrando. Gemidos de gozo. Criança brincando. Dois sapatos caindo no chão, um depois do outro. O apito do sorveteiro que passava pela minha casa. Passos descalços no chão frio. “Eu te amo, Alexandre.” O Oliver latindo quando chego em casa. Saltos altos no mármore. Máquina de escrever elétrica. Pisada forte de mulher decidida. Apito do recreio. Pernas femininas, vestidas de couro ou latex, roçando uma contra a outra enquanto andam. Suspiro saciado de prazer. O telefone me acordando de manhã.
Ele: Não. Eu quis dizer de música.
Eu: Ah.
Saindo do Armário
É ao me revelar que descubro que vai bailar comigo e quem vai se encostar na parede. É ao me mostrar que descubro quem vai me dar as mãos nessa viagem e quem vai estancar na encruzilhada. Não tenho medo de rejeição. Ser rejeitado pelas pessoas pequenas só faz bem. Os pequenos se afastarem de mim por conta própria me poupa o trabalho de espantá-los a pauladas. Troco alegremente a rejeição dos pequenos pela aceitação dos grandes.
Manifesto Libertário: Sejam Grandes
Tudo o que eu quero é abrir os seus olhos, nem que apenas por um segundo, nem que você discorde de mim, para o fato de que o mundo, como ele é hoje, não é uma construção unânime. O próprio processo histórico se encarrega de eliminar todas as possibilidades alternativas, todos os caminhos que poderiam ter sido percorridos e que não foram, até gerar a ilusão de que o modo como as coisas são é o único modo como poderiam ter sido. Mas não é verdade. Existem vozes dissidentes, existem pessoas que pensam diferente, existe a possibilidade de viver uma outra vida, sem mesquinharias, tribalismos, religiões, maniqueísmos, preconceitos, prisões. Mais ainda, sem esqueminhas mentais dogmáticos e pré-fabricados, que almejam explicar tudo com suas formulinhas, mas que só conseguem embotar o pensamento humano, como o marxismo e o cristianismo.
Ser pequeno, mesquinho, preconceituoso, ressentido, invejoso, tudo isso é muito fácil. E muito tentador. O desafio que lanço aos meus leitores é outro: sejam grandes!
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Liberal Libertário Libertino (2007), crônicas. (2ª ed: 2010) R$100, últimas cópias.

[...] crônica faz parte do meu livro liberal libertário libertino, que é um livrinho de papel mesmo, bonitinho, vermelhinho, com minhas melhores crônicas de 2003 a [...]
[...] em mim. ___Passado o choque inicial, lembrei-os que, na aula seguinte, Alex Castro, o autor do livro que os estudantes leram nas férias, viria à escola para um bate-papo. Lembrei que eles poderiam [...]
[...] em coisas TweetAutor: Alex Castro Fonte: Site do Alex Castro, publicado também no livro Liberal Libertário Libertino Editor: Alex [...]
Oi Pedro. Eu já mudei de ideia, como falo aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2011/01/22/como_saber_se_voce_e_um_intolerante/
Só não entendí o porque de você menosprezar Dawkins por ser um ateu militante. Qual o problema disto, tentar cooptar mais pessoas para a razão e a ciência? Contrariamente a você, acho muito louvável o trabalho dele. Se somos criticados, por que não criticar? Como mudar o mundo sem o confronte de idéias (principalmente quando nossas idéias são minoritária)?
No mais, um grande abraço.
gostei da visita que fiz ao seu blog, a propaganda de suas crônicas é excelente!!! está quase me convencendo.
muito boa mesmo!
parabéns
[...] incrível do Liberal Libertário Libertino(recomendo muito o blog dele, tô doido pra comprar o livro dele [...]
[...] Essa crônica faz parte do meu livro Liberal Libertário Libertino. [...]
[...] Falando da produção, o livro dá os sinais de seu baixo custo para produzir, a encadernação se consome na leitura, orelhas surgem mesmo no manuseio mais cuidadoso e, até mesmo um atrito do livro com os objetos da mochila, fizeram a capa perder a cor. Neste aspecto a segunda edição ganha um valor ainda maior em relação à primeira, com uma qualidade gráfica muito superior à sua encarnação antecessora. Para comprar o livro, e ajudar um autor, visite aqui: http://alexcastro.com.br/liberal/ [...]
Liberal.. He-he-he :)
[...] propagandazinha para o moço: ontem chegou à minha casa os exemplares da segunda edição do livro LLL – Crônicas, que eu comprei para presentear algumas pessoas queridas. Essa nova edição é de bolso e está [...]
[...] do livro de crônicas de Alex Castro e foto de Maia [...]