encontros do alex castro: depoimentos

alguns depoimentos de pessoas que vieram aos encontros do alex castro. as versões completas estão nos comentários.

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é uma possibilidade de estar no mundo. e não simplesmente assisti-lo passar através das grades de nossa rotina.

filipe gonçalves

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na cidade maravilhosa, uma maravilhosa experiência. me abrir com estranhos, parece estranho, mas deveria ser a coisa mais comum do mundo. sem conhecer quem senta do teu lado, aquela pessoa também está disposta a se abrir com você. me identifiquei com muitas histórias do grupo e eu só queria abraçar e chorar junto. dizer: “olha, qualquer coisa, estou aqui por vc”. terminou, e percebi que sozinha nesse mundo eu não estou. que meus problemas são problemas de muitas outras pessoas. e que minhas soluções podem estar em um simples aperto de mão. agradeço pela oportunidade e eu espero ter outras. recomendo para quem está precisando de ajuda e companhia. quando a gente não consegue sozinho, o melhor que podemos fazer é sim: pedir ajuda. mas não espere soluções diretas. talvez vcs a encontrem ao simplesmente ficar calado e ouvir o próximo. obrigada mesmo!

sarah carolina

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a experiência … beira ao indescritível. só sabe de fato o que é, quem fez. é lindo, transformador, libertador. nos faz nos reconhecer em completos estranhos e reconhecer nossos privilégios. mudou minha visão sobre os outros. foi sensacional. =)

karen montanholi

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… eu não sabia o que poderia esperar.

então eu encontrei, de cara, a liberdade de tirar os sapatos e encarar com naturalidade, em silêncio, cada estranho ali na sala. … um a um, os estereótipos vão sendo desconstruídos quando a gente ouve a questão do outro. eu fui ouvida sem interrupções, sem julgamentos, sem que rissem de mim. …

toda roda de conversa em que estive depois me pareceu diferente. virei aquela que retruca, quando se fala de alguém: “não, péra, essa pessoa não é só isso.”. me ponho a ouvir tentando não opinar – ainda é difícil. meu olhar pro outro não é mais o mesmo. isso me causa menos sofrimento, porque eu não preciso mais querer que a outra pessoa seja como eu acho que ela tem que ser. ela é o que é e ponto. é tão simples e tão estranho que não seja natural!

agradeço muito a oportunidade. a cada um dos que participaram comigo e, em sua generosidade, me expuseram suas questões, se despiram emocionalmente sem me conhecer.

karina chamklidjian

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… foi preciso estar na companhia de desconhecidos para me abrir, para me perceber privilegiada, para ceder. ouvirmaisquefalarouvirmaisquefalar. que difícil esse exercício de sair um pouco de si. …

luana

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… devia ser feriado pessoal após a oficina de empatia. acordar hoje às 6h para vir trabalhar depois da experiência de ontem foi duro. estou fora de órbita. fora do eixo. digerindo tudo que foi dito por vocês e por mim também. foi uma experiência impagável. …

alvaro diogo

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… dedicar aquele tempo a ouvir outras pessoas, perceber mais profundamente o que nos conecta e diferencia delas foi sem dúvida uma experiencia muito positiva, que espero carregar no meu comportamento daqui em diante. …

andré lobato

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… me fez refletir e aprender. ouvi histórias bonitas, tristes, complicadas; coloquei minhas próprias questões em perspectiva e acho que a oficina cumpriu 100% o propósito que eu tinha: fazer um exercício de escutar, ter empatia, tirar a mim mesma do centro de tudo pelo menos por algumas horas. … não foi fácil em vários momentos. a tentação de dar conselhos, criticar e julgar é enorme. foi realmente um exercício, e saí de lá com a sensação de que preciso praticar muito mais. … recomendo! vão.

zel

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a maravilhosa oficina de empatia foi o melhor exercício prático de esvaziamento de mim mesma, e de por um momento, me permitir “entrar” em outro ser, outra alma, e sentir as suas dores. e o mais importante: sem hierarquizar sofrimentos e opressões. mais uma vez obrigada … por reunir tanta gente significativa em um só lugar.

aline xavier

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um banho de perspectiva. experiência muito bacana. falar de si mesma e ouvir os outros, te dá duas coisas: 1) a nítida sensação de que pessoas aparentemente diferentes têm problemas bastante similares, 2) a sensação de que “suas questões” são pequenas demais perto de outras “questões”. a caminhada do privilégio deixa muito claro, para quem acredita na meritocracia, que o buraco é bem mais embaixo. você visualiza, literalmente, como a vida é mais “justa” com você e como você é co-responsável por quebrar tradições tão arraigadas na nossa sociedade. e, por fim, você descobre como é difícil ouvir e comentar sem dar um exemplo parecido, sem trazer você próprio para dentro da questão, sem tentar resolver a questão do outro. valeu demais!

daniela

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… é lindo quando você reconhece as outras pessoas como pessoas, se enxergando e se identificando com cada uma! a última frase da boneca de sal: “o mar sou eu” é tatuada na alma ao final da oficina. essa oficina não foi feita para ser explicada e sim para ser sentida. gratidão. …

talita

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… foi muito significativo pra mim.dentro do meu egoísmo, cheguei ali achando que era única, que meus problemas eram “meus”, eram orgânicos.

saí de lá com a certeza de que meus problemas são de todos, e os problemas de todos são meus.

não por demagogia, mas por saber que há sim uma inquietação comum a todos, reflexões sobre a vida, sobre as escolhas conscientes e inconscientes…

não por demagogia, mas por sentir que aquelas dores doíam em mim também.

não é ruim criar um personagem para sobreviver à selva. ruim é quando não se tem consciência nem participação nisso. é escolher não sofrer. é escolher diminuir o ego ao ouvir o outro.

ouvir… o encontro me fez ver o quão difícil é ouvir. ali, aquelas narrativas eram parte de mim porque eu escolhi estar ali. ouvir era fácil. mas, e quando a gente não ouve em casa, no trabalho? culpa de quem? do trabalho estressante, do marido chato? não, culpa minha que não consigo sair do meu eu e atentar, com todo o meu corpo, ao que existe agora.

saí exausta do encontro mais longo acontecido até agora. não pela duração, mas pela intensidade. no dia seguinte, meu corpo somatizou. dormi muito.

finalmente no primeiro dia acordada, pude sair mais vazia de mim. é um exercício minuto a minuto, que ainda terá muitas histórias a ser vividas.

pretendo, se possível, um dia chegar ao amor altruísta. quem sabe ser mais generoso mesmo seja mais factível do que amar?

daniela dantas

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… intenso, complexo e profundo. … propicia um olhar para dentro de si a partir do outro, por meio do exercício da empatia. …

evie santiago

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… algo indescritível.

quando marquei com uma amiga para irmos juntas um pensamento era unânime: mas o dia inteeeeiro? (com a voz de sofrimento) era o dia inteiro, ela teria que deixar a filha e eu o marido. então tá, vamos ver, ver qualé, qualquer coisa a gente vai embora depois do almoço…

acho que não há quem consiga fazer isso!

o encontro é tão envolvente, tão sedutor, ‘abridor’ de mente!

chegamos para o encontro às 9 da manhã e meia-noite não queríamos ir embora!
passei o dia inteiro com aquelas pessoas que não conhecia, nunca tinha visto na vida, gente legal, gente boa, gente amável, gente tão diferente! gente que ficou aberta à se mostrar, pois estávamos todos abertos à ouvir!

depois do encontro, estou todos os dias tentando me tornar uma pessoa que questiona, que quer saber, quer entender, quer se colocar no lugar do outro.

e continuo tentando…

taysa

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pessoas bastante distintas, falando sobre assuntos profundos, intimidades, com outras completamente estranhas. uma espécie de encontro fora do tempo e rotina. propício para descosturar amarras e alinhavar e reforçar alguns pontos em si mesma e em outras, pela simples proposta de escutar, falar e ser escutada. no dia em que foi, o quórum feminino dominou (algo como 2 homens, contando com o alex, e 10 mulheres), talvez coincidência, talvez reflexo de que faltam espaços na vida para se colocar enquanto pessoa essência, e enquanto mulher. foi bonito, uma espécie de empoderamento feminino deu o tom do dia.

thaiza pedroso

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… um sábado extraordinário, um exercício de dar ouvidos e praticar empatia, cultivar novas amizades e sentir que somos todos humanos, que as questões que afetam uns, afetam todos. … uma experiência única.

manuela

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foi a primeira vez que não ouvi falarem em tom irônico: – nossa, mas vc está falando demais (!), pq o exercício era justamente o contrário de encenar um teatro social, de representar em uma conversa casual onde cada um toma a palavra e precisa prender a atenção de todos. ao contrário, no encontro se está livre para falar, ficar calado mas acima de tudo ouvir mais o outro que seus pensamentos. obrigado a todos … que me fizeram sair de mim mesmo, me acolheram, sem julgamentos e conseguiram me fazer ter mais que uma conversa banal, é uma puta experiencia, recomendo.

vinícius

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… lá estávamos em contato com cada ser humano. lindo, complexo, incrível, cheios de dúvidas e certezas, como revela nossa incompletude. por diversos momentos, buscávamos: o que nos une? o que nos divide? o que nos caracteriza!? cada relato tratado e cuidado como uma entrega do mais genuíno do humano, da luz que cada um carrega em sua singularidade! entretanto, tantas marcas, feridas (e cicatrizes, as vezes) do que nos diz o socialmente constituído! olhar, olhar-se, sentir, sentir-se, sempre esse movimento do eu, outro, eu, outro… nós! algumas horas! algumas mesmo, que apenas pareceram minutos! e ainda há tanto, pouco não! tanto pra ser vivido, discutido, realizado e querido!

juliana

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saí do encontro por volta das 23h30, e só consegui dormir (por cansaço) às 2hs da manhã porque “as prisões” se movimentavam o tempo inteiro dentro de mim. não se trata somente de um (des)encontro, mas sim de todo um período que você terá que lidar após ele: rever sua rotina, seu trabalho, as pessoas que passam a maior parte do tempo com você (seja por escolha ou não). é muito difícil; contudo permanecer no automático (e não rever este tempo que temos por aqui) é insuportável. vá.

daniele lacerda

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não vá. há riscos grandes de te fazer começar a viver.

reinaldo ramos da silva

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… foi uma experiência poderosa. nos possibilitou compreender melhor a empatia, nossa relação com o outro e nós mesmos, nosso (sempre presente, ainda que raramente percebido) narcisismo. nos mostrou que existem muitas formas de ser e pensar, todas perfeitamente válidas. e nos deu a oportunidade de rever nossas próprias maneiras de ser e pensar, e perceber que elas podem mudar, não apenas involuntariamente, mas propositalmente. uma oportunidade única de mergulhar dentro de nós mesmos, e de ver no espelho não só nós mesmos, mas também o outro.

alina

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… ao longo do dia, conforme o assunto vai evoluindo, de uma forma única (porque únicas são as histórias e sentimentos compartilhados), vamos tendo a rara oportunidade de perceber na sua essência o humano (e sublime) no outro e, através disso, em nós mesmos. um lembrete, totalmente acachapante, do fato de que cada pessoa que encontramos é um universo a ser percebido, acolhido, compreendido. e que nós mesmos também temos a possibilidade de acessar essa percepção, acolhimento, compreensão. Um espaço raro de troca, de abertura, de muita escuta, de conversas com pés no chão e olhos nos olhos. uma experiência única e indescritível, mesmo, em palavras, por mais que a gente tente. talvez as únicas palavras a serem ditas sejam: se tiver a oportunidade de participar, não deixe passar. será transformador e inesquecível.

joão dal mollin

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assim como não se vive através de leituras sobre a vida, é difícil ter empatia sem praticá-la. penso no encontro como um exercício duro, mas bonito, tanto de empatia, como de confiança, de entrega. sem esses componentes, percebo agora ser bastante improvável que haja uma comunicação autêntica com os demais seres vivos, ainda que machuque, que assuste. saí d’as prisões bem confusa, porém, sem tanto medo do outro, de me ver no outro, de viver. obrigada!

ana pw

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… de repente em um turbilhão de palavras, gestos e sons foram se desnudando em um encontro com seus fantasmas diante de várias testemunhas. um momento único e mágico que as transformaram em cúmplices.

telma silva

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um dia para mexer com emoções e fazer a cabeça girar de tanto pensar sobre você, sobre a vida, sobre os outros… fui achando que 10h era muito tempo para o encontro. saí de lá achando que era pouco. é incrível mergulhar da vida de pessoas que nunca viu antes, saber suas aflições, preocupações formas de viver, sentir, lidar com situações…

eliza oliveira

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o encontro colaborativo do alex, e dos que participam dele, fez uma baita mistura do que estava dentro de mim com o que estava fora. incrível perceber o quanto nos perdemos em conversas superficiais no dia-a-dia e o quanto este mesmo dia-a-dia pode ser muito mais interessante e intenso se nos permitimos falar e escutar sem julgar (e ser julgado), buscando a empatia, a compaixão. espantosa a discrepância entre a aparência (primeira impressão) e a essência das pessoas: como elas são profundas. participar das prisões aumenta nossa potência diante da vida, nos alegra. valeu muito a pena de sair da zona de conforto, que pra mim não foi nada fácil.

alex campos

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é libertador. passamos o dia trabalhando nossa forma de ouvir as pessoas e percebemos não apenas que estamos cercados de pessoas incríveis naquele dia, mas que estamos cercados de pessoas incríveis o tempo todo, só não nos damos conta. o saldo, pra mim, foi mais tranquilidade, serenidade e, principalmente, empatia. terminamos a noite exaustos e com uma vontade grande de sermos pessoas melhores.

duda de oliveira

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um dos dias mais memoráveis da minha vida. foi realmente incrível. um encontro com pessoas desconhecidas, que ao final da noite estavam guardadas em nossos corações. vale muito a pena ir. seja pra conhecer o bando de malucos que vão, seja pra falar em voz alta o que te aflige, seja para ouvir.

maira solá smaniotto

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… foi uma soltura – perceber que existem pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas. que questionam, que querem aprender, que não concordam com muita coisa fechada e acorrentadora com as quais vivemos. muito bom. ao contrário do que li algumas pessoas falando, não precisei digerir nada. difícil é digerir o que vemos no dia a dia… pra mim, o que se viveu no encontro foi agradável como um abraço. encontrar “semelhantes” por mais duro que seja o que se fala ou que se vive, é sempre agradável. recomendo.

fabinho vieira

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foi uma imersão. como andar em uma estrada que se transforma em um mar. mergulhamos na lama para tentar achar alguma essência intocada. não achamos nada, mas desabrochamos um pouco. afinal, não se trata de um encontro que traz certezas, pelos contrário. a gente sai com mais perguntas do que entra, e é bom que seja assim. de repente estamos lá, dez pessoas que não se conhecem, compartilhando as profundezas. o que há de belo e o que há de feio. alguns até saem enlameados, levam um tempo para tentar parar de entender. pode ser que levem a vida inteira. mas pelo menos, é um começo. uma busca que acontece sob o olhar de um cara interessante, que nos questiona com sagacidade, e com seus questionamentos nos trouxe até ali, paciente e amorosamente, tecendo os fios do destino. de repente, nós nos descobrimos assim, alguns pela primeira vez, outros mais do que antes: questionando tudo, viajantes do nada. mais abertos graças a isso.

antonella yllana

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… aqueles desconhecidos, tão diferentes entre si em quase tudo, logo se mostraram pessoas não apenas legais e educadas, mas também interessadas em cada palavra trocada, numa intensidade incomum ao nosso cotidiano monossilábico. eles, de repente, sabiam o que nunca contamos a nossas mães e irmãos. traziam ponderações em uma riqueza admirável: o que era um problemão para um, era uma alforria para outro; o que ameaçava alguns, significava uma bem vinda transformação para outros; uns diziam um sinto muito, outros um boa sorte e um sorriso compassivo e esperançoso. foi um sábado muito muito longo, mas muito significativo para mim. hoje, semanas depois do encontro, poucos dos meus amigos ainda acreditam no tempo gasto apenas escutando atentamente, poucos percebem o bem que fez me reconhecer no problema dos outros. e, sobretudo, ninguém me tira a sensação de que ter descoberto um tesouro ao conhecer pessoas interessadas em extrair algo mais significativo da vida e não apenas recreação superficial. hoje digo em voz alta, sem medo: perdidos na vida, uni-vos! vocês são o passarinho voando que vale mais do que aqueles dois na mão das certezas que nos entucham!

alexandre avelino

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é engraçado como a gente tem uma grande facilidade para sentar e discutir por horas e horas a formação tática do barcelona e as vantagens do escanteio curto, mas acha extremamente difícil falar dos grandes problemas da nossa vida. aqueles nos quais a gente pensa o tempo todo. e também nos pequenos. … foi bonito ouvir gente chorando porque botou pra fora uma pressão social ridícula que carregava nas costas por 15, 20 anos. foi bonito ver alguém dizer que teve um monte de problema foda e passou por um monte de confusão e hoje tá bem. foi bonito ver gente dizendo que não tava bem, e as pessoas dizendo que ia ficar. também foi bonito ver que o mundo continua cheio de problemas, cheio de merda, cheio de coisa pra ser consertada. mas é assim mesmo. foi bonito observar que todo mundo tem uma história massa para contar, que todo mundo está lutando e precisando de ajuda e também disposto a ajudar. … vá e escute. vá e fale. vá, escute e fale. faça o que você quiser. é somente uma conversa. pode não servir pra nada. ou pode começar a te dar ideias. pode esclarecer dúvidas ou criá-las.

alex luna

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imagine o avesso: uma prisão que liberta. um encontro que é des-encontro. liberta por dentro e para dentro rumo ao que é fora. encontro que é desencontro porque desestrutura e desarticula conceitos, opiniões, impressões e julgamentos que em essência nem sempre se justificam ou se sustentam. encontro e prisão que abrem os olhos para se abrir caminhos. é assim.

liberta por dentro rumo ao que é fora, mas a certa hora se percebe que o dentro é o fora, que o fora é o dentro, são um só. que a fronteira entre eles é imaginária. tudo uno, tudo único, a inteireza do um.

13 pessoas 14 horas juntas, a dialogarem sobre temas socialmente oblíquos, a reverem seus universos pessoais, à luz ou não do tema do encontro. na busca da essência, que no grupo ironizamos “caminho, verdade e vida”, vale tudo, mas vale mais a verdade. será? mas o que é a essência? o que é a verdade? o que é ser espontâneo e autêntico?, alex firme a certa altura me desafiou. neste encontro, nada é subestimado, menosprezado nem fica impune. tudo se indaga e se confere. é preciso ter coragem e desejo para participar.

mesmo depois de tanto tempo e da carga informativa, emocional, sentimental e existencial que se formou, uma voz continua vibrando por dentro de cada um, ansiosa ainda a virar palavras a se dividir com o grupo. mas já é tarde. o caminho próprio, tem horas, precisa ser construído e trilhado sozinho e em silêncio.

no dia seguinte, muito do que vi nas ruas, antes não tinha visto, pensado nem sentido. mas como, se na véspera o mundo já era deste jeito? a visão é que era romântica para algumas coisas e cega para outras. na descontrução e desestruturação de rígidos conceitos foi-se embora a ingênua inocência. então, chegou a hora de botar a mão na massa. e olha que já estou jogando aos 10 minutos do segundo tempo…

emilio

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… um espelho em que você se vê no outro. acho que é transformador. tem força. tem honestidade.

elisabeth andrade

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uma das coisas que mais se comenta antes e depois de “as prisões” é da dificuldade de tentar definir o encontro.

levei duas semanas pra escrever esse depoimento, justamente tentando “definir” o encontro. devo dizer que falhei miseravelmente. o que não é uma coisa ruim, na verdade. só mostra que o encontro é uma coisa tão fora do comum (o que é bem triste, dado o conteúdo dele) em nossas “vidas corridas”, que quem está envolvido não possui experiências anteriores pra definir. porque não vamos lá pra falar de nós mesmos e sermos ouvidos, como é o comum em nossa sociedade auto-centrada e individualista. lá, nós falamos, mas não é esse nosso objetivo: nós vamos lá para OUVIR. mais que isso: vamos lá para ouvir e NÃO JULGAR as outras pessoas (ou pelo menos, tentar). não julgar suas roupas, cor de pele, história de vida, decisões tomadas. não julgar se tal escolha (alheia) foi a melhor escolha. não julgar as pessoas desconhecidas e também não julgar nossos amigos (e nós sabemos como a intimidade pode nos fazer achar que podemos julgar alguém). não achar que nossa experiência de vida pode ser usada para parametrizar a vida alheia. nós vamos lá para fazer algo que rotineiramente não fazemos, exceto em locais pré-determinados pelos outros: nós vamos conhecer pessoas, e elas não são de nossa família, não estudam no mesmo local em que estudamos, não trabalham onde nós trabalhamos, não moram onde nós moramos. nós vamos lá para lembrar que cada uma daquelas pessoas que nunca iremos conhecer (ou que achamos que nunca iremos, pelo menos), que frequentam aqueles locais que nunca entramos ou não queremos entrar, que têm uma idade que não conseguimos nos imaginar tendo, cada uma delas é uma pessoa tão complexa e com uma vida tão cheia de detalhes quanto a nossa e que nós saberíamos disso no nosso dia-a-dia se parássemos pra conversar e OUVIR, cada uma delas. e apesar disso parecer óbvio, não há como descrever o que sentimos quando, de fato, alguém começa a falar. .. como anfitrião, ele faz o máximo possível pra nos sentirmos à vontade, para “valer a pena” esse “vôo cego” em que nos metemos. pague pra ver. nós pagamos e podemos dizer que vale a pena.

fenrir henrique

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… ouvir histórias de pessoas que, como você, têm angústias, insatisfações, que possuem as suas próprias histórias de vida. algumas mais profundas, outras mais atuais, o que importa é que todos estamos no mesmo barco: todos temos um calo que dói. o encontro teve um efeito inesperado em mim: entrei querendo falar de monogamia, achei por muitos momentos que era tão bom conhecer aquelas pessoas que talvez eu nem devesse falar, acabei falando de traumas de infância, saí de lá querendo botar no colo cada uma das pessoas que eu conheci naquele dia. foi mágico.

franciele bischoff

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… não se trata somente de um (des)encontro, mas sim de todo um período que você terá que lidar após ele: rever sua rotina, seu trabalho, as pessoas que passam a maior parte do tempo com você (seja por escolha ou não). é muito difícil; contudo permanecer no automático (e não rever este tempo que temos por aqui) é insuportável. vá.

daniele lacerda

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…lá estávamos em contato com cada ser humano. lindo, complexo, incrível, cheios de dúvidas e certezas, como revela nossa incompletude. por diversos momentos, buscávamos: o que nos une? o que nos divide? o que nos caracteriza!? cada relato tratado e cuidado como uma entrega do mais genuíno do humano, da luz que cada um carrega em sua singularidade! entretanto, tantas marcas, feridas (e cicatrizes, as vezes) do que nos diz o socialmente constituído! olhar, olhar-se, sentir, sentir-se, sempre esse movimento do eu, outro, eu, outro… nós! algumas horas! algumas mesmo, que apenas pareceram minutos! e ainda há tanto, pouco não! tanto pra ser vivido, discutido, realizado e querido!

juliana

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… no encontro se está livre para falar, ficar calado mas, acima de tudo, ouvir mais o outro que seus pensamentos. obrigado a todos … participantes que me fizeram sair de mim mesmo, me acolheram, sem julgamentos e conseguiram me fazer ter mais que uma conversa banal. é uma puta experiencia, recomendo.

vinícius

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pessoas bastante distintas, falando sobre assuntos profundos, intimidades, com outras completamente estranhas. uma espécie de encontro fora do tempo e rotina. propício para descosturar amarras e alinhavar e reforçar alguns pontos em si mesma e em outras, pela simples proposta de escutar, falar e ser escutada. no dia em que fui, o quórum feminino dominou (algo como 2 homens, contando com o Alex, e 10 mulheres), talvez coincidência, talvez reflexo de que faltam espaços na vida para se colocar enquanto pessoa essência, e enquanto mulher. foi bonito, uma espécie de empoderamento feminino deu o tom do dia.

thaiza pedroso

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eu fui para ouvir. … e exercitar a outridade foi muito bom. pari o silêncio para escutar as vozes. fechei um ciclo. outros começaram. criamos vínculos intensos e verdadeiros com pessoas estranhas em um único encontro. isso nos dá possibilidades de acreditar ainda mais em nossa espécie em nossos sonhos. … agora começa a escuta muito mais atenta e os exercícios de empatia são realmente valiosos. … alex é um belo ouvinte e um fantástico falante também. na oratória e na “escutatória” poética de rubem alves ele vai além do que pude supor.

domingos sávio

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nas primeiras horas do encontro, achei que nunca na minha vida estive cercado de tantas pessoas interessantes com histórias de vida incríveis. no final do encontro, percebi que provavelmente cruzo com pessoas incríveis todos os dias — talvez não tantas de uma vez só — mas raramente me coloco disponível para ouvi-las, conhece-las e apreciar toda a complexidade de um outro ser humano, tão humano quanto eu. … enquanto você não passa por uma experiência dessas, não sabe o quão transformador isso pode ser. provavelmente subestimamos o poder do ato de ouvir justamente por não termos esse hábito.

raphael dourado

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me sinto como uma cobra que comeu algo grande demais, e vai levar um bom tempo digerindo tudo.

lucas maimone

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o grande pano de fundo da conversa é “menos você”, mais generosidade, mais respeito ao outro. o mundo não gira em torno da gente. recomendo fortemente para pessoas adultas de todas as idades, crenças, estilos de vida.

clara machline

prisões, natal, 30ago14. foto: claudia regina.

prisões, natal, 30ago14. foto: claudia regina.

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um encontro de vidas. uma vivência para o espirito. um desenlace de pouco a pouco. na minha condição de estudante de comportamento (das áreas da antropologia e e psicanálise) posso dizer que vive ali uma experiência prática de tudo aquilo que investigo. e isso abrigou no meu corpo todo muitas sensações. a cabeça pensante deixei em casa e vivi! sai dali com o meu corpo todo marcado, ou melhor, entendendo sobre as minhas marcas, pois o meu corpo real, estava todo dolorido, vinham flashes da noite passada, da vida, das repetições e das marcas mesmo, machucados, dores e cortes. foi uma experiência inesquecivel.

maria carmencita job

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o bacana do encontro é que por mais que você leia os depoimentos e os textos, nunca vai conseguir explicar com clareza como é passar o dia realmente ouvindo, se doando e inexplicavelmente se sentindo bem conhecendo os outros mais do que fazendo-os conhecer você.

80% do debate no dia fica realmente a cargo de nós compartilhando sobre nossas vidas, sobre as prisões que encaramos, problemas e situações tão diferentes e ao mesmo tempo que jamais faríamos ideia da similaridade entre todos se não estivéssemos ali, no mesmo barco de narcisismo e ego, de valores que por vezes não podemos entender ou justificar simplesmente nos foram dados prontos e assim os aceitamos.

o encontro é uma ótima oportunidade para encarar esse tipo de situação e ver que mesmo de formas diversas, todos nós queremos questionar, podemos entender e perceber que no fim, grande parte da mudança não depende de uma autoridade sobre nós, apenas de nós mesmos.

allan cutrim

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participar do encontro é um processo que, como toda experiência transformadora, começa com um “sim”. sim, eu vou. sim, posso dispor de um dia para ouvir, aprender e ser transformado. quando falamos um “sim”, abrimos mão instantaneamente de qualquer possibilidade de controle sobre o que vai ou não nos transformar. nos colocamos abertos ao que o momento poderá nos proporcionar. e aí a mágica acontece. você ganha uma alteração permanente na sua capacidade de ser no mundo, de se relacionar, de pensar e também de sentir. você se encontra e se perde nos depoimentos, nas trocas, no contato. e é por isso que o encontro transforma. mas esse “sim” é, por sua vez, resultado de um processo que já se desencadeava. e esse mesmo “sim” é mais um elo nesse amontoado de experiências para as quais você se abriu e continuará se abrindo, porém é também um marcador importante. na verdade, é muito mais simples do que tudo isso. é um momento de encontro entre pessoas que se gostam antes mesmo de se conhecerem. e aí a mágica acontece!

izabela o. bandeira de melo

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não perca nenhuma oportunidade de falar, o q vc fala pode ser decisivo pra quem está ouvindo.

livia sheila

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desde a confirmação do encontro em recife até ele acontecer de fato foram quase 8 meses. nesse meio tempo eu imaginei mil coisas mirabolantes sobre o encontro! mas foi completamente diferente, mais completo e mais simples! as pessoas foram mais abertas, as histórias foram mais intensas e alex, claro, põe as coisas de uma forma que entendemos e, raramente, discordamos.

camila manguinhos

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estou até hoje tendo insights sobre diversas situações ocorridas no dia a dia, é incrível!!! na correria de hoje em dia é tão difícil as pessoas falarem e as outras ouvirem, e o mais importante: ouvirem com interesse e empatia. só por isso já vale a pena participar. o papel do alex nesse processo é muito legal, ele não dita nada, vai só fazendo as intervenções dentro do contexto, é mais um do grupo, que com a sua experiência vai delineando a conversa, para que todos participem, de uma forma muito natural e espontânea.

priscilla martinelli

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prisões, recife, 23ago14, coletivo lugar comum. foto claudia regina

prisões, recife, 23ago14, coletivo lugar comum. foto claudia regina

participar de um encontro como “as prisões” é obrigatório para quem tenta ser uma pessoa melhor. … ninguém jamais será a mesma pessoa, nem olhará para o próximo da mesma maneira. ouvir outras pessoas pode ser libertador e, no mínimo, fará seu mundo deixar de girar ao redor do seu próprio umbigo. tampouco olhará novamente para a sua vida, ou para dentro de você, sem algum estranhamento ou desconforto. afinal, todas essas coisas que me ensinaram até hoje… o que é mesmo que elas estão fazendo aqui? por que as reproduzo sem pensar sobre isso?

eva guimarães

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alex tem um jeito de falar diretamente sobre os pontos cegos e mais difíceis de serem observados por nós mesmos… é isso que nos chacoalha … é um encontro onde realmente somos tocados, seja pelas identificações com aspectos das questões das outras pessoas, seja pela beleza, coragem ou dor reveladas em suas histórias. … uma semana se passou e ainda reflito sobre coisas que ouvi naquele domingo… algumas, com certeza, me acompanharão por muito tempo!

gabriela de paula bicalho

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uma experiência singular. acostumado a diálogos cada vez mais vazios e superficiais, o encontro “as prisões” me fez perceber o quão importante é manter o bom e velho contato “olho-no-olho”, e o quão interessante pode ser as vivências íntimas e angustiantes de um semelhante.

felipe de oliveira

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o encontro das prisões toma forma de acordo com a busca das pessoas que estão lá e o que elas escolhem compartilhar. … é uma experiência bem diferente ouvir histórias de pessoas até então desconhecidas que por vezes passaram por experiências parecidas com a nossa e também ouvir histórias de pessoas com percursos totalmente diferentes do nosso. sentir a dor dos outros como se fosse sua, mesmo por um curto momento faz com que a gente mude nosso olhar.

gustavo thron

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como foi bom ter ido! pessoas tão diferentes umas das outras, e ao mesmo tempo tão iguais. cada um com seus problemas, sua vida, sua verdade… um a um, todos depositaram seus sentimentos ali no meio do grupo. e aí eu olhei para as minhas questões, aquelas que estavam me agoniando e pensei: mas isso não é nada! esqueci de minhas angústias, das minhas feridas, para olhar os meus iguais. saí exausta, o corpo doído. mas a cabeça, ah, a cabeça leve, leve…

vania lacerda

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vi que cada um ali tinha uma parte que tinha a ver comigo … as coisas foram se encaixando na minha cabeça e vi que foi muito proveitoso ouvir os depoimentos e questionamentos e relacioná-los dentro da minha mente borbulhante. … fico pensando em como as pessoas são tão diferentes e ao mesmo tempo tão próximas. todas as relações que eu faço/tenho com as pessoas “automaticamente” começam a fazer parte de mim, me tornando diferente do dia anterior … cheguei no analista pensando: hoje vai render!

livia kodato

prisões, salvador, 3ago14. foto: claudia regina.

prisões, salvador, 3ago14. foto: claudia regina.

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olá, você-que-eu-não-conheço-e-só-posso-supor,

se você caiu aqui significa que tem afinidade com os textos e as ideias do alex, e possivelmente esteja pensando em participar de um dos encontros.

não sei qual seu nome, seu endereço, sua filosofia de vida, se gosta da gema do ovo mole ou dura. talvez você seja uma mulher negra linda que teve que assumir o controle da própria beleza e do sonho de ser cientista. ou quem sabe um cara que foi amante de uma mulher e, pra disfarçar, fez amizade com o marido dela (e esse é só o começo da história!). pode ser uma moça com ascendência japonesa que rejeitou a associação pré-concebida sobre a sua etnia como “monstros das ciências exatas” e, além de professora de arte, toca bateria numa banda de heavy metal.

ou não. essas foram, na verdade, algumas das pessoas incríveis que conheci no encontro das prisões. se pudesse voltar àquela sala e me apresentar, diria que sou uma garota mimada tentando ir contra anos de soluções prontas e coisas que aparecem (ou somem) magicamente, sempre a meu favor.

com essa descrição talvez seja mais fácil se identificar. =p

a verdade é que as prisões funcionam como um exercício prático de empatia. éramos 14 pessoas numa sala com o único objetivo de nos vermos, nos conectarmos, nos conhecermos. nossas próprias histórias, o combustível que nos fazia levantar temas espinhosos – monogamia, narcisismo, trabalho, dinheiro, sexismo, racismo, felicidade… – sempre com a contribuição generosa do alex.

quando fiz jornalismo, eu pensava em sair por aí catando as histórias do mundo. é infinitamente mais fácil do que imaginava, e não existe diploma que me credencie para tanto. cruzamos com centenas, milhares delas, todos os dias na rua. o que nos separa é um simples “olá”.

foi um dia para abalar certezas muito bem decoradas (as nossas prisões). agora continua o treino. (:

você certamente não precisa desse encontro para isso. as ideias do alex estão muito bem expostas nos textos dele, disponibilizados gratuitamente na internet. a diferença aqui é colocar a própria vida na fogueira, compartilhá-la com pessoas que nunca viu na vida, ouvir de verdade, provocar as certezas do outro.

espero voltar numa próxima oportunidade.

melina lima de franca

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foram treze horas chafurdando o que tinha de mais íntimo e vendo em outras pessoas um reflexo do que somos como sociedade. os sentimentos surgem do nada e variam de acordo com o assunto e a pessoa. raiva, amor, amizade, compaixão, admiração e várias outras emoções que na verdade não buscamos e não percebemos em nosso dia a dia.

o alex com seu papo inicial manso nos deixa livres e parece que a intimidade latente vem desde a infância entre aquelas pessoas. nunca nos vimos, temos idades diferentes, nada sabemos da vida de cada um e todos contam detalhes que não diriam para um irmão na mesa do bar. claro que as pessoas ali são as erradas e ovelhas-negras sociais, mas mesmo assim, fica difícil de se gerar uma interação tão boa entre desconhecidos. …

obrigado alex! obrigado por não dizer o que eu queria ouvir. por não mostrar nenhum caminho. por não estabelecer nenhuma regra. aprendi a desaprender.

joão marcelo moreira

prisoes, rj, 29mar14 foto alex castro

prisoes, rj, 29mar14 foto alex castro

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consciência plena. é o que o encontro “as prisões” te faz adquirir. tu sai dele consciente de que a culpa por todo e qualquer sofrimento na tua vida é apenas tua. consciente do quanto tu se contorce pra criar falsas justificativas pras escolhas que tu fez e te fazem, de alguma maneira e com relativa intensidade, sofrer. depois do encontro, tu te torna consciente de que sofre por escolha. mais: te torna consciente de que a qualquer momento pode escolher não sofrer mais por nada.

depois do encontro, tem consciência de que é apenas um mímico fingindo ter paredes à sua volta. consciência de que é um pássaro cantando tristemente por estar preso dentro de uma gaiola que ele mesmo armou. percebe que a qualquer hora pode bater as asas e voar. porque tu é livre. todos somos.

obrigado, alex, por me ajudar a achar a última peça do meu quebra-cabeça. foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter recebido. tudo tá em harmonia. que não te falte saúde. boa sorte.

josé ary da silva júnior

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foi incrível a diversidade de pessoas que tivemos no nosso evento em vitória/vila velha!

só pelas idades, já percebi a quantidade de histórias distintas que cada um já viveu, com pessoas de 19, 20, 30, 40, indo até 60 anos.

o meu destaque vai para um senhor de uns 60 anos, que outrora era um “cabeça fechada”, e deu um belo depoimento demonstrando o quanto queria e já estava mudado.

durante o evento, eu fui me dando conta do quanto minhas ações eram diferentes do que a minha cabeça pensava, não dando para algumas pessoas a liberdade de serem quem elas queriam, cerceando suas liberdades apenas por “ir na onda dos outros”, com brincadeiras que todos faziam, mas sem perceber o mal que eu poderia ter causado para eles (ou nas palavras do alex, a “violência” que eu estava cometendo com eles).

mesmo assim, ao fim do depoimento, eu percebi que eu tinha entendido a teoria, mas a prática não era nada simples. coloquei isso para os demais e vi que eu não era o único a perceber a dificuldade de agir de maneira não narcisista, ainda mais com tantas pessoasl em volta com quem eu me preocupo e quero “ajudar”.

dias após o evento, a prática continua se revelando complicada. é uma vigília própria constante para atentar para meus atos e palavras, e assim espero levar para o resto da minha vida.

joão olavo vasconcelos

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é muito saudável ter um espaço como esse para se despir das máscaras que são usadas no dia-a-dia. um ambiente com pessoas estranhas, que não esperam nada de nós, que não podemos decepcionar. dá uma segurança incrível para se abrir (e há algo de substancialmente errado com uma sociedade em que é mais fácil se abrir com estranhos).

cada um tem a sua própria noção do que seria um mundo melhor e obviamente não existem respostas prontas, então, é um exercício fundamental ouvir o outro falar de seus próprios defeitos e não julgá-lo por isso, mas apenas reconhecer sua humanidade, com respeito e compreensão. e a única forma de termos empatia pelas falhas e problemas do outro é saindo do nosso pedestal de “pessoas-legais-diferenciadas-que-tentam-construir-um-mundo-melhor”. é reconhecendo que temos mil coisas podres dentro da gente, tanto quanto qualquer pessoa. por circunstâncias pessoais, familiares, sociais, culturais, etc, desenvolvemos mais ou menos coisas boas e ruins, como qualquer ser vivo sobre a terra (sem desconsiderar que há pouca unanimidade sobre o que é bom ou ruim).

o encontro nos deixa com a sensação, ao mesmo tempo inquietante e reconfortante, de que, como você, ninguém no mundo sabe o que está fazendo. seria suficientemente legal se parássemos de agir como se soubéssemos.

luiza montenegro

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uma experiência onde você entra com uma concepção de si, e sai com outra – não uma outra concepção totalmente diferente da inicial, mas uma concepção nova, uma que você jamais enxergaria se não se permitisse viver essa experiência.

é tão difícil descrever esse encontro quanto descrever a mim mesma, logo, meu depoimento se resumirá a uma palavra: participe!

dizer o que foi para mim, é narcisista demais (aprendi no encontro), portanto se você quer um experiência fora da sua vida ordinária (no sentido do dicionário, não no sentido cumpadre washington) essa é uma das mais interessantes que você pode ter.

karlena holanda

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desde a primeira leitura, tive uma sensação de acolhimento! e pelas leituras seguintes, também muita desconstrução. encontrar alex pessoalmente não foi diferente; houve papo profundo e descontraído, depoimentos densos, frenesi, tarde aconchegante e marcante. tenho lembrança cheia de ternura e incômodo: saí sem querer ir, com tudo flutuante, extremamente perturbado, ansioso pra viver mais: minhas verdades, queridas e mimadas verdades, construídas com vaidoso cuidado, se soltaram de minhas paredes internas para se saculejarem indefinidamente – e o meu maior medo: permanentemente.

viver essas treze horas (sim, treze horas voadoras!) me fez lembrar mais uma vez que algo especial acontece dentro de mim: eu cresço e posso tornar a existência das outras pessoas mais agradável na medida que me disponho a vê-las como as humanas que são.

conheci gente (alex e todos os outros participantes) rica do coração e de atitude. gente que eu finjo (!) me identificar e, sobretudo, que me dá muita vontade de viver pra ver mais do mundo e da vida, de todas as formas possíveis, e ser cada vez mais rico e vivo pra continuar essa corrente de gente que quer ser melhor (ou menos medíocre) e fazer o mundo melhor…

obrigado, alex, pela tarde, pela presença, pelo carinho, pelas pessoas, pelos pensamentos que continuam latejando! espero sempre por um próximo encontro, em leitura e em voz. sucesso!

henrique bettin

prisões, sp, 25jan14, foto flávia tótoli

prisões, sp, 25jan14, foto flávia tótoli

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… deu para conhecer um pouquinho de cada pedacinho de carne que estava ali e a cada depoimento, foram se transformando em humanos cheios de histórias e com umas mais interessantes que outras, cada uma com sua dor e sua superação.

somos todos prisioneiros narcisistas, mas saímos de lá um tanto mais conscientes disso, o que nos dá mais motivação ainda para mudar.

cada humano ali que desabafava, quase chorava, tocava um pouco o meu coração e transformava muito o meu universo.

e no fim do dia, o que eram antes pedaços de carne, depois humanos, agora eram pessoas que eu queria bem!!! que maluco!!!

todos nos transformamos ali e com certeza, continuaremos essa transformação.

jéssica nicole fialho oliveira

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fui ao encontro com a ideia de desabafar. mas descobri (felizmente) o delicioso exercício de ouvir. coisa que a gente finge que faz quando, na verdade, procura o tempo todo nas histórias e problemas dos outros uma deixa pra falar mais e mais da gente ou o quanto fazemos isso ou aquilo melhor.

também descobri no “prisões” o prazer de notar que não sou tão fundamental quanto sempre acreditei ser. e o “day after” foi a prova disso.

exausta depois de um dia inteiro de encontro, decidi ficar dormindo até tarde. minha mãe, habituada a me ver logo cedo aos domingos, achou estranho e me ligou umas 12 vezes. sem resposta, avisou parentes que “algo tinha acontecido”. eles também me ligaram e mandaram mensagens dizendo “sua mãe quer falar urgente com você”.

acordei leve e tranquila e li as mensagens. percebendo que se tratava de uma preocupação exagerada, voltei pra cama e depois de mais algum tempo, tomei banho bem devagar. liguei muito depois pra mamãe, que só disse “tu és louca por me deixar tão preocupada?”. respondi “não sei o que pode haver de tão grave em dormir e tomar banho”.

e esse é o resultado do “prisões” que percebi assim, de imediato. notei que eu sou mais uma na multidão. que não posso e nem quero ser essencial para o equilíbrio das coisas. e que dormir numa manhã de domingo sempre vai ser mais “produtivo” que alimentar a neura alheia e se deixar contaminar por ela.

malu alcântara

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um encontro prazeroso e desconfortável ao mesmo tempo. é difícil de digerir. você sai dele cansada, exausta, esvaziada… lá você pode se dar conta, dentre uma infinidade de outras coisas, do quão arrogantes somos com as outras pessoas, por mais críticos e sensíveis tentemos ser em nosso cotidiano. sem duvidas é um encontro que, pra mim pelo menos, me influenciará por muito e muito tempo ainda! os “clicks” estão apenas começando.

ágnes bonfá

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duas experiências formidáveis, totalmente diferentes de tudo o que já vivi, na quais os protagonistas, os problemas e as soluções somos nós. o alex é um mediador impecável – se é que assim posso chamá-lo. por mais que ele sempre afirmasse que não traz respostas a ninguém, no fundo sempre esperei uma palavra, um conselho quase que mágico, uma solução pronta ou até mesmo um insight, e o que encontrei e as conclusões a que cheguei foram surpreendentes.

num bate-papo mais que informal, descobri que o ser humano tem mais ou menos os mesmos dramas familiares, as mesmas questões existenciais, os mesmos segredos quase inconfessáveis, o mesmo medo do futuro, e que nossos problemas são mais comuns – e mais possíveis de serem resolvidos – do que se possa imaginar.

poderia definir o encontro “as prisões” e a oficina “prisão dinheiro” como uma oportunidade de conhecer pessoas diferentes e incríveis. como eu, como o alex e até como você, que em algum aspecto nessa vida é diferente da maioria. que pensa fora da caixa. que vai de encontro ao modelo ideal socialmente estabelecido de uma porra qualquer. que muitas vezes tentou agradar as pessoas próximas – como amigos e família – em vão. que questiona tudo o tempo todo – não por mera chatice ou teimosia, mas por não ser mais um boi ou vaquinha de presépio, por não seguir o fluxo, por não ser simplesmente mais algum peso morto no mundo.

como mero articulador e mediador, o alex é nada mais, nada menos que uma pessoa humana. assim como nós. no mesmo patamar que nós. e se uma pessoa como ele foi capaz de descobrir tantas coisas e de levantar tantos pontos sobre coisas que não fazem sentido nenhum na sociedade em que vivemos, por que eu também não poderia começar a refletir acerca do mundo em que vivo?

no discorrer das conversas, percebi que as respostas não estão em lugar algum a não ser dentro da gente. mas que para encontrá-las, é preciso aprender a fazer as perguntas certas.

concluí também que podemos ter a vida que quisermos, desde que tenhamos a capacidade e a coragem de bancar as nossas decisões. a vida é nossa, as experiências são nossas, a escolha é nossa, os benefícios e as consequências das ações tomadas são nossos, caralho! pode soar muito simples, mas levei algumas horas para amadurecer o que em muitos anos de trabalho, estudo e convívio social eu não fui capaz de crescer.

aprendi que, no fundo, ninguém sabe de porra nenhuma. ninguém tem a solução para os problemas da humanidade, ninguém é mais pica das galáxias em função da quantidade de estudo adquirida durante a vida, ninguém é mais merda nenhuma do que ninguém.

e o que dizer das pessoas? lindas ovelhas negras que amei conhecer, que disseram o que eu precisava ouvir – e não o que eu, necessariamente, desejava. gente com quem eu pretendo encontrar e conviver por muito tempo. gente que, acima de tudo, me entende.

alex chacoalhou todas as minhas certezas, aquilo que eu acreditava ser, mas que nada verdade, construí e alimentei, dia após dia. e há poucas outras coisas pelas quais eu, hoje, seja tão grata.

aline xavier

prisões, bh, 18mai. pç st tereza. foto: claudia regina.

prisões, bh, 18mai. pç st tereza. foto: claudia regina.

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realmente o que vivi naquelas mais de 12 horas juntos vai me acompanhar pra vida toda. é difícil, no entanto, chamar aquilo de palestra. sei lá, me parece meio pouco. nenhuma palestra que eu já tenha ido se assemelha com o que vivemos naquele dia. tentei formular a frase usando “evento” que é mais genérico e abrangente… mas daí ficou superficial demais, parecendo uma festa ou algo do tipo. também não rolou. curso? nahh… não era aula… não tinha quele ar professoral de forma alguma. dinâmica? vivência? também não… não quero lembrar disso como algo de auto ajuda ou pior, uma entrevista de emprego. encontro? não rola por que a revista mais cochinha de bh tem esse nome.

enfim. acho que às vezes é bom não ter nome. às vezes é bom não conseguir definir. é bom manter essa sensação (tão rara hoje em dia) de participar de algo que realmente… bom, você entendeu.

muito obrigado, anyway.

lucas de lima goulart

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[no encontro “as prisões” em bh no dia 18 de maio] conheci uma louca que quer que se namorado paquere a colega de trabalho, um doido que saiu de casa com 10 anos, ficou um mês fora e depois voltou, uma pirada que pensava que namorados deveria ir na mesma festa de familia, mesmo se faltassem outra festa de familia (para não desgrudar!), um maluco beleza que que ser ceo do bem, levei um sem juízo que aos 30 anos não tem carteira de trabalho (ó procê vê!), uma sem-mãe que não depila o sovaco, uma sonhadora que abriu uma empresa de bolsas que era tão perfeccionista que não conseguia deixar ninguém fazer bolsas além dela, um motoquero-roquero, uma solteirona, uma pós adolescente libertária, um casal de mariconas sorridentes, uma surtada que não pode pronunciar mal uma palavra em inglês, um japa músico ex-formiguinha-operária da fiat, um pai de 3 filhos em todas as diferentes modalidades de pai……. um hospício!

mas principalmente conheci mais outra pessoa, mais maluca, mais surtada, mais libertária, mais maricona que é ……………..o alex castro!

(poderia concluir essa sequência dizendo que conheci pricipalmente mais de mim mesma, mas melhor deixar eu de lado…. porque esse foi o objetivo final do encontro)

flávia leite

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participar da conversa com o alex e com todas as outras é uma experiência que leva um tempo pra ser assimilada. queremos que o aprendizado e, principalmente, o desaprendizado passado ressoe nas nossas atitudes cotidianas; porém, num mundo insano, ser divergente não é algo muito confortável. então, aprendemos a ser a pessoa para a qual isso não é um problema, aprendemos a escutar sem julgar, reconhecemos a nossa insignificância e o quão isso pode colocar uma lupa no significado do nosso trabalho, da nossa vida. despir-se de preconceitos e ouvir o outro como pessoa. e mil outras quebras de paradigmas que nos permeiam durante essa existência. recomendo para todos aqueles que sabem, ou desconfiam, que não somos tão livres quanto querem nos fazer acreditar. obrigada, alex, pelas tuas explanações, pelos teus questionamentos e por tornar esse nosso caminho mais belo com essas ideias. participem desse encontro sem precedentes, o cara é um misto de sócrates com comediante stand-up.

ana carolina fernandes

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acho que é normal, quando a gente conhece alguém à distância que fala abertamente sobre nossos ideais mais profundos, aquilo que passamos a vida perseguindo, conferir a essa pessoa uma certa figura de autoridade. junto com isso, criamos uma série de expectativas sobre ela, sobre como ela deve ser sensacional, como sua presença deve ser marcante, como a mera possibilidade de ouvi-la ou tocá-la deve ser como uma pequena bênção…

inevitavelmente, levei essas expectativas comigo quando conheci o alex na apresentação da palestra as prisões, em curitiba, no último agosto. mas a pessoa que eu conheci não correspondia em nada à imagem que eu inventei dela. ele não tinha nada daquilo que estamos acostumados a imaginar numa pessoa que julgamos ser especial. ele não mostrou um sorriso hipnotizante, ele não usou de uma retórica refinada, ele não portou trajes de conotação hierárquica, ele não vendeu uma fórmula mágica. ele não era um super-homem, um profeta, um ser que irradiava qualquer tipo de energia transformadora. ele era um cara comum.

mas foi aí que eu me senti realmente tocado. se um cara comum como o alex pode ser uma pessoa tão sensível, tão empática, tão aberta, por que eu, outro cara comum, não posso? se ele não é melhor do que eu, o que me impede, se não minha própria preguiça, de buscar ser uma pessoa mais amiga, mais acolhedora, mais humana?

obrigado, alex, por ter me motivado – mais do que isso, me desafiado – através de sua mais absoluta normalidade.

denny seccon

prisões, recife, 23ago14, coletivo lugar comum. foto claudia regina

prisões, recife, 23ago14, coletivo lugar comum. foto claudia regina

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você só sente a correnteza quando nada contra ela”, foi uma das pérolas do dia. soltada pelo alex? não. mesmo sendo tão foda e incrível, não é alex que reina nas prisões. ele abre espaço pra tudo o que você sinta vontade de contar, e vai guiando a “palestra” (veja os outros depoimentos, todos concordam que é muito mais pra um debate), sobrepondo seu ponto de vista sobre cada prisão em cima das histórias de quem foi lá. cheguei meio incerta, sem saber o que esperar. mas é assim mesmo. você chega devagarinho e em meia hora já se sente, de alguma forma, em casa. não pelo lugar onde está, mas pelas pessoas que te cercam. que falam, ouvem (ouvem mesmo), respondem. o alex merece tudo por proporcionar esse encontro. mas não tem como eu te fazer entender como é. você precisa ver, falar e ouvir por si próprio.

gabriela peres

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foi dia de alimentar discretas esperanças de que existe muita gente boa, muitas histórias de resistência, e um longo caminho a ser percorrido para tornarmo-nos pessoas mais legais, simples e libertas. pode não ser fácil, mas também não é impossível.

adriano lourenço

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dizer palestra dá a impressão de que se fica lá 7 horas sentado ouvindo alguém falar ininterruptamente. não é isso o que acontece nas prisões. é um dia inteiro de conversa, troca de experiência, quebra de valores, sacudida nas certezas, risadas etc. sem contar que tem várias paradas pra lanche durante a palestra e dá pra conhecer todo mundo um pouco melhor. rs uma das coisas que eu achei mais fantásticas na experiência das prisões é que no fim, todo mundo que está ali se sente, de uma forma ou de outra, a ovelha negra, o diferente, o do contra… e acaba sendo uma experiência totalmente acolhedora encontrar tanta gente parecida. você percebe que não é estranho. ou pelo menos que não é o único estranho. não é um life coaching. não se descobre a verdade absoluta sobre a vida e o mundo. mas mexe com a gente. tive a oportunidade de participar de duas e posso dizer que cada palestra é única. a experiência põe seu mundo de cabeça para baixo, mas abre portas e te mostra caminhos. voltarei sempre que tiver a chance. recomendo para todos. é lindo.

amanda parra

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o encontro foi sobre os conceitos e pré-conceitos que nos “impedem” de manifestar a versão “melhorada” de nós mesmos. as amarras conceituais que, de forma bem prática, nos impedem de agir, trabalhar, respirar, amar da forma como queremos, desejamos e acreditamos. a forma como a gente pensa sobre verdade, gênero, monogamia, dinheiro, tempo, etc etc… até que ponto estamos sendo guiados por algo escrito não sei onde não sei por quem, até que ponto direcionamos a nossa vida para onde a gente quer? o alex, em algum processo de desconstrução que vem seguindo por sua vida, é um exemplo vivo (com histórias bem interessantes) de como é possível viver através de perspectivas diferentes. … a troca com os demais participantes é um dos processos mais ricos do encontro, pois é na história do outro que você percebe seus próprios reflexos. recomendo!

nina taboada

prisoes sao paulo 16dez13 foto por flavia totoli 2

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já fui duas vezes. muda nossa vida. por isso, é pros fortes, pra quem quer mexer em tudo que sente e pensa. MARAVILHOSO.

halina medina

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alex é uma pessoa muito instigante, provocadora e, sobretudo, muito sensível. le conduz a palestra, ou melhor, o encontro, de forma muito habilidosa, tornando a experiência muito rica e inspiradora. eu diria que, também, de muitas formas, reconfortante, embora muitas questões difíceis tenham sido expostas e debatidas. foi muito interessante encontrar pessoas tão diferentes, mas, ao mesmo tempo, tão parecidas nas suas dúvidas e questionamentos. eu pude ver um pouco dos meus conflitos e da minha busca pessoal em vários dos participantes, o que foi incrível, porque é muito gostoso encontrar os semelhantes. recomendo a experiência a todos que tiverem a curiosidade e a oportunidade de participar dessa palestra/conversa/confronto/encontro. O nome não importa.

irene caminada

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me lembrei dos retiros espirituais que eu participava quando era católica. recordo-me das pessoas saindo emocionadas, com sede de mudar de vida (phn – por hoje não – não vou mais pecar, hahahahahah). a verdade é que nunca havia sentido essa sensação e não compreendia bem a convicção dessas pessoas. consequência: sentia-me péssima, insensível e culpada (ah, a boa e velha culpa cristã…). disse tudo isso só para destacar que, finalmente (!) compreendi a experiência daquelas pessoas quando sai da palestra do alex no domingo. e foi uma delícia, aquele desejo de libertação das tantas prisões, um alívio, como se tivesse finalmente descarregado boa parte da mochila pesada que carrego nas costas. adorei conhecer as pessoas, ouvir e ser ouvida. foi lindo. obrigada!!”

jussara lopes

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se você sente que está quase sozinho com esses novos pensamentos, ainda mal estruturados, e desejos de se libertar, é muito provável que essa não-bem-palestra seja exatamente o que você precisa. uma oportunidade quase única de dar forma às suas ideias, de encontrar pessoas com anseios parecidos, e de ouvir um cara que, convenhamos, é foda. foi um dia fantástico, cheio de histórias, aprendizagens e amadurecimento.

felipe gurgel tiso

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na minha vida tenho me reconhecido incomodada com muitos fatos. quando olhava para o outro, o outro não parecia está-lo ou pelo menos eu não conseguia enxergar seus incômodos. às vezes porque mesmo ele ou ela no sentia o que eu sentia, a vezes por meu machucado olhar. deixava meus incômodos para lá e me submetia ao mundo achando-me doida ou paranoica – ou qualquer outro juízo disso que desmobilizam-. com o tempo fui percebendo que minha incomodidade tinha sentido e que não posso estar incomoda na minha própria vida. também percebi que a incomodidade dos outros tinha sentido. estou aprendendo a falar. quando alguma coisa me incomoda, para rever comigo mesma e com os outros essa incomodidade. estou aprendendo a escutar a incomodidade dos outros, dar um espaço e tempo nesta fugaz vida para o outro se criar a vontade. existem incomodidades compartilhadas outras talvez não. mas existem. o alex na sua conversa compartilha sua vida em processo, sua vida em construção, mostra o que tem – e às vezes continua- aprisoando ele e com um desenvolvido sentido do olhar consegue perceber que ainda que é sua vida, o problema não é só individual senão social. quer dizer que aquelas coisas que tinham aprisoado ele, também estão aprisionando-me (e aprisoando a vc). vale a pena assistir. é um espaço onde você pode se sentir a vontade e onde talvez se pergunte: o que faz eu não me sentir assim a vida toda? gratidão, alex. gratidão.

ana corina salas correa

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alex tem uma presença pessoal típica de quem se empodeirou de sua mutação constante. seu bom humor agridoce unido à sua capacidade de destrinchar temas difíceis me transportaram para dentro de minhas culpas e vergonhas com muita serenidade. … pude revisitar muitas crenças ultrapassadas e certezas empoeiradas. … tive a chance de me reencenar e descobrir novos agentes de minha personalidade. … saí horrorizado com minha condição humana, mas profundamente conectado com cada pessoa humana. meu coração respirou mais leve e mais comprometido com coisas que eu tinha deixado de canto. para quem se acha dono da verdade ou se pensa muito livre recomendo esse encontro com alex, qualquer um dos dois sairá com as respostas que veio ou não veio encontrar.

frederico mattos

prisões, bh, 18mai. pç santa tereza. foto: claudia regina.

prisões, bh, 18mai. pç santa tereza. foto: claudia regina.

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as horas passaram voando, tanto que quis encompridar mais a sensação que estava tendo de pertencimento à minha vida. … foi interessante ter alguns paradigmas modificados e discutir questões que normalmente não discutimos por ser incômodas ou por preguiça de começar a pensar no assunto. penso logo existo foi o que me sobrou. me senti mais livre, em meu momento atual, por certificar que existem mais opções dos que as que a sociedade me apresenta como únicas e corretas e só depende de mim a escolha do que quero para minha vida.

laura pimenta

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em curitiba foram quase sete horas de palestra. e não vi as horas passarem. interessante como ele simplifica as coisas. alex de fato parece ser extremamente racional, todas as suas colocações são muito bem embasadas e fundamentadas… a palestra é uma ótima oportunidade pra quem procura contato com pessoas também abertas a opiniões adversas.

thiago michel

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quando eu soube da palestra do alex em bh fiquei meio ressabiada por serem 6 horas, “um quarto do dia!”, eu pensei, mas resolvi encarar mesmo assim. e ainda bem que encarei! o tempo passou super rápido mas os efeitos da palestra ficaram. ainda que eu já conhecesse bem o conteúdo, a troca com as outras pessoas é muito boa e um tapa na cara aqui e outro acolá acontecem pelo caminho. quando acabou eu não queria falar nada, nem queria que o momento acabasse. e não acabou porque acabei conhecendo pessoas com pensamento alinhado com o meu.

fernanda

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a palestra foi uma viagem dentro de mim mesmo, várias das prisões eu já havia identificado e lutava pra desconstruir, e na conversa com o alex eu encontrei novos argumentos e novos caminhos pra experimentar. por mais que as histórias pessoais sejam sempre tão diferentes e, por isso, a reconquista de nossa autonomia passe por etapas diferentes, é compensador estar num ambiente com pessoas que buscam as mesmas coisas, que objetivam o mesmo final. foi um dia bem atípico na minha rotina, mas a sensação no final foi de um profundo bem-estar!

denny

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sabe tudo aquilo que você sempre acreditou ser o correto e normal simplesmente por que são coisas que parecem ser indiscutíveis e perfeitamente moldadas a você? a palestra “as prisões” vai desconstruir estas certezas, sem piedade e sem nem te dar chance de argumento que não o faça recorrer a outra prisão tão inútil quanto. depois da palestra, o que nos sobra é remontar o quebra-cabeça da nossa vida desde o início. mas dessa vez usando criteriosamente e cuidadosamente cada peça do jeito que queremos. olha, dá trabalho…

jorge buratti

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não só te faz perceber a jaula que você está preso, mas também mostra todas as possibilidades de escapar dela. quebrando, abrindo com as chaves, socando ponta de pedra. tomara que você já esteja vivendo a sua vida de forma autônoma e convivendo com as consequências de suas escolhas, mas se não, como eu, a palestra é uma mão estendida. pra você e o mundo ao seu redor. pra você fazer as suas escolhas, e quebrar as prisões que te impossibilitam.

henrique barbosa justini

prisoes sp 23mar14 por flavia totoli

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algumas pessoas, sentadas na sala em cadeiras e almofadas, num (quase) circulo, todos iguais, descontraídos, conversando e compartilhando experiencias da vida. Uma tarde de domingo ótima. “as prisões” faz a gente refletir muito sobre nossas escolhas, nossos motivos, nossos objetivos. muito boa a palestra! alex está de parabéns! obrigada.

livia cecilia

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a palestra foi ótima, os temas abordados são extremamente pertinentes… alex nos faz pensar… pensar sobre nós, sobre os outros, sobre o mundo… mas é um pensar diferente, é antes de tudo um pensar crítico, instigante e questionador : ) super recomendo : )

daiane cristina guerra

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o argumento para alguém como eu, leitor antigo do alex e familiarizado com a maior parte das estórias, é ver a narrativa se desenrolar de uma prisão para a outra naturalmente de assuntos que ele escreve há anos: autoconhecimento, questionamento das instituições (estado, família, poder, etc) e outros tantos assuntos mais recentes como: privilégio, sexismo, racismo, zen de uma forma natural e que direciona o esforço da transformação não só para ser um indivíduo mais completo mas também o mundo em um lugar um pouco menos desigual, uma ação de cada vez.

ótima chance também de entrar em contato com pessoas que estão em fases diferentes dessa jornada, alguns estão ‘livres’ há anos, encontraram a vida plena e podem relembrar as forças que colocaram a suas vidas em movimento novamente. outras estão nos primeiros passos tímidos da libertação ainda juntando o impeto para começar, e todos os semi-tons desse intervalo.

é difícil dizer se essa mistura de diálogo, contação de estórias e espaço de troca de experiências funciona para qualquer pessoa, mas, sem dúvida, se você está com uma inquietação e vontade de chutar o balde metafórico, nesse espaço encontrará outros como você.

eduardo gomes

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pra mim foi jóia. pude ir conhecer em pessoa um dos caras mais admiráveis que eu tenho notícia. não por sua excepcionalidade, mas justamente porque fez escolhas que eu achava não ter coragem pra fazer, e mostrou que quem faz o que quer, quem segue o próprio caminho, sobrevive pra contar a história.

vinícius souza maia

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achei excepcional. me clareou a mente, me tirou de algumas prisões que vivia, me fez/faz lutar pra sair de outras, entender melhor ideias e conceitos impostos pela sociedade desde que nascemos e desconstruí-los pra podermos adquirir novos com absoluta personalidade.

lucas petraglia

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fodástica a palestra. crescendo em 6h o que, muitas vezes, levamos anos para amadurecer. vale a pena!

amanda medeiros

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a noite realmente foi mágica, inspiradora e instigante. a abordagem sobre cada prisão foi uma oportunidade de troca e reflexão sobre conceitos, sociedade, e até sobre mim mesma. o louco é que cada tema, por si só, já renderia uma palestra. acho que a espontaneidade como tudo se construiu também foi bastante rica. muito bom, havendo possibilidade, vou aos próximos, com certeza!

juliana

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obrigada alex mais uma vez. você é bem interessante, assim como seus textos. uma tarde muito enriquecedora. acho incrível a possibilidade de conhecer pessoas que tem os mesmos interesses, a mesma vontade de evoluir como ser humano, apesar de todo o bombardeio de preconceitos e valores distorcidos. bem melhor poder ler suas escritas tendo te conhecido pessoalmente. um grande abraço!

fernanda luiz

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você me levou numa noite de quinta para a praia. estavam la: a lua, o oliver, … a sua coragem e sensibilidade e inteligência. tem magia! obrigada.

cristiani elias

§ 121 respostas para encontros do alex castro: depoimentos

  • Igor Niemeyer disse:

    O encontro As Prisões com o Alex Castro é uma coisa fora de série. Lembrei de um texto do Rubem Alves, sobre a falta de espaços de escutatória – e é isso o que As Prisões, num primeiro momento, proporciona. Depois que você chega lá, começa a conversar e entrosar com o pessoal, realmente pensa: ‘poxa que legal, um espaço de escutatória – vamos conversar, nos conectar…’ – até que nós começamos a praticar os exercícios propostos por ele e vemos que o evento vai além. É incrível. Se você é aquela pessoa meio ‘ovelha-negra’, que não faz exatamente tudo o que a sociedade espera (ou gostaria de não fazer), esse pode ser o seu lugar – você se encontra. Existe um sentimento de partilha muito bonito e a compreensão é precisa. Me espantei bastante em encontrar pessoas que pensavam semelhante a mim, geralmente eu tenho esse problema de se sentir deslocado nos grupos.
    Vale a pena total.
    Fora o ambiente – fui no Sítio Velho em Areias. Caramba. O lugar e a comida são maravilhosos – e isso também nos ajuda a imergir.

  • JULIANA VERZOLLA disse:

    Há quase 1 mês participei do encontro “As prisões” em Areias e gostaria de dar meu depoimento….
    Conheci Alex há pouco tempo nas redes sociais e comecei a ler seus textos, que um a um foram de encontro ao que tinha de mais íntimo e subjetivo na minha maneira de pensar e ver o mundo. Um olhar profundo e sincero, direto e realista, sem mimimi, sem meias palavras. Não foi fácil, mas naquele momento da minha vida muito necessário! Me ajudaram a colocar lucidez e clareza que faltava à minha vida e às minhas escolhas. Como se não bastasse os textos incríveis tinha a tal imersão! Vi alí a oportunidade de me aprofundar ainda mais nessa busca interna e ainda conhecer outras pessoas que buscavam esse encontro. E assim foi, aliás, foi muito melhor que imaginava. Exercitamos (como uma academia mesmo) o olhar generoso ao próximo, o reconhecimento da maneira egocêntrica e ansiosa com que agimos e reagimos ao mundo, me senti acolhida. Através de todos os exercícios propostos, as leituras sugeridas e a escutatória, que é o ponto alto da imersão, pude trabalhar os diversos “nós”, aqueles pontos de conflitos que doem e fazem a gente reagir de maneira egoísta e nos afastam da prosperidade. Enfim, foi uma catarse, saí transformada e me sinto muito mais segura para enfrentar os desafios do mundo real. Certamente, irei participar de muitos outros encontros, pois cada encontro é único e imprevisível. Sou grata e me sinto privilegiada por esse encontro. Vida longa às “Prisões”

  • esta experiência foi um convite para me voltar para dentro e refletir sobre as coisas que encontrei por lá. sobre hábitos narcisistas que assinalam meu egocentrismo e que sequer me dava conta.

    ao mesmo tempo ela também convida a olhar para fora, com generosidade e sem julgamentos, tornando-me uma pessoa melhor para as outras através do exercício da empatia.

    é também uma oportunidade para conhecer pessoas raras e especiais.
    obrigada, alex, por me proporcionar experiências tão ricas e com tantos ganhos! e obrigada por dar através do seu trabalho uma importante contribuição à sociedade.

  • Elaine disse:

    Ouvi falar sobre as Prisoes pelo Caminho da Comunicaçao Autentica, um curso da Carolina Nalon. Fui pesquisar sobre o encontro… e apesar de eu nao saber direito o que iria ser, e apesar de a principio eu nao ter ido muito com o jeito do Alex (mesmo ele postando muitas coisas que faziam sentido pra mim), mas existia um feeling muito forte que me chamava ao encontro, decidi entao me inscrever. Fiz isso ate com bastante antecedencia… passado um tempo, eu fiquei na duvida se realmente seria uma boa eu despender daquela grana pra ir num encontro desse tipo. Enfim, acabei indo exatamente por ser um encontro com uma proposta completamente diferente… mesmo pensando que aquilo ali nao era muito pra mim…. mesmo pensando que eu nao precisava daquilo. Eu nao sabia o quao equivocada eu estava!
    Esse encontro me fez enxergar tantas coisas nas quais eu achava que agia super coerentemente e socialmente certo. Situacoes que pra mim eram muito bem resolvidas e esclarecidas passaram a precisar de um cuidado especial…. entao eu percebi que eu estava olhando o mundo com óculos de mediocridade. Foi um choque! Um choque que foi seguido de um alivio… um alivio de eu ter decidido ir a aquele encontro… decidido ter investido aquele tempo e dinheiro pra um crescimento pessoal tao súbito.
    Fico feliz que apesar da minha resistencia eu segui meu feeling. E indico as Prisoes para qualquer pessoa… qualquer pessoa mesmo! principalmente aquelas que pensam que nao precisam disso.
    Obrigada, Alex! Voce eh uma pessoa unica!

  • Felipe Lima disse:

    Uma experiência catalisadora, capaz de mexer impactar a minha estrutura desde o início. Um evento de não julgamento, muito próximo de uma real consciência. Saí de lá e ainda permaneço querendo mais.

  • nelson ebelt disse:

    me senti infame, um tremendo imbecil, que não sou claro quanto as minhas questões, e que não consigo parar de julgar. esta oficina de empatia deveria acontecer em todas as nossas salas de aulas. temos aí um caminho pra nos conhecermos.

  • Igor Britto disse:

    Já acompanhava o trabalho do alex há algum tempo e logo que fiquei que ia ter a oficina das prisões aqui na minha cidade, tratei logo de me inscrever. O encontro é uma espécie de soco no estomago e tapa na cara, tudo junto e ao mesmo tempo. Pois todo mundo que reserva um pouco do seu tempo para ir e conhece os textos do alex ou teve um mínimo contato, já vai aberto para ouvir e desconstruir. O que facilita o dialogo com o próximo e principalmente, o escutar o próximo. Depois de todos se apresentarem e falar sobre suas vidas e o que mais elas quisessem, você vê que seus problemas, verdades e preceitos não são nada. Quando você escuta a pessoa e sente ela, ocorre uma identificação e isso é muito positivo. Ocorreu-me nesse encontro e raramente me ocorreu em outras ocasiões, acho que falta isso no nosso mundo, encontros verdadeiros. O que o alex faz é apenas desincrustar as verdades que não saíram facilmente. Sai de lá meio zonzo. Gostei muito.. Recomendo a todos.. Obrigado!

  • Luana disse:

    encontro
    substantivo masculino
    1.
    ato de encontrar(-se), de chegar um diante do outro ou uns diante de outros.
    2.
    junção de pessoas ou coisas que se movem em vários sentidos ou se dirigem para o mesmo ponto.

    Foi para sair um pouco de mim que estive pela segunda vez naquele apartamento minúsculo de Copacabana. Estava numa fase particularmente superalimentada de mim mesma. Precisava respirar um pouco, me doar mais, ouvir mais que falar. Abrir espaço, ainda que pra isso seja preciso me trancar num apartamento de 30 metros quadrados.

    Mais uma vez fui recebida com silêncio e frutas. Um belo jeito de se (re)encontrar.

    Foram 5 horas dessa vez; um sopro, se comparadas às 14 (!!!) do primeiro encontro que tinha ido, “As Prisões”. 5 horas que passaram voando ente abraços, risos e muitas, muitas lágrimas. E foi preciso estar na companhia de desconhecidos para me abrir, para me perceber privilegiada, para ceder. Ouvirmaisquefalarouvirmaisquefalar. Que difícil esse exercício de sair um pouco de si.

    Me interessei pelo Alex quando li uma frase que dizia que estava tentando ser uma pessoa menos escrota. Estou há uns dois anos com essa frase na cabeça. Quem sabe por aí eu não me encontro.

  • Álvaro Diogo disse:

    Amigxs, bom dia!

    Devia ser feriado pessoal após a oficina de empatia.

    Acordar hoje às 6h para vir trabalhar depois da experiência de ontem foi duro.

    Estou fora de órbita. Fora do eixo. Digerindo tudo que foi dito por vocês e por mim também. Foi uma experiência impagável.

    Beijos no coração e um forte abraço na alma.

  • André Lobato disse:

    O encontro da Oficina de Empatia foi ótimo. Dedicar aquele tempo a ouvir outras pessoas, perceber mais profundamente o que nos conecta e diferencia delas foi sem dúvida uma experiencia muito positiva, que espero carregar no meu comportamento daqui em diante.
    O narcisismo e a falta de atenção são tentações muito grandes, precisamos percebe-los para tomar atitude de combater essas distancias que criamos um dos outros.
    Muito obrigado, Alex, e todos que compareceram, foi incrível ouvir e conhecer cada um de vocês.

  • zel disse:

    foi uma experiência muito interessante, me fez refletir e aprender. ouvi histórias bonitas, tristes, complicadas; coloquei minhas próprias questões em perspectiva e acho que a oficina cumpriu 100% o propósito que eu tinha: fazer um exercício de escutar, ter empatia, tirar a mim mesma do centro de tudo pelo menos por algumas horas.

    agradeço ao alex por facilitar esse evento e aos que lá estavam pela abertura em contar suas histórias. aprendi muito com vocês!

    **

    mas que fique claro: não foi fácil em vários momentos. a tentação de dar conselhos, criticar e julgar é enorme. foi realmente um EXERCÍCIO, e saí de lá com a sensação de que preciso praticar muito mais :)

    um beijo a todos — recomendo! vão!

  • Filipe Gonçalves disse:

    É uma possibilidade de estar no mundo. E não simplesmente assisti-lo passar através das grades de nossa rotina.

  • Sarah Carolina disse:

    Na cidade maravilhosa, uma maravilhosa experiência. Me abrir com estranhos, parece estranho, mas deveria ser a coisa mais comum do mundo. Sem conhecer quem senta do teu lado, aquela pessoa também está disposta a se abrir com você. Me identifiquei com muitas histórias do grupo e eu só queria abraçar e chorar junto. Dizer: “Olha, qualquer coisa, estou aqui por vc”. Terminou, e percebi que sozinha nesse mundo eu não estou. Que meus problemas são problemas de muitas outras pessoas. E que minhas soluções podem estar em um simples aperto de mão. Agradeço pela oportunidade e eu espero ter outras. Recomendo para quem está precisando de ajuda e companhia. Quando a gente não consegue sozinho, o melhor que podemos fazer é sim: pedir ajuda. Mas não espere soluções diretas. Talvez vcs a encontrem ao simplesmente ficar calado e ouvir o próximo. Obrigada mesmo!

  • Karen disse:

    … a experiência da oficina de empatia beira ao indescritível. Só sabe de fato o que é, quem fez. É lindo, transformador, libertador. Nos faz nos reconhecer em completos estranhos e reconhecer nossos privilégios. Mudou minha visão sobre os outros. Foi sensacional. =)

  • Aline Xavier disse:

    A maravilhosa oficina de empatia foi o melhor exercício prático de esvaziamento de mim mesma, e de por um momento, me permitir “entrar” em outro ser, outra alma, e sentir as suas dores. E o mais importante: sem hierarquizar sofrimentos e opressões.

    Mais uma vez obrigada, Alex. Pelo encontro e por reunir tanta gente significativa em um só lugar.

  • danielalac disse:

    Um banho de perspectiva
    Experiencia muito bacana. Falar de si mesmsa e ouvir os outros, te da duas coisas: 1) a nitida sensacao de que pessoas aparentemente diferentes tem problemas bastante similares, 2) a sensacao de que “suas questoes” sao pequenas demais perto de outras “questoes”. A caminhada do privilegio diexa muito claro, para quem acredita na meritocracia, que o buraco e´ bem mais embaixo. Voce visualiza, literalmente, como a vida e´ mais “justa” com voce e como voce e´ co-responsavel por quebrar tradicoes tao arraigadas na nossa sociedade. E, por fim, voce descobre como e´ dificil ouvir e comentar, dentro dos criterios sugeridos pelo Alex: sem dar um exemplo parecido, sem trazer voce proprio para dentro da questao, sem tentar resolver a questao do outro. Valeu demais!

  • Karina Chamklidjian disse:

    Eu fui à Oficina de Empatia em 27.08.15, em SP. Eu não sabia o que poderia esperar.
    Então eu encontrei de cara, a liberdade de tirar os sapatos e encarar com naturalidade, em silêncio, cada estranho ali na sala. Eu sempre quero encarar, observar, apreender o que alguém tem a dizer com sua aparência projetada. Mas socialmente, isso não é aceito.

    Depois, eu me dispus a falar de alguém com quem tem dificuldade. Mas falar bem. E hoje, meu convívio com essa pessoa, se não é fácil, tem outro olhar e ficou mais leve para mim.

    Em seguida, ouvimos as questões uns dos outros trabalhando a não-opinião, o não-eu. Um dos exercícios mais difíceis que já fiz até hoje, mas que mudou tudo o que veio depois. Quando olho alguém, penso que a pessoa é muito além de sua simpatia, ou arrogância, ou bondade, ou maldade. Ninguém é um único rótulo. Um a um, os estereótipos vão sendo desconstruídos quando a gente ouve a questão do Outro. Eu fui ouvida sem interrupções, sem julgamentos, sem que rissem de mim.

    O fato é que toda roda de conversa em que estive depois me pareceu diferente. Virei aquela que retruca, quando se fala de alguém: “Não, péra, essa pessoa não é só isso.”. Me ponho a ouvir tentando não opinar – ainda é difícil. Meu olhar pro outro não é mais o mesmo. Isso me causa menos sofrimento, porque eu não preciso mais querer que a outra pessoa seja como EU acho que ela tem que ser. Ela é o que é e ponto. É tão simples e tão estranho que não seja natural!

    Agradeço muito a oportunidade. A cada um dos que participaram comigo e, em sua generosidade, me expuseram suas questões, se despiram emocionalmente sem me conhecer. Ao Alex, que organiza a coisa toda e deixa o convite pra quem quiser entrar nessa. Obrigada, de coração. Ainda quero ver vocês de novo.

  • Talita disse:

    Não foi primeira vez que tive o prazer de entrar em contato com pessoas empáticas, mas foi a primeira vez que coloquei a empatia em prática de forma integral. É lindo quando você reconhece as outras pessoas como PESSOAS, se enxergando e se identificando com CADA UMA! A última frase da boneca de sal: “O mar sou eu” é tatuada na alma ao final da oficina. Essa oficina não foi feita para ser explicada e sim para ser sentida. Gratidão Alex!

  • Daniela Dantas disse:

    Participar do encontro As Prisões foi muito significativo pra mim.
    Dentro do meu egoísmo, cheguei ali achando que era única, que meus problemas eram “meus”, eram orgânicos.
    Saí de lá com a certeza de que meus problemas são de todos, e os problemas de todos são meus.
    Não por demagogia, mas por saber que há sim uma inquietação comum a todos, reflexões sobre a vida, sobre as escolhas conscientes e inconscientes…
    Não por demagogia, mas por sentir que aquelas dores doíam em mim também.
    Não é ruim criar um personagem para sobreviver à selva. Ruim é quando não se tem consciência nem participação nisso. É escolher não sofrer. É escolher diminuir o ego ao ouvir o outro.
    Ouvir… o encontro me fez ver o quão difícil é ouvir. Ali, aquelas narrativas eram parte de mim porque eu escolhi estar ali. Ouvir era fácil. Mas, e quando a gente não ouve em casa, no trabalho? Culpa de quem? Do trabalho estressante, do marido chato? Não, culpa minha que não consigo sair do meu eu e atentar, com todo o meu corpo, ao que existe agora.
    Saí exausta do encontro mais longo acontecido até agora. Não pela duração, mas pela intensidade. No dia seguinte, meu corpo somatizou. Dormi muito.
    Finalmente no primeiro dia acordada, pude sair mais vazia de mim. É um exercício minuto a minuto, que ainda terá muitas histórias a ser vividas.
    Pretendo, se possível, um dia chegar ao amor altruísta. Quem sabe ser mais generoso mesmo seja mais factível do que amar?

  • Evie Santiago disse:

    para mim, encontro “prisões” foi intenso, complexo e profundo. veio a calhar com o meu momento de buscar estabelecer conexões mais verdadeiras com o outro, indo além da superficialidade que muita vezes impera nas nossas relações. o encontro propicia um olhar para dentro de si a partir do outro, por meio do exercício da empatia. lindo trabalho e muito boa a sua mediação.

    beijo em todos e parabéns ao Alex pelo trabalho.

  • Taysa disse:

    o encontro é algo indescritível. quando marquei com uma amiga para irmos juntas um pensamento era unânime: mas o dia inteeeeiro? (com a voz de sofrimento)
    era o dia inteiro, ela teria que deixar a filha e eu o marido. então tá, vamos ver, ver qualé, qualquer coisa a gente vai embora depois do almoço…
    acho que não há quem consiga fazer isso!
    o encontro é tão envolvente, tão sedutor, ‘abridor’ de mente!
    chegamos para o encontro às 9 da manhã e meia-noite não queríamos ir embora! passei o dia inteiro com aquelas pessoas que não conhecia, nunca tinha visto na vida, gente legal, gente boa, gente amável, gente tão diferente! gente que ficou aberta à se mostrar, pois estávamos todos abertos à ouvir!
    depois do encontro, estou todos os dias tentando me tornar uma pessoa que questiona, que quer saber, quer entender, quer se colocar no lugar do outro.
    e continuo tentando…
    (e eu demorei 3 meses pra conseguir traduzir em palavras o que foi o encontro prisões pra mim e ainda acho que não consegui!)

  • […] escritor ALEX CASTRO. As minhas impressões sobre o encontro foram registradas lá, através de um DEPOIMENTO, que originou essa lista. Para quem quiser saber mais, […]

  • Thaiza Pedroso disse:

    Pessoas bastante distintas, falando sobre assuntos profundos, intimidades, com outras completamente estranhas. Uma espécie de encontro fora do tempo e rotina. Propício para descosturar amarras e alinhavar e reforçar alguns pontos em si mesma e em outras, pela simples proposta de escutar, falar e ser escutada. No dia em que foi, o quórum feminino dominou (algo como 2 homens, contando com o Alex, e 10 mulheres), talvez coincidência, talvez reflexo de que faltam espaços na vida para se colocar enquanto pessoa essência, e enquanto mulher. Foi bonito, uma espécie de empoderamento feminino deu o tom do dia.

  • manu.escrita disse:

    Foi um sábado extraordinário, um exercício de dar ouvidos e praticar empatia, cultivar novas amizades e sentir que somos todos humanos, que as questões que afetam uns, afetam todos. Obrigado Alex por colocar à disposição a sua casa e nos proporcionar uma experiência única.

  • Vinícius disse:

    Foi a primeira vez que não ouvi falarem em tom irônico: – Nossa, mas vc está falando demais (!), pq o exercício era justamente o contrário de encenar um teatro social, de representar em uma conversa casual onde cada um toma a palavra e precisa prender a atenção de todos. Ao contrário, no encontro se está livre para falar, ficar calado mas acima de tudo ouvir mais o outro que seus pensamentos. Obrigado a todos envolvidos, Alex, Claudia e todos participantes que me fizeram sair de mim mesmo, me acolheram, sem julgamentos e conseguiram me fazer ter mais que uma conversa banal, é uma puta experiencia, recomendo.

  • Juliana disse:

    Todos chegamos ao “Encontro”, talvez por alguém que sabe das nossas questões e nossas resistências aos padrões impostos.
    Minutos de silêncio, acho que 30. Pronto, algumas considerações e lá estávamos em contato com cada ser humano. Lindo, complexo, incrível, cheios de dúvidas e certezas, como revela nossa incompletude.
    Por diversos momentos, buscávamos: o que nos une? O que nos divide? O que nos caracteriza!?
    Cada relato tratado e cuidado como uma entrega do mais genuíno do humano, da luz que cada um carrega em sua singularidade! Entretanto, tantas marcas, feridas (e cicatrizes, as vezes) do que nos diz o socialmente constituído!
    Olhar, olhar-se, sentir, sentir-se, sempre esse movimento do eu, outro, eu, outro… Nós!
    Algumas horas! Algumas mesmo, que apenas pareceram minutos! E ainda há tanto, pouco não! Tanto pra ser vivido, discutido, realizado e querido!

  • daniele lacerda disse:

    saí do encontro por volta das 23h30, e só consegui dormir (por cansaço) às 2hs da manhã porque “As Prisões” se movimentavam o tempo inteiro dentro de mim. não se trata somente de um (des)encontro, mas sim de todo um período que você terá que lidar após ele: rever sua rotina, seu trabalho, as pessoas que passam a maior parte do tempo com você (seja por escolha ou não). é muito difícil; contudo permanecer no automático (e não rever este tempo que temos por aqui) é insuportável. vá.

  • Alina disse:

    Participar do encontro foi uma experiência poderosa. Nos possibilitou compreender melhor a empatia, nossa relação com o outro e nós mesmos, nosso (sempre presente, ainda que raramente percebido) narcisismo. Nos mostrou que existem muitas formas de ser e pensar, todas perfeitamente válidas. E nos deu a oportunidade de rever nossas próprias maneiras de ser e pensar, e perceber que elas podem mudar, não apenas involuntariamente, mas propositalmente. Uma oportunidade única de mergulhar dentro de nós mesmos, e de ver no espelho não só nós mesmos, mas também o outro.

  • Silvia disse:

    Quando decidi participar do encontro prisões, não fazia ideia do que esperar… Quando lia, em alguns lugares, o termo “ovelha negra” não pensei que encontraria seres bizarros ou que eu mesma poderia ser classificada como bizarra, simplesmente por pensar diferente ou agir diferente… E estava certa! Encontrei pessoas extremamente humanas, encantadoras e que, como eu, sentem angústias que não são só minhas…
    Foi transformador, único! Recomendo que você, que me lê e ainda não conhece, que se dê essa experiência. Conhecer o Alex foi um divisor de águas na minha vida.

  • Franciele Bischoff disse:

    Participei do encontro no dia 30/11 aqui em Porto Alegre. Eu já havia lido todos os textos do Alex, e, mesmo sendo estudante de psicologia, uma das minhas maiores dificuldades é simplesmente OUVIR. Sem se enfiar na história. Sem tentar contar uma história parecida. Foi o exercício mais importante pra mim nesse encontro.

    Ouvir histórias de pessoas que, como você, têm angústias, insatisfações, que possuem as suas próprias histórias de vida. Algumas mais profundas, outras mais atuais, o que importa é que todos estamos no mesmo barco: todos temos um calo que dói.

    O encontro teve um efeito inesperado em mim: Entrei querendo falar de monogamia, achei por muitos momentos que era tão bom conhecer aquelas pessoas que talvez eu nem devesse falar, acabei falando de traumas de infância, saí de lá querendo botar no colo cada uma das pessoas que eu conheci naquele dia.

    Foi mágico.
    Obrigada Alex por essa oportunidade.

  • João Dal Mollin disse:

    É difícil deixar um depoimento sobre o As Prisões porque é difícil definir em palavras o que ele é e como te toca. Mas acho que a melhor palavra é mesmo “encontro”. Encontro porque, ao longo do dia, conforme o assunto vai evoluindo, de uma forma única (porque únicas são as histórias e sentimentos compartilhados), vamos tendo a rara oportunidade de perceber na sua essência o humano (e sublime) no outro e, através disso, em nós mesmos. Um lembrete, totalmente acachapante, do fato de que cada pessoa que encontramos é um universo a ser percebido, acolhido, compreendido. E que nós mesmos também temos a possibilidade de acessar essa percepção, acolhimento, compreensão. Um espaço raro de troca, de abertura, de muita escuta, de conversas com pés no chão e olhos nos olhos. Uma experiência única e indescritível, mesmo, em palavras, por mais que a gente tente. Talvez as únicas palavras a serem ditas sejam: se tiver a oportunidade de participar, não deixe passar. Será transformador e inesquecível.

  • Ana PW disse:

    Assim como não se vive através de leituras sobre a vida, é difícil ter empatia sem praticá-la. Penso no encontro como um exercício duro, mas bonito, tanto de empatia, como de confiança, de entrega. Sem esses componentes, percebo agora ser bastante improvável que haja uma comunicação autêntica com os demais seres vivos, ainda que machuque, que assuste. Saí d’As Prisões bem confusa, porém, sem tanto medo do outro, de me ver no outro, de viver. Obrigada!

  • telma Silva disse:

    Eram pessoas que não se conheciam presas em um apartamento por vontade própria em um dia de calor intenso. De repente em um turbilhão de palavras, gestos e sons foram se desnudando em um encontro com seus fantasmas diante de várias testemunhas. Um momento único e mágico que as transformaram em cúmplices.
    Lá, no sul do país.
    Em um dia de calor intenso. De emoções intensas…

  • REINALDO RAMOS DA SILVA disse:

    Não vá. Há riscos grandes de te fazer começar a viver.

  • […] escritor ALEX CASTRO. As minhas impressões sobre o encontro foram registradas lá, através de um DEPOIMENTO, que originou essa lista. Para quem quiser saber mais, visite: […]

  • Eliza Oliveira disse:

    Um dia para mexer com emoções e fazer a cabeça girar de tanto pensar sobre você, sobre a vida, sobre os outros…

    Eu fui achando que 10h era muito tempo para o encontro. Sai de lá achando que era pouco.
    É incrível mergulhar da vida de pessoas que nunca viu antes, saber suas aflições, preocupações formas de viver, sentir, lidar com situações… e então você percebe que elas tem muita coisa em comum com você, assim como muitas coisas diferentes. E percebe que as vezes as coisas são mais simples do que parece, basta você enxergar isso.

    E eu sai de lá achando a vida mais leve.
    =]

  • Alex Campos disse:

    o encontro colaborativo do alex, e dos que participam dele, fez uma baita mistura do que estava dentro de mim com o que estava fora. incrível perceber o quanto nos perdemos em conversas superficiais no dia-a-dia e o quanto este mesmo dia-a-dia pode ser muito mais interessante e intenso se nos permitimos falar e escutar sem julgar (e ser julgado), buscando a empatia, a compaixão. espantosa a discrepância entre a aparência (primeira impressão) e a essência das pessoas: como elas são profundas. participar das prisões aumenta nossa potência diante da vida, nos alegra. valeu muito a pena de sair da zona de conforto, que pra mim não foi nada fácil. gratidão, alex!

  • duda de oliveira disse:

    é libertador. passamos o dia trabalhando nossa forma de ouvir as pessoas e percebemos não apenas que estamos cercados de pessoas incríveis naquele dia, mas que estamos cercados de pessoas incríveis o tempo todo, só não nos damos conta. o saldo, pra mim, foi mais tranquilidade, serenidade e, principalmente, empatia. terminamos a noite exaustos e com uma vontade grande de sermos pessoas melhores. sou muito grata ao alex por tornar esses encontros possíveis e fazer deles um espaço acolhedor para todas as pessoas participantes.

  • Maira Solá Smaniotto disse:

    Um dos dias mais memoráveis da minha vida. Foi realmente incrível. Um encontro com pessoas desconhecidas, que ao final da noite estavam guardadas em nossos corações. Vale muito a pena ir. Seja pra conhecer o bando de malucos que vão, seja pra falar em voz alta o que te aflige, seja para ouvir. Vale muito mesmo. E sou imensamente grata ao Alex por ter proporcionado esta vivência.
    Gratidão e amor!

  • fabinho vieira disse:

    Participei do As Prisões na casa do Alex.
    Pra mim, foi uma soltura – perceber que existem pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas. Que questionam, que querem aprender, que não concordam com muita coisa fechada e acorrentadora com as quais vivemos.

    Muito bom.

    Ao contrário do que li algumas pessoas falando, não precisei digerir nada.
    Difícil é digerir o que vemos no dia a dia… pra mim, o que se viveu no encontro foi agradável como um abraço. Encontrar “semelhantes” por mais duro que seja o que se fala ou que se vive, é sempre agradável.

    Recomendo.

  • Foi uma imersão. Como andar em uma estrada que se transforma em um mar. Mergulhamos na lama para tentar achar alguma essência intocada. Não achamos nada, mas desabrochamos um pouco. Afinal, não se trata de um encontro que traz certezas, pelos contrário. A gente sai com mais perguntas do que entra, e é bom que seja assim. De repente estamos lá, dez pessoas que não se conhecem, compartilhando as profundezas. O que há de belo e o que há de feio. Alguns até saem enlameados, levam um tempo para tentar parar de entender. Pode ser que levem a vida inteira. Mas pelo menos, é um começo. Uma busca que acontece sob o olhar de um cara interessante, que nos questiona com sagacidade, e com seus questionamentos nos trouxe até ali, paciente e amorosamente, tecendo os fios do destino. De repente, nós nos descobrimos assim, alguns pela primeira vez, outros mais do que antes: questionando tudo, viajantes do nada. Mais abertos graças a isso.

  • Pedro Vinícus disse:

    Um dos melhores programas que já participei, e foi só um encontro. Mas não qualquer encontro. Um momento pra poder conversar sobre os assuntos mais espinhosos e incômodos de todos: nossos medos, desejos e verdades. E o mais incrível de tudo, sem nenhum constrangimento. Com ninguém tentando parecer melhor ou contar vantagem. Perfeito pra quem está cansado das conversas rasas de sempre. Me vi refletido em muitas histórias e saí de lá um pouco mais confortável no mundo e com muito sobre o que pensar.

  • Alexandre Avelino disse:

    Sabe aquela sensação que tínhamos ao passar da 8ª série do Ensino Fundamental para o 1º ano do Ensino Médio? De que a vida era mole e não sabíamos? É uma etapa bem comum, como acabamos todos aprendendo depois. Mas, ao me ver adulto, com um filho e encarando minha primeira separação conjugal me senti assim: uma parte perdido e amedrontado, outra parte estudando o novo cenário que se apresentava para mim.
    Nessas andanças pelo mundo do resgate de perdidos na vida – livros, sites, conversas, músicas de pé na bunda… – esbarrei com os textos do Alex e sua proposta um tanto amorfa de oficina para discutir várias questões, as tais prisões. Como descobri, questões dele… e minhas e de todos os presentes. Após uma introdução calorosa e descontraída, o cara já deu o tom de encontro de amigos e iniciamos, um tanto tímidos, a trazer nossos medos, podres, calos, desabafos para a roda. Não para sabatinar e tirar um julgamento, mas para olhar sob uma lupa e trocar impressões sobre o que ali, dissecado, aparecia para nós.
    Aqueles desconhecidos, tão diferentes entre si em quase tudo, logo se mostraram pessoas não apenas legais e educadas, mas também interessadas em cada palavra trocada, numa intensidade incomum ao nosso cotidiano monossilábico. Eles, de repente, sabiam o que nunca contamos a nossas mães e irmãos. Traziam ponderações em uma riqueza admirável: o que era um problemão para um, era uma alforria para outro; o que ameaçava alguns, significava uma bem vinda transformação para outros; uns diziam um sinto muito, outros um boa sorte e um sorriso compassivo e esperançoso.
    Foi um sábado muito muito longo, mas muito significativo para mim. Hoje, semanas depois do encontro, poucos dos meus amigos ainda acreditam no tempo gasto apenas escutando atentamente, poucos percebem o bem que fez me reconhecer no problema dos outros. E, sobretudo, ninguém me tira a sensação de que ter descoberto um tesouro ao conhecer pessoas interessadas em extrair algo mais significativo da vida e não apenas recreação superficial. Hoje digo em voz alta, sem medo: perdidos na vida, uni-vos! Vocês são o passarinho voando que vale mais do que aqueles dois na mão das certezas que nos entucham! E, claro, obrigado, Alex, bela iniciativa. Espero que tenha te ajudado tanto quanto nos ajudou.

  • Alex Luna disse:

    (segundo comentário, porque o primeiro a internet comeu).

    É engraçado como a gente tem uma grande facilidade para sentar e discutir por horas e horas a formação tática do Barcelona e as vantagens do escanteio curto, mas acha extremamente difícil falar dos grandes problemas da nossa vida. Aqueles nos quais a gente pensa o tempo todo. E também nos pequenos.

    Achei muito interessante ver gente fora dos filtros dando opiniões diferentes (nota mental: quem tem muitos amigos parecidos consigo mesmo nunca sai de dentro de uma bolha. Procurem amigos tucanos, milicos, transgênero, que gostem de Romero Britto) sobre a vida. Afinal, como diria o Pedro Bandeira, a verdade tem várias faces.

    Foi bonito ouvir gente chorando porque botou pra fora uma pressão social ridícula que carregava nas costas por 15, 20 anos. Foi bonito ver alguém dizer que teve um monte de problema foda e passou por um monte de confusão e hoje tá bem. Foi bonito ver gente dizendo que não tava bem, e as pessoas dizendo que ia ficar. Também foi bonito ver que o mundo continua cheio de problemas, cheio de merda, cheio de coisa pra ser consertada. Mas é assim mesmo. Foi bonito observar que todo mundo tem uma história massa para contar, que todo mundo está lutando e precisando de ajuda e também disposto a ajudar.

    Pessoalmente, continuo achando que passar um sábado conversando francamente com pessoas é a melhor coisa do mundo. Seja com amigos ou com desconhecidos que podem virar amigos. Se você gosta de conversar e pensar, pode ser uma boa pedida.

    vá e escute. vá e fale. vá, escute e fale. faça o que você quiser. é somente uma conversa. pode não servir pra nada. ou pode começar a te dar ideias. pode esclarecer dúvidas ou criá-las.

    mas foi uma ótima maneira de passar um sábado.

  • Liana Queiroz disse:

    Foi muito bonito nesse encontro a participação de Alex, Cláudia Regina e Diane. Poder ver relações verdadeiramente amorosas, independente de definições e status, ao vivo, é um privilégio. É muito inspirador o respeito e amorosidade que existe na relação de vocês.
    Aos demais agradeço por expor detalhes tão particulares de suas vidas, a pessoas totalmente estranhas. Quero cada vez mais ver a lindeza em cada um de vocês. Vamos nos apoiando, afinal, cada vez que saio de uma matrix, sou apresentada a outras três!
    Parabéns Alex por promover a arte do encontro!

  • emilio disse:

    imagine o avesso: uma prisão que liberta. um encontro que é des-encontro. liberta por dentro e para dentro rumo ao que é fora. encontro que é desencontro porque desestrutura e desarticula conceitos, opiniões, impressões e julgamentos que em essência nem sempre se justificam ou se sustentam. encontro e prisão que abrem os olhos para se abrir caminhos. é assim.

    liberta por dentro rumo ao que é fora, mas a certa hora se percebe que o dentro é o fora, que o fora é o dentro, são um só. que a fronteira entre eles é imaginária. tudo uno, tudo único, a inteireza do um.

    13 pessoas 14 horas juntas, a dialogarem sobre temas socialmente oblíquos, a reverem seus universos pessoais, à luz ou não do tema do encontro. na busca da essência, que no grupo ironizamos “caminho, verdade e vida”, vale tudo, mas vale mais a verdade. Será? mas o que é a essência? o que é a verdade? O que é ser espontâneo e autêntico?, Alex firme a certa altura me desafiou. neste encontro, nada é subestimado, menosprezado nem fica impune. tudo se indaga e se confere. é preciso ter coragem e desejo para participar.

    mesmo depois de tanto tempo e da carga informativa, emocional, sentimental e existencial que se formou, uma voz continua vibrando por dentro de cada um, ansiosa ainda a virar palavras a se dividir com o grupo. mas já é tarde. o caminho próprio, tem horas, precisa ser construído e trilhado sozinho e em silêncio.

    no dia seguinte, muito do que vi nas ruas, antes não tinha visto, pensado nem sentido. mas como, se na véspera o mundo já era deste jeito? a visão é que era romântica para algumas coisas e cega para outras. na descontrução e desestruturação de rígidos conceitos foi-se embora a ingênua inocência. então, chegou a hora de botar a mão na massa. e olha que já estou jogando aos 10 minutos do segundo tempo…

  • Fábio disse:

    É simplesmente a quebra dos “grilhões que nos forjava”.
    Vale cada minuto.

  • Bem, eu caí de paraquedas no encontro já que foi na minha casa. Não pretendia participar mas fui ficando. Eu ensaiei sair algumas vezes mas logo um outro tema interessante era iniciado e eu ficava “só mais um pouquinho!” ,rs.

    As prisões iam sendo debatidas através dos depoimentos do grupo. Parece uma terapia de grupo ou algo assim com a diferença de que a resposta para os conflitos estão sempre nas prisóes.

    Gostei muito. Acho que funciona como um espelho em que você se vê no outro. Acho que é transformador. Tem força. Tem honestidade.

  • Fenrir Henrique disse:

    Uma das coisas que mais se comenta antes e depois de “as prisões” é da dificuldade de tentar definir o encontro.

    Levei duas semanas pra escrever esse depoimento, justamente tentando “definir” o encontro. Devo dizer que falhei miseravelmente. O que não é uma coisa ruim, na verdade. Só mostra que o encontro é uma coisa tão fora do comum (o que é bem triste, dado o conteúdo dele) em nossas “vidas corridas”, que quem está envolvido não possui experiências anteriores pra definir. Porque não vamos lá pra falar de nós mesmos e sermos ouvidos, como é o comum em nossa sociedade auto-centrada e individualista. Lá, nós falamos, mas não é esse nosso objetivo: nós vamos lá para OUVIR. Mais que isso: Vamos lá para ouvir e NÃO JULGAR as outras pessoas (ou pelo menos, tentar). Não julgar suas roupas, cor de pele, história de vida, decisões tomadas. Não julgar se tal escolha (alheia) foi a melhor escolha. Não julgar as pessoas desconhecidas e também não julgar nossos amigos (e nós sabemos como a intimidade pode nos fazer achar que podemos julgar alguém). Não achar que nossa experiência de vida pode ser usada para parametrizar a vida alheia. Nós vamos lá para fazer algo que rotineiramente não fazemos, exceto em locais pré-determinados pelos outros: nós vamos conhecer pessoas, e elas não são de nossa família, não estudam no mesmo local em que estudamos, não trabalham onde nós trabalhamos, não moram onde nós moramos. Nós vamos lá para lembrar que cada uma daquelas pessoas que nunca iremos conhecer (ou que achamos que nunca iremos, pelo menos), que frequentam aqueles locais que nunca entramos ou não queremos entrar, que têm uma idade que não conseguimos nos imaginar tendo, cada uma delas é uma pessoa tão complexa e com uma vida tão cheia de detalhes quanto a nossa e que nós saberíamos disso no nosso dia-a-dia se parássemos pra conversar e OUVIR, cada uma delas. E apesar disso parecer óbvio, não há como descrever o que sentimos quando, de fato, alguém começa a falar.

    O Alex elogiou nossa coragem algumas vezes por nos arriscarmos a pagar por algo que, mesmo quem participou, não consegue definir. E como anfitrião, ele faz o máximo possível pra nos sentirmos à vontade, para “valer a pena” esse “vôo cego” em que nos metemos.

    Pague pra ver. Nós pagamos e podemos dizer que vale a pena.

  • Raphael Dourado disse:

    A princípio é muito simples, e pode soar até maçante: passamos o dia inteiro escutando uns aos outros, trocando experiências de vida, compartilhando nossos dilemas. Porém, enquanto você não passa por uma experiência dessas, não sabe o quão transformador isso pode ser. Provavelmente subestimamos o poder do ato de ouvir justamente por não termos esse hábito.

    Nas primeiras horas do encontro, achei que nunca na minha vida estive cercado de tantas pessoas interessantes com histórias de vida incríveis. No final do encontro, percebi que provavelmente cruzo com pessoas incríveis todos os dias — talvez não tantas de uma vez só — mas raramente me coloco disponível para ouvi-las, conhece-las e apreciar toda a complexidade de um outro ser humano, tão humano quanto eu.

  • Camille Suellen disse:

    Difícil demais definir ou sintetizar como foi participar do encontro “As prisões”… Através dele pude ampliar a percepção do quanto sou privilegiada, do quanto tenho motivos para agradecer pela vida, família e pessoas incríveis/ maravilhosas que tenho por perto. Também pude ampliar a percepção do que ainda tenho para desconstruir, praticar, aprender, e de como se pode viver, estar no mundo. Gratidão por tod*s, por tudo!

  • Camila disse:

    Desde a confirmação do encontro em Recife até ele acontecer de fato foram quase 8 meses. Nesse meio tempo eu imaginei mil coisas mirabolantes sobre o encontro! Mas foi completamente diferente, mais completo e mais simples! As pessoas foram mais abertas, as histórias foram mais intensas e Alex, claro, põe as coisas de uma forma que entendemos e, raramente, discordamos. Chamar as prisões de encontro é muito pouco. Eu diria que foi uma linda experiência. Você sai de lá com a cabeça cheia, com o corpo cansado, mas com o coração mais leve e com uma vontade de ser, de fato, uma pessoa mais generosa. =) Obrigada, Alex!

  • Priscilla Martinelli disse:

    Acho que o encontro deve mudar de nome: libertando as prisões (rsrsrs). Ouvi muito e consegui libertar uma das minhas prisões: falar de mim mesmo… O interessante é que o “resultado” se perpetua: estou até hoje tendo insights sobre diversas situações ocorridas no dia a dia, é incrível!!! Na correria de hoje em dia é tão difícil as pessoas falarem e as outras ouvirem, e o mais importante: ouvirem com interesse e empatia. Só por isso já vale a pena participar. O papel do Alex nesse processo é muito legal, ele não dita nada, vai só fazendo as intervenções dentro do contexto, é mais um do grupo, que com a sua experiência vai delineando a conversa, para que todos participem, de uma forma muito natural e espontânea. E a Cláudia, muito doce, pena que só tenha chegado já no finalzinho. Sua participação foi muito especial e intensa, uma lição para todos nós.

  • Domingos Sávio disse:

    Eu fui para ouvir. Pretendia outras “prisões”, mas já na botecagem saquei que seria muito bom exercitar isso para o resto da minha vida. E foi isso para mim o sábado real e mágico no coletivo lugar comum com tanta gente bacana, educada e elegante.
    Alex é um belo ouvinte e um fantástico falante também. Na oratória e na “escutatória” poética de Rubem Alves ele vai além do que pude supor.
    E exercitar a outridade foi muito bom.
    Pari o silêncio para escutar as vozes. Fechei um ciclo. Outros começaram.
    Criamos vínculos intensos e verdadeiros com pessoas estranhas em um único encontro.
    Isso nos dá possibilidades de acreditar ainda mais em nossa espécie em nossos sonhos.
    Valeu Alex. Obrigado a todos.
    Agora começa a escuta muito mais atenta e os exercícios de empatia são realmente valiosos.

  • Domingos Sávio disse:

    Eu fui para ouvir. Pretendia outras “prisões”, mas já na botecagem saquei que seria muito bom exercitar isso para o resto da minha vida. E foi isso para mim o sábado real e mágico no coletivo lugar comum com tanta gente bacana, educada e elegante.
    Alex é um belo ouvinte e um fantástico falante também. Na oratória e na “escutatória” poética de Rubem Alves ele vai além do que pude supor.
    E exercitar a outridade foi muito bom.
    Pari as vozes para escutar o silêncio. Fechei um ciclo. Outros começaram.
    Criamos vínculos intensos e verdadeiros com pessoas estranhas em um único encontro.
    Isso nos dá possibilidades de acreditar ainda mais em nossa espécie em nossos sonhos.
    Valeu Alex. Obrigado a todos.
    Agora começa a escuta muito mais atenta e os exercícios de empatia são realmente valiosos.

  • Marta Van der Linden disse:

    Participei do encontro em João Pessoa. Um dia inteiro de arrumação, remexendo nas caixinha dos nossos “valores” e preconceitos. No final , um alívio com a possibilidade posta de ser uma pessoa melhor, de ser “mais gente” de olhar o outro com um jeito humano. Mesmo sabendo do que se tratava pela leitura dos textos, muito me maravilhei com a forma como Alex Castro conduz a conversa, fazendo-nos repensar nossa conduta na vida como gente, e bagunçado nossas verdades arraigadas pela cultura e pela acomodação.
    Agente nunca se imagina narcisista, individualista, consumista..ista… ista…., . sempre são os outros. No encontro esta máscara cai , as histórias dos participantes e as nossas histórias se entrelaçam, dá uma bagunçada na cabeça… Enfim, o encontro mexe com agente, nos faz melhor, mas continuo sem saber explicar direitinho aos meus amigos quando me perguntam sobre o tema do encontro! hahahaha. Obrigada Alex Castro !

  • Marcelo disse:

    Fui ao encontro de ultima hora, não imaginava a proposta de reflexão tão profunda, questionamentos que passam despercebidos em nossa rotina e o quanto somos egoístas vivendo nossas vidas como se outros fossem figurantes.
    Ouvir as outras pessoas, ter o prazer de participar de suas reflexões, suas ideias, é uma nova proposta de viver com mais compaixão pelo próximo. Enfim, abre os olhos.

  • Lucas Maimone disse:

    O encontro me deixou feliz e incomodado ao mesmo tempo. Passar a ter uma consciência mais ampla da própria liberdade é uma das melhores formas de machucar sua zona de conforto. E compartilhar o dia com o pessoal foi lindo.

    Em suma, me sinto como uma cobra que comeu algo grande demais, e vai levar um bom tempo digerindo tudo.

  • Eva disse:

    Participar de um encontro como “as prisões” é obrigatório para quem tenta ser uma pessoa melhor. Não que vá de uma hora pra outra revolucionar sua vida… é realmente difícil se livrar de todas as suas “bolas de ferro mentais”. Até porque não há fórmulas mágicas, ninguém vai te pegar pela mão e te levar pelo caminho que você quer ir. Mas esse encontro, além de mostrar que É POSSÍVEL(!!), vai plantar aí dentro a sementinha da sua própria revolução. Cabe a você amadurecê-la ou não.

    Mas tenho que dizer, ninguém jamais será a mesma pessoa, nem olhará para o próximo da mesma maneira. Ouvir outras pessoas pode ser libertador e, no mínimo, fará seu mundo deixar de girar ao redor do seu próprio umbigo. Tampouco olhará novamente para a sua vida, ou para dentro de você, sem algum estranhamento ou desconforto. Afinal, todas essas coisas que me ensinaram até hoje… o que é mesmo que elas estão fazendo aqui? Por que as reproduzo sem pensar sobre isso?

    Obrigada Alex e obrigada a todos que compartilharam suas vidas naquele 3 de agosto.

  • Gabriela disse:

    O encontro em Salvador foi um momento muito especial de ouvir histórias de pessoas, com seus sentimentos, dilemas e relfexões. Foi especial também compartilhar meus próprios dilemas e dificuldades. Alex tem um jeito de falar diretamente sobre os pontos cegos e mais difíceis de serem observados por nós mesmos… é isso que nos chacoalha e faz com que demore um certo tempo até que possamos de fato perceber o que se passou ali.
    É um encontro onde realmente somos tocados, seja pelas identificações com aspectos das questões das outras pessoas, seja pela beleza, coragem ou dor reveladas em suas histórias. Durou bastante e foi uma pena ENORME que nem todos puderam ficar até o final.
    Uma semana se passou e ainda reflito sobre coisas que ouvi naquele domingo… algumas, com certeza, me acompanharão por muito tempo!
    Obrigada a todos que fizeram parte disso.

  • Felipe de Oliveira disse:

    Uma experiência singular.

    Acostumado a diálogos cada vez mais vazios e superficiais, o encontro “as prisões” me fez perceber o quão importante é manter o bom e velho contato “olho-no-olho”, e o quão interessante pode ser as vivências íntimas e angustiantes de um semelhante.

    Além disso, como grande lição, a certeza e a responsabilidade de ser construtor de meu próprio destino.

  • Gustavo Thron disse:

    O encontro das prisões toma forma de acordo com a busca das pessoas que estão lá e o que elas escolhem compartilhar. Neste último encontro que participei o foco foi mais intenso na prisão trabalho, mas outros assuntos não deixaram de ser discutidos.

    Saí do encontro com bastante coisa pra pensar. É uma experiência bem diferente ouvir histórias de pessoas até então desconhecidas que por vezes passaram por experiências parecidas com a nossa e também ouvir histórias de pessoas com percursos totalmente diferentes do nosso. Sentir a dor dos outros como se fosse sua, mesmo por um curto momento faz com que a gente mude nosso olhar.

  • Vania Lacerda disse:

    Perplexidade. Foi o que senti quando, no sábado, não soube dizer exatamente o que estaria fazendo durante todo o domingo. Mas fui, atraída pelo pensamento singular de Alex Castro.
    E como foi bom ter ido! Pessoas tão diferentes umas das outras, e ao mesmo tempo tão iguais. Cada um com seus problemas, sua vida, sua verdade… Um a um, todos depositaram seus sentimentos ali no meio do grupo. E aí eu olhei para as minhas questões, aquelas que estavam me agoniando e pensei: mas isso não é nada! Esqueci de minhas angústias, das minhas feridas, para olhar os meus iguais.
    Saí exausta, o corpo doído. Mas a cabeça, ah, a cabeça leve, leve…
    Obrigada, Alex, pela extrema doação, pela generosidade! Valeu mesmo…

  • Allan Cutrim disse:

    O bacana do encontro é que por mais que você leia os depoimentos e os textos, nunca vai conseguir explicar com clareza como é passar o dia realmente ouvindo, se doando e inexplicavelmente se sentindo bem conhecendo os outros mais do que fazendo-os conhecer você.

    80% do debate no dia fica realmente a cargo de nós compartilhando sobre nossas vidas, sobre as prisões que encaramos, problemas e situações tão diferentes e ao mesmo tempo que jamais faríamos ideia da similaridade entre todos se não estivéssemos ali, no mesmo barco de narcisismo e ego, de valores que por vezes não podemos entender ou justificar simplesmente nos foram dados prontos e assim os aceitamos.

    O encontro é uma ótima oportunidade para encarar esse tipo de situação e ver que mesmo de formas diversas, todos nós queremos questionar, podemos entender e perceber que no fim, grande parte da mudança não depende de uma autoridade sobre nós, apenas de nós mesmos.

  • Livia disse:

    Não sabia muito bem o que esperar do encontro por não conhecer muito a proposta, mas esperava um apontamento maior para as prisões de cada um, ou um compartilhamento de prisões.

    Acho que até aconteceu esse compartilhamento: muitas pessoas falaram de coisas que aconteceram na vida e estão bem ligadas às prisões.
    Vi que cada um ali tinha uma parte que tinha a ver comigo, de alguma maneira (não necessariamente relacionadas às prisões), mas é legal ver um pouco da gente em cada um dos outros.
    Comecei a viajar para além das questões das prisões, na verdade.

    No fundo, foi legal porque cada um vai com uma cabeça, e para mim, alguns questionamentos me levaram a outros (aparentemente desconectados do “tema” do encontro, mas relacionado com outras coisas na minha cabeça)

    E não consigo levantar “pontos negativos”, porque acho que até das experiências aparentemente ruins podemos tirar coisas boas.

    Confesso que, logo que saí do encontro, pensei que os depoimentos poderiam ser mais direcionados à questão das prisões, mas as coisas foram se encaixando na minha cabeça e vi que foi muito proveitoso do jeito que foi!
    Ouvir os depoimentos e questionamentos e relacioná-los dentro da minha mente borbulhante.

    Adorei conhece-los, todos, sem exceção. Fico pensando em como as pessoas são tão diferentes e ao mesmo tempo tão próximas. Todas as relações que eu faço/tenho com as pessoas “automaticamente” começam a fazer parte de mim, me tornando diferente do dia anterior (e já levei várias novas questões para o meu analista – não necessariamente diretamente ligadas às prisões, mas a experiência vivida “se somou” às questões já existentes na minha cabeça).

    [PS: Cheguei no analista pensando: hoje vai render!]

    Obrigada Alex por proporcionar esse encontro e obrigada a todos por compartilharem experiências e fazerem parte disso tudo!

  • Um encontro de vidas. Uma vivência para o espirito. Um desenlace de pouco a pouco.

    Na minha condição de estudante de comportamento (das áreas da antropologia e e psicanálise) posso dizer que vive ali uma experiência prática de tudo aquilo que investigo. E isso abrigou no meu corpo todo muitas sensações. A cabeça pensante deixei em casa e vive! Sai dali com o meu corpo todo marcado, ou melhor, entendendo sobre as minhas marcas, pois o meu corpo real, estava todo dolorido, vinham flashes da noite passada, da vida, das repetições e das marcas mesmo, machucados, dores e cortes. Foi uma experiência inesquecivel. Só tenho a agradecer! (*)

  • Melina disse:

    Olá, você-que-eu-não-conheço-e-só-posso-supor,

    Se você caiu aqui significa que tem afinidade com os textos e as ideias do Alex, e possivelmente esteja pensando em participar de um dos encontros.

    Não sei qual seu nome, seu endereço, sua filosofia de vida, se gosta da gema do ovo mole ou dura. Talvez você seja uma mulher negra linda que teve que assumir o controle da própria beleza e do sonho de ser cientista. Ou quem sabe um cara que foi amante de uma mulher e, pra disfarçar, fez amizade com o marido dela (e esse é só o começo da história!). Pode ser uma moça com ascendência japonesa que rejeitou a associação pré-concebida sobre a sua etnia como “monstros das ciências exatas” e, além de professora de arte, toca bateria numa banda de heavy metal.

    Ou não. Essas foram, na verdade, algumas das pessoas incríveis que conheci no encontro das Prisões. Se pudesse voltar àquela sala de estar no Flamengo e me apresentar, diria que sou uma garota mimada tentando ir contra anos de soluções prontas e coisas que aparecem (ou somem) magicamente, sempre a meu favor.

    Com essa descrição talvez seja mais fácil se identificar. =P

    A verdade é que as Prisões funcionam como um exercício prático de empatia. Éramos 14 pessoas numa sala com o único objetivo de nos vermos, nos conectarmos, nos conhecermos. Nossas próprias histórias, o combustível que nos fazia levantar temas espinhosos – monogamia, narcisismo, trabalho, dinheiro, sexismo, racismo, felicidade… – sempre com a contribuição generosa do Alex.

    Quando fiz jornalismo, eu pensava em sair por aí catando as histórias do mundo. É infinitamente mais fácil do que imaginava, e não existe diploma que me credencie para tanto. Cruzamos com centenas, milhares delas, todos os dias na rua. O que nos separa é um simples “olá”.

    Foi um dia para abalar certezas muito bem decoradas (as nossas prisões). Agora continua o treino. (:

    Você certamente não precisa desse encontro para isso. As ideias do Alex estão muito bem expostas nos textos dele, disponibilizados gratuitamente na internet. A diferença aqui é colocar a própria vida na fogueira, compartilhá-la com pessoas que nunca viu na vida, ouvir de verdade, provocar as certezas do outro.

    Espero voltar numa próxima oportunidade.

  • […] as pessoas, estamos exaustas, gastas, esvaziadas. confusas, atarantadas, chacoalhadas. (veja os depoimentos de quem já […]

  • […] O público-alvo são os deslocados e incomodados. O encontro lhes oferece a oportunidade de descobrir interlocutores e passar um dia inteiro trocando histórias, compartilhando vidas, debatendo perplexidades. Até que, ao final do dia, estão exaustos, gastos, esvaziados. Confusos, atarantados, chacoalhados. (Veja depoimentos de quem participou.) […]

  • Clara Machline disse:

    Dois grande assuntos se destacaram no encontro que tivemos no Rio de Janeiro e acabaram mexendo muito com minha cabeça nos dias que se seguiram, certamente mudaram algo em mim. Nenhum deles é novidade, a diferença é um nível diferente de consciência. O 1° surgiu quando todos conversamos sobre remar contra a corrente: é necessário de fato fincar os pés (palavras do Alex) e não parar de remar, ou andamos para trás novamente. O outro é sobre narcisismo. O grande pano de fundo da conversa é “menos você”, mais generosidade, mais respeito ao outro. O mundo não gira em torno da gente.

    Recomendo fortemente para pessoas adultas de todas as idades, crenças, estilos de vida.

  • Izabela O. Bandeira de Melo disse:

    Participar do encontro é um processo que, como toda experiência transformadora, começa com um “sim”. Sim, eu vou. Sim, posso dispor de um dia para ouvir, aprender e ser transformado. Quando falamos um “sim”, abrimos mão instantaneamente de qualquer possibilidade de controle sobre o que vai ou não nos transformar. Nos colocamos abertos ao que o momento poderá nos proporcionar. E aí a mágica acontece. Você ganha uma alteração permanente na sua capacidade de ser no mundo, de se relacionar, de pensar e também de sentir. Você se encontra e se perde nos depoimentos, nas trocas, no contato. E é por isso que o encontro transforma. Mas esse “sim” é, por sua vez, resultado de um processo que já se desencadeava. E esse mesmo “sim” é mais um elo nesse amontoado de experiências para as quais você se abriu e continuará se abrindo, porém é também um marcador importante. Na verdade, é muito mais simples do que tudo isso. É um momento de encontro entre pessoas que se gostam antes mesmo de se conhecerem. E aí a mágica acontece!

  • livia disse:

    pra quem está repensando e reorganizando a vida, pq quer ou pq foi obrigado, o encontro “as prisões” é uma ótima oportunidade para achar novas peças para o quebra cabeças ou confirmar o lugar das que vc já tem. não perca nenhuma oportunidade de falar, o q vc fala pode ser decisivo pra quem está ouvindo. obrigada pela experiência Alex.

  • Evellin Otto disse:

    É maravilhoso!

    Seus textos já me inspiravam há tempos, mas o incrível mesmo é como pessoas completamente estranhas se familiarizam em poucas horas, e acabam se reconhecendo umas nas outras durante o encontro com você, Alex!

    Me sinto lisonjeada por ter tido a oportunidade de conhecer pessoalmente a pessoa que põe no papel as mil ideias que me acompanham durante toda vida. Não há nada melhor para dizer a você do que um “obrigada!”.
    Agradeço pelos seus textos, agradeço por expressar o que muitos não tem coragem, agradeço por realizar “As Prisões” e proporcionar o conhecimento que que “não, não sou o único no mundo que pensa assim, sente isso, que nada contra a corrente.”

    Espero que em breve se realize um novo encontro em Curitiba, ou proximidades, para que eu possa novamente desaprender e/ou aprender tanto com você.

    Que tudo de melhor sempre lhe acompanhe.

    Parabéns!

  • João Marcelo disse:

    A coisa toda rolou em um sábado. Foram treze horas chafurdando o que tinha de mais íntimo e vendo em outras pessoas um reflexo do que somos como sociedade. Os sentimentos surgem do nada e variam de acordo com o assunto e a pessoa. Raiva, amor, amizade, compaixão, admiração e várias outras emoções que na verdade não buscamos e não percebemos em nosso dia a dia.
    O Alex com seu papo inicial manso nos deixa livres e parece que a intimidade latente vem desde a infância entre aquelas pessoas. Nunca nos vimos, temos idades diferentes, nada sabemos da vida de cada um e todos contam detalhes que não diriam para um irmão na mesa do bar. Claro que as pessoas ali são as erradas e ovelhas-negras sociais, mas mesmo assim, fica difícil de se gerar uma interação tão boa entre desconhecidos.
    O que se tira disso? Acho que liberdade. Foram discussões sobre as questões sociais impostas e nas quais nos apegamos e acreditamos ser como que leis. Ali se percebe que acreditar em suas convicções deveria ser algo primordial e simples, mas preferimos, de maneira geral, seguir o fluxo e a ordem natural das coisas. Vi que o importante é ser eu mesmo e o que acredito. Percebi que tudo que sempre me incomodava nas imposições sociais são besteiras que também nem preciso me importar mais de tão insignificantes que são.
    Obrigado Alex! Obrigado por não dizer o que eu queria ouvir. Por não mostrar nenhum caminho. Por não estabelecer nenhuma regra. Aprendi a desaprender.

  • Ary disse:

    Consciência plena. É o que o encontro “As prisões” te faz adquirir. Tu sai dele consciente de que a culpa por todo e qualquer sofrimento na tua vida é apenas tua. Consciente do quanto tu se contorce pra criar falsas justificativas pras escolhas que tu fez e te fazem, de alguma maneira e com relativa intensidade, sofrer. Depois do encontro, tu te torna consciente de que sofre por escolha. Mais: te torna consciente de que a qualquer momento pode escolher não sofrer mais por nada.
    Depois do encontro, tem consciência de que é apenas um mímico fingindo ter paredes à sua volta. Consciência de que é um pássaro cantando tristemente por estar preso dentro de uma gaiola que ele mesmo armou. Percebe que a qualquer hora pode bater as asas e voar. Porque tu é livre. Todos somos.

    Obrigado, Alex, por me ajudar a achar a última peça do meu quebra-cabeça. Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter recebido. Tudo tá em harmonia. Que não te falte saúde. Boa sorte.

  • João Olavo Vasconcelos disse:

    Foi incrível a diversidade de pessoas que tivemos no nosso evento em Vitória/Vila Velha!

    Só pelas idades, já percebi a quantidade de histórias distintas que cada um já viveu, com pessoas de 19, 20, 30, 40, indo até 60 anos.

    O meu destaque vai para um senhor de uns 60 anos, que outrora era um “cabeça fechada”, e deu um belo depoimento demonstrando o quanto queria e já estava mudado.

    Durante o evento, eu fui me dando conta do quanto minhas ações eram diferentes do que a minha cabeça pensava, não dando para algumas pessoas a liberdade de serem quem elas queriam, cerceando suas liberdades apenas por “ir na onda dos outros”, com brincadeiras que todos faziam, mas sem perceber o mal que eu poderia ter causado para eles (ou nas palavras do Alex, a “violência” que eu estava cometendo com eles).

    Mesmo assim, ao fim do depoimento, eu percebi que eu tinha entendido a teoria, mas a prática não era nada simples. Coloquei isso para os demais e vi que eu não era o único a perceber a dificuldade de agir de maneira não narcisista, ainda mais com tantas pessoasl em volta com quem eu me preocupo e quero “ajudar”.

    Dias após o evento, a prática continua se revelando complicada. É uma vigília própria constante para atentar para meus atos e palavras, e assim espero levar para o resto da minha vida.

  • Luiza Montenegro disse:

    É muito saudável ter um espaço como esse para se despir das máscaras que são usadas no dia-a-dia. Um ambiente com pessoas estranhas, que não esperam nada de nós, que não podemos decepcionar. Dá uma segurança incrível para se abrir (e há algo de substancialmente errado com uma sociedade em que é mais fácil se abrir com estranhos).

    Cada um tem a sua própria noção do que seria um mundo melhor e obviamente não existem respostas prontas, então, é um exercício fundamental ouvir o outro falar de seus próprios defeitos e não julgá-lo por isso, mas apenas reconhecer sua humanidade, com respeito e compreensão. E a única forma de termos empatia pelas falhas e problemas do outro é saindo do nosso pedestal de “pessoas-legais-diferenciadas-que-tentam-construir-um-mundo-melhor”. É reconhecendo que temos mil coisas podres dentro da gente, tanto quanto qualquer pessoa. Por circunstâncias pessoais, familiares, sociais, culturais, etc, desenvolvemos mais ou menos coisas boas e ruins, como qualquer ser vivo sobre a terra (sem desconsiderar que há pouca unanimidade sobre o que é bom ou ruim).

    O encontro nos deixa com a sensação, ao mesmo tempo inquietante e reconfortante, de que, como você, ninguém no mundo sabe o que está fazendo. Seria suficientemente legal se parássemos de agir como se soubéssemos.

  • Karlena Holanda disse:

    Uma experiência onde você entra com uma concepção de si, e sai com outra – não uma outra concepção totalmente diferente da inicial, mas uma concepção nova, uma que você jamais enxergaria se não se permitisse viver essa experiência.

    É tão difícil descrever esse encontro quanto descrever a mim mesma, logo, meu depoimento se resumirá a uma palavra: PARTICIPE!

    Dizer o que foi para mim, é narcisista demais (aprendi no encontro), portanto se você quer um experiência fora da sua vida ordinária (no sentido do dicionário, não no sentido cumpadre washington) essa é uma das mais interessantes que você pode ter.

  • henrique bettin disse:

    desde a primeira leitura, tive uma sensação de acolhimento! e pelas leituras seguintes, também muita desconstrução. encontrar alex pessoalmente não foi diferente; houve papo profundo e descontraído, depoimentos densos, frenesi, tarde aconchegante e marcante. tenho lembrança cheia de ternura e incômodo: saí sem querer ir, com tudo flutuante, extremamente perturbado, ansioso pra viver mais: minhas verdades, queridas e mimadas verdades, construídas com vaidoso cuidado, se soltaram de minhas paredes internas para se saculejarem indefinidamente – e o meu maior medo: permanentemente.
    viver essas treze horas (sim, treze horas voadoras!) me fez lembrar mais uma vez que algo especial acontece dentro de mim: eu cresço e posso tornar a existência das outras pessoas mais agradável na medida que me disponho a vê-las como as humanas que são.
    conheci gente (alex e todos os outros participantes) rica do coração e de atitude. gente que eu finjo (!) me identificar e, sobretudo, que me dá muita vontade de viver pra ver mais do mundo e da vida, de todas as formas possíveis, e ser cada vez mais rico e vivo pra continuar essa corrente de gente que quer ser melhor (ou menos medíocre) e fazer o mundo melhor…
    obrigado, alex, pela tarde, pela presença, pelo carinho, pelas pessoas, pelos pensamentos que continuam latejando!
    espero sempre por um próximo encontro, em leitura e em voz.
    sucesso!

  • Jazz La Vie disse:

    tomei um susto ao chegar em casa e ver a sala lotada. Uns quinze pedaços de carna desconhecidos, coadjuvantes do meu universo, ali, todos na minha sala e olhando para mim.

    Cheguei atrasada, quase na hora do almoço, e perdi o turno mais intempestivo de As Prisões em Belém.

    Mas deu para conhecer um pouquinho de cada pedacinho de carne que estava ali e a cada depoimento, foram se transformando em humanos cheios de histórias e com umas mais interessantes que outras, cada uma com sua dor e sua superação.

    Somos todos prisioneiros narcisistas, mas saímos de lá um tanto mais conscientes disso, o que nos dá mais motivação ainda para mudar.

    Cada humano ali que desabafava, quase chorava, tocava um pouco o meu coração e transformava muito o meu universo.

    E no fim do dia, o que eram antes pedaços de carne, depois humanos, agora eram pessoas que eu queria bem!!! Que maluco!!!

    Todos nos transformamos ali e com certeza, continuaremos essa transformação.

    Obrigada pela oportunidade e que muitas outras pessoas aproveitem essa EXPERIÊNCIA (achei uma definição, Alex!) incrível!

  • Malu Alcântara disse:

    Fui ao encontro com a ideia de desabafar. Mas descobri (felizmente) o delicioso exercício de ouvir. Coisa que a gente finge que faz quando, na verdade, procura o tempo todo nas histórias e problemas dos outros uma deixa pra falar mais e mais da gente ou o quanto fazemos isso ou aquilo melhor.

    Também descobri no “prisões” o prazer de notar que não sou tão fundamental quanto sempre acreditei ser. E o “day after” foi a prova disso.

    Exausta depois de um dia inteiro de encontro, decidi ficar dormindo até tarde. Minha mãe, habituada a me ver logo cedo aos domingos, achou estranho e me ligou umas 12 vezes. Sem resposta, avisou parentes que “algo tinha acontecido”. Eles também me ligaram e mandaram mensagens dizendo “Sua mãe quer falar urgente com você”.

    Acordei leve e tranquila e li as mensagens. Percebendo que se tratava de uma preocupação exagerada, voltei pra cama e depois de mais algum tempo, tomei banho bem devagar. Liguei muito depois pra mamãe, que só disse “Tu és louca por me deixar tão preocupada?”. Respondi “Não sei o que pode haver de tão grave em dormir e tomar banho”.

    E esse é o resultado do “prisões” que percebi assim, de imediato. Notei que eu sou mais uma na multidão. Que não posso e nem quero ser essencial para o equilíbrio das coisas. E que dormir numa manhã de domingo sempre vai ser mais “produtivo” que alimentar a neura alheia e se deixar contaminar por ela.

    Abraços,
    Malu Alcântara (Belém do Pará)

  • shirley disse:

    Já tem uma semana que assisti às “prisões” e ainda to achando que foi um sonho. acompanho o alex há uns 10 anos e achava que não ia ouvir nada de novo durante o evento. mas, ledo ivo engano. além de ouvir muitos novos pontos de vista dos participantes, também descobri novas perspectivas na fala do alex, da claudia e até na minha!!!
    tive o prazer de receber o grupo na minha casa e foi um oásis de reflexão nas minhas lamúrias atuais.
    valeu alex, valeu claudia, valeu todas pessoas lindas que estiveram aqui. saudades de todas essas pessoas. minha casa é de vocês. apareçam.

  • Ágnes disse:

    Eu ainda não sei fazer um depoimento pra incentivar as pessoas a irem ao encontro “as prisões”. Se passaram pouco mais de dois dias do nosso encontro e o que posso falar de mais objetivo são as sensações mais marcantes que ele produziu em mim: é um encontro prazeroso e desconfortável ao mesmo tempo. É difícil de digerir. Você sai dele cansada, exausta, esvaziada… Lá você pode se dar conta, dentre uma infinidade de outras coisas, do quão arrogantes somos com as outras pessoas, por mais críticos e sensíveis tentemos ser em nosso cotidiano. Sem duvidas é um encontro que, pra mim pelo menos, me influenciará por muito e muito tempo ainda! Os “clicks” estão apenas começando.

  • Aline Xavier disse:

    Duas experiências formidáveis, totalmente diferentes de tudo o que já vivi, na quais os protagonistas, os problemas e as soluções somos nós. O Alex é um mediador impecável – se é que assim posso chamá-lo. Por mais que ele sempre afirmasse que não traz respostas a ninguém, no fundo sempre esperei uma palavra, um conselho quase que mágico, uma solução pronta ou até mesmo um insight, e o que encontrei e as conclusões a que cheguei foram surpreendentes.

    Num bate-papo mais que informal, descobri que o ser humano tem mais ou menos os mesmos dramas familiares, as mesmas questões existenciais, os mesmos segredos quase inconfessáveis, o mesmo medo do futuro, e que nossos problemas são mais comuns – e mais possíveis de serem resolvidos – do que se possa imaginar.

    Poderia definir o encontro “As prisões” e a oficina “Prisão Dinheiro” como uma oportunidade de conhecer pessoas diferentes e incríveis. Como eu, como o Alex e até como você, que em algum aspecto nessa vida é diferente da maioria. Que pensa fora da caixa. Que vai de encontro ao modelo ideal socialmente estabelecido de uma porra qualquer. Que muitas vezes tentou agradar as pessoas próximas – como amigos e família – em vão. Que questiona tudo o tempo todo – não por mera chatice ou teimosia, mas por não ser mais um boi ou vaquinha de presépio, por não seguir o fluxo, por não ser simplesmente mais algum peso morto no mundo.

    Como mero articulador e mediador, o Alex é nada mais, nada menos que uma pessoa humana. Assim como nós. No mesmo patamar que nós. E se uma pessoa como ele foi capaz de descobrir tantas coisas e de levantar tantos pontos sobre coisas que não fazem sentido nenhum na sociedade em que vivemos, por que eu também não poderia começar a refletir acerca do mundo em que vivo?

    No discorrer das conversas, percebi que as respostas não estão em lugar algum a não ser dentro da gente. Mas que para encontrá-las, é preciso aprender a fazer as perguntas certas.

    Concluí também que podemos ter a vida que quisermos, desde que tenhamos a capacidade e a coragem de bancar as nossas decisões. A vida é nossa, as experiências são nossas, a escolha é nossa, os benefícios e as consequências das ações tomadas são nossos, caralho! Pode soar muito simples, mas levei algumas horas para amadurecer o que em muitos anos de trabalho, estudo e convívio social eu não fui capaz de crescer.

    Aprendi que, no fundo, ninguém sabe de porra nenhuma. Ninguém tem a solução para os problemas da humanidade, ninguém é mais pica das galáxias em função da quantidade de estudo adquirida durante a vida, ninguém é mais merda nenhuma do que ninguém.

    E o que dizer das pessoas? Lindas ovelhas negras que amei conhecer, que disseram o que eu precisava ouvir – e não o que eu, necessariamente, desejava. Gente com quem eu pretendo encontrar e conviver por muito tempo. Gente que, acima de tudo, me entende.

    Alex chacoalhou todas as minhas certezas, aquilo que eu acreditava ser, mas que nada verdade, construí e alimentei, dia após dia. E há poucas outras coisas pelas quais eu, hoje, seja tão grata.

  • eu ia escrever que a palestra foi ótima e sapecar mil elogios… ia… mas não vou. mas calma, a parte que foi ótimo e os muitos elogios não muda muito. realmente o que vivi naquelas mais de 12 horas juntos vai me acompanhar pra vida toda. é difícil, no entanto, chamar aquilo de palestra. sei lá, me parece meio pouco. nenhuma palestra que eu já tenha ido se assemelha com o que vivemos naquele dia. tentei formular a frase usando “evento” que é mais genérico e abrangente… mas daí ficou superficial demais, parecendo uma festa ou algo do tipo. também não rolou. curso? nahh… não era aula… não tinha quele ar professoral de forma alguma. dinâmica? vivência? também não… não quero lembrar disso como algo de auto ajuda ou pior, uma entrevista de emprego. encontro? não rola por que a revista mais cochinha de bh tem esse nome.

    enfim.

    acho que às vezes é bom não ter nome. às vezes é bom não conseguir definir. é bom manter essa sensação (tão rara hoje em dia) de participar de algo que realmente… bom, você entendeu.

    muito obrigado, anyway.

  • […] depoimentos de quem já foi // política de gratuidades // calendário de encontros para todo o brasil em 2014 […]

  • flávia leite disse:

    Participei de “As prisões” em BH no dia 18-05, considerada a mais longa da história da humanidade!
    Lá conheci uma louca que quer que se namorado paquere a colega de trabalho, um doido que saiu de casa com 10 anos, ficou um mês fora e depois voltou, uma pirada que pensava que namorados deveria ir na mesma festa de familia, mesmo se faltassem outra festa de familia (para não desgrudar!), um maluco beleza que que ser SEO do bem, levei um sem juízo que aos 30 anos não tem carteira de trabalho (ó procê vê!), uma sem-mãe que não depila o sovaco, uma sonhadora que abriu uma empresa de bolsas que era tão perfeccionista que não conseguia deixar ninguém fazer bolsas além dela, um motoquero-roquero, uma solteirona, uma pós adolescente libertária, um casal de mariconas sorridentes, uma surtada que não pode pronunciar mal uma palavra em inglês, um japa músico ex-formiguinha-operária da FIAT, um pai de 3 filhos em todas as diferentes modalidades de pai……. um hospício! MAS principalmente conheci mais outra pessoa, mas maluca, mais surtada, mais libertária, mais maricona que é ……………..o Alex Castro! (poderia concluir essa sequência dizendo que conheci pricipalmente mais de mim mesma, mas melhor deixar EU de lado…. porque esse foi o objetivo final do encontro)
    Um beijo Alex, nossa escola está de portas abertas para você e para a Cláudia! Smaaaack!

  • Participei do encontro em Curitiba, no dia 10/5/2014. Confesso que tinha uma expectativa muito alta, devido a densidade e qualidade dos textos das prisões. No nosso caso que foram cerca de 7 horas de encontro, achei o tempo curto para a qtde de pessoas inscritas. Sugiro ao Alexandre que limite a 15 o número de participantes. Se houver outro em Curitiba, pretendo participar novamente. Acho que faltou um pouco mais de exposição dos conceitos dos textos. Posso estar enganado, mas não senti no grupo a vontade de continuar com encontros a partir do evento.
    Uma abraço.

  • […] esse ano, vou levar as prisões para todo o brasil. o calendário completo está aqui. veja também a política de gratuidades e os depoimentos de quem já foi. […]

  • Andressa disse:

    o encontro sobre as prisões é como uma pausa para o banho de sol. uma mistura de terapia em grupo com stand up comedy edificante.

  • Ana disse:

    Participar da conversa com o Alex e com todas as outras é uma experiência que leva um tempo pra ser assimilada.Queremos que o aprendizado e, principalmente, o desaprendizado passado ressoe nas nossas atitudes cotidianas; porém, num mundo insano, ser divergente não é algo muito confortável. Então, aprendemos a ser a pessoa para a qual isso não é um problema, aprendemos a escutar sem julgar, reconhecemos a nossa insignificância e o quão isso pode colocar uma lupa no significado do nosso trabalho, da nossa vida. Despir-se de preconceitos e ouvir o outro como pessoa.E mil outras quebras de paradigmas que nos permeiam durante essa existência. Recomendo para todos aqueles que sabem, ou desconfiam, que não somos tão livres quanto querem nos fazer acreditar.
    Obrigada, Alex, pelas tuas explanações, pelos teus questionamentos e por tornar esse nosso caminho mais belo com essas ideias.
    Participem desse encontro sem precedentes, o cara é um misto de Sócrates com comediante stand-up.
    Vai lá, pô!

  • Kori disse:

    questionar e desaprender.
    sabemos demais. e as vezes novas e velhas crenças entram em conflito, por isso é importante questionar e desaprender. não existe apenas uma saída. o que me faz pensar o que eu penso diante de determinada coisa? preciso ter um sonho, preciso amar o que eu faço, preciso construir algo grandioso e mudar o mundo? talvez sim, mas quem disse? e essa falta de resposta certa ou de roteiro ajuda muito a vencer o medo do incerto, o medo de falhar. talvez eu siga por um caminho e me arrependa, talvez seja o que eu quero até não mais querer. mas… e aí? o que é que tem demais nisso?

  • rafael peron disse:

    para resumir a experiência que foi a palestra “as prisões”, a melhor palavra seria “possibilidades”.

    a primeira possibilidade de ouvir o alex, após anos de estudos sobre essas denominadas prisões, não falar, mas sim abris o espaço para que cada um de nós pudesse falar.

    a segunda possibilidade de ouvir cada pessoa que estava lá, sem pular nenhuma. de conhecer uma leve parte de suas histórias, seus desafios, suas conquistas, suas derrotas, suas reerguidas. histórias que poderiam ser lidas em livros, mas eu pude ouvi-las ao vivo.

    a terceira possibilidade de contar a minha história, e as pessoas ouvirem. de verdade.

    a quarta possibilidade de ter o alex castro, com seus anos de estudos sobre essas denominadas prisões, não fazer uma palestra para todos. mas sim, a cada história, a cada pessoa, fazer uma palestra ali, para ela, para as suas prisões, para as suas decisões, para as suas escolhas.

    e a quinta possibilidade de entender, um pouco mais, que fazemos escolhas muitas vezes sem perceber que foram escolhas, e que tomamos por certezas, e que achamos não poder mudá-las. até ver que podemos.

    assim, agradeço ao alex, e também a todos os que partilharam um pouco das suas histórias, e me mostraram outras possibilidades.

  • Babs disse:

    Sabe aquele sentimento gostoso quando encontramos alguém que pensa como a gente? Agora pense no quão maravilhoso é poder estar num ambiente cheio dessas pessoas. Pronto.
    Poder estar em contato, trocar idéias e ouvir histórias de gente que também não pertence, de uma forma ou de outra, e que não quer pertencer a esse mundo de prisões.
    Foi reconfortante ver gente ali, de carne e osso, me provando que não sou louca por pensar diferente, por querer diferente, por enxergar a vida e a felicidade de forma diferente do padrão.
    Saber que apesar de não existir formulas, ou jeitos certos de fazer as coisas, não somos os únicos doidos que querem tentar.
    Impossível conseguir colocar em palavras o quão gostoso foi ter a oportunidade de participar. Estarei presente sempre que puder e aconselho a todo mundo que se interessa em se libertar das prisões e ver o mundo de uma forma diferente.

    Obrigada, Alex, por ser um catalizador de coisas lindas, e imã de pessoas idem. Tô te devendo um monte. <3

  • Danyelle disse:

    As prisões é um encontro consigo mesmo e com os outros, um encontro para desconstruir verdades e padrões. Um espaço aberto ao diálogo, livre de filtros e pudores sociais.

    Sai de lá com uma sensação de desconcerto, de que é preciso mudar o rumo e que acreditando que há caminhos. Me lembrei dessa reflexão de Nicolas Bouvier: “Uma viagem não lhe ensinará nada se você não aceitar que é direito dela acabar com você. Uma viagem pode ser como um naufrágio, e aqueles cujo barco nunca afundou jamais saberão qualquer coisa sobre o mar.”

    Obrigada, Alex, por essa viagem.

  • Rafael disse:

    É difícil explicar o que é a palestra “as prisões”. Mas acredito sinceramente que ela pode ser muito útil para qualquer um que em algum momento já pensou: o que é a vida, o que posso fazer nesse mundo? Alex ouve mais do que fala. E é pela fala dos outros que acabamos percebendo que em todas as prisões, nós somos não apenas um prisioneiro, mas também o agente penitenciário. Não é uma daquelas palestras de auto-ajuda que fazem você se sentir bem por meia hora e esquecer de tudo na manhã seguinte. É uma experiência de descobrimento, de falar e ouvir com o coração. E como nada do que eu tentar explicar aqui será suficiente, só digo mais uma coisa: vá, de peito aberto, sem pré-conceitos e tenho certeza que serão algumas horas inesquecíveis da sua vida.

  • Gabriela disse:

    “Você só sente a correnteza quando nada contra ela”, foi uma das pérolas do dia. Soltada pelo Alex? Não. Mesmo sendo tão foda e incrível, não é Alex que reina nas Prisões. Ele abre espaço pra tudo o que você sinta vontade de contar, e vai guiando a “palestra” (veja os outros depoimentos, todos concordam que é muito mais pra um debate), sobrepondo seu ponto de vista sobre cada prisão em cima das histórias de quem foi lá. Cheguei meio incerta, sem saber o que esperar. Mas é assim mesmo. Você chega devagarinho e em meia hora já se sente, de alguma forma, em casa. Não pelo lugar onde está, mas pelas pessoas que te cercam. Que falam, ouvem (ouvem mesmo), respondem. O Alex merece tudo por proporcionar esse encontro. Mas não tem como eu te fazer entender como é. Você precisa ver, falar e ouvir por si próprio.

  • adriano disse:

    foi dia de alimentar discretas esperanças de que existe muita gente boa, muitas histórias de resistência, e um longo caminho a ser percorrido para tornarmo-nos pessoas mais legais, simples e libertas.
    pode não ser fácil, mas também não é impossível.
    valeu a pena tentar e o mais foda é que amanhã tenho a oportunidade de tentar novamente.
    bons abraços
    adr

  • […] quem tiver curiosidade, na minha página “depoimentos“, tem várias opiniões de pessoas participantes das minhas palestras e oficinas. por acaso, […]

  • bernardo camara disse:

    é que nem uma feira cheia de gente interessante em que entram várias verdades, menos a absoluta.

    e como as verdades nao absolutas adoram se contradizer, se reinventar, se reescrever, é exatamente isso o que acontece ali.

    cada um vai jogando suas verdades no meio da feira. e aí a gente vai pegando, trocando, se desfazendo, se apegando..

  • Amanda Parra disse:

    Dizer palestra dá a impressão de que se fica lá 7 horas sentado ouvindo alguém falar ininterruptamente.
    Não é isso o que acontece nas prisões.
    É um dia inteiro de conversa, troca de experiência, quebra de valores, sacudida nas certezas, risadas etc. Sem contar que tem várias paradas pra lanche durante a palestra e dá pra conhecer todo mundo um pouco melhor. rs
    Uma das coisas que eu achei mais fantásticas na experiência das prisões é que no fim, todo mundo que está ali se sente, de uma forma ou de outra, a ovelha negra, o diferente, o do contra… E acaba sendo uma experiência totalmente acolhedora encontrar tanta gente parecida.
    Você percebe que não é estranho. Ou pelo menos que não é o único estranho.
    Não é um life coaching. Não se descobre a verdade absoluta sobre a vida e o mundo. Mas mexe com a gente.
    Tive a oportunidade de participar de duas e posso dizer que cada palestra é única.
    A experiência põe seu mundo de cabeça para baixo, mas abre portas e te mostra caminhos.
    Voltarei sempre que tiver a chance.
    Recomendo para todos.
    É lindo.

  • gui bueno disse:

    A começar, são várias pessoas que se sentiram atraídas pelo tema “as prisões”, sentadas em uma mesma sala, compartilhando suas histórias de como chegaram até ali… o que já seria suficiente para que boas conversas acontecessem. Mas, muito além disso, tem a presença do Alex, um cara que já vem pensando em tudo isso há tantos anos, que já vem conhecendo esses tipos de crises pessoais através de tantas cabeças mais geniais que a nossa e que, portanto, pode nos fornecer atalhos, insights, confusões e incômodos que sairemos de lá digerindo.

  • Gut Simon disse:

    No 1º filme da trilogia Matrix, Morpheus oferece a Neo duas pílulas, uma azul e uma vermelha. Ao optar pela Azul, Neo continuará com sua vida pacata e segura, porém não conhecerá a verdade do mundo em que vive. Caso escolha a vermelha, essa verdade será revelada. O encontro com Alex é a escolha desse segundo caminho. As verdades impostas por um sistema egoísta e excludente são quebradas uma a uma. Passamos a entender que temos escolhas e que podemos escrever a nossa própria história. Recomendo pra todo mundo que é bípede falante – principalmente para que deixem de ser apenas bípedes falantes.

  • Nina Taboada disse:

    Sobre o que fala – afinal – a palestra “As Prisões”? Bem, para mim o encontro foi sobre os conceitos e pré-conceitos que nos “impedem” de manifestar a versão “melhorada” de nós mesmos. As amarras conceituais que, de forma bem prática, nos impedem de agir, trabalhar, respirar, amar da forma como queremos, desejamos e acreditamos. A forma como a gente pensa sobre Verdade, Gênero, Monogamia, Dinheiro, Tempo, etc etc.. Até que ponto estamos sendo guiados por algo escrito não sei onde não sei por quem, até que ponto direcionamos a nossa vida para onde A GENTE quer?
    O Alex, em algum processo de desconstrução que vem seguindo por sua vida, é um exemplo vivo (com histórias bem interessantes) de como é possível Viver através de perspectivas diferentes. E não só isso: a troca com os demais participantes é um dos processos mais ricos do encontro, pois é na história do outro que você percebe seus próprios reflexos. Recomendo!!

  • Halina disse:

    Já fui duas vezes. Muda nossa vida. Por isso, é pros fortes, pra quem quer mexer em tudo que sente e pensa. MARAVILHOSO.

  • […] também: roteiro completo da palestra ”as prisões” // depoimentos de quem participou // regras de inscrição // política de gratuidades // assine minhas […]

  • Jussara disse:

    Ao participar de “As Prisões”, me lembrei dos retiros espirituais que eu participava quando era católica. Recordo-me das pessoas saindo emocionadas, com sede de mudar de vida (PHN – Por Hoje Não – não vou mais pecar, hahahahahah). A verdade é que nunca havia sentido essa sensação e não compreendia bem a convicção dessas pessoas. Consequência: sentia-me péssima, insensível e culpada (ah, a boa e velha culpa cristã…). Disse tudo isso só para destacar que, finalmente (!) compreendi a experiência daquelas pessoas quando sai da palestra do Alex no domingo. E foi uma delícia, aquele desejo de libertação das tantas prisões, um alívio, como se tivesse finalmente descarregado boa parte da mochila pesada que carrego nas costas.
    Adorei conhecer as pessoas, ouvir e ser ouvida. Foi lindo. Obrigada!!

    PS: Por favor, não me interpretem mal. A comparação com um retiro espiritual católico foi um elogio!!!

  • felipe disse:

    se você sente que está quase sozinho com esses novos pensamentos, ainda mal estruturados, e desejos de se libertar, é muito provável que essa não-bem-palestra seja exatamente o que você precisa. uma oportunidade quase única de dar forma às suas ideias, de encontrar pessoas com anseios parecidos, e de ouvir um cara que, convenhamos, é foda.

    foi um dia fantástico, cheio de histórias, aprendizagens e amadurecimento.

  • Corina disse:

    Na minha vida tenho me reconhecido incomodada com muitos fatos. Quando olhava para o outro, o outro não parecia está-lo ou pelo menos eu não conseguia enxergar seus incômodos. Às vezes porque mesmo ele ou ela no sentia o que eu sentia, a vezes por meu machucado olhar. Deixava meus incômodos para lá e me submetia ao mundo achando-me doida ou paranoica – ou qualquer outro juízo disso que desmobilizam-. Com o tempo fui percebendo que minha incomodidade tinha sentido e que não posso estar incomoda na minha própria vida. Também percebi que a incomodidade dos outros tinha sentido.
    Estou aprendendo a falar. Quando alguma coisa me incomoda, para rever comigo mesma e com os outros essa incomodidade. Estou aprendendo a escutar a incomodidade dos outros, dar um espaço e tempo nesta fugaz vida para o outro se criar a vontade.

    Existem incomodidades compartilhadas outras talvez não. Mas existem.

    O Alex na sua conversa compartilha sua vida em processo, sua vida em construção, mostra o que tem – e às vezes continua- aprisoando ele e com um desenvolvido sentido do olhar consegue perceber que ainda que é sua vida, o problema não é só individual senão social. Quer dizer que aquelas coisas que tinham aprisoado ele, também estão aprisionando-me (e aprisoando a vc).

    Vale a pena assistir. É um espaço onde você pode se sentir a vontade e onde talvez se pergunte: o que faz eu não me sentir assim a vida toda?

    Gratidão Alex. Gratidão

  • irene caminada disse:

    O Alex é uma pessoa muito instigante, provocadora e, sobretudo, muito sensível. Ele conduz a palestra, ou melhor, o encontro, de forma muito habilidosa, tornando a experiência muito rica e inspiradora. Eu diria que, também, de muitas formas, reconfortante, embora muitas questões difíceis tenham sido expostas e debatidas.
    Foi muito interessante encontrar pessoas tão diferentes, mas, ao mesmo tempo, tão parecidas nas suas dúvidas e questionamentos. Eu pude ver um pouco dos meus conflitos e da minha busca pessoal em vários dos participantes, o que foi incrível, porque é muito gostoso encontrar os semelhantes.
    Recomendo a experiência a todos que tiverem a curiosidade e a oportunidade de participar dessa palestra/conversa/confronto/encontro. O nome não importa.

  • Laura Pimenta disse:

    As horas passaram voando, tanto que quis encompridar mais a sensação que estava tendo de pertencimento à minha vida. Fui ao encontro com expectativa e curiosidade pelo que já tinha lido dos textos do Alex, foi interessante ter alguns paradigmas modificados e discutir questões que normalmente não discutimos por ser incômodas ou por preguiça de começar a pensar no assunto. Penso logo existo foi o que me sobrou. Me senti mais livre, em meu momento atual, por certificar que existem mais opções dos que as que a sociedade me apresenta como únicas e corretas e só depende de mim a escolha do que quero para minha vida.

  • O Alex tem uma presença pessoal típica de quem se empodeirou de sua mutação constante. Seu bom humor agridoce unido à sua capacidade de destrinchar temas difíceis me transportaram para dentro de minhas culpas e vergonhas com muita serenidade.

    Nessa palestra em SP pude revisitar muitas crenças ultrapassadas e certezas empoeiradas. Mesmo para alguém que já se busca há muito tempo tive a chance de me reencenar e descobrir novos agentes de minha personalidade.

    Saí horrorizado com minha condição humana, mas profundamente conectado com cada pessoa humana. Meu coração respirou mais leve e mais comprometido com coisas que eu tinha deixado de canto.

    Para quem se acha dono da verdade ou se pensa muito livre recomendo esse encontro com Alex, qualquer um dos dois sairá com as respostas que veio ou não veio encontrar.

  • Regina disse:

    A palestra em Brasília foi incrível. Eu leio os textos de Alex Castro há muitos anos, mas ver os textos ganharem vida no jeito doce e irreverente dele, foi realmente muito bom. Além disso, o grupo entrou numa sintonia boa desde a apresentação, e olha que em Brasília isso não é fácil… Foi bom, divertido, leve, profundo, provocativo. Eu amei. Faria tudo de novo. =) Obrigada, Alex.

  • Thiago disse:

    Em Curitiba foram quase sete horas de palestra. E não vi as horas passarem.
    Interessante como ele simplifica as coisas. Alex de fato parece ser extremamente racional, todas as suas colocações são muito bem embasadas e fundamentadas… A palestra é uma ótima oportunidade pra quem procura contato com pessoas também abertas a opiniões adversas.

    Lamento, somente, não ter conseguido levar alguns amigos!

  • Fernanda disse:

    Quando eu soube da palestra do Alex em BH fiquei meio ressabiada por serem 6 horas, “um quarto do dia!”, eu pensei, mas resolvi encarar mesmo assim. E ainda bem que encarei! O tempo passou super rápido mas os efeitos da palestra ficaram. Ainda que eu já conhecesse bem o conteúdo, a troca com as outras pessoas é muito boa e um tapa na cara aqui e outro acolá acontecem pelo caminho. Quando acabou eu não queria falar nada, nem queria que o momento acabasse. E não acabou porque acabei conhecendo pessoas com pensamento alinhado com o meu.

  • Denny disse:

    A palestra foi uma viagem dentro de mim mesmo, várias das prisões eu já havia identificado e lutava pra desconstruir, e na conversa com o Alex eu encontrei novos argumentos e novos caminhos pra experimentar. Por mais que as histórias pessoais sejam sempre tão diferentes e, por isso, a reconquista de nossa autonomia passe por etapas diferentes, é compensador estar num ambiente com pessoas que buscam as mesmas coisas, que objetivam o mesmo final. Foi um dia bem atípico na minha rotina, mas a sensação no final foi de um profundo bem-estar!

  • Amora disse:

    Alex, que tal compartilhar seus pensamentos sobre as prisões e outros assuntos através do youtube? Não tô dizendo pra trabalhar de graça, mas acho que seria interessante vermos um lado seu mais espontâneo, porém, igualmente sincero, sem o o recurso das edições de texto. Sei que a chance de ser mal compreendido será maior. Mas penso que vale a pena correr o risco.

  • Jorge Buratti disse:

    Sabe tudo aquilo que você sempre acreditou ser o correto e normal simplesmente por que são coisas que parecem ser indiscutíveis e perfeitamente moldadas a você? A palestra “as prisões” vai desconstruir estas certezas, sem piedade e sem nem te dar chance de argumento que não o faça recorrer a outra prisão tão inútil quanto. Depois da palestra, o que nos sobra é remontar o quebra-cabeça da nossa vida desde o início. Mas dessa vez usando criteriosamente e cuidadosamente cada peça do jeito que queremos. Olha, dá trabalho…

  • Henrique Barbosa Justini disse:

    A palestra prisões, do alex, não só te fazem perceber a jaula que você está preso, mas também mostra todas as possibilidades de escapar dela. Quebrando, abrindo com as chaves, socando ponta de pedra. Tomara que você já esteja vivendo a sua vida de forma autônoma e convivendo com as consequências de suas escolhas, mas se não, como eu, a palestra é uma mão estendida. Pra você e o mundo ao seu redor. Pra você fazer as suas escolhas, e quebrar as prisões que te impossibilitam.

  • Livia Cecilia disse:

    Algumas pessoas, sentadas na sala em cadeiras e almofadas, num (quase) circulo, todos iguais, descontraídos, conversando e compartilhando experiencias da vida. Uma tarde de domingo ótima. “As prisões” faz a gente refletir muito sobre nossas escolhas, nossos motivos, nossos objetivos. Muito boa a palestra! Alex está de parabéns! Obrigada.

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