problemas de primeiro mundo em cuba

só pode ter “problema de primeiro mundo” quem resolveu os básicos “problemas de terceiro mundo”: educação, saúde, moradia.

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Juan Francisco Manzano: el esclavo y la palabra

Ponencia de Alex Castro, a 17 de febrero de 2016, como parte del seminário internacional 130 aniversário de la abolición de la esclavitud en Cuba, en Casa de las Américas.

seminario internacional 130 aniversario de la abolición de la esclavitud en cuba

seminario internacional 130 aniversario de la abolición de la esclavitud en cuba

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livros em cuba

Ruínas da antiga casa-grande do Engenho Los Molinos, em Matanzas 7

há quase dez anos, estudo e pesquiso e escrevo sobre cuba.

apesar do país ter um mercado editorial grande e vibrante, por causa do bloqueio americano, é difícil de encontrar livros cubanos fora da ilha.

resultado: voltei de um mês em cuba com 58kg de livros. cinquenta e oito. quilos. só de livros.

e não são livros capa-dura, não. são livros leves, de capa mole, em papel-jornal. (imaginem o volume que isso ocupou!)

mas valeu a pena. cuba é incrível. sua cultura, sua literatura, sua história, sua revolução.

Ruínas da antiga casa-grande do Engenho Los Molinos, em Matanzas 3

em poucos meses, a editora hedra deve publicar, aqui no brasil, minha edição da autobiografia do poeta-escravo cubano juan francisco manzano, um documento fundamental para compreender a escravidão.

o livro não é editado em cuba desde 1972 e já está na hora de uma nova edição cubana também.

parece que vai ser a minha. com o texto original, e minha introdução e notas traduzidas ao espanhol.

se tudo der certo, a partir de 2015, serei um autor publicado em cuba.

seria um orgulho e uma felicidade enormes.

Ruínas da antiga casa-grande do Engenho Los Molinos, em Matanzas 7

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leia também: em cuba, atrás do poeta-escravo

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na fotos, por claudia regina, a casa-grande do engenho los molinos, em matanzas, onde viveu e cresceu o poeta-escravo juan franscisco manzano.

Ruínas da antiga casa-grande do Engenho Los Molinos, em Matanzas 7

primeiro de maio em cuba

estou trabalhando na biblioteca nacional josé martí, em havana, em plena praça da revolução, espécie de cinelândia cubana.

quinta-feira agora, 1º de maio, é a grande festa do dia do trabalho, apoteose do socialismo, maior celebração do ano.

já faz uma semana que estou acompanhando diariamente todos os preparativos na praça, os testes de som dos gigantescos alto-falantes, os ensaios, as decorações.

preparativos para o 1º de maio na plaza de la revolución

preparativos para o 1º de maio na plaza de la revolución

nos jornais, só se fala disso. quem vai desfilar por onde, quais ruas estarão fechadas, quais linhas especiais de ônibus farão o transporte para lá, etc.

mais de um milhão de pessoas devem vir.

e eu, idiota, marquei minha passagem de volta para o rio no dia 30 de abril.

almendrón

almendrón