A pior coisa que te fizeram

Muitas de nós temos relações ambivalentes e conflituosas, afetivas e odientas, gratas e ressentidas, com pai e mãe.

Gosto de propor o seguinte exercício:

Pense na pior coisa que sua mãe e/ou seu pai lhe fizeram. Fique um dia inteiro meditando sobre isso, relembrando cada detalhe, cada ação, cada ramificação, cada consequência. Tente sentir de novo tudo o que você sentiu. Volte repetidas vezes a essa cena ao longo do dia. Esteja sempre com ela.

No dia seguinte, pense na ocasião em que você se sentiu mais amada por seu pai e/ou por sua mãe. Fique um dia inteiro meditando sobre isso, relembrando cada detalhe, cada ação, cada ramificação, cada consequência. Tente sentir de novo tudo o que você sentiu. Volte repetidas vezes a essa cena ao longo do dia. Esteja sempre com ela.

Ao final dos dois dias, você escolhe como quer que seja o resto da sua vida.

todo ser humano é muito mais do que a pior coisa que fez

* * *

Muitas pessoas, infelizmente, sofreram verdadeiros horrores nas mãos de pais e mães. Esse exercício não é sobre perdoar essas pessoas, sobre procurá-las de novo, sobre dar novas chances a nossas abusadoras de nos abusarem mais, etc.

O exercício é puramente interno, para escolhermos como queremos que seja a atmosfera dessa mente onde vivemos.

(Na mesma linha, confiram o primeiro Exercício de Atenção: Praticar um Olhar Generoso.)

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