encontro “as prisões” em são paulo

futuros encontros em são paulo.

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próximo encontro “as prisões” em sp

dom, 25 de setembro de 2016

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detalhes

local: uma residência na mooca, perto do metrô belém (o endereço será enviado às participantes confirmadas)

horário: das 9h às 23h

valor: r$199

vagas: 20 pessoas

prisões, natal, 30ago14. foto: claudia regina.

prisões, natal, 30ago14. casa chiapas. foto: claudia regina.

compareça




(ao comprar, você concorda com as regras de inscrição.)

prisões floripa, 18out14, casa [ox]. foto: claudia regina.

prisões floripa, 18out14, casa [ox]. foto: claudia regina.

lista de espera para futuros encontros


o que são as prisões

as bolas de ferro mentais e emocionais que arrastamos pela vida: as ideias pré-concebidas, as tradições mal explicadas, os costumes sem-sentido:

verdade // dinheiro // trabalho // privilégio // monogamia // religião // patriotismo // obediência // sucesso // os outros // felicidade

como é o encontro “as prisões”

um dia inteiro para encarar nosso narcisismo e exercitamos nossa empatia. uma prática de escutatória, de generosidade, de atenção.

arte, não curso; teatro, não terapia

muitas pessoas vêm ao encontro “as prisões” esperando um curso onde serão ensinadas conteúdo, ou uma terapia onde serão curadas de problemas, ou um coaching onde serão empoderadas para a vida.

mas eu, alex, não sou nem professor, nem terapeuta, nem coach. sou escritor e romancista.

o encontro “as prisões” é uma instalação artísticauma performance polifônica, um espaço interativo.

tudo pode acontecer, nada nunca é igual. venham por sua conta e risco.

os exercícios de empatia

exercitar a empatia é escolher habitar a vulnerabilidade de outra pessoa.

praticar um olhar generoso // dar-se conta das pessoas // ver na sua totalidade // ouvir com atenção plena // cultivar o não-conhecimento // exercer a não-opinião // não ser a constante // colocar-se em outra pessoa // escolher agir com empatia // visualizar o privilégio

prisões, salvador, 3ago14. foto: claudia regina.

prisões, salvador, 3ago14. foto: claudia regina.

o que acontece no encontro

prática do espelho

ser o espelho de outra pessoa. descrever tudo o que é visível sobre ela, sem julgamentos subjetivos: seu corpo, sua roupa, sua postura. (baseado no terceiro exercício de empatia, ver na sua totalidade.)

exercício do olhar generoso

falar sobre outra pessoa sem criticá-la e sem se incluir na história, enxergando-a como uma pessoa humana completa e independente de você. (baseado no primeiro exercício de empatia, praticar um olhar generoso.)

prisões rj 1nov14 foto claudia regina

prisões rj 1nov14 foto claudia regina

escutatória

cada pessoa falar sem interrupções sobre sua “questão”. as outras escutam com atenção plena. depois, o grupo tem dez minutos para oferecer algo em retribuição à história, sempre a partir de uma postura de não-opinião e não-conhecimento. (baseado no quarto, quinto e sexto exercícios de empatia, ouvir com atenção plenacultivar o não-conhecimento e exercer a não-opinião.)

caminhada do privilégio

a cada pergunta, pessoas andam para frente ou para trás, de acordo com os privilégios que desfrutam ou não. ao final, temos um retrato concreto e palpável da estrutura dos nossos privilégios.  (baseado no décimo exercício de empatia, visualizar o privilégio.)

prisões, bh, 18mai. pç santa tereza. foto: claudia regina.

prisões, bh, 18mai14, pç santa tereza. foto: claudia regina.

o que o encontro “as prisões” não é

não é auto-ajuda, terapia, coaching. não é palestra, aula, exposição de conteúdo. não tem apostila, powerpoint, frases de efeito pra anotar no moleskine. não oferece respostas, soluções, remédios. não promete uma vida mais calma, mais centrada, mais bem-sucedida.

não ajuda em nada. pelo contrário, só atrapalha. às vezes, nos transforma em pessoas ainda mais confusas, desajustadas, perdidas.

afinal, ser bem-sucedida e bem-ajustada em um mundo canalha pode bem ser indicativo de nossa própria canalhice.

prisões, recife, 23ago14, coletivo lugar comum. foto claudia regina

prisões, recife, 23ago14, coletivo lugar comum. foto claudia regina

depoimentos de quem já foi

me sinto como uma cobra que comeu algo grande demais, e vai levar um bom tempo digerindo tudo.

o grande pano de fundo da conversa é “menos você”, mais generosidade, mais respeito ao outro. o mundo não gira em torno da gente.

um encontro de vidas. uma vivência para o espirito. um desenlace de pouco a pouco. 

por mais que leia os depoimentos e os textos, nunca vai conseguir explicar com clareza como é passar o dia realmente ouvindo, se doando e inexplicavelmente se sentindo bem conhecendo os outros mais do que fazendo-os conhecer você.

participar do encontro é um processo que, como toda experiência transformadora, começa com um “sim”. sim, eu vou. sim, posso dispor de um dia para ouvir, aprender e ser transformado.

um encontro onde realmente somos tocados, seja pelas identificações com aspectos das questões das outras pessoas, seja pela beleza, coragem ou dor reveladas em suas histórias.

e aí eu olhei para as minhas questões, aquelas que estavam me agoniando e pensei: mas isso não é nada!

um exercício prático de empatia. … colocar a própria vida na fogueira, compartilhá-la com pessoas que nunca viu na vida, ouvir de verdade, provocar as certezas do outro.

(leia mais depoimentos)

prisoes, rj, 29mar14 foto alex castro

prisoes, rj, 29mar14 foto alex castro

mais informações

depoimentos de quem participou // regras de inscrição // política de gratuidades

encontro "as prisoes", sp, 16dez13, foto por flavia totoli

prisoes, sp, 16dez13, foto: flavia totoli

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