﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>alex castro &#187; onde perdemos tudo</title>
	<atom:link href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://alexcastro.com.br</link>
	<description>escritor</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 21:42:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.3</generator>
		<item>
		<title>Onde Perdemos Tudo, contos</title>
		<link>http://alexcastro.com.br/onde/</link>
		<comments>http://alexcastro.com.br/onde/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 23:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[onde perdemos tudo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alexcastro.com.br/?p=280</guid>
		<description><![CDATA[Compre. Cinco contos unidos pelo tema comum da perda. &#8220;A unidade dos contos de Onde Perdemos Tudo encontra-se nos vinte e tantos sentidos da palavra perder. Com delicadeza, Alex Castro costura encontros e desencontros, achados e perdidos, sem perder o humor e a malícia. Apesar das perdas, o livro não é triste, mas cheio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oficinaraquel.com/produto/73/onde-perdemos-tudo--pre-venda">Compre</a>.</p>
<p>Cinco contos unidos pelo tema comum da perda.</p>
<p>&#8220;A unidade dos contos de <strong>Onde Perdemos Tudo</strong> encontra-se nos vinte e tantos sentidos da palavra perder. Com delicadeza, Alex Castro costura encontros e desencontros, achados e perdidos, sem perder o humor e a malícia. Apesar das perdas, o livro não é triste, mas cheio de beleza e reflexão. <strong>Onde Perdemos Tudo</strong> é lugar de encontrar.&#8221; (<em>por Vivian Soares</em>)</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.oficinaraquel.com/produto/73/onde-perdemos-tudo--pre-venda"><img alt="onde perdemos tudo, de alex castro" src="http://farm7.static.flickr.com/6146/5970501410_7f7dab8b06.jpg"/></a></p>
<p><strong>Onde Perdemos Tudo</strong> (2011), contos. Rio de Janeiro: Editora Oficina Raquel, 2011. <strong>R$35.</strong></p>
<p><a href="http://www.oficinaraquel.com/produto/73/onde-perdemos-tudo--pre-venda">Compre</a>.</p>
<p><strong>Repercussão</strong></p>
<blockquote><p>O conto mais bem realizado &#8230; é o primeiro &#8220;<strong>A morte de meu cachorro</strong>&#8220;. História de um momento em que um casal se separa, e cada um vai cuidar de sua vida. A velhice e a solidão são atingidas quando o narrador não é reconhecido por uma alma gêmea, obrigando-se a conviver com experiências que não são mais plenamente compartilháveis. Esse esvaziamento se dá num cenário que deveria ser palco de um reencontro. A amiga muda-se para Buenos Aires, o narrador segue para visitá-la, tentando vencer a distância espacial, que cumpre seu papel: <em>&#8220;Lendo cada um sua seção do Clarín, Fiona e eu padecíamos de um silêncio ainda mais cancerígeno [sic]: o silêncio de quem tem muito a dizer, mas prefere calar; o silêncio da conveniência. Pra que discutir? Emudecer poupa dores-de-cabeça, explicações, embaraços. Sobra o nada&#8221;</em>. Esta elevação do silêncio a uma categoria cancerígena revela a forma dramática de representar alguns episódios. O conto não segue um fluxo narrativo contínuo, trabalha com flash-back e janelas, que são abertas para esclarecer coisas ou resumir passagens. &#8230; O componente que dá literariedade aos contos é a ironia, a busca de soluções bem-humoradas. O autor, que brinca o tempo todo com conceitos literários, transita por um universo em que cabem produtos literários sofisticados e outros da cultura de massa. Os diálogos, os subtítulos e os títulos dos contos e dos livros inventados ganham um tom paródico. Tudo apontando para uma saborosa desconstrução da seriedade. <strong>Onde perdemos tudo </strong>apresenta narradores meio tagarelas – outro pedágio à internet? -, mas é justamente nisso que reside sua força. E se falta uma maior voltagem literária nestes contos, é indiscutível que a prosa de Alex Castro já possui apelo estilístico.<br />
<strong>Miguel Sanches Neto, </strong><em>&#8220;<a href="http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/">O Globo</a>&#8220;</em></p></blockquote>
<blockquote><p>[O livro de contos <strong>Onde Perdemos Tudo</strong>] é uma das melhores coisas que li nos últimos tempos. O conto <strong>De Portas Abertas</strong> é uma pérola, digno de figurar numa antologia dos 100 melhores contos brasileiros. Não é pouco. &#8230; [<strong>A Morte do Meu Cachorro</strong>] é brilhante. Narração de primeira linha. É um blues na temática (pois todo blues conta a história de uma perda) e abarrocado na sua forma, com as codas lambendo delicadamente cada parágrafo, a espasmos, acrescentando informações e apagando outras, vai pra frente &amp; pra trás com uma desenvoltura de gente grande. São lambidas de gato, portanto. O tema da perda de uma amizade, aliás, se não me engano, é novo na literatura brasileira (não me lembro de outro). O estilo é maduro, adulto, sem que o distanciamento interfira no mergulho. Ele estraçalha o sentimento, vai fundo, tem Machado na parada, no sentido de esmiuçar até a exaustão cada milímetro da situação. &#8230; Intocável, perfeito.<br />
<strong>Furio Lonza</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>&#8230; uma das coisas mais lindas que eu já li na vida, assim, em todos os tempos.<br />
<strong>Fal Azevedo,</strong> &#8220;Drops da Fal&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>[Sobre <strong>De Portas Abertas</strong>] Um bom conto se reconhece pelo final: vitória por nocaute. &#8230; Alex também é um escritor que conhece como poucos seu ofício. &#8220;<strong>De Portas Abertas</strong>&#8221; segue à risca os ensinamentos de mestre Júlio Cortázar, que dizia: &#8220;Enquanto no romance você conquista o leitor por rounds, no conto você deve abatê-lo por nocaute&#8221;. E, de fato, Alex Castro leva à lona seus leitores. Não apenas em &#8220;<strong>De Portas Abertas</strong>&#8220;, como também nas quatro outras narrativas que compõem o livro <strong>Onde Perdemos Tudo</strong>. &#8230; é um filho da puta que escreve bem, desgraçadamente bem. Bom nocaute.&#8221;<br />
<strong>Alexandre Inagaki,</strong> &#8220;Pensar Enlouquece, Pense Nisso&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Contos</strong></p>
<p><strong>A Morte do Meu Cachorro</strong></p>
<p>Uma caminhada pelas ruas de Buenos Aires revela questões sobre amizade homem e mulher, as armadilhas da memória e as dores do começo da idade adulta.</p>
<blockquote><p>Só a teimosia ainda me impele: presumir que eu seria capaz de escrever sobre Fiona foi uma temeridade, um desvario de velho carente. Não ando mais pelo Largo da Carioca; da próxima vez, faço um desvio pela Sete de Setembro.</p>
<p>Fiquei sem graça sim, é verdade &#8211; talvez a única verdade dita até agora. Houve um quinto sorriso, tão completo e tão sincero quanto o anterior. Sorriso também de corpo inteiro e todo meu. A história então, sob escrutínio, se esfacela:</p>
<p>Fiona me dá um aperto de mão mais caloroso, me fita com seus olhos incandescentes e sorri, fogosa:</p>
<p>- É muito bom mesmo você estar aqui comigo! &#8211; Estoura ela.</p>
<p>O sorriso, entretanto, não morre. Não, meus amigos, o sorriso continua lá. Gostaria de poder afirmar que ele permanecia congelado em seu rosto, mas naquele momento não havia nada congelado em Fiona: ela estava em ebulição, faiscando. Sejamos sinceros: seu corpo inteiro sorria pra mim.</p>
<p>Quem não suportou o calor fui eu: fracassei em gerir tamanho sorriso e cedi ante a pressão do seu carinho. Fiona me derrubou com uma erupção de amor.</p>
<p>Percebo agora o quão piedosa era a minha falecida versão conveniente dos fatos: eu não sabia o que fazer, não sabia em que buraco me enfiar. De que maneira poderia me defender daquela salva maciça de paixão sendo arremetida contra mim? O tal sorriso de corpo inteiro &#8211; há pouco desejado &#8211; era um fardo incômodo do qual eu precisava me livrar. Sem meios de corresponder aos sentimentos que Fiona disparava, eu ia fraquejando sob sua força.</p>
<p>Desse modo, e muito à revelia, preencho a lacuna do café-da-manhã: eu peguei o Clarín, eu comecei a ler, eu puxei o primeiro cigarro. Pobre Fiona, inocente ao menos dessas acusações, só fez tirar o jornal de seu colo e depositá-lo sobre a mesa. Vagarosamente, com mãos de relojoeiro.</p>
<p>O Clarín seria minha salvação, decidi, aliviado, e peguei um caderno qualquer do jornal. E enquanto eu abria as folhas, bloqueando minha visão de Fiona, tive um último relance de seu rosto. Ela sorria. Ainda.</p>
<p>Inexpugnável em meu refúgio de papel, não sei por mais quanto tempo Fiona sorriu. Por fim, deve ter desistido: afirmou um suspiro, acendeu um cigarro e escolheu uma parte do jornal pra ler. As facturas e os cortaditos, quando vieram, foram consumidos em silêncio.</p></blockquote>
<p><strong>Onde Perdemos Tudo</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;A história se passa numa festa, quando dois ex-namorados se encontram depois de um longo distanciamento. As conversas tendem ora para o dramático, ora para o banal, e nelas cabem, por exemplo, comentários sobre um tratamento de pele. A moça é uma ficcionista, no início de carreira, com as dificuldades normais de afirmação. O ex-namorado é o modelo de personagens para ela, o que mostra que esta é uma relação de atração e repulsa. O que os separou não é conhecido, e a vida dos dois segue vazia.&#8221; <em><strong>Miguel Sanches Neto, </strong>&#8220;<a href="http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/">O Globo</a>&#8220;</em></p></blockquote>
<p><strong>Quando Morrem os Pêssegos</strong></p>
<blockquote><p>Começou a chorar.</p>
<p>Feito o relatório, Josino se afastara. Que digerisse sozinha a dor, refletiu. Quanto a ele, cabia-lhe esperar pela ambulância que não chegava nunca.</p>
<p>Aproximou-se ao reparar as lágrimas de Laís e ficou ainda mais sem graça. Sentiu-se quase culpado. De algum modo, deveria ter impedido o acidente. Era ele, Josino, o responsável pela viuvez da mulher.</p>
<p>Acariciou os ombros daquela completa estranha. Em sua cabeça, a experiência compartilhada pelos dois, em uma madrugada fria defronte à praia, lhe permitia a liberdade do toque. Apenas, para evitar mal-entendidos, tomou cuidado com o gesto e foi o mais suave que pôde:</p>
<p>- Fica assim não, dona Laís. Sei como a senhora se sente, já passei por isso também. A gente tem que ser forte, tem que confiar em deus. Não fomos nós que perdemos uma pessoa amada, foi deus quem ganhou uma.</p>
<p>Laís aceitou a carícia. Virou-se para ele e percebeu, pela primeira vez na noite, a presença do policial. Mas Josino entendera tudo errado.</p></blockquote>
<p><strong>De Portas Abertas</strong></p>
<blockquote><p>No silêncio, ouvi a respiração canina de Amanda do outro lado e caminhei até lá. O som do meu celular tocando chamou sua atenção e ela se achegou à porta, me deixa entrar, por favor, eu preciso entrar, eu preciso te ver, e passou os dedos sensualmente em volta do olho mágico, como se alisando meu rosto, aqueles dedos de unhas longas e negras que sempre me excitaram.</p>
<p>Acariciei a maçaneta, que soluçou mecanicamente ao meu toque. Amanda eriçou as orelhas e ganiu: por favor, eu não quero ir embora, você prometeu que iríamos ficar juntos pra sempre, que me protegeria e me acompanharia, não pode me largar aqui fora, eu te peço.</p></blockquote>
<p><strong>A Falta que nos Fazem os Figos</strong></p>
<blockquote><p><em>XV &#8211; À meia-noite, no quilombo, invocamos o escritor morto</em></p>
<p>Para quem visitou as grandes escavações greco-romanas da Europa, aquele terreno baldio de terra remexida e mato ralo podia ser tudo, menos um sítio arqueológico. Mas era. &#8230;</p>
<p>Tentei me concentrar no vento — nunca imaginei que fizesse tanto frio assim no estado — mas meus pensamentos ziguezagueavam frenéticos por entre os fatos que haviam me levado até ali. Lembrei de quando bolara — ou pensei que bolara — os figos em 91, como desculpa para não estudar química, e os cocos, menos de um mês atrás, na praia do Leblon, enquanto sentia o sal dos dedinhos de Gabriela em minha língua. Pude me ver deitado na cama, chorando como nunca chorara antes, e na casa de Mitzi, fazendo contas em velocidade histérica para chegar à tênue conclusão de que eu deveria ser a reencarnação do Gol. Revivi os momentos de puro pavor experimentados durante a descoberta das coincidências, eu quase descendo privada adentro, ou Gabriela chegando no meio da noite em minha casa, com os pêssegos debaixo do braço.</p></blockquote>
<blockquote><p>[U]m dos melhores escritores desse brasilzão de meldeos &#8230; <b>Onde Perdemos Tudo</b> é o que Alex tem de melhor. &#8230; [S]e ele continuasse nos contos, não seria páreo para ninguém no Brasil. Falo sério.<br />
<strong>Luiz Biajoni,</strong> &#8220;Biajoni&#8221;</p></blockquote>
<p>* * *</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.oficinaraquel.com/produto/73/onde-perdemos-tudo--pre-venda"><img alt="onde perdemos tudo, de alex castro" src="http://farm7.static.flickr.com/6146/5970501410_7f7dab8b06.jpg"/></a></p>
<p><strong>Onde Perdemos Tudo</strong>. Rio de Janeiro: Editora Oficina Raquel, 2011. R$35.</p>
<p><a href="http://www.oficinaraquel.com/produto/73/onde-perdemos-tudo--pre-venda">Compre</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alexcastro.com.br/onde/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Onde Perdemos Tudo, e Outros Livros Eletrônicos, no Globo de Hoje</title>
		<link>http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-e-outros-livros-eletronicos-no-globo-de-hoje/</link>
		<comments>http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-e-outros-livros-eletronicos-no-globo-de-hoje/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 16:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexcastro</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[onde perdemos tudo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alexcastro.com.br/blog/?p=155</guid>
		<description><![CDATA[O Prosa &#38; Verso, suplemento literário do jornal O Globo, resenhou hoje 5 livros de literatura brasileira disponíveis pela internet. Eu, dois amigos (meu irmãozão Biajoni e minha colega de pós Ana Paula Maia) e dois que eu não conhecia. Os resenhistas não estavam puxando o saco de ninguém, porque os livros desses dois últimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/"><img class="size-medium wp-image-23 alignright" style="border: 0pt none; margin: 15px;" title="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/294592900_a0ffcd1803_o-212x300.jpg" alt="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" width="212" height="300" /></a>O Prosa &amp; Verso, suplemento literário do jornal O Globo, <a href="http://www.experimenteoglobo.com.br/flip/index.php?playerType=single&amp;idEdicao=f8c2123a479436229335f979201520db&amp;idCaderno=1bfdbc1c4b3ea94312fe2d6c3109bd39&amp;page2go=2">resenhou hoje 5 livros de literatura brasileira disponíveis pela internet</a>. Eu, dois amigos (meu irmãozão <a href="http://www.verbeat.orgs/biajoni/">Biajoni</a> e minha colega de pós<a href="http://folhetimpulp.blogspot.com/"> Ana Paula Maia</a>) e dois que eu não conhecia. Os resenhistas não estavam puxando o saco de ninguém, porque os livros desses dois últimos foram literalmente destroçados. Para mim, pro <a href="http://www.verbeat.orgs/biajoni/">Bia</a> e pra <a href="http://folhetimpulp.blogspot.com/">Ana Paula</a>, felizmente, só elogios.</p>
<p>Leia a resenha de Miguel Sanches Neto: <a href="http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/">Apelo estilístico em obra com tom de paródia</a> (é preciso ser usuário cadastrado Globo Premium, mas é de grátis)</p>
<p>Aliás, se estou vendendo <a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/">Onde Perdemos Tudo</a> na internet, é graças a essa matéria. Quando o repórter Miguel Conde entrou em contato comigo (via <a href="http://www.kitbasico.blogger.com.br/">Tata</a>, muito obrigado!), eu não tinha nada disponível. Eu e a Ana, minha agente, tínhamos decidido parar os downloads dos livros enquanto ela bate perna procurando editora pra eles. Entretanto, para aparecer na matéria, o livro resenhado teria necessariamente que estar disponível na web &#8211; mas não necessariamente de graça. Já que teria que liberar os downloads de novo, por que não tentar uma nova experiência? Resultado: dos cinco livros, só o <a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/">Onde Perdemos Tudo</a> está a venda. Todos os outros são distribuídos gratuitamente. O que isso quer dizer? Não sei. Talvez eu seja o único metido o suficiente pra achar que meu livro vale alguma coisa.</p>
<p>Sobre a elogiosa resenha de Miguel Sanches Neto, só tenho uma coisa engraçada a observar: ele enfatiza várias vezes uma &#8220;gramática do meio eletrônico&#8221;, um &#8220;diálogo com formato blog&#8221; e uma &#8220;velocidade de leitura própria da internet&#8221; mas, com exceção de um curtíssimo conto, todos os outros foram escritos entre 1994 e 1997, quando mal existia a internet como conhecemos hoje, e portanto não sofreram influência alguma da estética web ou da linguagem de blog. Acho que isso só prova como o meio influencia o conteúdo, como o fato de ler um texto na web faz ele <span style="font-style: italic;">parecer </span>um texto web. Na verdade, apesar de eu gostar dos contos, eles refletem meu estilo de dez anos atrás. Hoje, sim, meu estilo já é bastante influenciado pela internet e eu jamais, jamais usaria tantas epígrafes, por exemplo.</p>
<p>Se quiserem, <a href="http://oglobo.globo.coms/prosa/">deixem um comentário pra equipe do caderno</a> e digam o que acharam da iniciativa. Eu achei porreta, mas eu sou suspeito, claro.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-e-outros-livros-eletronicos-no-globo-de-hoje/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Onde Perdemos Tudo, Resenhado por Miguel Sanches Neto, para O Globo</title>
		<link>http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/</link>
		<comments>http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 16:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexcastro</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[onde perdemos tudo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alexcastro.com.br/blog/?p=152</guid>
		<description><![CDATA[(Publicada no Prosa &#38; Verso, do jornal O Globo, em 11 de novembro de 2006) Disponíveis na internet, mas escritos para um volume impresso, os contos de &#8220;Onde perdemos tudo&#8220;, de Alex Castro, incorporam a gramática do meio eletrônico. O volume dialoga com o formato do blog, tanto pela diagramação quanto pela opção por fontes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/"><img class="size-medium wp-image-23 alignright" style="border: 0pt none; margin: 15px;" title="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" src="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/294592900_a0ffcd1803_o-212x300.jpg" alt="Onde Perdemos Tudo (2006), contos de Alex Castro" width="212" height="300" /></a><span style="font-size: 85%;"><span style="font-style: italic;">(Publicada no Prosa &amp; Verso, do jornal O Globo, em 11 de novembro de 2006)</span></span></p>
<blockquote style="color: #660000;"><p>Disponíveis na internet, mas escritos para um volume impresso, os contos de &#8220;<span style="font-style: italic;">Onde perdemos tudo</span>&#8220;, de Alex Castro, incorporam a gramática do meio eletrônico. O volume dialoga com o formato do blog, tanto pela diagramação quanto pela opção por fontes sem serifa e pela forma de dispor os parágrafos. Mais do que esse parentesco gráfico, os contos guardam a velocidade de leitura própria da internet. Lê-se com rapidez mesmo os relatos longos, que <span style="font-weight: bold;">em nenhum momento se revelam cansativos</span>. As frases e os parágrafos são curtos, o autor cria suítes, dividindo a história em blocos, com subtítulos divertidos.</p>
<p>O conto mais bem realizado, como quer o próprio autor, é o primeiro &#8220;<span style="font-style: italic;">A morte de meu cachorro</span>&#8220;. História de um momento em que um casal se separa, e cada um vai cuidar de sua vida.  A velhice e a solidão são atingidas quando o narrador não é reconhecido por uma alma gêmea, obrigando-se a conviver com experiências que não são mais plenamente compartilháveis. Esse esvaziamento se dá num cenário que deveria ser palco de um reencontro. A amiga muda-se para Buenos Aires, o narrador segue para visitá-la, tentando vencer a distância espacial, que cumpre seu papel: <span style="font-style: italic;">&#8220;Lendo cada um sua seção do Clarín, Fiona e eu padecíamos de um silêncio ainda mais cancerígeno [sic]: o silêncio de quem tem muito a dizer, mas prefere calar; o silêncio da conveniência. Pra que discutir? Emudecer poupa dores-de-cabeça, explicações, embaraços. Sobra o nada&#8221;.</span> <span style="font-weight: bold;">Esta elevação do silêncio a uma categoria cancerígena revela a forma dramática de representar alguns episódios. </span>O conto não segue um fluxo narrativo contínuo, trabalha com flash-back e janelas, que são abertas para esclare cer coisas ou resumir passagens.</p>
<p>Outro conto interessante é o que dá título ao livro. A história se passa numa festa, quando dois ex-namorados se encontram depois de um longo distanciamento. As conversas tendem ora para o dramático, ora para o banal, e nelas cabem, por exemplo, comentários sobre um tratamento de pele. A moça é uma ficcionista, no início de carreira, com as dificuldades normais de afirmação. O ex-namorado é o modelo de personagens para ela, o que mostra que esta é uma relação de atração e repulsa. O que os separou não é conhecido, e a vida dos dois segue vazia.</p>
<p>Os personagens dos contos de Alex Castro apresentam uma tendência para filosofar, fortalecida pelas epígrafes, algumas longas, presentes em todos os contos. Em certas passagens, encontramos uma dramaticidade exacerbada, que valoriza o acontecimento marcante, em detrimento da exploração dos pequenos nadas. A morte, a separação e a briga acabam muito valorizadas, levando a narrativa a soluções folhetinescas.</p>
<p>O componente que dá literariedade aos contos é a ironia, a busca de soluções bem-humoradas. O autor, que <span style="font-weight: bold;">brinca o tempo todo com conceitos literários</span>, transita por um universo em que cabem produtos literários sofisticados e outros da cultura de massa. Os diálogos, os subtítulos e os títulos dos contos e dos livros inventados ganham um tom paródico. <span style="font-weight: bold;">Tudo apontando para uma saborosa desconstrução da seriedade. </span><span style="font-style: italic;">Onde perdemos tudo </span>apresenta narradores meio tagarelas &#8211; outro pedágio à internet? -, mas é justamente nisso que reside sua força. E se falta uma maior voltagem literária nestes contos, é indiscutível que <span style="font-weight: bold;">a prosa de Alex Castro já possui apelo estilístico.</span></p>
<p>MIGUEL SANCHES NETO é escritor</p></blockquote>
<p>* * *</p>
<p>Agradecimentos à <a href="http://www.verbeat.orgs/forsit/">Olivia sem acento</a>, que me passou o texto em formato eletrônico. Aliás, dia 5 de dezembro, ela lança seu primeiro romance, Desumano, pela Brasiliense. Quando tiver mais detalhes, eu dou.</p>
<p>* * *</p>
<p><a style="font-style: italic;" href="http://alexcastro.com.br/category/livros/onde/">Onde Perdemos Tudo</a>, meu primeiro livro de contos, lançado diretamente na internet, é formado por 5 contos, em 120 páginas, sobre o tema comum de perda.</p>
<p>O elogiadíssimo projeto gráfico (o livro está <span style="font-style: italic;">lindo</span>!) é do designer Ricardo Couto, selecionado através de um <a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/08/concurso-de-design-lll-s-at-segunda.html">concurso</a> promovido aqui pelo blog, idéia de <a href="http://carreirasolo.org/">São Mauro Amaral</a>.</p>
<p>Ficou curioso? Instigado? Pô, sete reáu é uma merreca, vale a pena arriscar. Deixe de comprar uma bananada e torne-se acionista da novíssima literatura brasileira.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alexcastro.com.br/onde-perdemos-tudo-resenhado-por-miguel-sanches-neto-para-o-globo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

