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Uma dica transformadora sobre coaches que você não vai acreditar!!

Não duvido que as pessoas que se tornam coaches queiram realmente ajudar, mas, para quem sente que precisa dessa ajuda, tenho uma sugestão um pouco mais radical.

* * *

Vivemos em um mundo cada vez mais secularizado, onde os velhos deuses de antigamente perderam o poder.

A psicologia, sob muitos aspectos, só poderia realmente surgir nesse mundo: os seus problemas e o seu campo de atuação eram os da antiga teologia e ela só pôde surgir quando a teologia perdeu sua autoridade. Não é à toa que todo o vocabulário e atuação da psicologia é tão próximo ao da teologia: apenas trocou-se “alma” por “mente”, uma entidade etérea por outra. (Desenvolvo esse tema aqui.)

Portanto, em um mundo onde já existia esse instável mix <teologia+ciência/medicina=psicologia> era quase inevitável que surgisse o <teologia+marketing=coaching>.

Não questiono a sinceridade de muitas coaches. Algumas das pessoas que mais amo e admiro na vida, como a Paula Abreu, são coaches, e eu sei, por conhecê-las bem e por conviver com elas, que têm uma verdadeira paixão por esse simples “ajudar as outras pessoas”.

O problema é que é muito difícil ajudar as outras pessoas nesse mundo secularizado, onde todas precisamos pagar nossas contas.

Sempre existiram coaches, mas, antigamente, as pessoas que sentiam essa paixão por ajudar entravam para a religião mais próxima, tornavam-se sacerdotes e, dessa maneira, davam apoio e acolhimento às suas comunidades, que, em troca, as sustentavam através de doações voluntárias. (Ou seja, seu sustento estava garantido.)

Hoje, as pessoas com essa paixão por “ajudar” não se sentem mais atraídas pela religião e, da mesma maneira, as pessoas buscando ajuda também não procuram tanto a religião. Então, o que fazer? Como ajudar e, ao mesmo tempo, pagar as contas?

(Naturalmente, estou falando, a grosso modo, da nossa bolha Morumbi-Leblon: no enorme mundo lá fora, a religião só faz crescer.)

Uma opção, naturalmente, ainda é tornar-se sacerdote: padre, pastor, lama, babalorixá, roshi, rabino, etc.

Mas essa opção, além de impalatável para nossos pudores seculares, ainda dá muito trabalho. (Sabe quanto tempo demora para se tornar qualquer uma dessas coisas?)

Outra opção é entrar em algumas carreiras específicas como Serviço Social, ou entrar em qualquer carreira, como Direito, Medicina, Enfermagem e Administração, e fazer a opção pelo serviço social. (Existem médicas que, por ideologia, se recusam a trabalhar para a Medicina Privada, etc.)

A mais recente opção é tornar-se coach.

Mais uma vez, tenho toda a simpatia do mundo pelas pessoas que escolhem essa opção: até palavra em contrário, presumo a boa-fé de todas.

O problema é prático.

A única maneira de uma pessoa efetivamente ajudar as pessoas e, ao mesmo tempo, se sustentar sendo coach é fazendo um marketing violento.

E marketing, basicamente, são técnicas codificadas de manipulação mental, de lavagem cerebral desavergonhada.

E eu não sei o quanto é ético usar essas técnicas — nem que seja sinceramente com o objetivo de atrair mais pessoas para serem ajudadas (o que quer que ajudadas queira dizer).

Eu mesmo uso algumas dessas técnicas:

Em meus encontros, aceito pagamentos de qualquer valor, inclusive nada, e nunca recusei ninguém, mas digo que o preço sugerido é de R$200, ao invés de não falar nada e deixar o pagamento a cargo de cada pessoa, porque o fenômeno mental da ancoragem diz que, uma vez dito um número, a maioria das pessoas vai se fixar nele. (E também, claro, porque me parece um valor justo para o serviço oferecido.)

Da mesma maneira, usando o gatilho mental da escassez, eu sempre enfatizo quando as vagas de um encontro estão acabando e quando não vão haver outros encontros por muitos meses.

(E é tudo verdade, especialmente o fato de estar sempre pensando e considerando acabar com os encontros, justamente porque essas técnicas me enojam um pouquinho. Se olharem as datas dos meus encontros, as vezes existem hiatos de até um ano.)

Naturalmente, se entrarem em qualquer página de qualquer coach, essas duas técnicas quase-inocentes serão o mínimo atirado em uma saraivada contra vocês.

Esse é o meu problema: mesmo presumindo somente boas intenções por parte das coaches, o comercialismo crasso me repele.

Por isso, em meus encontros, gratuidades são sempre bem-vindas e cada pessoa paga somente o que desejar — sem isso, não faria sentido.

Por isso, evito fazer propaganda agressiva.

Por isso, me ordenei Irmão em um templo zen e estou me treinando para ser cuidador e, quem sabe, professor e sacerdote.

Porque, cada vez mais, apesar de continuar tão ateu como sempre, acho que tem algumas coisas que a religião talvez faça melhor do que métodos seculares.

Entre a pessoa entregar as rédeas da sua vida a um coach e a um sacerdote, me perguntarem minha opinião, eu hoje recomendaria o sacerdote.

* * *

A verdade é que, quanto mais conheço mais e mais pessoas que dedicam suas vidas a idolatrar o deus-consumo, mais e mais respeito as pessoas que dedicam suas vidas a idolatrar os deuses de antigamente.

Minhas amigas meio-intelectuais meio-de-esquerda gostam de fazer pouco de padres, esses adultos que fizeram voto de castidade e dedicam suas vidas a cumprir as pretensas vontades de seu amigo imaginário no céu.

Mas, hoje em dia, me parece muito pior, muito mais infantil, muito mais indefensável, dedicarmos nossas vidas a fazer outras pessoas consumirem mais e mais produtos, em troca de salários com os quais compraremos mais e mais desses mesmos produtos.

* * *

Na verdade verdadeira, entre pagar um coach ou se entregar a um sacerdote, eu recomendaria essa terceira opção:

1. pegue o dinheiro que você daria a uma coach.

2. dê esse dinheiro para algum projeto social que beneficie pessoas realmente necessitadas.

3. se envolva ativamente no projeto e conheça as pessoas cujas vidas estão sendo transformadas pelo seu dinheiro.

4. permita que a transformação da vida dessas pessoas também transforme sua vida.

5. saia do processo uma pessoa mais aberta, mais generosa, mais confiante.

6. repita.

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