заем и займы займер онлайн

займ one click money отзывы

займы яндекс деньги

Carma

“Alex, como pode uma pessoa como você, agnóstica e cética, “acreditar” em carma?”

Não acho que carma seja algo em que eu “acredito” (realmente não acredito em nada) mas meu entendimento de carma é o seguinte, a partir de uma perspectiva budista secular.

» leia o texto completo «

Algozes de nós mesmas

Nada pode ser mais poderoso, mais apavorante, mais necessário do que estarmos sozinhas com nossas mentes, sem intermediários e sem desculpas.

Se uma colega de trabalho me feriu hoje à tarde no escritório, essa foi uma ação dela sobre mim e, mais dia menos dia, ela vai pagar o preço: afinal, ela me fez sofrer.

Mas, se hoje à noite, fritando na cama sozinha com meus pensamentos, eu ainda estou remoendo esse insulto e mastigando essa ofensa, então essa é uma ação minha sobre eu mesma e o preço eu já estou pagando agora, em tempo real: eu estou me fazendo sofrer.

Mesmo em um universo tão cruel e tão aleatório, o meu maior algoz quase sempre sou eu mesma: meus pensamentos obssessivos, minha mente desordenada, meu apego à minha identidade.

Não precisa ser assim.

Relaxamento

Meditar não é pra se acalmar, pra se tranquilizar, para relaxar: pelo contrário, é pra nos darmos conta de que não somos calmas, tranquilas, relaxadas.

É para descobrirmos, muitas vezes para nossa surpresa, que ainda estamos obcecadas por aquele velho namorado, que ainda estamos sofrendo a dor daquela velha ofensa, que já estamos vivendo a angústia da morte que um dia morreremos.

Basta tentarmos habitar o momento presente para percebermos o quanto moramos no passado e no futuro.

A liberdade da biruta

Pergunta:

“Alex, faz sentido se esforçar tanto para controlar e disciplinar a mente? Por que tanta repressão?”

Porque, ironicamente, nenhuma mente está mais presa, nenhuma mente é menos livre, do que a mente descontrolada, refém de seus próprios condicionamentos, correndo sem rumo de um lado para o outro como um cachorro que não sabe qual carro perseguir.

A gente se autocontrola para sermos mais livres.

birutas ddf

» leia o texto completo «

A cruz e o carma

Outro dia, um moço me procurou. Setenta anos, alguns distúrbios mentais, um câncer no cérebro. Estava raivoso, puto, frustrado.

Em um dado momento, me acusou de não estar fazendo nada para ajudá-lo. Que o que ele precisava mesmo era que eu pegasse aquele câncer pra mim. Afinal, por que no cérebro dele e não no meu?!

E eu respondi:

“Se você pudesse pegar o meu diabetes, a minha hipertensão, a minha gota, a minha gastrite, eu pegaria o seu câncer de cérebro.”

cancer battle

» leia o texto completo «

Os Padres do Deserto

Foram talvez os últimos cristãos verdadeiros, os últimos iconoclastas que escolheram seguir os ensinamentos da pessoa Jesus em detrimento das ordens da instituição criada por Paulo.

padres do deserto

» leia o texto completo «

Por quê?

Um tipo de pergunta que me fazem muito:

“Alex, no templo zen, por que vocês meditam de frente para a parede? Ou se prostram para o altar? Ou andam em ângulos retos?” etc etc.

question everything why

E só tenho uma resposta:

“Não sei. Por toda a minha vida, sempre fui a pessoa que queria saber o porquê de tudo. Hoje, minha prática zen é desapegar do meu ego questionador e aprender a fazer as coisas sem precisar saber seus porquês.”

Noite escura, de João da Cruz

Meditamos não para fugir da realidade ou para nos isolar do mundo, mas por perceber que a vida não-contemplativa, a vida do ego, a vida do consumo, a vida do apego, é fundamentalmente irreal. Meditar é a nossa maneira de mergulharmos plenamente na realidade ilimitada.

Mas nem sempre a espiritualidade, a contemplação, a meditação trazem a paz: essa não-paz é o que João da Cruz chama de “noite escura”.

noite escura da alma joao da cruz

» leia o texto completo «

Zen FLIP

A experiência da FLIP para uma pessoa que vive de escrever e está apegada ao Ego (perdão pela redundância) é uma verdadeira montanha russa emocional.

» leia o texto completo «

a importância dos rituais

nem todo ritual é bobagem.

» leia o texto completo «

tudo é prática

cada palavra conta. cada interação conta. tudo é prática.

» leia o texto completo «

Notas de um retiro em um campo de concentração

Na primeira semana de novembro de 2016 — entre o Dia de Todos os Santos, quando todos os maus espíritos estão soltos no mundo, e uma eleição norte-americana entre uma direitista militarista e um louco racista misógino; enquanto meu país sofre sob um desgoverno ilegítimo e meu estado enfrenta a ressaca pós-olímpica cortando serviços essenciais — participei de um retiro zen-budista em Auschwitz, na Polônia, realizado pela Ordem dos Pacificadores Zen.

Para quem está chegando agora, recomendo começar por meu texto Um escritor no campo de concentração, escrito antes do retiro. Abaixo, algumas palavras sobre a experiência pós-retiro zen em Auschwitz.

tomando sopa do lado de fora do campo de concentração auschwitz-birkenau. tomávamos sopa trazida em um caminhão, sempre com a mesma cumbuca e não podíamos usar colher

tomando sopa do lado de fora do campo de concentração auschwitz-birkenau. tomávamos sopa trazida em um caminhão, sempre com a mesma cumbuca e não podíamos usar colher

* * * » leia o texto completo «

Prisão Conhecimento

Cultivando o não-conhecimento e abraçando a não-certeza, exercendo a não-opinião e praticando o não-debate. Ouvindo e aceitando, acolhendo e abraçando.

» leia o texto completo «

um escritor no campo de concentração

retiro-auschwitz-2

não há nada a ser ensinado. não há nada a ser aprendido. só existe a dor para ser compartilhada.

» leia o texto completo «

cinco perguntas sobre religião

o que é ser uma pessoa religiosa?

» leia o texto completo «

as cinco lembranças

— adoecer faz parte da minha natureza. adoecer é uma lembrança da presença do mundo em mim.

— envelhecer faz parte da minha natureza. envelhecer é o ornamento da minha impermanência.

— morrer faz parte da minha natureza. morrer é uma dádiva da impermanência.

— tudo aquilo que amo ou odeio (objetos, parentes, pessoas amigas e inimigas) também compartilham da mesma natureza impermanente e passageira.

— somente as minhas ações são os meus pertences verdadeiros. não posso fugir às suas consequências. minhas ações são o chão que fazem o meu caminho.

» leia o texto completo «

quem sou eu, uma vídeo-biografia de alex castro

mais e mais pessoas autoras & artistas têm criado vídeos quem sou eu, onde falam sobre suas vidas & suas prioridades, seu trabalho & sua produção.

então, aqui vai a minha vídeo-biografia:

uma biografia em vídeo, do alex castro.

» leia o texto completo «

habitar a dor

diz o budismo que toda emoção é dor: ou ela é literalmente dor, ou ela é uma felicidade transitória que em breve se tornará dor.

tenho algumas ausências que doem todo dia.

mas a ausência só dói porque está vinculada a coisas muito bonitas e incríveis que aconteceram e que fazem falta.

então, quando bate a dor, eu procuro uma dessas lembranças prazeirosas e entro fisicamente dentro dela, como quem entra em um quarto que está lá me esperando, com todos os seus toques, cheiros, sons, palavras.

não faço isso para negar a dor.

(a dor é minha e faz parte de mim. se eu quisesse negá-la, na minha esquina tem uma farmácia cheia de remédio pra isso.)

eu habito o momento de prazer para mostrar à dor de onde ela vem:

“você está doendo hoje, mas é só porque isso aqui ontem, ó, foi bão demais.”

contágio

agora à noite, saindo do inhotim, uma senhora ao telefone:

— oi, meu amor. papai morreu. sim, acabei de saber, nesse minuto. estou aqui no ônibus voltando para bh. ele estava internado e…

a conversa continua. ela ainda faz outras duas ligações: providências a tomar, problemas a resolver, a burocracia da morte.

de repente, em meio àquele breu refrigerado, começa a soar um verdadeiro coro polifônico de vozes sussurradas e luzes azuladas:

— oi, pai.

— liguei só pra ouvir sua voz, papai.

— a bença, meu pai.

— pai, o senhor melhorou da tosse?

— estou aqui em minas e pensei em você, pai.

esse último fui eu.

 

a importância das chaves

na minha rua, tem um chaveiro.

quando ele sai para atender alguém, deixa o quiosque aberto, como se tivesse ido só ali na esquina, mas ainda de olho, já voltando.

as pessoas aparecem para contratá-lo, veem tudo aberto e olham em volta — ele deve estar vindo, não?

mas ninguém chega.

aí perguntam pro garçom do boteco em frente:

“cadê o chaveiro?”

“deve estar atendendo alguém.”

“mas deixou tudo assim aberto e destrancado?! o chaveiro?”

“pra senhora ver!”

as quase-clientes bufam as ventas, circundam o quiosque, batem o pé: não sabem se ficam ou se saem, se guardam o forte ou se quebram tudo. acabam sempre indo embora, frustradas. onde já se viu!?

daqui a pouco, o chaveiro volta, senta lá dentro e espera, plácido, como um mestre zen dentro do seu koan, ensinando uma lição que ninguém compreende.

 

» leia o texto completo «