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	<title>alex castro</title>
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		<title>Os Favoritos de Alex Castro</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 18:09:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Entrevista concedida a Simone Magno, para o Tempo de Letras, da Rábio CBN, em 28 de junho de 2010.
O quadro desta semana é com o  escritor carioca Alex Castro, radicado em Nova Orleans, que no momento  percorre Macau e Timor Leste em busca da literatura em língua portuguesa  fora de Portugal e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Entrevista concedida a Simone Magno, para o Tempo de Letras, da Rábio CBN, em 28 de junho de 2010.</em></p>
<p><img class="alignleft" title="alex2" src="http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/files/618/2010/06/alex2-199x300.jpg" alt="alex2" width="199" height="300" />O quadro desta semana é com o  escritor carioca Alex Castro, radicado em Nova Orleans, que no momento  percorre Macau e Timor Leste em busca da literatura em língua portuguesa  fora de Portugal e Brasil, para uma série de ensaios. Ele é autor de <em>Mulher  de um homem só</em>.</p>
<p>TL – Qual o primeiro livro que marcou sua vida?</p>
<p>AC – <em>O pequeno Nicolau</em>, escrito por Goscinny e ilustrado por  Sempé, em uma edição da Artenova, capa cinza, grosso. Eu tinha sete  anos e era meu primeiro livro de texto corrido, em formato normal, com  fonte pequena, parágrafos atrás de parágrafos. O primeiro livro que  sabia que eu era criança, que sabia que eu tinha preocupações de  criança, mas que, ainda assim, não me tratava como criança. O primeiro  livro que me fez sentir… adulto. Toda minha vida literária, toda minha  carreira de leitor, começou com <em>O pequeno Nicolau</em>.</p>
<p>TL – Qual o livro que mais mexeu com você?</p>
<p>AC – Gosto muito de escrever em livros, sublinhar, marcar, e tenho a  seguinte teoria: o livro que você não marca é porque não te marcou.  Então, mudando a metáfora, eu diria que o livro que mais mexeu comigo  seria o livro no qual eu mais quis mexer, intervir, interferir. Em 2004,  Fernando Braga da Costa, doutor em Psicologia, publicou <em>Homens  invisíveis: Retratos de uma humilhação social</em>, sobre seus dias de  trabalho voluntário entre os garis da USP. As histórias vividas pelo  Fernando e por seus colegas, histórias de vergonha, humilhação,  invisibilidade, me marcaram profundamente e foram a inspiração  primordial para o romance que estou escrevendo agora, <em>Cria da casa:  Histórias de empregadas &amp; escravos</em>. Meu livro nada mais é do  que eu mexendo e interferindo nesse livro que tanto mexeu comigo,  levando-o para uma plataforma ficcional e tentando descobrir o que vai  acontecer.</p>
<p>TL – O que você está lendo agora?</p>
<p>AC – Confesso: amo literatura, mas não tenho nenhum amor pelo suporte  livro. Nesse momento, estou viajando pela Ásia e, pela primeira vez,  levando meu Kindle, sem precisar carregar uma mala de livros nas costas!  Estou adorando a possibilidade de, ao mesmo tempo, dispor de tantos  livros e não carregar tanto peso. O Kindle é perfeito tanto para ler  livros novíssimos que acabaram de sair como para ler livros de domínio  público, que encontro de graça pela internet. Então, acabei de ler o  monólogo-desabafo final de Molly Bloom, em <em>Ulisses</em>, de Joyce,  para um projeto atual. Também li duas versões diferentes, em prosa e em  poesia, do segundo canto da <em>Eneida</em>, de Virgílio, para um futuro  romance que estou planejando, comparando a decisão de um carioca de  sair do Rio de Janeiro, com Enéias dividido entre fugir de Tróia ou  ficar e lutar até a morte. A <em>Eneida</em> é meio tediosa, mas o  segundo canto é simplesmente magistral. E, por fim, no campo dos livros  recentes, depois desses dois clássicos, comecei a ler <em>2666</em>, do  Roberto Bolaño, meu primeiro livro desse autor, que me chegou altamente  recomendado, e simplesmente não consigo parar de ler, é enorme,  delicioso, colossal. A primeira parte, sobre os acadêmicos europeus  obcecados por um autor alemão, tem muito a ver com minhas experiências  estudando literatura latino-americana nos Estados Unidos.</p>
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		<title>Radical Rebelde Revolucionário, crônicas cubanas</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 01:19:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Radical Rebelde Revolucionário]]></category>

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		<description><![CDATA[Compre.
&#8220;Narrado na primeira pessoa, Radical Rebelde Revolucionário é um livro de crônicas curtas, um relato de viagem cheio de ritmo e cadência. Para descrever Havana, Alex Castro compara a outras cidades de passado escravista, como Rio de Janeiro e Nova Orleans. No meio da descrição e do relato, também apela para lembranças do passado, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/compre">Compre</a>.</p>
<p>&#8220;Narrado na primeira pessoa, <strong>Radical Rebelde Revolucionário</strong> é um livro de crônicas curtas, um relato de viagem cheio de ritmo e cadência. Para descrever Havana, Alex Castro compara a outras cidades de passado escravista, como Rio de Janeiro e Nova Orleans. No meio da descrição e do relato, também apela para lembranças do passado, de outras viagens, de 0outras pessoas que encontrou. O autor, além de narrador, vira também personagem de histórias que nem sempre são coroadas de sucesso; Castro brinca com suas duplas identidades de brasileiro/estrangeiro/turista e também latino-americano, fazendo-se passar por nativo na fila do sorvete, na livraria, no mercado. Sua «cara-de-pau» acaba trazendo muitos dividendos, inclusive o melhor elogio que um turista-viajante pode receber de um nativo : “Alexandre, já podes se considerar um havaneiro honorário!”&#8221; (<em>por Vivian Soares</em>)</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/radical/"><img class="size-medium wp-image-25 alignnone" title="Radical Rebelde Revolucionário (2007), crônicas cubanas de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/rrr-300x300.jpg" alt="Radical Rebelde Revolucionário (2007), crônicas cubanas de Alex Castro" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Radical Rebelde Revolucionário (2007), crônicas cubanas. <strong>Ebook </strong>em pdf.<br />
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<p><strong>Repercussão</strong></p>
<blockquote><p>Hum. Intelectual. Que fuma cachimbo. Passeando em Cuba bancado por universidades para estudar a Disneylandia do Socialismo? Isso sempre dá naqueles livros chatíssimos onde o cara republica propaganda do Partido, ou então é escrito por um anticomunista ferrenho que vai passar o tempo todo falando das atrocidades da Revolução. Todo livro sobre Cuba cai nesses dois modelos. &#8230; O livro é excelente, li de uma sentada só, mesmo com isso soando altamente comprometedor em um post com esse título. São 155 páginas com crônicas deliciosas, onde ele conta seu dia-a-dia na terra de Fidel. Ele descreve um povo como qualquer outro. Alegre, triste, otimista, conformado, assustado, orgulhoso, envergonhado. Ele encontrou Dolores, a bibliotecária mais sensual desde a Barbara Gordon, descobriu que os cubanos também usam o Jeitinho Brasileiro e aprendeu que quem decide o menu é o burocrata do Governo que escolhe quais produtos colocar nas lojas naquela semana. Passou por saias justas com vendedoras de abacaxi, apaixonou-se por vários pés (longa história) e enganou a polícia para tomar sorvete barato. </p>
<p>Alex alterna momentos líricos com o mais puro sarcasmo. &#8230; Ele comete vários pecados que farão com que a Academia odeie seu livro, e desejasse estar sob o Regime Cubano, onde Alex seria preso e seus livros proibidos. Ele cita o prosperidade artificial graças ao Regime Soviético, conta que os jornais oficiais são subsidiados, e que o povo os usa como substituto de papel higiênico, conta dos táxis para cidadãos, proibidos por lei de levar turistas, e constantemente parados pelo polícia. &#8230; Mesmo assim, Radical Rebelde Revolucionário não é um ebook-denúncia. Nem tudo é ruim, nem tudo é um dramalhão mexicano. Alex não tem uma agenda oculta através do livro. Ele consegue falar mal de uma coisa, e na próxima crônica falar bem de outra. Mostra que por detrás da propaganda e da antipropaganda há gente. E gente é sempre interessante. Recomendo muito a leitura do livro.<br />
<strong>Carlos Cardoso</strong>, &#8220;<a href=""http://www.contraditorium.com/2007/07/18/e-o-alex-castro-gosta-de-picadura/">Contraditorium</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8230; a verdade do livro não está nas provas, nos documentos, nem nos tão falados e incredíveis jornais de Cuba, descritos no livro. A verdade do livro está naquilo que o Alex viu, o que ouviu, tocou, cheirou, comeu, sentiu. Está naquilo que o Alex viveu em Cuba, não enquanto turista, mas enquanto descobridor, enquanto pesquisador, enquanto parte integrante do local, não apenas estudando a cultura de um povo, mas experimentando e tentando viver como um cubano, apesar de todas as divisões e limitações ali existentes. E afinal o que importa a verdade num país que nem parece ser de verdade? Definir como verdade ou não o que está escrito no livro, seria anular tudo o que o Alex sentiu na sua “viagem-integração”. Independente de as informações por ele recebidas serem ou não verídicas, a verdade é, por si só, aquilo que viveu e sentiu, e isso ninguém pode lhe roubar. &#8230; </p>
<p>Quando o Alex me puxou pela mão e me deixou em Cuba, eu disse: «Não ouse me abandonar, Alex, não me deixe aqui sozinha!». Primeiro porque nem parece existir um país assim. É tudo muito irreal, ao mesmo tempo que soa tão verdadeiro, já que a verdade está em tudo aquilo que jamais poderia imaginar. Em segundo lugar porque só o Alex teria tanta desenvoltura para entrar dentro de Cuba, não como qualquer um entra como turista, mas entrar de verdade, de corpo, alma e charuto, para me apresentar o país. Quem diria que, no país onde sonhava ir dançar salsa, fosse descobrir tantos conflitos? E, mesmo assim com tantos conflitos, contrastes, limitações e miséria, Cuba fosse assim tão especial, tão quente?</p>
<p>Receei que em certa altura o Alex fosse largar a minha mão e dizer: “Se vira!”. Mas não, em momento algum ele fez isso. O Alex começa por me apresentar uma mulher tão segura que, nos tempos de hoje, parece não existir, juntamente com um país que parece obra de um artista cheio de imaginação. E me apresentou a moeda, e me fez também montar os pedaços do abacaxi, como num quebra-cabeças, para conferir se faltava alguma parte, me mostrou os livros proibidos da biblioteca nacional, me apresentou o cinema cubano, me fez quase fugir das casas de banho, se não estivesse tão apertada para fazer chichi.</p>
<p>A escrita do Alex foi fazendo com que caminhasse por cada rua, conversasse com cada pessoa, inclusive os jiniteiros. E suas análises mais uma vez brilham, porque mostram várias faces de situações que muitas pessoas só enxergariam de uma única forma. Mesmo se você não tiver o mínimo interesse por Cuba, aconselho a viagem. Porque no Radical Rebelde Revolucionário a gente até se esquece que está lendo na tela do computador, porque estamos, na verdade, viajando junto com o Alex.<br />
<strong>Paula Lee</strong>, &#8220;Amante Profissional&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>Alex tem um texto brilhante, claro, divertido, engraçado. Mistura observações de acadêmico com sacadas do adolescente velho que é. Não é livro a favor de Fidel Castro, asseguro. Nem é uma diatribe contra o dito-cujo; é um relato de viagem, de um cara inteligente, bem escrito, e interessante até para quem não pensa em passar nem perto de Cuba. &#8230;<br />
<strong>Sergio Leo</strong>, &#8220;Valor Econômico&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>Narrado na primeira pessoa, o primeiro elemento positivo do livro é que ele é totalmente em sintonia com o formato escolhido: o e-book. As crônicas são curtas, tem ritmo, você pode lê-las na ordem que quiser. Elas podem ser vistas como capítulos de um relato de viagem. Estão ali quase todos os elementos desse sub-gênero, que tem geralmente três modos de enunciação : o comentário, a descrição e a narração. O comentário seriam todas aquelas explicações que o autor dá muitas vezes citando datas, estatísticas, fatos históricos. As informações do &#8220;comentário&#8221; (onde às vezes o autor pode se pronunciar sobre algum tema importante) podem ser recolhidas pelo autor durante a estadia no lugar visitado, mas geralmente elas são de segunda mão, algo que ele leu em outros livros ou que tomou de outros viajantes. A descrição é o ato de descrever paisagens, objetos, pessoas : cores, formas, etc. A narração seria tudo aquilo que releva da ordem da experiência, se trata principalmente de contar ações, que se desenvolvem no tempo.</p>
<p>O Alex não caiu na armadilha de abusar dos comentários longos e enfadonhos (como essa resenha) sobre Cuba. O leitor que tiver interesse em conhecer mais sobre a história de Cuba, que procure as centenas de livros escritos por historiadores, sociólogos e outros que passaram anos a estudar o assunto. Sim porque não existe nada mais cansativo que ler um romance onde o autor encantado pela pesquisa de duas semanas que realizou na biblioteca pública municipal de Quixeramobim sobre plantação de abacaxis resolve começar a dar entrevistas sobre plantação de tomates. O Alex não precisa disso e o leitor agradece. Sendo assim, o comentário aparece aqui e acolá, mas ele se mistura bem com a descrição e o relato das experiências vividas. &#8230;</p>
<p>Para descrever a Havana de 2007, ele usa o recurso da analogia, comparando Cuba com regiões que também tem na sua história um passado escravista, como Rio de Janeiro, Atlanta, New Orleans. É claro que isso é possível porque o autor conhece os lugares do qual ele fala, não se trata de informação livresca e não se trata então de relato de marinheiro de primeira viagem. &#8230; </p>
<p>«Em Cuba, falta de tudo, menos justiça poética.» As experiências relatadas nas crônicas tocam em temas que foram bastante delicados para a Revolução cubana, entre os quais as mulheres e os homossexuais, e em outros temas que fazem parte da realidade cubana principalmente depois do começo dos anos noventa, como a prostituição. Na crônica Os Jineteiros o que era pra ser dramático fica engraçado, mas sem ser machista ou caricato.</p>
<p>Alex Castro observou o cubano mas também o turista gringo que ele critica por andar em terra estrangeira vestido como se fosse para um safári. O autor, além de narrador também vira personagem de histórias que nem sempre são coroadas de sucesso e Castro brinca com a sua dupla identidade de brasileiro/estrangeiro/turista, mas que ao mesmo tempo é latino-americano e pode em várias situações se passar por um nativo na fila pra comprar sorvete, na livraria, no mercado. Como todo bom viajante que «conta um conto e aumenta um ponto», o narrador-personagem não deixa de se gabar por conseguir comprar produtos com preço local. Sua «cara-de-pau» acaba trazendo muitos dividendos, inclusive o melhor elogio que um turista-viajante pode receber de um nativo : &#8220;Alexandre, já podes se considerar um havaneiro honorário!&#8221;</p>
<p>Por todas essas razões vale a pena ler Radical, Rebelde e Revolucionário. Além de conhecer um pouco sobre Cuba, você vai dar boas risadas. &#8230; Na era da Internet, do skipe e da tv à cabo, essas crônicas têm a grande vantagem de constituirem um testemunho direto de alguém que viu e ouviu tudo que está contando e é esse olhar de testemunha ocular que faz elas serem tão boas.<br />
<strong>Ana Lucia Araujo</strong>, Howard University</p></blockquote>
<blockquote><p>Antônio Candido fala que a verossimilhança da literatura é dada pelos detalhes. Quanto mais detalhes aparecem, mais as personagens, lugares, paisagens tornam-se passíveis de existência para a cabeça do crédulo leitor. Alex Castro nos avisa:aqui, tudo é ficção, tudo é inventado, pois “a história de Cuba é impossível demais para ser verdade”. Como o livro é cheio de detalhes, tolinhos, lemos como se fosse verdade, e algumas partes até emocionam.</p>
<p>E a história inventada não é a história de Cuba, nem a história das pesquisas feitas, embora elas apareçam um pouco também. A história inventada é a de um lugar onde chove todos os dias, tempestades de dez minutos, o povo se abriga nas marquizes e depois volta a viver suas vidas. Onde é impossível andar estando seco, onde as pessoas fumam charutos que desafiam a lei da gravidade, onde não se encontra bacon, e o jornal é usado para limpar a bunda. Lugar de um sistema monetário completamente doido, que o Alex explica bastante mas que eu não entendi direito até agora. Lugar onde a todo momento se é abordado, por jineteros, polícia&#8230; onde se anda livremente pelas ruas às três da manhã, sem medo de assaltos ou violências. Histórias de amizades, de andanças, da ida a um balé, das casas, dos encontros e das pessoas que o Alex encontrou e conheceu. &#8230;</p>
<p>Há no livro inteiro um sabor acridoce, não se trata somente das belas histórias do povo cubano. Pois o Alex também escapa da armadilha que seria escrever esse livro como um libelo pró ou anti Cuba. Se os esquerdistas mais ferrenhos não vão gostar, os direitistas também torcerão seus narizes. O cronista é ponderado e, se enxerga poesia no fato de que os antigos palacetes são agora habitados por uma população negra e pobre, escreve a dado momento que visitar Cuba é como visitar uma prisão; ele, viajante, pesquisador, tem uma liberdade que seus amigos cubanos não possuem. Assim, em meio ao povo culto, a pobreza e escassez de recursos; em meio à simpatia e acolhimento, a obrigação de anotar em caderninhos todos os que entram e saem&#8230; O tempo inteiro os relatos oscilam entre o doce e o amargo.</p>
<p>Voltemos à cama, ao tal do primeiro encontro. Pode ser que os corpos se estranhem, que um queira ir para um lado, outro para outro. Que o início seja difícil mas convide a uma nova tentativa. Que portas sejam abertas. Alex Castro foi conhecendo as ruas, casas e pessoas de Havana como quem conhece uma mulher. E o livro trata da história de um amor crescente. Não idealizada, repito. Uma mulher sofrida, envelhecida, em suspense absoluto quanto ao futuro; uma mulher dividida, uma mulher bela, de história singular. Como ele é generoso, e a favor do relacionamento aberto, divide essa mulher com a gente, dá dicas, orienta, conta segredos e ainda mostra fotos. E ao lermos, crédulos, até acreditamos que essa mulher existe. Vale a pena conhecê-la, trata-se de uma bela viagem, para uma casa muito diferente, de fato, da nossa. Entremos.<br />
<strong>Luana Chnaiderman de Almeida</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/radical/"><img class="size-medium wp-image-25 alignnone" title="Radical Rebelde Revolucionário (2007), crônicas cubanas de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/rrr-300x300.jpg" alt="Radical Rebelde Revolucionário (2007), crônicas cubanas de Alex Castro" width="300" height="300" /></a></p>
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		<title>Liberal Libertário Libertino, crônicas</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 00:41:12 +0000</pubDate>
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As melhores crônicas de Alex Castro, originalmente publicadas no jornal Tribuna da Imprensa e no blog Libertal Libertário Libertino, entre 2003 e 2007: &#8220;Fantasmas de Felicidades Passadas&#8221;,  &#8220;Pessoas-que-Acreditam-em-Coisas&#8221; e &#8220;Manifesto Libertário&#8221;, entre outras, além das  aventuras do Oliver durante o Katrina.

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/compre/">Compre</a>.</p>
<p>As melhores crônicas de Alex Castro, originalmente publicadas no jornal Tribuna da Imprensa e no blog Libertal Libertário Libertino, entre 2003 e 2007: &#8220;Fantasmas de Felicidades Passadas&#8221;,  &#8220;Pessoas-que-Acreditam-em-Coisas&#8221; e &#8220;Manifesto Libertário&#8221;, entre outras, além das  aventuras do Oliver durante o Katrina.</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/compre/"><img class="size-medium wp-image-24 alignnone" title="Liberal Libertário Libertino (2007), crônicas de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lll-214x300.jpg" alt="Liberal Libertário Libertino (2007), crônicas de Alex Castro" width="214" height="300" /></a></p>
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<p><strong>Trechos</strong></p>
<p><strong>Fantasmas de Felicidades Passadas</strong></p>
<blockquote><p>Tanta felicidade morta tem um peso opressivo. Quanto maior a felicidade, mais fedorenta a massa putrefata. Um triplo assassinato não teria deixado a atmosfera tão pesada quanto aqueles longos beijos ao pôr-do-sol. Passo por lá e posso sentir o velho ponto de ônibus me atormentando, esfregando minha felicidade passada em minha própria cara, me acusando de não ser tão feliz quanto era, de não ser tão feliz quanto poderia ser. &#8230; Um momento realmente feliz nunca deixa de existir. Ele continua reverberando para sempre. Sua existência é tão concreta que ele quase pode ser visitado, como se visita a casa de um velho amigo.</p></blockquote>
<p><strong>Pessoas-Que-Acreditam-em-Coisas</strong></p>
<blockquote><p>As pessoas-que-acreditam-em-coisas não estão satisfeitas com o respeito que você tem pela crença delas. As pessoas-que-acreditam-em-coisas não estão satisfeitas de você garantir que confia em suas palavras e que, bem, se dizem que viram elefantes roxos flutuantes, então é porque existem mesmo. Não, meus amigos. As pessoas-que-acreditam-em-coisas querem mudar a sua vida. E não se satisfazem com menos.</p></blockquote>
<p><strong>A Tirania das Bananas</strong></p>
<blockquote><p>A banana é uma tirana caprichosa. Ontem, eu te desprezei, não queria nada com você, tinha outras prioridades. Hoje sou sua, inteira, doce, fálica. Amanhã já não estarei mais aqui, serei casca virada no seu folhetim.</p></blockquote>
<p><strong>A Auto-Confiança dos Ricos</strong></p>
<blockquote><p>Eu tinha um vizinho milionário. Ele detestava dirigir e não queria se estressar com documentação, impostos, seguro, consertos. Então, contratou uma empresa de rádio-táxi para que mantivesse um carro, a sua disposição, 24 horas por dia, na portaria do prédio. Pronto. Se um quebrasse, que mandassem outro. O homem só sabia uma coisa: tinha dinheiro que não acabava mais e não queria se aporrinhar. A pergunta: esse homem vivia fora da realidade?</p>
<p>Pra começar, que realidade, cara-pálida? Existe só uma realidade? Ou será que existe uma realidade certa e outras tantas realidades erradas? Se sim, quem decide qual é a certa e qual são as erradas?</p></blockquote>
<p><strong>Eu, Oliver e Katrina</strong></p>
<blockquote><p>Em agosto de 2005, eu e meu poodle Oliver (um cachorro de rua que encontrei na favela de Rio das Pedras), nos mudamos para Nova Orleans, onde eu começaria um doutorado em Português. Menos de duas semanas depois, a cidade teve que ser evacuada por causa do furacão Katrina. Sem carro, sem dinheiro e sem conhecer ninguém, eu acabei sendo obrigado a deixar o Oliver em casa, com comida para muitos dias, e fui evacuado junto com o pessoal da universidade para um abrigo em Jackson, Mississippi.</p>
<p>Dormi apenas uma noite no abrigo. No dia seguinte, ficou claro que a situação era muito mais séria do que imaginávamos. Abandonei o abrigo e consegui pegar um dos últimos vôos saindo de Jackson antes do aeroporto ser fechado. Viajei em uma daquelas cadeiras retráteis da tripulação. A noite que passei sozinho no aeroporto de Detroit, véspera do furação, assistindo a CNN prever a hecatombe do dia seguinte, pensando obsessivamente no cãozinho que dependia de mim e não consegui proteger, foi a pior da minha vida.</p></blockquote>
<p><strong>O Que Você Gosta de Ouvir?, Me Perguntou Um Amigo</strong></p>
<blockquote><p>Eu: Mulher rindo. Alho refogando. Zíper abrindo. Ondas quebrando. Gemidos de gozo. Criança brincando. Dois sapatos caindo no chão, um depois do outro. O apito do sorveteiro que passava pela minha casa. Passos descalços no chão frio. &#8220;Eu te amo, Alexandre.&#8221; O Oliver latindo quando chego em casa. Saltos altos no mármore. Máquina de escrever elétrica. Pisada forte de mulher decidida. Apito do recreio. Pernas femininas, vestidas de couro ou latex, roçando uma contra a outra enquanto andam. Suspiro saciado de prazer. O telefone me acordando de manhã.</p>
<p>Ele: Não. Eu quis dizer de música.</p>
<p>Eu: Ah.</p></blockquote>
<p><strong>Saindo do Armário</strong></p>
<blockquote><p>É ao me revelar que descubro que vai bailar comigo e quem vai se encostar na parede. É ao me mostrar que descubro quem vai me dar as mãos nessa viagem e quem vai estancar na encruzilhada. Não tenho medo de rejeição. Ser rejeitado pelas pessoas pequenas só faz bem. Os pequenos se afastarem de mim por conta própria me poupa o trabalho de espantá-los a pauladas. Troco alegremente a rejeição dos pequenos pela aceitação dos grandes.</p></blockquote>
<p><strong>Manifesto Libertário: Sejam Grandes</strong></p>
<blockquote><p>Tudo o que eu quero é abrir os seus olhos, nem que apenas por um segundo, nem que você discorde de mim, para o fato de que o mundo, como ele é hoje, não é uma construção unânime. O próprio processo histórico se encarrega de eliminar todas as possibilidades alternativas, todos os caminhos que poderiam ter sido percorridos e que não foram, até gerar a ilusão de que o modo como as coisas são é o único modo como poderiam ter sido. Mas não é verdade. Existem vozes dissidentes, existem pessoas que pensam diferente, existe a possibilidade de viver uma outra vida, sem mesquinharias, tribalismos, religiões, maniqueísmos, preconceitos, prisões. Mais ainda, sem esqueminhas mentais dogmáticos e pré-fabricados, que almejam explicar tudo com suas formulinhas, mas que só conseguem embotar o pensamento humano, como o marxismo e o cristianismo.</p>
<p>Ser pequeno, mesquinho, preconceituoso, ressentido, invejoso, tudo isso é muito fácil. E muito tentador. O desafio que lanço aos meus leitores é outro: sejam grandes!</p></blockquote>
<p>* * *</p>
<p><strong>Índice</strong></p>
<p>Aviso<br />
Quem Sou Eu</p>
<p><strong>Crônicas</strong><br />
Fantasmas de Felicidades Passadas<br />
Pessoas-que-Acreditam-em-Coisas<br />
A Tirania das Bananas<br />
A Imoralidade Brasileira<br />
Dia de Todos os Santos<br />
Mal de Alex Castro<br />
A Alegria Alheia<br />
Telespectador Passivo<br />
O Mala que Sabe o Preço de Tudo<br />
A Alienação dos Mais Jovens<br />
Consumismo<br />
Um Big Mac e uma Coca Light<br />
Gostar de Futebol<br />
Duas Coisas que Eu Odeio<br />
Tudo É Simulacro<br />
A Língua É a Gente que Faz<br />
Responda Rápido: Quem É Pior?<br />
Ser Ridículo<br />
Diálogo em uma Mesa de Bar Carioca<br />
Apartheid Brasileiro<br />
Tentativa de Definição de Arrogância<br />
Você Já Parou pra Pensar<br />
O Que Você Gosta de Ouvir, Me Perguntou um Amigo<br />
Seguir as Regras<br />
Dois Choques Culturais</p>
<p><strong>Vida de Ex-Rico</strong><br />
A Auto-Confiança dos Ricos<br />
A Imortalidade dos Ricos<br />
Manual de Etiqueta<br />
Os Carros do Meu Pai<br />
As God Is My Witness, I&#8217;ll Never Wear Those Shoes</p>
<p><strong>Homens e Mulheres</strong><br />
A Questão da Privada<br />
As Mulheres Querem Tudo<br />
Fábrica de Machistas<br />
O Miojo Não Comido<br />
Mulheres Feias e Mulheres Bonitas<br />
Parada Gay<br />
Trago a Pessoa Amada em Três Dias<br />
Diálogo Andando na Rua<br />
Eu Sou Livre<br />
Incentivando a Leitura<br />
Angústia<br />
Meu Casamento em Datas</p>
<p><strong>Eu, o Oliver e a Katrina</strong><br />
Introdução<br />
A Véspera<br />
Dica de Refugiado<br />
Perguntas<br />
O Valor da Opinião dos Outros<br />
Chorando em Público<br />
Em Retrospecto<br />
Contato Físico<br />
O Meu Dom<br />
Estar em Waterloo<br />
Dois Ciganos<br />
Diáspora<br />
Saber a Hora de Parar<br />
A Vítima Profissional<br />
Memórias do Furacão</p>
<p><strong>Antes de Ir Embora</strong><br />
Saindo do Armário<br />
Manifesto Libertário: Sejam Grandes</p>
<p>* * *</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/compre/"><img class="size-medium wp-image-24 alignnone" title="Liberal Libertário Libertino (2007), crônicas de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lll-214x300.jpg" alt="Liberal Libertário Libertino (2007), crônicas de Alex Castro" width="214" height="300" /></a></p>
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<p>* * *</p>
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		<title>Onde Perdemos Tudo, contos</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 23:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Onde Perdemos Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Compre.
Cinco contos unidos pelo tema comum da perda.
&#8220;A unidade dos contos de Onde Perdemos Tudo encontra-se nos vinte e tantos sentidos da palavra perder. Com delicadeza, Alex Castro costura encontros e desencontros, achados e perdidos, sem perder o humor e a malícia. Apesar das perdas, o livro não é triste, mas cheio de beleza e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/compre">Compre</a>.</p>
<p>Cinco contos unidos pelo tema comum da perda.</p>
<p>&#8220;A unidade dos contos de <strong>Onde Perdemos Tudo</strong> encontra-se nos vinte e tantos sentidos da palavra perder. Com delicadeza, Alex Castro costura encontros e desencontros, achados e perdidos, sem perder o humor e a malícia. Apesar das perdas, o livro não é triste, mas cheio de beleza e reflexão. <strong>Onde Perdemos Tudo</strong> é lugar de encontrar.&#8221; (<em>por Vivian Soares</em>)</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/"><img class="size-medium wp-image-23 alignnone" title="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/294592900_a0ffcd1803_o-212x300.jpg" alt="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" width="212" height="300" /></a></p>
<p><strong>Onde Perdemos Tudo</strong> (2006), contos sobre perda. <strong>Ebook </strong>em pdf.<br />
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<p><strong>Repercussão</strong></p>
<blockquote><p>O conto mais bem realizado &#8230; é o primeiro &#8220;<strong>A morte de meu cachorro</strong>&#8220;. História de um momento em que um casal se separa, e cada um vai cuidar de sua vida. A velhice e a solidão são atingidas quando o narrador não é reconhecido por uma alma gêmea, obrigando-se a conviver com experiências que não são mais plenamente compartilháveis. Esse esvaziamento se dá num cenário que deveria ser palco de um reencontro. A amiga muda-se para Buenos Aires, o narrador segue para visitá-la, tentando vencer a distância espacial, que cumpre seu papel: <em>&#8220;Lendo cada um sua seção do Clarín, Fiona e eu padecíamos de um silêncio ainda mais cancerígeno [sic]: o silêncio de quem tem muito a dizer, mas prefere calar; o silêncio da conveniência. Pra que discutir? Emudecer poupa dores-de-cabeça, explicações, embaraços. Sobra o nada&#8221;</em>. Esta elevação do silêncio a uma categoria cancerígena revela a forma dramática de representar alguns episódios. O conto não segue um fluxo narrativo contínuo, trabalha com flash-back e janelas, que são abertas para esclarecer coisas ou resumir passagens. &#8230; O componente que dá literariedade aos contos é a ironia, a busca de soluções bem-humoradas. O autor, que brinca o tempo todo com conceitos literários, transita por um universo em que cabem produtos literários sofisticados e outros da cultura de massa. Os diálogos, os subtítulos e os títulos dos contos e dos livros inventados ganham um tom paródico. Tudo apontando para uma saborosa desconstrução da seriedade. <strong>Onde perdemos tudo </strong>apresenta narradores meio tagarelas – outro pedágio à internet? -, mas é justamente nisso que reside sua força. E se falta uma maior voltagem literária nestes contos, é indiscutível que a prosa de Alex Castro já possui apelo estilístico.<br />
<strong>Miguel Sanches Neto, </strong><em>&#8220;<a href="http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/">O Globo</a>&#8220;</em></p></blockquote>
<blockquote><p>[O livro de contos <strong>Onde Perdemos Tudo</strong>] é uma das melhores coisas que li nos últimos tempos. O conto <strong>De Portas Abertas</strong> é uma pérola, digno de figurar numa antologia dos 100 melhores contos brasileiros. Não é pouco. &#8230; [<strong>A Morte do Meu Cachorro</strong>] é brilhante. Narração de primeira linha. É um blues na temática (pois todo blues conta a história de uma perda) e abarrocado na sua forma, com as codas lambendo delicadamente cada parágrafo, a espasmos, acrescentando informações e apagando outras, vai pra frente &amp; pra trás com uma desenvoltura de gente grande. São lambidas de gato, portanto. O tema da perda de uma amizade, aliás, se não me engano, é novo na literatura brasileira (não me lembro de outro). O estilo é maduro, adulto, sem que o distanciamento interfira no mergulho. Ele estraçalha o sentimento, vai fundo, tem Machado na parada, no sentido de esmiuçar até a exaustão cada milímetro da situação. &#8230; Intocável, perfeito.<br />
<strong>Furio Lonza</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>&#8230; uma das coisas mais lindas que eu já li na vida, assim, em todos os tempos.<br />
<strong>Fal Azevedo,</strong> &#8220;Drops da Fal&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>[Sobre <strong>De Portas Abertas</strong>] Um bom conto se reconhece pelo final: vitória por nocaute. &#8230; Alex também é um escritor que conhece como poucos seu ofício. &#8220;<strong>De Portas Abertas</strong>&#8221; segue à risca os ensinamentos de mestre Júlio Cortázar, que dizia: &#8220;Enquanto no romance você conquista o leitor por rounds, no conto você deve abatê-lo por nocaute&#8221;. E, de fato, Alex Castro leva à lona seus leitores. Não apenas em &#8220;<strong>De Portas Abertas</strong>&#8220;, como também nas quatro outras narrativas que compõem o livro <strong>Onde Perdemos Tudo</strong>. &#8230; é um filho da puta que escreve bem, desgraçadamente bem. Bom nocaute.&#8221;<br />
<strong>Alexandre Inagaki,</strong> &#8220;Pensar Enlouquece, Pense Nisso&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Contos</strong></p>
<p><strong>A Morte do Meu Cachorro</strong></p>
<p>Uma caminhada pelas ruas de Buenos Aires revela questões sobre amizade homem e mulher, as armadilhas da memória e as dores do começo da idade adulta.</p>
<blockquote><p>Só a teimosia ainda me impele: presumir que eu seria capaz de escrever sobre Fiona foi uma temeridade, um desvario de velho carente. Não ando mais pelo Largo da Carioca; da próxima vez, faço um desvio pela Sete de Setembro.</p>
<p>Fiquei sem graça sim, é verdade &#8211; talvez a única verdade dita até agora. Houve um quinto sorriso, tão completo e tão sincero quanto o anterior. Sorriso também de corpo inteiro e todo meu. A história então, sob escrutínio, se esfacela:</p>
<p>Fiona me dá um aperto de mão mais caloroso, me fita com seus olhos incandescentes e sorri, fogosa:</p>
<p>- É muito bom mesmo você estar aqui comigo! &#8211; Estoura ela.</p>
<p>O sorriso, entretanto, não morre. Não, meus amigos, o sorriso continua lá. Gostaria de poder afirmar que ele permanecia congelado em seu rosto, mas naquele momento não havia nada congelado em Fiona: ela estava em ebulição, faiscando. Sejamos sinceros: seu corpo inteiro sorria pra mim.</p>
<p>Quem não suportou o calor fui eu: fracassei em gerir tamanho sorriso e cedi ante a pressão do seu carinho. Fiona me derrubou com uma erupção de amor.</p>
<p>Percebo agora o quão piedosa era a minha falecida versão conveniente dos fatos: eu não sabia o que fazer, não sabia em que buraco me enfiar. De que maneira poderia me defender daquela salva maciça de paixão sendo arremetida contra mim? O tal sorriso de corpo inteiro &#8211; há pouco desejado &#8211; era um fardo incômodo do qual eu precisava me livrar. Sem meios de corresponder aos sentimentos que Fiona disparava, eu ia fraquejando sob sua força.</p>
<p>Desse modo, e muito à revelia, preencho a lacuna do café-da-manhã: eu peguei o Clarín, eu comecei a ler, eu puxei o primeiro cigarro. Pobre Fiona, inocente ao menos dessas acusações, só fez tirar o jornal de seu colo e depositá-lo sobre a mesa. Vagarosamente, com mãos de relojoeiro.</p>
<p>O Clarín seria minha salvação, decidi, aliviado, e peguei um caderno qualquer do jornal. E enquanto eu abria as folhas, bloqueando minha visão de Fiona, tive um último relance de seu rosto. Ela sorria. Ainda.</p>
<p>Inexpugnável em meu refúgio de papel, não sei por mais quanto tempo Fiona sorriu. Por fim, deve ter desistido: afirmou um suspiro, acendeu um cigarro e escolheu uma parte do jornal pra ler. As facturas e os cortaditos, quando vieram, foram consumidos em silêncio.</p></blockquote>
<p><strong>Onde Perdemos Tudo</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;A história se passa numa festa, quando dois ex-namorados se encontram depois de um longo distanciamento. As conversas tendem ora para o dramático, ora para o banal, e nelas cabem, por exemplo, comentários sobre um tratamento de pele. A moça é uma ficcionista, no início de carreira, com as dificuldades normais de afirmação. O ex-namorado é o modelo de personagens para ela, o que mostra que esta é uma relação de atração e repulsa. O que os separou não é conhecido, e a vida dos dois segue vazia.&#8221; <em><strong>Miguel Sanches Neto, </strong>&#8220;<a href="http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/">O Globo</a>&#8220;</em></p></blockquote>
<p><strong>Quando Morrem os Pêssegos</strong></p>
<blockquote><p>Começou a chorar.</p>
<p>Feito o relatório, Josino se afastara. Que digerisse sozinha a dor, refletiu. Quanto a ele, cabia-lhe esperar pela ambulância que não chegava nunca.</p>
<p>Aproximou-se ao reparar as lágrimas de Laís e ficou ainda mais sem graça. Sentiu-se quase culpado. De algum modo, deveria ter impedido o acidente. Era ele, Josino, o responsável pela viuvez da mulher.</p>
<p>Acariciou os ombros daquela completa estranha. Em sua cabeça, a experiência compartilhada pelos dois, em uma madrugada fria defronte à praia, lhe permitia a liberdade do toque. Apenas, para evitar mal-entendidos, tomou cuidado com o gesto e foi o mais suave que pôde:</p>
<p>- Fica assim não, dona Laís. Sei como a senhora se sente, já passei por isso também. A gente tem que ser forte, tem que confiar em deus. Não fomos nós que perdemos uma pessoa amada, foi deus quem ganhou uma.</p>
<p>Laís aceitou a carícia. Virou-se para ele e percebeu, pela primeira vez na noite, a presença do policial. Mas Josino entendera tudo errado.</p></blockquote>
<p><strong>De Portas Abertas</strong></p>
<blockquote><p>No silêncio, ouvi a respiração canina de Amanda do outro lado e caminhei até lá. O som do meu celular tocando chamou sua atenção e ela se achegou à porta, me deixa entrar, por favor, eu preciso entrar, eu preciso te ver, e passou os dedos sensualmente em volta do olho mágico, como se alisando meu rosto, aqueles dedos de unhas longas e negras que sempre me excitaram.</p>
<p>Acariciei a maçaneta, que soluçou mecanicamente ao meu toque. Amanda eriçou as orelhas e ganiu: por favor, eu não quero ir embora, você prometeu que iríamos ficar juntos pra sempre, que me protegeria e me acompanharia, não pode me largar aqui fora, eu te peço.</p></blockquote>
<p><strong>A Falta que nos Fazem os Figos</strong></p>
<blockquote><p><em>XV &#8211; À meia-noite, no quilombo, invocamos o escritor morto</em></p>
<p>Para quem visitou as grandes escavações greco-romanas da Europa, aquele terreno baldio de terra remexida e mato ralo podia ser tudo, menos um sítio arqueológico. Mas era. &#8230;</p>
<p>Tentei me concentrar no vento — nunca imaginei que fizesse tanto frio assim no estado — mas meus pensamentos ziguezagueavam frenéticos por entre os fatos que haviam me levado até ali. Lembrei de quando bolara — ou pensei que bolara — os figos em 91, como desculpa para não estudar química, e os cocos, menos de um mês atrás, na praia do Leblon, enquanto sentia o sal dos dedinhos de Gabriela em minha língua. Pude me ver deitado na cama, chorando como nunca chorara antes, e na casa de Mitzi, fazendo contas em velocidade histérica para chegar à tênue conclusão de que eu deveria ser a reencarnação do Gol. Revivi os momentos de puro pavor experimentados durante a descoberta das coincidências, eu quase descendo privada adentro, ou Gabriela chegando no meio da noite em minha casa, com os pêssegos debaixo do braço.</p></blockquote>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/"><img class="size-medium wp-image-23 alignnone" title="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/294592900_a0ffcd1803_o-212x300.jpg" alt="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" width="212" height="300" /></a></p>
<p><strong>Onde Perdemos Tudo</strong> (2006), contos sobre perda. <strong>Ebook </strong>em pdf.<br />
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		<title>Mulher de Um Homem Só, romance</title>
		<link>http://alexcastro.com.br/mulher/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 21:52:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher de Um Homem Só]]></category>

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		<description><![CDATA[Compre.
&#8220;Mulher de Um Homem Só devassa a cabeça de Carla, que tem a sensação de já ter chegado tarde à vida do marido, Murilo. Desde a infância, ele pertence à Júlia: é o melhor amigo, o confidente, o anjo da guarda e o referencial masculino. Em 25 mil palavras, o romance invade o feminino nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/compre">Compre</a>.</p>
<p>&#8220;<strong>Mulher de Um Homem Só</strong> devassa a cabeça de Carla, que tem a sensação de já ter chegado tarde à vida do marido, Murilo. Desde a infância, ele pertence à Júlia: é o melhor amigo, o confidente, o anjo da guarda e o referencial masculino. Em 25 mil palavras, o romance invade o feminino nas suas pequenezas e mazelas. Revela o ordinário; o dia a dia de um jovem casal que enfrenta os desafios do casamento, da falta de dinheiro, da busca de identidades e de lugares para ser e ocupar, tendo que lidar com a constante presença de Júlia entre os dois.&#8221; (<em>por Vivian Soares</em>)</p>
<p>A primeira edição foi azul (2009); a segunda, magenta (2009); agora, a terceira, laranja (2010).</p>
<p><a title="Mulher de Um Homem Só" href="http://alexcastro.com.br/compre"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4039/4460199934_30274ec5c2_m.jpg" border="0" alt="Mulher de Um Homem Só, 3a edição" hspace="15" /></a></p>
<p><strong>Mulher de Um Homem Só </strong>(2009), romance.<br />
Preço recomendado: <strong>R$35 / US$25, frete incluso</strong></p>
<p><strong>Mulher de um Homem Só</strong> no <a href="http://books.google.com.br/books?id=Ao2bMstEHlQC&amp;printsec=frontcover">GoogleBooks</a>, no <a href="http://skoob.com.br/livro/sobre/48373/Alex+Castro/MULHER_DE_UM_HOMEM_SO">Skoob</a>, no <a href="http://www.amazon.com/Mulher-Um-Homem-Portuguese-ebook/dp/B002ZVPT9E/ref=cm_lmf_tit_9">Kindle</a>, no Gato Sabido (<em>em breve</em>). Uma <a href="http://alexcastro.com.br/alex-castro-escritor-e-mindfucker/">entrevista</a> sobre o livro e uma <a href="http://alexcastro.com.br/pe-ante-pe-mulher-de-um-homem-so-em-portugal/">matéria</a> portuguesa sobre o processo de edição. <a href="http://alexcastro.com.br/compre">Compre</a>.</p>
<p><strong>Repercussão</strong></p>
<blockquote><p>Escrever assim é imperdoável. &#8230; Tem um por geração. O da nossa &#8230; é ele. Vai por mim. Não perca o Alex.<br />
<strong>Fal Azevedo</strong>, &#8220;<a href="http://dropsdafal.blogbrasil.com/archives/2009_07.html">Drops da Fal</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8230; melhor livro que eu li em 2009. &#8230; tem uma visão bastante peculiar da psiquê feminina &#8230; A narradora &#8230; somos todas nós. Ou todos nós. &#8230; Um livro sobre esse tal mal-estar contemporâneo. Sobre indivíduos que se comunicam apenas através de loucuras. Sobre a dificuldade de mantermos em pé as instituições do passado (casamento, família). E tudo contado assim, através de uma personagem sem freio, que faz com que a gente desembeste com ela.<br />
<strong>Mary W.</strong>, &#8220;<a href="http://www.amalgama.blog.br/12/2009/melhores-leituras-2009/">Segundo Sexo</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>É um homem que tá escrevendo isso aqui? &#8230; Não me perguntem como ele &#8230; sabe destas incertezas e inseguranças tão femininas. Nem sei onde ele aprendeu estes tantos detalhes. &#8230; É esta maneira de narrar os detalhes, as pausas, os gestos e os olhares, quando nem ao menos se estava presente na cena, que faz com que a gente entenda Carla. Quem não é Carla? Vocês, homens, não são. Nem entenderiam. Só Alex.<br />
<strong>Isabella Ianelli</strong>, &#8220;<a href="http://www.isabellices.com/mulher-de-um-homem-so/">Isabelices</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>Enredo intenso nos prende da primeira à ultima página. &#8230; Realmente intrigante &#8230; uma leitura incrível. Alex Castro realmente conseguiu traduzir nas páginas de seu livro a angústia de Carla com palavras e linhas de pensamento realmente femininas, superou os limites da natureza e encarnou uma esposa preocupada com o seu casamento com toda a originalidade que lhe cabe. Recomendo. &#8230;  A sensação que tive ao terminar de ler o livro: faltou-me o ar.<br />
<strong>Re Alves</strong>, &#8220;<a href="http://www.blogger.com/feeds/3786089441541852111/posts/default">Entreditas</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>Um livro cujo único defeito é não ter mais umas cem páginas contando mais e mais da história desse triângulo amoroso.<br />
<strong>Juliana Dacoregio</strong>, &#8220;<a href="http://www.interney.net/blogs/heresialoira/2009/07/17/novolivro_alexcastro/">Heresia Loira</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>Fiquei encantada com o estilo &#8230; com a velocidade dos acontecimentos, com a narrativa onisciente &#8230; e com todo o desenrolar dos acontecimentos. &#8230; O livro acabou e deixou um gosto de que não podia ter acabado. &#8230;  Não era nem mesmo leitora &#8230; mas agora &#8230; vou ser, sim. Você também deveria.<br />
<strong>Fernanda França</strong>, &#8220;<a href="http://fernandafranca.com.br/blog/?p=404">Fernanda França</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Me identifiquei com a compulsão metafórica do autor. E o fim é perfeito: instiga.&#8221;<br />
<strong>Alexandre Inagaki</strong>, &#8220;<a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/08/16/mulher_de_um_homem_so_no_twitter/">Pensar Enlouquece, Pense Nisso</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>Fiquei muito impressionado, literalmente, com tua habilidade na fraseologia ficcional, perfeitamente casada com a mentalidade da Carla; todo o vocabulário feminino, tanto de palavras como de linhas de pensamento, foi uma realização ímpar. &#8230; Com essa criação, vc matou a pau.<br />
<strong>Doutor Plausível</strong>, &#8220;<a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/15/carta_aberta_do_doutor_plausivel_para_al/">Doutor Plausível</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>Eu tinha esquecido que era tão bom. &#8230; Um livro maduro, bem pensado. &#8230; É nessa narração que está um dos grandes trunfos do livro. Em Carla, Alex cria uma personagem crível, rica, e explora bem suas possibilidades. É aqui que o Alex demonstra ser um excelente escritor: ele tem perfeito domínio da voz feminina da Carla. É esse o grande segredo do livro.<br />
<strong>Rafael Galvão</strong>, <a href="http://www.rafael.galvao.org/2009/09/mulher-de-um-homem-so/">&#8220;Rafael Galvão&#8221;</a></p></blockquote>
<blockquote><p>Um livro impressionante, a narrativa sempre inteira, o domínio da língua sempre presente mas nunca intrusivo, uma prosa que flui tão fácil que o leitor nem percebe o labirinto em que está se enredando até ser tarde demais.&#8221;<br />
<strong>Paulo Cândido</strong>, &#8220;<a href="http://todososassuntosdomundo.blogspot.com/2009/08/mulher-de-um-homem-so.html">Todos os Assuntos do Mundo</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>Um bom livro. &#8230; parece ter um cuidado todo especial com a velocidade da narrativa. &#8230; O maior trunfo &#8230; é a narradora e as ambigüidades por ela evocadas. Ao usar a primeira pessoa onisciente, Alex Castro acaba por fazer com que duvidemos de tudo o que Carla nos conta. Este filtro pouco confiável é que dá profundidade a um romance.<br />
<strong>Paulo Polzonoff</strong>, &#8220;<a href="http://www.polzonoff.com.br/uma-leitura-ruidosa/">Polzonoff</a>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;&#8230; o autor não permite que o texto o domine. &#8230; Esse jogo entre o dito, o explicitado e o entendido é rico, é a grande força do livro e o que me faz aguardar ansiosamente o próximo livro do autor.&#8221;<br />
<strong>Carolina Vigna-Marú</strong>, &#8220;<a href="http://aguarras.com.br/2010/04/06/mulher-de-um-homem-so/">Aguarrás</a>&#8220;</p></blockquote>
<p><a href="../compre"></a></p>
<p><strong>Trechos</strong></p>
<blockquote><p>Lá do nosso jeito, a gente se entendia, e conversávamos muito, falávamos de Murilo, novela, política e fofocas em geral. Outras vezes, nem trocávamos palavra, e era assim que eu mais apreciava Júlia. Ela adorava mexer no meu cabelo, me pentear longamente, languidamente, lentamente, e eu gostava, me entregava, me prostrava, ficávamos no sofá da sala, ou até na rede mesmo, eu deitada sobre o colo de Júlia, sentindo a escova repuxar os cabelos, sentindo as pontas dos dedos massageando o couro cabeludo, sentindo aquela coceirinha marota nas raízes do cabelo, sempre naquela faina infindável, deliciosa, pachorrenta, úmida de tão boa, eu tenho cabelos longos, nunca cortei, vão até a cintura, e Júlia mastigava inveja, degustava mexer em meu cabelo, ajeitar, pentear e cheirar, e cuidadosamente enrolar em seus dedos e mãos e depois deixar desenrolar macio, e assim ficávamos as duas, horas, eu grávida e Júlia ali, puxando e repuxando, penteando e despenteando, depois, Raquel nascida, colocávamos o berço na sala e tudo continuava igual, eu dormia sentindo os dedos de Júlia em meus cabelos, acordava e ela ainda estava lá, e então, eu dormia de novo, e era tão bom, porque não havia palavras, não havia Murilo, não havia inconseqüência, não havia arte, não havia nada, só aquele momento, só nós duas, só aquele contato, e eu quase achava, eu me pegava imaginando que Júlia era minha amiga, uma daquelas amigonas de infância, companheira pro que descesse e subisse, sempre comigo, e assim eu me despejava naquele toque, me sumia naquele carinho, me desenganava naquele afago.</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Desisti. Não tenho essa bondade toda no coração, o órgão que reservei pra Júlia é o intestino grosso. Sou mãe agora: quando quero ouvir histórias de criança, pergunto pra Raquel como foi seu dia no jardim de infância. Júlia me esvazia. Mas eu tentei. Confesso que tentei: nesse fronte, dei meu sangue durante vários anos, construí trincheiras e só atirei quando vi o branco dos olhos do inimigo. Fiz tudo o que pude para ajudá-la e isso era um esforço enorme para mim, porque não sou leviana e levo esses assuntos muito a sério. Eu a ouvia com toda a minha atenção, e ouvir com atenção dá trabalho, cansa, exige amor, concentração, disposição. E eu pensava e refletia, matutava e considerava. Oferecia a Júlia sempre minha melhor seleção de conselhos, conselhos sinceros, brutos, que eu minerava lá de dentro de mim, e eu mesma polia e lapidava, com carinho e dedicação. Era desgastante tamanha sinceridade, tamanha atenção: eu ficava exaurida de ter que descer a espaços tão fundos, onde a luz é tão pouca e o ar, rarefeito, onde cada movimento cansa.&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Nem todos esses almoços serviam pra suavizar o vício de Murilo que possuía Júlia. Eu, que me achava sua clínica de reabilitação, era na verdade sua fornecedora clandestina: ela vinha me ver e fungava cada carreirinha de Murilo que pudesse encontrar. E eu fazia o mesmo, porque um gambá cheira o outro e eu também não sou lá muito diversa. Ela me sugava o presente, e eu, o passado. Júlia sabia tudo sobre o Murilo, cresceram juntos, nunca não se conheceram. Um era a constante da vida do outro. Júlia era tão constante que me fazia sentir a variável e isso me deixava tonta, imaginava Júlia, amanhã, fazendo a mesma coisa com a segunda esposa dele, indo visitar, contando histórias do passado e sugando o futuro. E eu pensava: o juramento foi comigo, a mulher dele sou eu.&#8221;</p></blockquote>
<p><a title="Mulher de Um Homem Só" href="http://alexcastro.com.br/compre"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4039/4460199934_30274ec5c2_m.jpg" border="0" alt="Mulher de Um Homem Só, 3a edição" hspace="15" /></a></p>
<p>Mulher de Um Homem Só (2009), romance.<br />
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		<item>
		<title>Liberal Libertário Libertino, o Livro!</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 20:42:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liberal Libertário Libertino]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado em papel em 2007, artesanal, tiragem pequena de 200 exemplares, esgotado há tempos. Quem comprou, guarde com cuidado, porque não vai haver reedição. Não em papel.
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São minhas melhores crônicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado em papel em 2007, artesanal, tiragem pequena de 200 exemplares, esgotado há tempos. Quem comprou, guarde com cuidado, porque não vai haver reedição. Não em papel.</p>
<p>Agora, finalmente disponível em ebook. Preço recomendado: R$20 via PagSeguro ou US$15 via PayPal. <a href="http://alexcastro.com.br/compre/">Você paga o quanto quiser.</a> Recebe o livro na hora, por email.</p>
<p>São minhas melhores crônicas de 2003 a 2007, incluindo clássicos como Fantasmas de Felicidades Passadas, Pessoas-que-Acreditam-em-Coisas e Manifesto Libertário.</p>
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<p><strong>Índice</strong></p>
<p>Aviso<br />
Quem Sou Eu</p>
<p><strong>Crônicas</strong><br />
Fantasmas de Felicidades Passadas<br />
Pessoas-que-Acreditam-em-Coisas<br />
A Tirania das Bananas<br />
A Imoralidade Brasileira<br />
Dia de Todos os Santos<br />
Mal de Alex Castro<br />
A Alegria Alheia<br />
Telespectador Passivo<br />
O Mala que Sabe o Preço de Tudo<br />
A Alienação dos Mais Jovens<br />
Consumismo<br />
Um Big Mac e uma Coca Light<br />
Gostar de Futebol<br />
Duas Coisas que Eu Odeio<br />
Tudo É Simulacro<br />
A Língua É a Gente que Faz<br />
Responda Rápido: Quem É Pior?<br />
Ser Ridículo<br />
Diálogo em uma Mesa de Bar Carioca<br />
Apartheid Brasileiro<br />
Tentativa de Definição de Arrogância<br />
Você Já Parou pra Pensar<br />
O Que Você Gosta de Ouvir, Me Perguntou um Amigo<br />
Seguir as Regras<br />
Dois Choques Culturais</p>
<p><strong>Vida de Ex-Rico</strong><br />
A Auto-Confiança dos Ricos<br />
A Imortalidade dos Ricos<br />
Manual de Etiqueta<br />
Os Carros do Meu Pai<br />
As God Is My Witness, I&#8217;ll Never Wear Those Shoes</p>
<p><strong>Homens e Mulheres</strong><br />
A Questão da Privada<br />
As Mulheres Querem Tudo<br />
Fábrica de Machistas<br />
O Miojo Não Comido<br />
Mulheres Feias e Mulheres Bonitas<br />
Parada Gay<br />
Trago a Pessoa Amada em Três Dias<br />
Diálogo Andando na Rua<br />
Eu Sou Livre<br />
Incentivando a Leitura<br />
Angústia<br />
Meu Casamento em Datas</p>
<p><strong>Eu, o Oliver e a Katrina</strong><br />
Introdução<br />
A Véspera<br />
Dica de Refugiado<br />
Perguntas<br />
O Valor da Opinião dos Outros<br />
Chorando em Público<br />
Em Retrospecto<br />
Contato Físico<br />
O Meu Dom<br />
Estar em Waterloo<br />
Dois Ciganos<br />
Diáspora<br />
Saber a Hora de Parar<br />
A Vítima Profissional<br />
Memórias do Furacão</p>
<p><strong>Antes de Ir Embora</strong><br />
Saindo do Armário<br />
Manifesto Libertário: Sejam Grandes</p>
<p>* * *</p>
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<p>Versão Kindle e Gato Sabido chegando em poucos dias mas, pra fins de comissão, eu prefiro fortemente que você compre direto comigo.</p>
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		<title>Lula e os Prisioneiros Políticos Cubanos</title>
		<link>http://alexcastro.com.br/lula-e-os-prisioneiros-politicos-cubanos/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexcastro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Radical Rebelde Revolucionário]]></category>
		<category><![CDATA[cuba]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem muito gente reclamando de que Lula foi a Cuba e não falou sobre a questão dos presos políticos.
O último foi o Gabeira, de cuja biografia já não restam nem os farrapos, republicando em seu blog artigo de Mario Vargas Llosa.
Não entendo bem essa crítica. Que Cuba é uma ditadura, isso todo mundo sabe &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem muito gente reclamando de que Lula foi a Cuba e não falou sobre a questão dos presos políticos.</p>
<p>O último foi o Gabeira, de cuja biografia já não restam nem os farrapos, republicando em seu blog <a href="http://www.gabeira.com.br/noticias/temas/politica-externa/1932-a-decepcionante-visita-de-lula-a-cuba">artigo de Mario Vargas Llosa</a>.</p>
<p>Não entendo bem essa crítica. Que Cuba é uma ditadura, isso todo mundo sabe &#8211; leiam meu livro <a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/radical/">Radical Rebelde Revolucionário &#8211; Crônicas Cubanas</a>.</p>
<p>Mas qual é o Chefe de Estado, QUALQUER Chefe de Estado, que em visita oficial a um país, QUALQUER país, fica metendo o bedelho em suas questões políticas internas?</p>
<p>Fico pensando se essas pessoas (que reclamam do Lula ir a Cuba e não falar de prisioneiros políticos) gostariam que Lula fosse aos Estados Unidos e falasse dos prisioneiros ilegais em Guantánamo. Ou da guerra e ocupação ilegais do Iraque, baseadas em mentiras do governo anterior. É isso que querem? É essa que desejam que seja a postura externa da diplomacia brasileira?</p>
<p>Fico pensando também o que diriam se, mais tarde, os presidentes de Cuba ou dos EUA visitassem o Brasil e viessem NOS enfiar o dedo na cara sobre o desmatamento da Amazônia ou sobre nossa enorme desigualdade sócio-econômica.</p>
<p>Será que iriam ouvir calados? Ou será que bateriam no peito para bradar que estrangeiro não tem nada que se meter nas nossas questões internas?</p>
<p>Pois, pois.</p>
<p>* * *</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/radical/" target="new"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2613/4077214515_0cd22c8930_o.jpg" border="0" alt="Radical Rebelde Revolucionário" /></a></p>
<p>Meu livro sobre Cuba, <a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/radical/">Radical Rebelde Revolucionário</a>, escrito em 2007, e disponível em forma de ebook, está vendendo muito bem, obrigado. Algumas das melhores crônicas estão disponíveis no blog. Para todas as outras, só comprando o livro. Abaixo, algumas das minhas preferidas:</p>
<blockquote><p><a href="http://radicalrebelderevolucionario.blogspot.com/2007/06/introduo-cuba-o-perodo-especial-e-seu.html">O Período Especial e seu Apartheid</a><br />
<a href="http://radicalrebelderevolucionario.blogspot.com/2007/06/introduo-cuba-salada-monetria-cubana.html">A Salada Monetária Cubana</a><br />
<a href="http://radicalrebelderevolucionario.blogspot.com/2007/06/os-jineteiros-texto-completo.html">Os Jineteiros</a><br />
<a href="http://radicalrebelderevolucionario.blogspot.com/2007/06/dionisio-um-chileno-malandro-texto.html">Dionisio, Um Chileno Malandro</a><br />
<a href="http://radicalrebelderevolucionario.blogspot.com/2007/06/as-jineteiras-texto-completo.html">As Jineteiras</a><br />
<a href="http://radicalrebelderevolucionario.blogspot.com/2007/06/cinema-cubano.html">Cinema Cubano</a></p></blockquote>
<p>* * *</p>
<p>Para quem tiver curiosidade, eis aqui algumas coisas que já disseram sobre o livro:</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/por-que-che-nao-escreveu-isso-antes/">Por Que Che Não Escreveu Isso Antes?</a>, pelo insuspeito anti-comunista Adailton Persegonha, do Leite de Pato:</p>
<blockquote><p>o desfilar de seus personagens reais, a paisagem de um país perdido entre o presente, o passado e um futuro sempre incerto, as confusões de suas diversas moedas, sua crítica ácida (e ranzinza no meu modo de ver) do turismo sob a batuta do seu imenso poder de observação e objetividade me fizeram ter um sonho: ver este livro lançado em território cubano!</p></blockquote>
<p>* * *</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/chato-critico-e-cinico/">Chato, Crítico e Cínico</a>, por Marcos Donizetti:</p>
<blockquote><p>&#8220;Alex Castro é outro tipo de pessoa, tão ou mais irritante que os já citados, para ser sincero. Seja ele visto como um liberal libertário ou como um rebelde revolucionário, ele na verdade é um chato, crítico e cínico. É exatamente por isso que <strong>eu o acho a pessoa mais &#8220;confiável&#8221; para falar sobre Cuba</strong>, por mais que ele mesmo deixe claro já no início de seu livro Radical Rebelde Revolucionário que talvez nada do que ele relata nas 155 páginas seguintes seja verdade. É um bom começo.&#8221;</p></blockquote>
<p>* * *</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/e-o-alex-castro-gosta-de-picadura/">E o Alex Castro Gosta de Picadura</a>, do Uber-Blogueiro Cardoso:</p>
<blockquote><p>Hum. Intelectual. Que fuma cachimbo. Passeando em Cuba bancado por universidades para estudar a Disneylandia do Socialismo? Isso sempre dá naqueles livros chatíssimos onde o cara republica propaganda do Partido, ou então é escrito por um anticomunista ferrenho que vai passar o tempo todo falando das atrocidades da Revolução. <strong>Todo livro sobre Cuba cai nesses dois modelos</strong>. (&#8230;)</p>
<p>O livro é excelente, li de uma sentada só, mesmo com isso soando altamente comprometedor em um post com esse título. São 155 páginas com crônicas deliciosas, onde ele conta seu dia-a-dia na terra de Fidel. Ele descreve um povo como qualquer outro. Alegre, triste, otimista, conformado, assustado, orgulhoso, envergonhado.</p>
<p>Ele encontrou Dolores, a bibliotecária mais sensual desde a Barbara Gordon, descobriu que os cubanos também usam o Jeitinho Brasileiro e aprendeu que quem decide o menu é o burocrata do Governo que escolhe quais produtos colocar nas lojas naquela semana. Passou por saias justas com vendedoras de abacaxi, apaixonou-se por vários pés (longa história) e enganou a polícia para tomar sorvete barato.</p>
<p>Alex alterna momentos líricos com o mais puro sarcasmo. (&#8230;) Ele comete vários pecados que farão com que a Academia odeie seu livro, e desejasse estar sob o Regime Cubano, onde Alex seria preso e seus livros proibidos. Ele cita o prosperidade artificial graças ao Regime Soviético, conta que os jornais oficiais são subsidiados, e que o povo os usa como substituto de papel higiênico, conta dos táxis para cidadãos, proibidos por lei de levar turistas, e constantemente parados pelo polícia. (&#8230;)</p>
<p>Mesmo assim, Radical Rebelde Revolucionário não é um ebook-denúncia. Nem tudo é ruim, nem tudo é um dramalhão mexicano.<strong> Alex não tem uma agenda oculta através do livro. </strong>Ele consegue falar mal de uma coisa, e na próxima crônica falar bem de outra. Mostra que por detrás da propaganda e da antipropaganda há gente. E gente é sempre interessante.</p>
<p>Recomendo muito a leitura do livro.</p></blockquote>
<p>* * *</p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/radical/" target="new"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2613/4077214515_0cd22c8930_o.jpg" border="0" alt="Radical Rebelde Revolucionário" /> </a></p>
<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/radical/">Leia mais</a> sobre o livro ou já <a href="http://alexcastro.com.br/compre/">vá direto comprar</a>. Você recebe o livro por email assim que o pagamento cair.</p>
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		<title>Delenda Paraguay: The British Lords Decide to Destroy Our Last, Best Hope</title>
		<link>http://alexcastro.com.br/paraguay/</link>
		<comments>http://alexcastro.com.br/paraguay/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 08:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexcastro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Thanks to the valiant efforts of a handful of Marxist historians, it&#8217;s now public knowledge that the Paraguayan War, the bloodiest conflict in Latin American History, was fully instigated and backed by the evil British.
In &#8220;The Absent-Minded Imperialists&#8221; (Oxford, 2004), Bernard Porter, a foremost historian of the British Empire, tells us that in the crucial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Thanks to the valiant efforts of a handful of Marxist historians, it&#8217;s now public knowledge that the Paraguayan War, the bloodiest conflict in Latin American History, was fully instigated and backed by the evil British.</p>
<p>In &#8220;The Absent-Minded Imperialists&#8221; (Oxford, 2004), Bernard Porter, a foremost historian of the British Empire, tells us that in the crucial decade of 1860 <a href="http://books.guardian.co.uk/reviews/history/0,,1366521,00.html">only about 10%</a> of the House of Common&#8217;s time was devoted to Imperial matters.</p>
<p>Given the preeminence of the Paraguayan question in the minds of these statesmen, we can only assume that the full 10% mentioned above was dedicated to it. The rest of the Empire, after all, practically managed itself.</p>
<p>Recent research of Parliamentary archives has just uncovered the minutes of the fatal session where the decision to destroy Paraguay was finally made.</p>
<p>It&#8217;s a shocking document, reeking of hypocrisy and evil, that finally proves undisputedly all the boldest, seemingly nonsensical accusations of the Marxist historians.</p>
<p>I&#8217;ve always known they were right.</p>
<p>* * *</p>
<p>Our story begins in the early 1860s, at the recently completed Houses of Parliament, London.</p>
<p>Those distinguished Lords, entrusted with the keeping of a mighty Empire where the sun never sets, where the fog never lifts and where blood pudding never goes to waste, are busy deciding a matter of the utmost, most crucial strategic importance for the daily lives of British tax-payers everywhere.</p>
<p>Are they discussing the new system of brick-line sewers, essential for the sanitation of the city, or the massive crowds of Eastern European refugees recently fleeing to England, or even the imminent construction of the first underground railway in the world?</p>
<p>Of course not, silly reader. Why would they, of all people, worry about such trivialities?</p>
<p>The British Lords have their priorities straight: they are concerned about Paraguay.</p>
<p>Says <strong>Lord Boyle Roche</strong>:</p>
<p>&#8220;I must confess to you, my fellow Lords, I couldn&#8217;t sleep last night. Yesterday&#8217;s dire revelations, made to his house by our overseas spies, kept circling round my head like dizzy vultures excited by the prospect of eating the rotten carcass of the recently deceased swan that sang the swan song of our Empire!&#8221; At that, he loudly pounds at a nearby table, or, alas, he tries, but there is no table nearly, so his fist just hangs there in mid-air as he proceeds: &#8220;We must boldly go into that lion&#8217;s den and protect our lion&#8217;s share of the world! <strong>The British eagle shall not allow that swan to sing its final song!</strong>&#8221;</p>
<p><strong>Lord Gibbon</strong>, although confused by the mixed metaphors, agrees:</p>
<p>&#8220;It&#8217;s clear that Paraguay is the greatest threat the British Empire has ever faced since Napoleon. I don&#8217;t know about you, gentlemen, but I&#8217;ll not suffer for the <strong>decline and fall of the British Empire</strong> to take place on my watch!&#8221;</p>
<p>&#8220;Napoleon Shmoleon!&#8221; Chuckles nervously <strong>Lord Nelson</strong>, the Third, &#8220;That shorty olive-eating Corsican was never a threat to our mighty Empire. A mere nuisance. A fly we swatted at <strong>Trafalgar</strong>.&#8221;</p>
<p>&#8220;A fly we swatted at <strong>Waterloo</strong>.&#8221; Coughs <strong>Lord Wellington</strong>, the Third, gently correcting.</p>
<p>&#8220;Whatever,&#8221; Shoos Nelson, making a bold gesture as if swatting the fly in question right there and then: &#8220;the point is that the French midget was nothing compared to the Paraguayan Lion, Solano Lopez. If we don&#8217;t take immediate action, it will be the Continental blockade all over again. By the end of the decade, we shall have another enemy army facing us on the other side of the channel. Paraguayan Armies will be marching through Piccadilly, their battleships will be sailing up the Thames and we&#8217;ll be forced to adopt their disgusting eating habits.&#8221;</p>
<p>&#8220;I heard they like to drink a <strong>hot infusion of herb leaves</strong>!&#8221; Trembles <strong>Lord Earl Grey</strong>. &#8220;Who&#8217;s ever heard of such barbarian custom!&#8221;</p>
<p>&#8220;Order! Order!&#8221; Calls <strong>Lord Thatcher</strong>. &#8220;I think the awesome might of the Paraguayan Republic has been amply demonstrated and it is obvious for all to see. The question before this House is: what shall we do to protect our Empire from this clear and present danger?&#8221;</p>
<p>&#8220;I think we should do <strong>whatever the Americans tell us to do</strong>.&#8221; Says <strong>Lord Blair</strong>, visibly trembling, &#8220;What&#8217;s their opinion?&#8221;</p>
<p>&#8220;We can fend for ourselves!&#8221; Interjects <strong>Lord Churchill</strong>, &#8220;Let&#8217;s keep the Americans on the bench. We can always call them if we get in <strong>a jam we can&#8217;t get out of</strong>.&#8221;</p>
<p>&#8220;Besides,&#8221; Says <strong>Lord Thatcher</strong>, who was also a good friend of the Americans, &#8220;they&#8217;re too busy playing Civil War. When they figure out who&#8217;s in charge, they&#8217;ll let us know. The American Civil War is no concern of ours, <strong>&#8217;tis but a trifle in world affairs</strong>. None of our strategic, long-term interests are at stake there and I see no reason for us to even go into such a pointless subject. We are here to manage the greatest Empire on Earth. We must have vision. We must concentrate on what&#8217;s vital for our survival and prosperity.&#8221;</p>
<p>And, after a dramatic pause, he drops it: &#8220;We have to focus on the Paraguayan menace, gentlemen!&#8221;</p>
<p>At that, <strong>Lord Smith</strong> asks for the floor and thus he begins:</p>
<p>&#8220;The menace is not only military, my fellow Lords, although it&#8217;s self-evident that Paraguay is a super-power. But the invincible Guarany republic threatens us in a more fundamental way. Even if they don&#8217;t use their awesome military power to sweep the Royal Navy off the seven seas, the very economic example they set is enough to crush our Empire within a generation. Those evil concepts we devised to take over the world, such as <strong>free trade</strong> and <strong>utilitarianism</strong>, will just not be able to withstand the onslaught of the Paraguayan communal example. Liberalism will be exposed for the fraud it is and we&#8217;ll be left with nothing. Not even <strong>the invisible hand</strong> will be able to extricate us from this predicament.&#8221;</p>
<p><strong>Lord Bentham</strong>, also very frightened and visibly shaken, adds:</p>
<p>&#8220;The Paraguayans have perfected the most efficient, utilitarian and socially-conscious economical system known to man. The country enjoys economic prosperity unequaled in the History of Mankind. The <strong>sum of happiness</strong> of individual Paraguayans is greater than the sum of happiness of everyone else in the planet combined. Or, worse yet, it would have been, if Paraguayans ever thought of themselves as individuals, but they don&#8217;t. The whole country is a communal, well-oiled machine entrusted to the enlightened leadership of Lopez. The government is designed like a benign <strong>panopticum</strong>, in which Lopez can observe each citizen at will, and they all feel reassured, being under his compassionate glance. Every Paraguayan knows how to read, write, do the basic arithmetic operations, prove the Pythagorean theorem and discuss the relative merits of Aquinas&#8217; scholastic theory vis a vis Aristotelian logic.&#8221;</p>
<p>&#8220;The roads are paved with gold and everyone lives on their own palace. <strong>Each citizen contributes to the improvement of society according to his ability and gets paid according to his needs.</strong> There is no trading, and therefore, no capitalism, no surplus value, no exploitation of man by man. Since there is also no competition among individual members of the community (need I repeat that they don&#8217;t even think of themselves as individual members of the community?), there&#8217;s no crime, no vice, or any kind of unhappiness. Unhappiness, by the way, used to be against the law, but this law was dropped last year, since it had never been enforced: there is simply no unhappiness in Paraguay.&#8221;</p>
<p>&#8220;It gets even worse,&#8221; adds <strong>Lord Bezos</strong>, &#8220;They have the most technologically advanced industrial complex in the world. They are self-sufficient in food, raw materials, military equipment and even oil, to which they haven&#8217;t found a use yet, but Paraguayan scientists guarantee it&#8217;s going to be big. Their scientists are currently working on a top secret project our spies could barely penetrate. Apparently, they are creating <strong>huge abacus-like calculating machines which will be connected by telegraph wires and will revolutionize the way we buy books or concert tickets</strong>, without having to leave the comfort of their homes!&#8221;</p>
<p>Meanwhile, the quiet sobbing of <strong>Lord Smith</strong> had become so audible as to embarrass the other Lords. When he notices all eyes on him, the poor liberal chap simply cracks:</p>
<p>&#8220;You see, you see? There&#8217;s no hope! How can we compete with that?! What can we do? It&#8217;s <em>finis britaniae</em>!&#8221;</p>
<p>At this dark moment of despair, the clear-headed and bold <strong>Lord Chamberlain</strong> takes the floor and tries to put some sense into their Lordships&#8217; heads:</p>
<p>&#8220;Let us not delude ourselves, gentlemen. There&#8217;s no way we can defeat Paraguay, neither militarily nor economically. I suggest appeasement. I volunteer to go there myself and give Lopez all our assurances that if he annexes Uruguay or decides to launch an aggressive war against Brazil or Argentina, he shall have nothing to fear from us. This way, he might show us some leniency when he rules the world. If we do this, we might finally have <strong>peace in our time</strong>.</p>
<p>&#8220;You always want to surrender!&#8221; Spits <strong>Lord Churchill</strong>, &#8220;What are you? Bloody French? Let&#8217;s fight! <strong>We shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender!</strong> And if we attack Paraguay with all we have right now, we may have a sporting chance of defeating Lopez. Or at least we&#8217;ll go down in flames, fighting, like good Britons. As for me, <strong>I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat</strong>!&#8221;</p>
<p>&#8220;<strong>Though we are not now that strength which moved earth and heaven, what we are, we are&#8230;</strong>&#8221; Sighs, nostalgically, <strong>Lord Tennyson</strong>.</p>
<p>&#8220;What we are is doomed,&#8221; Shouts <strong>Lord Chamberlain</strong>, &#8220;unless we act fast and prostrate ourselves at the merciful feet of Lopez!&#8221;</p>
<p>&#8220;Enough, enough!&#8221; Claps <strong>Lord Thatcher</strong>, &#8220;We already know the situation is dire. Lord Chamberlain and Lord Churchill have at least offered us some suggestions, albeit not very palatable ones. Do we have any other suggestion on the floor? Are we really limited to surrendering or fighting for our lives? Isn&#8217;t there a middle ground? Isn&#8217;t there a way for us to solve this problem without getting our hands dirty? We&#8217;re Lords here, after all.&#8221;</p>
<p>Finally, <strong>Lord Bond</strong>, James Bond, head of the <strong>Intelligence Committee</strong>, stands up and suggests:</p>
<p>&#8220;Well, we do have an undercover agent very well-placed in the Brazilian government. I think it&#8217;s the perfect time for us to use him.&#8221;</p>
<p>&#8220;And what do you suggest, <strong>Bond, Lord Bond</strong>?&#8221;</p>
<p>&#8220;Simple. Let&#8217;s have them fight this war for us. After all, those South American countries have no self-determination. They have no national, historical reasons of their own to fight and kill each other. If they do, it&#8217;s only at our imperialistic instigation, right? So, let&#8217;s instigate. It won&#8217;t be difficult for us to get our local puppet governments in Brazil and Argentina to join forces and make a <em>tabula rasa</em> out of Paraguay.&#8221;</p>
<p>&#8220;Good idea,&#8221; Says <strong>Lord Gibbon</strong>, &#8220;we may even get Brazil to topple the Uruguayan government, place a puppet president in power and we&#8217;ll have a <strong>Triple Alliance against Paraguay</strong>.&#8221;</p>
<p>&#8220;Triple Alliance.&#8221; Muses <strong>Lord Wellington</strong>, &#8220;I like the sound of that. Someone, please, take it down for further use.&#8221;</p>
<p>&#8220;I just don&#8217;t think we should rely on <strong>those Argentineans</strong>.&#8221; Cautions <strong>Lord Thatcher</strong>, &#8220;They&#8217;re always up to something, I can feel it in my bones. When we least expect it, they will attack us, I&#8217;m telling you!&#8221;</p>
<p>&#8220;You worry too much,&#8221; Says <strong>Lord Sheffield</strong>, &#8220;<strong>The Argentineans will never be able to even scratch us</strong>. Besides, if they ever try, we can always use the <strong>Falklands </strong>as a sea base to wage war on them.&#8221;</p>
<p>&#8220;Paraguay is just too powerful.&#8221; Argues <strong>Lord Chamberlain</strong>, getting back to the subject &#8220;Lopez may be too much for Brazil, Argentina and Uruguay to handle, even if they&#8217;re together. Do you think <strong>Agent &#8216;I-Want-It-Now&#8217;</strong> would be willing to throw Brazil in its possibly bloodiest, longest war, just because we tell him to? After all, he&#8217;s the Emper-</p>
<p>&#8220;Quiet, stupid!&#8221;, Storms <strong>Churchill</strong>, &#8220;Not in here. These are open procedures. Would someone please strike that from the record?&#8221;</p>
<p>&#8220;Rest assured,&#8221; Assured <strong>Lord Bond</strong>, &#8220;Agent &#8216;I-Want-It-Now&#8217; will do whatever we tell him to, if he wants to keep <strong>his shipments of cameras, microscopes, telescopes and other gadgets flowing</strong>.&#8221;</p>
<p>&#8220;I can&#8217;t believe this could possibly work!&#8221;, Says <strong>Lord Nelson</strong>, &#8220;They would have to be more than stupid, they would have to be almost suicidal, to destroy, at our evil, imperialistic instigations, their last, best hope of economic independence and prosperity. Can&#8217;t they see Paraguay is Heaven on Earth?&#8221;</p>
<p>&#8220;They are Latin-Americans, Nelson. Mongrels, mixed-blood. For God&#8217;s sake, they&#8217;re brown! They will jump if we say jump. Don&#8217;t worry.&#8221;</p>
<p>&#8220;Some more enlightened spirits may even see through our schemes and denounce our evil conspiracy.&#8221; Admits <strong>Lord Bond</strong>, &#8220;They may even write books about the <strong>open veins of Latin America</strong> or about <strong>Paraguay, an American genocide</strong>, but they would only be a handful of lucid, isolated voices lost among the crowd. Those mongrels will believe what we tell them to believe: that the war was fought for their own national, historical reasons.&#8221;</p>
<p>&#8220;What suckers!&#8221; Laughs <strong>Churchill</strong>.</p>
<p>&#8220;It gets better.&#8221; Points out <strong>Lord Rothschild</strong>, &#8220;Do you think those brown apes have enough money and equipment to wage a decent war against mighty Paraguay?&#8221;</p>
<p><strong>Rothschild </strong>leaves the question hanging for a moment and suddenly they all hear the roar of <strong>Lord Smith</strong>&#8217;s laughter.</p>
<p>&#8220;Of course, of course!&#8221; There are tears in his eyes again, but now he&#8217;s crying from joy: &#8220;They will have to <strong>borrow money FROM us</strong> to buy war equipment FROM us to destroy OUR enemy whom WE told them to destroy! By Golly, it&#8217;s just perfect! See, didn&#8217;t I tell you the <strong>invisible hand</strong> would set everything right? I knew it.&#8221;</p>
<p>&#8220;It&#8217;s win or win, gentlemen.&#8221; Concludes <strong>Lord Thatcher</strong>, &#8220;Even if Paraguay is able to beat our Triple Alliance, it will be weak enough for us to finish it off on our own. And, no matter what happens, they will all be in our financial clutches forever! The foreign debt will cripple their development for at least a century and a half.&#8221;</p>
<p><strong>Lord Thatcher</strong> then breaks into the most scary, maniacal and contagiously evil laughter. Soon, all the distinguished Members of Parliament are also laughing diabolically and rubbing their hands in anticipation of the utter destruction of Paraguay and the crushing of Latin America&#8217;s last, best dream of political and economical self-rule.</p>
<p>The last one to join in is <strong>Lord Bond</strong>, maybe anticipating that his great-grandson would still defeat many wicked villains with similarly sinister laughters, but, hey, he says to himself, you have to admit it, it IS fun to be this evil, and he starts laughing and rubbing his hands too.</p>
<p>&#8220;<em>Delenda Paraguay!</em>&#8221;</p>
<p>* * *</p>
<p>Estudei a Guerra do Paraguai durante muitos anos. Felizmente, pesquisadores mais recentes já estão derrubando a ridícula versão revisionista, muito em voga nos anos setenta, de que o Paraguai era o paraíso, que Lopez era um santo e que a guerra foi instigada pelos ingleses.</p>
<p>O melhor e mais completo livro sobre o conflito é Maldita Guerra (2002), do Doratioto, que condenou todos os outros à obsolescência do dia pra noite. O recente romance do excelente jornalista investigativo Leandro Fortes, Fragmentos da Guerra Grande (2004), é sensacional. Sobre o espinhoso tema da participação de escravos brasileiros, recomendo o livro do meu amigo Ricardo Salles: Guerra do Paraguai: Escravidão e Cidadania na Formação do Exército (1990).</p>
<p>Esse continho é minha mui-humilde contribuição ao debate. Realmente me pergunto quantas pessoas seriam capazes de pescar todas as referências que joguei. Essa sexta-feira, 5 de março, o historiador inglês Leslie Bethell (que vasculhou incessantemente os arquivos britânicos em buscas de provas dessa conspiração) vem falar aqui na universidade e vou dar uma cópia pra ele.</p>
<p>Por que escrevi em inglês? Porque não consegui escrever em português. Quando você cria personagens que conversam em uma língua que você domina é totalmente impossível escrever o diálogo em outra: soa sempre artificial e forçado.</p>
<p><em>Originalmente publicado em 12 de dezembro de 2004. Revisado em 1º de março de 2010.</em></p>
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		<title>Onde Perdemos Tudo, e Outros Livros Eletrônicos, no Globo de Hoje</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 16:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexcastro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Onde Perdemos Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Prosa &#38; Verso, suplemento literário do jornal O Globo, resenhou hoje 5 livros de literatura brasileira disponíveis pela internet. Eu, dois amigos (meu irmãozão Biajoni e minha colega de pós Ana Paula Maia) e dois que eu não conhecia. Os resenhistas não estavam puxando o saco de ninguém, porque os livros desses dois últimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/"><img class="size-medium wp-image-23 alignright" style="border: 0pt none; margin: 15px;" title="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/294592900_a0ffcd1803_o-212x300.jpg" alt="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" width="212" height="300" /></a>O Prosa &amp; Verso, suplemento literário do jornal O Globo, <a href="http://www.experimenteoglobo.com.br/flip/index.php?playerType=single&amp;idEdicao=f8c2123a479436229335f979201520db&amp;idCaderno=1bfdbc1c4b3ea94312fe2d6c3109bd39&amp;page2go=2">resenhou hoje 5 livros de literatura brasileira disponíveis pela internet</a>. Eu, dois amigos (meu irmãozão <a href="http://www.verbeat.orgs/biajoni/">Biajoni</a> e minha colega de pós<a href="http://folhetimpulp.blogspot.com/"> Ana Paula Maia</a>) e dois que eu não conhecia. Os resenhistas não estavam puxando o saco de ninguém, porque os livros desses dois últimos foram literalmente destroçados. Para mim, pro <a href="http://www.verbeat.orgs/biajoni/">Bia</a> e pra <a href="http://folhetimpulp.blogspot.com/">Ana Paula</a>, felizmente, só elogios.</p>
<p>Leia a resenha de Miguel Sanches Neto: <a href="http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/">Apelo estilístico em obra com tom de paródia</a> (é preciso ser usuário cadastrado Globo Premium, mas é de grátis)</p>
<p>Aliás, se estou vendendo <a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/">Onde Perdemos Tudo</a> na internet, é graças a essa matéria. Quando o repórter Miguel Conde entrou em contato comigo (via <a href="http://www.kitbasico.blogger.com.br/">Tata</a>, muito obrigado!), eu não tinha nada disponível. Eu e a Ana, minha agente, tínhamos decidido parar os downloads dos livros enquanto ela bate perna procurando editora pra eles. Entretanto, para aparecer na matéria, o livro resenhado teria necessariamente que estar disponível na web &#8211; mas não necessariamente de graça. Já que teria que liberar os downloads de novo, por que não tentar uma nova experiência? Resultado: dos cinco livros, só o <a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/">Onde Perdemos Tudo</a> está a venda. Todos os outros são distribuídos gratuitamente. O que isso quer dizer? Não sei. Talvez eu seja o único metido o suficiente pra achar que meu livro vale alguma coisa.</p>
<p>Sobre a elogiosa resenha de Miguel Sanches Neto, só tenho uma coisa engraçada a observar: ele enfatiza várias vezes uma &#8220;gramática do meio eletrônico&#8221;, um &#8220;diálogo com formato blog&#8221; e uma &#8220;velocidade de leitura própria da internet&#8221; mas, com exceção de um curtíssimo conto, todos os outros foram escritos entre 1994 e 1997, quando mal existia a internet como conhecemos hoje, e portanto não sofreram influência alguma da estética web ou da linguagem de blog. Acho que isso só prova como o meio influencia o conteúdo, como o fato de ler um texto na web faz ele <span style="font-style: italic;">parecer </span>um texto web. Na verdade, apesar de eu gostar dos contos, eles refletem meu estilo de dez anos atrás. Hoje, sim, meu estilo já é bastante influenciado pela internet e eu jamais, jamais usaria tantas epígrafes, por exemplo.</p>
<p>Se quiserem, <a href="http://oglobo.globo.coms/prosa/">deixem um comentário pra equipe do caderno</a> e digam o que acharam da iniciativa. Eu achei porreta, mas eu sou suspeito, claro.</p>
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		<title>Onde Perdemos Tudo, Resenhado por Miguel Sanches Neto, para O Globo</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 16:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexcastro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Onde Perdemos Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[(Publicada no Prosa &#38; Verso, do jornal O Globo, em 11 de novembro de 2006)
Disponíveis na internet, mas escritos para um volume impresso, os contos de &#8220;Onde perdemos tudo&#8220;, de Alex Castro, incorporam a gramática do meio eletrônico. O volume dialoga com o formato do blog, tanto pela diagramação quanto pela opção por fontes sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/"><img class="size-medium wp-image-23 alignright" style="border: 0pt none; margin: 15px;" title="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/294592900_a0ffcd1803_o-212x300.jpg" alt="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" width="212" height="300" /></a><span style="font-size: 85%;"><span style="font-style: italic;">(Publicada no Prosa &amp; Verso, do jornal O Globo, em 11 de novembro de 2006)</span></span></p>
<blockquote style="color: #660000;"><p>Disponíveis na internet, mas escritos para um volume impresso, os contos de &#8220;<span style="font-style: italic;">Onde perdemos tudo</span>&#8220;, de Alex Castro, incorporam a gramática do meio eletrônico. O volume dialoga com o formato do blog, tanto pela diagramação quanto pela opção por fontes sem serifa e pela forma de dispor os parágrafos. Mais do que esse parentesco gráfico, os contos guardam a velocidade de leitura própria da internet. Lê-se com rapidez mesmo os relatos longos, que <span style="font-weight: bold;">em nenhum momento se revelam cansativos</span>. As frases e os parágrafos são curtos, o autor cria suítes, dividindo a história em blocos, com subtítulos divertidos.</p>
<p>O conto mais bem realizado, como quer o próprio autor, é o primeiro &#8220;<span style="font-style: italic;">A morte de meu cachorro</span>&#8220;. História de um momento em que um casal se separa, e cada um vai cuidar de sua vida.  A velhice e a solidão são atingidas quando o narrador não é reconhecido por uma alma gêmea, obrigando-se a conviver com experiências que não são mais plenamente compartilháveis. Esse esvaziamento se dá num cenário que deveria ser palco de um reencontro. A amiga muda-se para Buenos Aires, o narrador segue para visitá-la, tentando vencer a distância espacial, que cumpre seu papel: <span style="font-style: italic;">&#8220;Lendo cada um sua seção do Clarín, Fiona e eu padecíamos de um silêncio ainda mais cancerígeno [sic]: o silêncio de quem tem muito a dizer, mas prefere calar; o silêncio da conveniência. Pra que discutir? Emudecer poupa dores-de-cabeça, explicações, embaraços. Sobra o nada&#8221;.</span> <span style="font-weight: bold;">Esta elevação do silêncio a uma categoria cancerígena revela a forma dramática de representar alguns episódios. </span>O conto não segue um fluxo narrativo contínuo, trabalha com flash-back e janelas, que são abertas para esclare cer coisas ou resumir passagens.</p>
<p>Outro conto interessante é o que dá título ao livro. A história se passa numa festa, quando dois ex-namorados se encontram depois de um longo distanciamento. As conversas tendem ora para o dramático, ora para o banal, e nelas cabem, por exemplo, comentários sobre um tratamento de pele. A moça é uma ficcionista, no início de carreira, com as dificuldades normais de afirmação. O ex-namorado é o modelo de personagens para ela, o que mostra que esta é uma relação de atração e repulsa. O que os separou não é conhecido, e a vida dos dois segue vazia.</p>
<p>Os personagens dos contos de Alex Castro apresentam uma tendência para filosofar, fortalecida pelas epígrafes, algumas longas, presentes em todos os contos. Em certas passagens, encontramos uma dramaticidade exacerbada, que valoriza o acontecimento marcante, em detrimento da exploração dos pequenos nadas. A morte, a separação e a briga acabam muito valorizadas, levando a narrativa a soluções folhetinescas.</p>
<p>O componente que dá literariedade aos contos é a ironia, a busca de soluções bem-humoradas. O autor, que <span style="font-weight: bold;">brinca o tempo todo com conceitos literários</span>, transita por um universo em que cabem produtos literários sofisticados e outros da cultura de massa. Os diálogos, os subtítulos e os títulos dos contos e dos livros inventados ganham um tom paródico. <span style="font-weight: bold;">Tudo apontando para uma saborosa desconstrução da seriedade. </span><span style="font-style: italic;">Onde perdemos tudo </span>apresenta narradores meio tagarelas &#8211; outro pedágio à internet? -, mas é justamente nisso que reside sua força. E se falta uma maior voltagem literária nestes contos, é indiscutível que <span style="font-weight: bold;">a prosa de Alex Castro já possui apelo estilístico.</span></p>
<p>MIGUEL SANCHES NETO é escritor</p></blockquote>
<p>* * *</p>
<p>Agradecimentos à <a href="http://www.verbeat.orgs/forsit/">Olivia sem acento</a>, que me passou o texto em formato eletrônico. Aliás, dia 5 de dezembro, ela lança seu primeiro romance, Desumano, pela Brasiliense. Quando tiver mais detalhes, eu dou.</p>
<p>* * *</p>
<p><a style="font-style: italic;" href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/">Onde Perdemos Tudo</a>, meu primeiro livro de contos, lançado diretamente na internet, é formado por 5 contos, em 120 páginas, sobre o tema comum de perda.</p>
<p>O elogiadíssimo projeto gráfico (o livro está <span style="font-style: italic;">lindo</span>!) é do designer Ricardo Couto, selecionado através de um <a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/08/concurso-de-design-lll-s-at-segunda.html">concurso</a> promovido aqui pelo blog, idéia de <a href="http://carreirasolo.org/">São Mauro Amaral</a>.</p>
<p>Ficou curioso? Instigado? Pô, sete reáu é uma merreca, vale a pena arriscar. Deixe de comprar uma bananada e torne-se acionista da novíssima literatura brasileira.</p>
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