imersão “as prisões” no sudeste

um encontro “as prisões” que dura um fim de semana inteiro.

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imersão “as prisões” no sudeste

valor: r$300 (evento) + r$300 (hospedagem + refeições)

local: hotel-fazenda “sítio velho”, entre areias e silveiras, sp, no meio do caminho entre rj e sp.

vagas: 28 pessoas

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2 a 4 de junho de 2017




(ao comprar, você concorda com as regras de inscrição.)

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20 a 22 de outubro de 2017



(ao comprar, você concorda com as regras de inscrição.)

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9-960x500

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por que uma imersão?

ao sair dos encontros “as prisões”, quase sempre atarantadas e confusas, muitas pessoas falavam:

“se estou assim agora, imagina amanhã de manhã, depois que dormir um pouco e digerir isso!”

ou então:

“agora que está ficando bom, que a gente realmente conheceu as outras pessoas, que as barreiras caíram… acaba!”

e fiquei pensando que seria legal um encontro onde as pessoas tivessem mais tempo para refletir sobre o que ouviram, para se conhecer melhor, para interagir mais.

daí um fim de semana de imersão.

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como é a imersão “as prisões”

um encontro de três dias, onde encararamos nosso autocentramento e exercitamos nossa atenção. uma prática de escutatória, de generosidade, de cuidado.

porque é um espaço de prática. não existe nem programa de curso, nem conteúdo a ser ensinado. apenas realizamos uma série de exercícios e cada pessoa tira deles o que quiser e o que puder.

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arte, não curso; teatro, não terapia

muitas pessoas vêm à imersão esperando um curso onde serão ensinadas conteúdo, ou uma terapia onde serão curadas de problemas, ou um coaching onde serão empoderadas para a vida.

mas eu, alex, não sou nem professor, nem terapeuta, nem coach. sou escritor e romancista.

a imersão é uma instalação artísticauma performance polifônica, um espaço interativo.

tudo pode acontecer, nada nunca é igual. venham por sua conta e risco.

imersão corpus christi, 5jun15.

imersão corpus christi, 5jun15.

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os exercícios de atenção

sem atenção não há cuidado..

praticar um olhar generoso // dar-se conta das pessoas // ver na sua totalidade // ouvir com atenção plena // cultivar o não-conhecimento // exercer a não-opinião // não ser a constante // colocar-se em outra pessoa // escolher agir com cuidado // visualizar o privilégio

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programação

sex
18h — abertura, chá com bolo
19h — espelho
20h – olhar generoso
21h30 – jantar
sáb
8h – café da manhã
9h – caminhada do privilégio
10h – escutatória
12h – intervalo
14h – almoço
15h – escutatória
19h – intervalo
20h – jantar
dom
8h – café da manhã
9h – escutatória
13h – intervalo
14h – almoço
15h – escutatória
17h – encerramento

espelho

ser o espelho de outra pessoa. descrever tudo o que é visível sobre ela, sem julgamentos subjetivos: seu corpo, sua roupa, sua postura. (baseado no terceiro exercício de atenção, ver na sua totalidade.)

olhar generoso

falar sobre outra pessoa sem criticá-la e sem se incluir na história, enxergando-a como uma pessoa humana completa e independente de você. (baseado no primeiro exercício de atenção, praticar um olhar generoso.)

escutatória

cada pessoa tem dez minutos para falar sem interrupções sobre sua questão. as outras escutam com atenção plena. depois, o grupo tem cinco minutos para oferecer algo em retribuição à história, sempre a partir de uma postura de não-opinião e não-conhecimento. (baseado no quarto exercício de atenção, ouvir com atenção plena, e na prisão conhecimento.)

caminhada do privilégio

a cada pergunta, pessoas andam para frente ou para trás, de acordo com os privilégios que desfrutam ou não. ao final, temos um retrato concreto e palpável da estrutura dos nossos privilégios.  (baseado no décimo exercício de atenção, visualizar o privilégio.)

caminhada do privilégio, vídeo.

caminhada do privilégio, vídeo.

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o que a imersão “as prisões” não é

não é auto-ajuda, terapia, coaching. não é palestra, aula, exposição de conteúdo. não tem apostila, powerpoint, frases de efeito pra anotar no moleskine. não oferece respostas, soluções, remédios. não promete uma vida mais calma, mais centrada, mais bem-sucedida.

não ajuda em nada. pelo contrário, só atrapalha. às vezes, nos transforma em pessoas ainda mais confusas, desajustadas, perdidas.

afinal, ser bem-sucedida e bem-ajustada em um mundo canalha pode bem ser indicativo de nossa própria canalhice.

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sobre o local

o hotel fazenda “sítio velho” está se especializando em cursos alternativos. alguns dos últimos eventos que aconteceram lá: respiração holotrópica, técnicas de alexander e acroyoga (acrobacia + yoga).

além disso, tem redário, cachoeira, quadra de tênis, piscina, sauna, mesa de ping-pong, etc etc.

confiram o site: fazendasitiovelho.com.br

1-960x500

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como chegar

de carro

é só vir pela via dutra e, depois, seguir esse mapa.

de ônibus

tem que ir até queluz (se sair do rj) ou até cachoeira paulista (se sair de sp) e, de lá, pegar um táxi. o trajeto é de 40min e as cooperativas em geral cobram r$90 pela corrida.

(organizamos uma carona solidária e quase sempre dá para todo mundo vir de carro numa boa.)

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onde dormir

o hotel-fazenda conta com cinco suítes e um chalé, cada um contendo três camas de solteiro.

os quartos serão compartilhados.

(tragam roupas de banho. se o tempo estiver bom, faremos alguns desses encontros à beira da piscina.)

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quanto custa & como pagar

a inscrição no evento, pagável a mim, através do pagseguro, é de r$300.

o custo das duas diárias do hotel-fazenda, com pensão completa, todas as refeições incluídas, da boa cozinha mineira, é de apenas r$300, pagável através de depósito bancário na conta deles: 50% na reserva, 50% no check-out.

primeiro, faça a inscrição, clicando no botão de pagamento aqui da página. quando sua inscrição estiver confirmada, eu te envio por email os dados bancários do hotel-fazenda para você fazer sua reserva.

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depoimentos de quem foi

Sempre quis encontrar mais peixes fora do aquário. Só não imaginava que haveriam tantos e que seria tão sensacional. A experiência da imersão foi algo muito precioso para o meu modo de ver a vida. … Nos despimos de máscaras e expomos questões que talvez nunca viriam a tona se não fosse por esse encontro. O choro correu livre, assim como o riso. Nunca me deixei tão vulnerável e ao mesmo tempo me senti tão acolhida. Foi uma das melhores experiências da minha vida. (Renata Almeida)

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Encontrei pessoas amáveis, tolerantes, dispostas a escutar e compreender o diferente. Candura! Pessoas se abrindo e se expondo sem recear tanto o julgamento alheio, com tanta lisura, desabrochando e embelezando a experiência. Não há liderança ou alimentos para as vaidades, mas falamos da forma mais legítima sobre questões que aprisionam e afligem as pessoas – a partir das várias experiências singulares contadas por cada um. Ouvir foi muito mais importante que falar. É bom encontrar pessoas que compartilhem suas reflexões, medos e inseguranças, sem qualquer julgamento ou deverismos. É bom também encontrar pessoas que falem o que você nunca imaginou. (Munique Vieira)

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Colocar-se vulnerável é uma atitude, paradoxalmente, muito poderosa. É um aprendizado duplo. Naqueles quinze minutos em que a pessoa fala, você deve ouvir com atenção plena, sem julgamentos, sem culpabilização, sem comparar. É o primeiro passo para começar a desfazer as amarras da, talvez, principal prisão: o narcisismo. E, com isso, passar a ver as pessoas com mais empatia, sem querer se colocar como protagonista do mundo do outro. Sem o eu, eu, eu, eu, eu, esse pronome pessoal que até conseguimos disfarçar com malabarismos de linguagem, enquanto fingimos doar nossa atenção com integridade. Tentávamos ficar, figurativamente, nus e sem máscara, tanto quanto conseguíamos. Imagine: você se sentindo a vontade para falar de algo que lhe é precioso ou dolorido, aproveitando a oportunidade de ser ouvido, sem ser interrompido, sem ser julgado, sem que os outros estejam pensando no que responder em seguida em vez de escutar de fato, sem ser sequer aconselhado. Rubem Alves lembra: cursos de oratória demais e poucos de escutatória. O encontro do Alex é um curso de escutatória. O seu principal conteúdo é doar o que temos de mais precioso, nosso tempo em atenção máxima. E aprendemos a fazer isso sem que ninguém esteja ensinando formalmente. E isso nos leva ao segundo aprendizado, o de estar vulnerável. Quando nos mostramos, nus e exibimos até mesmo aquilo que há sob a pele, dizemos: “Olha, mundo! Isto é o que eu tenho de melhor e pior em mim. E não tenho medo por ser o que sou e o que sou não pode ser usado como arma contra mim.” Falo de nossas emoções, das mais nobres às mais densas e baixas, de nossas ações e reações, positivas e negativas, aos estímulos. Todas essas coisas que, para não nos ferirmos, preferimos esconder. E que nos tornariam mais fortes se não as escondêssemos. (Alessandro Martins)

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imersão “as prisões”, nos jardins. 7fev2015.

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Narcisismo – egoísmo – insegurança – medo… palavras que permearam histórias do final de semana. Aliás, que final de semana! Que intenso entrar em contato com suas “questões” mais profundas e se ver em questões de outros tão diferentes de você. … [Uma] reunião de pessoas senão desajustadas nesse mundo doido, ao menos, dispostas a pensá-lo de maneira diferente. Só de lembrar um nó vem à garganta. Como se meu corpo quisesse me dizer “há tanto mais a falar e a viver”. Voltei para a minha selva de pedras questionando tudo. (Kauanna Navarro)

(para ler todos os depoimentos sobre a imersão, clique aqui.)

imersão "as prisões". 7fev2015. foto: alessandro martins.

imersão “as prisões”. 7fev2015. foto: alessandro martins.

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mais informações

depoimentos de quem participou // regras de inscrição

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imersão "as prisões". 7fev2015. foto: alessandro martins.

imersão “as prisões”. 7fev2015. foto: alessandro martins.

 

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