Alex Castro, pseudônimo de Thiago Neloah, nasceu em Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo, em 1984. Sempre manifestou interesse pela literatura; por ser arrimo de família, entretanto, teve que trabalhar desde cedo para sustentar a mãe e as irmãs. Entre 2002 e 2008, em um frenesi de atividade, publicou dois livros de contos e três romances, escritos sempre nas primeiras horas da manhã, antes de seus afazeres comerciais. Chegou a ser dono de uma cadeia de sete lojas de ferragens na região de Limeira. Finalmente, em 2010, doou em vida todas as suas posses, assumiu votos de monge budista e internou-se no Tempo Zen do Morro da Vargem, no estado do Rio de Janeiro. Não pretende mais escrever literatura.
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cada edição de cada livro meu tem uma nova biografia apócrifa. essa aqui é da edição impressa de onde perdemos tudo, pela editora oficina raquel.
Alex Castro é pseudônimo do médico e jornalista Alexandre Cruz Almeida, de 26 anos. Vegano, católico e flamenguista, mora em Mirandópolis, SP, com a esposa, os três filhos e um labrador chamado Toby. Esse é seu primeiro romance.
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cada edição de cada livro meu tem uma nova biografia apócrifa. essa aqui é da 1ª edição (azul) de mulher de um homem só.
Alex Castro, 46, estudou economia no IBMEC e fez mestrado em e-commerce na Fundação Getúlio Vargas. Depois de completar seu MBA por Wharton Business School, assumiu a Diretoria de Internet do Banco Itaú, onde trabalha até hoje. Nas horas vagas, se dedica ao mercado de futuros e ao paintball de competição.
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cada edição de cada livro meu tem uma nova biografia apócrifa. essa aqui é da 2ª edição (bolso) de liberal libertário libertino.
Aos 12 anos, todos temos sonhos do que queremos ser quando crescer. Depois, quase todos nós caímos na real e percebemos que arriscar a vida por um salário de bombeiro pode não ser um bom negócio.
Os sonhos dos 12 anos tendem a ser inviáveis e irreais. Quase sempre insensatos.
Muito melhor dedicar a vida a fazer contabilidade do restaurante ou assessoria de imprensa da fábrica.
Já eu, inviável e irreal, incapaz de sensatez, estou há 26 anos vivendo o sonho dos meus 12.

foto: desconhecido. petrópolis, rj, c.77.
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Quando tinha 12 anos, menos de um terço da idade que tenho hoje, decidi o que queria ser para o resto da minha vida.
Comprei uma verde e enorme máquina de escrever IBM elétrica, coloquei no meu quarto, montei um escritoriozinho, comecei a escrever.
Meus primeiros exercícios eram assim: eu reescrevia as histórias em quadrinhos do Mickey com um detetive que eu tinha inventado. Já tendo o enredo pronto, podia me concentrar mais no estilo, no português, no personagem.
Nesse mesmo ano, de Copa do Mundo, Plano Cruzado e Roque Santeiro, enquanto cursava a 6ª série, eu escrevia e desenhava gibis, xerocava na empresa do meu pai, coloria as capas uma por uma e vendia assinaturas pros colegas de classe. Fechei o ano com dezesseis assinantes, além das vendas avulsas.
Ganhei meu primeiro dinheiro no Concurso Literário da Hebráica-Rio, em 1988. Participei de muitos concursos literários e de antologias-enganação. Escrevia grande parte dos jornaizinhos de todas as escolas por onde passei. Resisti bravamente a todos os amigos e parentes que insistiam para eu publicar ainda criança: meu projeto era de longo prazo e não queria ser garoto-prodígio.
Aos 17, enquanto caía a União Soviética, escrevi meu primeiro romance, altamente metalinguístico, cujo protagonista era eu mesmo, no ano 2000, aos 27 anos, vivendo de escrever, pobre de fazer dó mas com uma namorada loira gostosa que amava o que eu escrevia.
Minha irmã falou tanto de mim e do meu romance para uma amiga que ela ficou curiosa. Pediu pra ver. Leu. Se apaixonou por mim antes de me conhecer. Logo depois, me descabaçou. Descobri que um dos segredos para conquistar uma mulher é atiçar sua curiosidade. O outro é ser admirado por ela. (O terceiro, se querem saber, é ouvi-la com atenção.)
Todos os relacionamentos que tive na vida foram, de alguma maneira ou de outra, mediados pelos meus textos. Se não escrevesse, não teria tido nenhuma, repito, nenhuma das mulheres que tive. Não imagino que estaria virgem até hoje mas, com certeza, tudo teria acontecido de forma bem diferente.
Escrevi, escrevi, escrevi. Todo dia. Às vezes, o dia todo.
Resisti bravamente a todas as tentações pelo caminho. Não peguei empregos rentáveis, não aceitei mais um frila, não fiz aquela viagem – porque não me sobraria tempo pra escrever. Preferi sempre ajustar meu nível de consumo pra baixo, gastar menos, para poder trabalhar menos, viver com menos – e escrever mais.
Hoje, aos 38, vivi três vezes mais que aquele moleque de 12. Vejo semi-analfabetos publicando livros em um estilo tão ridículo que eu, aos 14 anos, já os parodiava. (O conto que ganhou o concurso da Hebráica é uma paródia dessa nossa literatura marginal.) Vejo que eu mesmo não consegui quase nada e ainda sou, pra todos os fins e efeitos, desconhecido e não-descoberto como escritor.
Mas sabe? Estou satisfeito com a minha produção. Entre tantas páginas que escrevi em 26 anos de prática diária, tem poucas que gosto, mas dessas poucas consegui fazer cinco livros. Gosto dos contos de Onde Perdemos Tudo. Gosto das crônicas cubanas de Radical Rebelde Revolucionário. Gosto do romance Mulher de um Homem Só. Gosto dos aforismos do Viagens na Terra dos Outros. E estou esperançoso quanto ao romance em andamento Cria da Casa: História de Empregadas & Escravos.
Escrevi muito. Escolhi com cuidado. Joguei quase tudo fora. Do que guardei, cortei grande parte. O que sobrou, me agrada. Literatura é artesanato e fico feliz.
Se eu tiver mais 26 anos para viver (será?), não tenho dúvidas de que vou passá-los escrevendo.
Sabe por quê? Porque essa vida é minha. Só tenho ela pra arriscar. Só tenho a mim mesmo para sacrificar. Se não jogar minha vida na roleta dos meus sonhos, quem vai fazer isso por mim?
Alex Castro, 28, é capitão-de-mar-e-guerra da Marinha do Brasil e atual comandante do porta-aviões NAe São Paulo (A-12). Também está em cartaz no Cine Íris com o espetáculo burlesco “Sou Travesti, E Daí?”, escrito, dirigido e interpretado por ele. Tem dois filhos e não bebe.
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cada edição de cada livro meu tem uma nova biografia apócrifa. essa aqui é do número 23 da revista pequena morte.
Alex Castro nasceu em 1966, na cidade de Santarém, no Pará. Abandonou cedo a escola para ganhar o mundo: conheceu os cinco continentes e já trabalhou como marinheiro e marceneiro, palhaço e podólogo, cabelereiro e cobrador, entre outros. Atualmente, vive em Porto Seguro, Bahia, com seu companheiro Luiz Biajoni, onde juntos criam tartarugas e coordenam a ONG Macuco.
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cada edição de cada livro meu tem uma nova biografia apócrifa. essa aqui é da 2ª edição (magenta) de mulher de um homem só.
Alex Castro, 42, estudou em Nova Orleans, mendigou no Timor Leste, se prostituiu no Bois d Bologne. Hj mora em Copa, onde o mundo vem a ele & ñ precisa + sair d casa.
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cada edição de cada livro meu tem uma nova biografia apócrifa. essa aqui é do ebook viagens na terra dos outros.
Alex Castro, pseudônimo de Luana Chnaidermann de Almeida, tem 17 anos e estuda no Colégio Equipe, em São Paulo. Natural do Acre, Luana publica contos em antologias desde os doze e pretende prestar vestibular para Dança. Seu primeiro romance, “Shoah em Pindorama: Um Faroeste”, foi publicado pela Livros do Mal, em 2002.
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cada edição de cada livro meu tem uma nova biografia apócrifa. essa aqui é da 3ª edição (laranja) de mulher de um homem só.
Alex Castro veio para o Rio de Janeiro em 1952, com seus melhores amigos Fernando Sabino e Hélio Pellegrino. Trabalhou como secretário pessoal de Guimarães Rosa durante a redação de Grande Sertão: Veredas, copidescando a ortografia de todos os neologismos. Manteve um breve romance com Clarice Lispector logo após seu divórcio e teria sido a inspiração para o personagem Rodrigo S.M. No final dos anos sessenta, convenceu seu amigo e ex-delegado Rubem Fonseca a se dedicar à literatura, mas se arrependeu. Manteve coluna fixa na Tribuna da Imprensa durante quinze anos, onde travou histórica polêmica com João Ubaldo Ribeiro, que somente terminou quando este abandonou a bebida. Perdeu a eleição para a Academia Brasileira de Letras para Paulo Coelho e jurou nunca mais se candidatar. Em 2002, faleceu em decorrência de ferimentos obtidos durante um duelo com Dilermando de Assis, amante de sua esposa Ana.
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cada edição de cada livro meu tem uma nova biografia apócrifa. essa aqui é do número 24 da revista pequena morte.