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A opressão da higiene

Por que acreditamos em quem nos chama de fedidas e então nos vende sabonete?

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Conheço pessoas amigas que raspam a axila (precisando comprar lâmina especial para isso, e talvez alguns cremes para o antes e o depois do processo), que depilam a axila, com cera ou a laser (precisando às vezes contratar profissionais especializadas que utilizam outras dezenas de produtos), lavam com sabonete especial e/ou hidratante, passam desodorante, passam perfume, e, agora, descobri faz pouco tempo, passam até um clareador para a pele das axilas não ficar escurecida.

É gigantesca a quantidade de produtos e apetrechos completamente inúteis que o complexo industrial da beleza e da higiene conseguiu nos convencer a usar em somente uma parte bem pequena do corpo, uma parte que pessoas em outras épocas (leia-se antes do século XX) passavam vidas inteiras e felizes sem nunca se preocupar com ela e, certamente, com uma vida sexual muito mais movimentada que a nossa — acelerada pelos feromônios não-soterrados sob camadas geológicas de cremes e desodorantes.

Sabonete vaginal, talco para os pés, loção pré e pós barba, hidratante para os cotovelos. a lista poderia continuar para sempre.

É tudo mentira. nenhum desses produtos é necessário.

O cheiro das nossas axilas só nos parece ruim porque alguém, em um mundo onde esse cheiro era um cheiro perfeitamente normal e aceitável do corpo humano, decidiu fazer uma campanha publicitária para convencer as pessoas da ruindade desse cheiro para poder então vender desodorante para as otárias que acreditassem.

E nós caímos.

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Somos pessoas livres. Ninguém é menos ou mais nada por escolher usar esses produtos.

A chave é entender que nenhum deles é necessário por razões de saúde ou de higiene.

A obrigatoriedade é apenas social.

A gente usa desodorante não porque, se não usarmos, vamos feder ou ficar doentes, mas para não sermos ostracizadas entre nossas pares.

Por isso, é uma opressão.

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Como convencer um bilhão de pessoas que elas fedem? Esse artigo, sobre os desafios da indústria da higiene em vender desodorante na China, demonstra os mesmos golpes usados contra nós cem anos atrás.

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O encontro “As Prisões: Exercícios de Atenção” é uma instalação artística, indefinível e improvisada, onde exploramos os limites e as possibilidades de nossa atenção, de nossa generosidade, de nosso cuidado. Um espaço de prática, sempre imprevisível, onde pessoas se juntam e se chacoalham, compartilham vivências e trocam histórias e, no processo, criam novos tipos de interação. Um evento que só pode ser presencial pois foi criado para só poder ser presencial, justamente para fazermos aquilo que é impossível de ser feito através de textos.

Foi nesses encontros, realizados desde 2013 nas cinco regiões do Brasil, no contato energizante e polifônico com milhares de pessoas, que os Exercícios de Atenção foram sendo lentamente criados e aprimorados e são, até hoje, praticados.

Tudo o que faço é sempre fundamentalmente gratuito, e os encontros não seriam a exceção. Existe um preço sugerido mas paga quem quer, o quanto quiser.

Hoje, eu literalmente vivo da generosidade alheia: graças às pessoas mecenas, que me sustentam com suas contribuições, não preciso ganhar a vida. Então, o mínimo que posso fazer com essa vida que me foi dada ganha é passar adiante a generosidade: promovo esses encontros como um serviço para as pessoas que precisam dele.

As próximas imersões “As Prisões: Exercícios de Atenção (que duram um fim de semana inteiro, sempre longe dos grandes centros) vão acontecer nos estados de São Paulo e Pernambuco:

Nordeste, 16 a 18 de março de 2018 (só mais duas vagas)

Sudeste, 20 a 22 de julho de 2018

Você vem?

Só até segunda, 12 de março, a imersão do Sudeste está saindo por somente R$150. Depois, pelo resto de março, R$250. Em abril, R$350. A partir de maio, R$400. Aqui.

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