Leituras comentadas, agosto de 2017

Um mês de diferentes leituras por diferentes motivos: um livro lido a trabalho, para escrever a orelha; um lido no grupo de estudos sobre Cuidados Contemplativos; três lidos como follow-up de leituras para meu curso de Formação de Instrutor de Meditação; quatro como parte dos meus estudos para um romance em planejamento; uma coletânea de artigos do Gandhi que têm tudo a ver com As Prisões; e, por fim, dois estudos sobre a Ilíada, por puro prazer estético, porque ninguém é de ferro.

1. (71) Santos fortes, Karnal e Fernandes, 2017, português.
2. (72) Being with dying, Halifax, 2009, inglês.
3. (73) João da Cruz, Leloup, 2007, francês.
4. (74) Esperando Foucault, ainda, Sahlins, 1993, inglês.
5. (75) The Western illusion of human nature, Sahlins, 2008, inglês.
6. (76) The knowledge illusion, Sloman e Fernbach, 2017, inglês.
7. (77) The enigma of reason, Mercier e Sperber, 2017, inglês.
8. (78) The desert fathers, c.III-IV, copta. [Trad, org: Waddell, 1936.]
9. (79) The desert fathers, c.III-IV, copta. [Trad,org: Ward, 2003.]
10. (80) Trusteeship, Gandhi, c.1930-1940, inglês.
11. (81) The Iliad, or the poem of force, Weil, 1940, francês.
12. (82) On the Iliad, Bespaloff, 1945, francês.

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Leituras comentadas, julho de 2017

Em julho, mais uma vez, quase todas as minhas leituras foram religiosas: Padres do Deserto, Bíblia, meditação budista e cristã.

1. (58) Noite escura, Cruz, c.1580, espanhol.
2. (59) A Noite Escura segundo João da Cruz, Stinissen, 1990, alemão.
3. (60) Cântico dos Cânticos, circa séc.III/II AEC, hebráico.
4. (61) Cântico dos Cânticos, León, c.1560, espanhol.
5. (62) Religiões em Reforma, 2017, português.
6. (63) Meditation, now or never, Hagen, 2007, inglês.
7. (64) Meditação cristã, Main, 1982, inglês.
8. (65) A orientação espiritual dos Padres do Deserto, Grün, 2002, alemão.
9. (66) O caminho do coração, Nouwen, 1981, inglês.
10. (67) A sabedoria do deserto, Merton, 1960, inglês.
11. (68) The Prophets, Heschel, 1962, inglês.
12. (69) Odisséia, Homero, c.séc.IX AEC, grego.
13. (70) O livro aberto, Lourenço, 2015, português.

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Odisseia, de Homero

A Odisseia, de Homero, é a primeira grande história de aventuras da tradição ocidental. Indispensável para qualquer pessoa interessada em literatura.

Mas prefiro a Ilíada.

odisseia cia das letras lourenço

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Qual Bíblia ler?

Resposta rápida: Bíblia de Jerusalém (BJ).

É uma das mais populares, fácil de encontrar, em diversos tamanhos. Ela é maravilhosa: a tradução é linda, poética, literária; as notas são perfeitas, embasadas, acadêmicas, incorporando as últimas pesquisas; ela é ecumênica, tendo sido produzida por uma equipe de pessoas católicas, protestantes, judias.

Biblia de Jerusalem

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Cântico dos Cânticos

Dentre tantos livros compilados na Bíblia (“Bíblia” literalmente significa “livros”), talvez o mais surpreendente e inesperado seja uma antologia de poesia erótica, que jamais menciona Deus, assinada pelo dono de um gigantesco harém e provavelmente escrita por uma mulher: o Cântico dos Cânticos.

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Noite escura, de João da Cruz

Meditamos não para fugir da realidade ou para nos isolar do mundo, mas por perceber que a vida não-contemplativa, a vida do ego, a vida do consumo, a vida do apego, é fundamentalmente irreal. Meditar é a nossa maneira de mergulharmos plenamente na realidade ilimitada.

Mas nem sempre a espiritualidade, a contemplação, a meditação trazem a paz: essa não-paz é o que João da Cruz chama de “noite escura”.

noite escura da alma joao da cruz

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“Os Sertões” explica o Brasil

Poucos anos depois da Proclamação da República, o Exército Brasileiro mobilizou quase todas as suas forças para enfrentar, e destruir, uma pequena aldeia rebelada no sertão da Bahia, Canudos. Entre os correspondentes de guerra enviados para cobrir a batalha, estava Euclides da Cunha, de O Estado de São Paulo, que pouco depois publicou um livro sobre a experiência, chamado Os Sertões.

Um livro que explica o Brasil.

os sertoes

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Leituras comentadas, junho de 2017

Outro mês de leituras religiosas.

1. (50) Dhammapada, c.séc.III aec, páli.
2. (51) O grande silêncio, de Braz, português, 2016.
3. (52) La condición obrera, de Weil, 1934-1942, francês.
4. (53) Livro de Habacuc, c.630–540 aec, hebráico.
5. (54) Heart of Darkness, de Conrad, inglês, 1899.
6. (55) As edições da Bíblia no Brasil, de Malzoni, português, 2016.
7. (56) A arte de meditar, de Ricard, 2008, francês.
8. (57) A arte da meditação, de Goleman, 1989, inglês.

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Biblía, Ilíada, Odisséia, indispensáveis

Leio e leio, releio e releio, e acabo sempre voltando aos mesmos livros: a Bíblia e a Ilíada/Odisséia.

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Dom Casmurro

Dom Casmurro, romance publicado por Machado de Assis em 1899, conta a história de um adultério. Ou não.

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Leituras comentadas, maio de 2017

Um mês de leituras religiosas, cristãs e budistas. A maior parte das leituras foi relacionada a alguma atividade que desenvolvo em nosso templo.

1. (38) Noite escura, de João da Cruz, c.1580, espanhol.
2. (39) Manual de limpeza de um monge budista, de Matsumoto, 2011, japonês.
3. (40) Mimesis, de Auerbach, 1946, alemão.
4. (41) Embodied Attention, de Davelaar, 2014, inglês.
5. (42) Carta a um religioso, de Weil, 1942, francês.
6. (43) A pessoa e o sagrado, de Weil, 1942, francês.
7. (44) Espera de Deus, de Weil, 1942, francês.
8. (45) An Anthology, de Weil, 1940-1943, francês.
9. (46) Having once paused, de Iquiú, séc.XV, japonês.
10. (47) Leaves of grass, de Whitman, 1855, inglês.
11. (48) A cabana, de Young, 2007, inglês.
12. (49) Guia do estilo de vida do Bodhisattva, de Shantideva, c. séc. VIII, sânscrito.

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Simone Weil

Simone Weil (1909-43) é uma das pessoas que mais amo na humanidade inteira, no passado e no presente.

Como Simone Weil é linda, forte, sensível. Como ela se entrega em cada frase. Como seu raciocínio é límpido, implacável.

Tenho vontade de abraçá-la, de apoiá-la, de aprender com ela, de salvar sua vida.

Uma das pensadoras mais radicalmente originais de todos os tempos. O cerne de todas as contradições filosóficas do século XIX, explodindo em pleno XX.

Todo mundo deveria ler, conhecer, amar Simone Weil.

simone weil

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Leituras comentadas, abril de 2017

Em abril, li pouco, coloquei de lado “O livro das Prisões” (já volto a ele, juro!), escrevi o primeiro canto de um romance sobre a Pré-História, pratiquei muito zen.

1. (31) The hero with a thousand faces, de Campbell, 1949, inglês.
2. (32) Pré-História do Brasil, de Funari e Noeli, 2002, português.
3. (33) Pré-História, de Gosden, 2003, inglês.
4. (34) Ethics in small scale societies, de Silberbauer, 1991, inglês.
5. (35) Satipatthana Sutta (Majjhima Nikaya), páli.
6. (36) A montanha no oceano, de Leloup, 2000, francês.
7. (37) História da Língua Portuguesa, de Teyssier, 1980, francês.

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Leituras comentadas, março de 2017

O tema principal das leituras de março foi a Prisão Crescimento. (Tem uma palhinha preliminar aqui.)

* * *

1. (16) El sol de Breda, de Pérez-Reverte, 1998, espanhol.
2. (17) El oro del rey, 2000.
3. (18) El caballero del jubón amarillo, 2003.
4. (19) Breve história del Siglo de Oro, de Zorita Bayón, 2010.
5. (20) Para habernos matado, de Díaz Villanueva, 2013.
6. (21) On the abolition of all political parties, de Weil, 1943, francês.
7. (22) Pilgrim at sea, de Pär Lagerkvist, 1962, sueco.
8. (23) The holy land, 1964.
9. (24) Herod and Mariamne, 1967.
10. (25) Pequeno tratado do decrescimento sereno, de Latouche, 2007, francês.
11. (26) Democracia econômica, de Dowbor, português, 2013.
12. (27) O decrescimento, de Georgescu-Roegen, 1970-81, inglês.
13. (28) A natureza como limite da economia, de Cechin, 2010, português.
14. (29) Pantagruel, de Rabelais, 1531, francês.
15. (30) Gargantua, 1534.

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Leituras comentadas, fevereiro de 2017

Fevereiro foi um mês de leituras variadas. O principal tema foi empatia e seus limites.

1 (9). Nineteen eighty four, de George Orwell, 1949, inglês.
2 (10). Strangers drowning: impossible idealism, drastic choices, and the urge to help, de Larissa MacFarquhar, 2015, inglês.
3 (11). Opening Skinner’s box: great psychology experiments of the Twentieth Century, de Lauren Slater, 2004, inglês.
4 (12). Against empathy: the case for rational compassion, de Paul Bloom, 2016, inglês.
5 (13). The marshmallow test: understanding self-control and how to master it, de Walter Mischel, 2014, inglês.
6 (14). Gravity and grace, de Simone Weil, 1942, França. [Trad: Emma Craufurd, 1952.]
7 (15). Inside of a dog: what dogs see, smell, and know, de Alexandra Horowitz, 2010, inglês.

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o que é ler um livro?

uma pergunta: o quanto de um livro eu preciso ler para poder dizer que li esse livro?

outra pergunta: quem se importa?

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meus livros preferidos

depois de toda uma vida intensa em leituras, esses são meus livros preferidos.

bíblia, isolada na liderança há 20 anos.

declínio e queda do império romano, firme em segundo lugar, há 15 anos.

dois livros que são tudo que um livro têm que ser: imensos, inexauríveis, inesgotáveis.

dois livros que dá pra passar a vida lendo, que, se fossem os únicos livros que uma pessoa lesse, daria para extrair deles o universo.

BIBLIA-DE-JERUSALEM

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Leituras, comentadas, de janeiro de 2017

Um mês de leituras cristãs, mais especificamente proféticas, mais especificamente católicas, mais especificamente jesuítas.

1. Introdução ao profetismo bíblico, de José Luis Sicre Díaz.
2. The Prophets, de Abraham Heschel.
3. The end of eternity, de Isaac Asimov.
4. Shit my dad says, de Justin Halpern.
5. Francisco, um papa do fim do mundo, de Gianni Valente.
6. Silence, de Shusako Endo.
7a. Exercícios espirituais, de Inácio de Loiola.
7b. The spiritual exercises.
8. Quando tudo se cala: o silêncio na Bíblia, de Silvio José Báez.

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leituras de 2016

minhas leituras são a história da minha vida.

* * * » leia o texto completo «

uma estante em branco

estante em brancojorge luis borges:

“tenho mais orgulho dos livros que li do que dos livros que escrevi.”

* * *

diante de uma pessoa que se pretenda escritora, o papel em branco nos desafia com toda a promessa, toda a pressão, todo o potencial do universo.

estaremos à altura de preenchê-lo?

* * *

em novembro, saí do meu quitinete em copacabana e vim morar com minha quase-irmã sônia no flamengo. hoje, em maio, cada vez mais satisfeito e confortável, instalei finalmente uma estante.

* * *

diante de uma pessoa que se pretenda leitora, a estante em branco nos desafia com toda a promessa, toda a pressão, todo o potencial do universo.

estaremos à altura de preenchê-la?

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