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Toda caneca já está quebrada

Foi bom enquanto durou. Tudo é bom enquanto dura. Nada dura.

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O privilégio de ouvir histórias de horror

Ouvir histórias de horror — ao invés de vivê-las — é um baita privilégio.

Não passa um dia sem que eu escute não uma, não duas, mas várias mulheres pedindo ajuda, chorando dores, compartilhando agressões: violências sempre cometidas por homens.

E tem muito, muito pouco que eu possa fazer além de ouvir, abraçar, acolher.

Com o tempo, as histórias de horror vão pesando na minha alma.

Sempre que tenho vontade de puxar a tomada, desligar tudo, sair do Facebook, parar de ler os emails desesperados, penso que o simples fato de eu poder fazer tudo isso é um baita privilégio masculino.

As mulheres que sofrem essas violências que me pesam na alma não têm como desligar o mundo que as oprime.

Então, engulo o meu desespero e vou ver o que posso fazer pra ajudar.

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Quanto custa não pagar contas?

Diz a imagem que ficar adulto é como se perder da mãe no supermercado… pra sempre.

Eu diria que as pessoas que hoje preferem ser adultas são justamente aquelas que aproveitavam o supermercado para fugir da mãe.

Ser criança é querer se perder da mãe no supermercado…. e algum filho duma égua sempre te trazer de volta.

* * *

Todo dia, vejo pessoas reclamando das suas contas a pagar.

E penso que devo ser mesmo todo ao contrário.

Porque eu lembro bem da época em que eu não tinha nenhuma conta no meu nome. Da época em que eu também não tinha nenhuma autonomia sobre meu corpo, minha vida, minha privacidade. Da época em que eu também não tinha nenhuma independência de ir e vir, de decidir o que fazer com meu tempo. Da época em que eu não também não tinha nenhuma liberdade de viajar quando desse vontade, de abrir uma empresa, de casar com a pessoa que eu amava.

Então, cada novo boleto que entra por debaixo da minha porta é um lembrete de que essa época acabou, uma afirmação de que sou uma pessoa humana adulta, uma verdadeira celebração da minha autonomia, da minha independência, da minha liberdade.

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A opressão da higiene

Por que acreditamos em quem nos chama de fedidas e então nos vende sabonete?

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Quem tem medo dos pêlos femininos?

Por que os pêlos corporais femininos incomodam tanto, são tão ofensivos, sujos, antihigiênicos, imorais, obscenos, pervertidos?

(Aliás, menos os pêlos do topo da cabeça, claro: esses são considerados importantíssimos, definidores de feminilidade, dignos de gastos enormes em produtos e serviços, ao ponto que, quando andava com uma amiga de cabeça raspada, ela causava mais surpresa e consternação do que se tivesse arrancado um braço e não apenas pêlos.)

O que nos assusta não são pêlos, é a sexualidade feminina.

Uma mulher com pêlos no corpo é uma primata adulta, madura, pronta para usar e dispor de sua própria sexualidade.

Naturalmente, nossa sociedade outrofóbica não pode tolerar uma liberdade dessas: metade das nossas leis e costumes ancestrais têm como objetivo explícito conter a sexualidade das mulheres.

Não queremos mulheres adultas e sim seres assexuais e impúberes, sem pelos justamente nas áreas onde a existência de pelos indica maturidade, para que possamos nos enganar que, na verdade, não têm sexualidade, não têm desejos, não cagam, não suam, não gozam.

(Naturalmente, quando esses seres impúberes, assexuais e angelicais se dignam a transar conosco, é porque somos a exceção, é porque somos especiais, como não?!)

O tabu dos pêlos corporais femininos só existe pois eles são um lembrete visual e concreto de que as mulheres adultas são primatas que fodem.

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Jesus sem-teto

Homeless Jesus (“Jesus sem-teto”) foi esculpida pelo artista canadense Timothy Schmalz em 2013. (Desde então, vários moldes já foram instalados pelo mundo.)

A estátua representa um mendigo, de cabeça coberta, dormindo em um banco de praça. Dá pra ver que é Jesus pelos estigmas da cruz em seus pés.

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O que merecem as pessoas mentirosas?

Se só as pessoas que não mentem merecessem ajuda… quem sobraria?

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História de um síndico e de um subsíndico

moro em copacabana, em um prédio de dez andares e quarenta quitinetes por andar, construído em 1957. » leia o texto completo «

Uma questão de fé, conto

Ao narrar esse conto, não tenho intenção alguma de fazer suspense ou surpreender o leitor, mas apenas de iluminá-lo quanto às circunstâncias que me fizeram sair das trevas do ateísmo e abraçar a fé em Deus.

Coerente a esse princípio, faço questão de adiantar que Anália morre.


* * * » leia o texto completo «

Rio e São Paulo, duas arrogantes

Tanto São Paulo quanto o Rio são cidades muito arrogantes. Mas arrogâncias completamente diferentes.

post-sp-g

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Espátula

hoje, faleceu o morador do 307. talvez tenha sido ontem. na verdade, foi há três dias.

michelle, que mora no 807, disse que o cheiro de podre estava chegando até lá em cima, subindo pela coluna do banheiro junto com as brigas de casal e o alho refogando.

a polícia chegou mas ninguém queria a responsabilidade de arrombar a porta.

finalmente, arrombaram.

joão, o segurança do prédio, ficou impressionado: disse que tiveram que tirar o corpo do chão com uma enorme espátula: “se tentassem levantar pelos braços, se esfarelava tudo.”

meu prédio tem dez andares, quarenta conjugados por andar, muitas pessoas idosas que moram sozinhas.

joão, o segurança do prédio, é novo aqui: mês que vem, já estará calejado.

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“O Senhor é minha fechadura e ninguém entrará”

Lojinha de produtos católicos.

Rua das Laranjeiras, hoje cedo.

Tento entrar mas porta está trancada.

Moça vem correndo abrir.

Pergunto:

“Estão fechados?”

Ela:

“Deixamos a porta sempre trancada.”

Não resisti:

“Tenha fé em Deus, moça!”

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Camuflagem

Centro do Rio de Janeiro, joalheria.

Uma amiga paulistana acaba de comprar um caríssimo relógio.

Em um delicado ritual, com gestos lentos e compenetrados, a vendedora coloca o relógio em uma caixa de couro, acolchoada por dentro, e, então, em uma belíssima bolsa de papel, com o elegante logotipo da joalheria impresso em alto relevo.

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Carnaval é coisa séria!

Rio de Janeiro, Santa Teresa, quarta-feira de cinzas.

Entre unicórnios e sereias, Anittas e Temers, sentamos para tomar um brunch no pós-bloco.

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Bilhete em casa de suicida

Bilhete em casa de suicida:

“Vou andar até a ponte.

Se alguém sorrir, não pulo.”

Pulou.

Penso muito nessa pessoa.

Queria salvá-la, acolhê-la,

ensinar um segredo, um truque:

as ruas são cheias de sorrisos,

a começar pelos meus próprios.

Sorrio para todas as pessoas,

quase todas sorriem de volta.

De sorrisos, escolho ser vetor,

não hospedeiro.

Não mereço sorrisos,

forneço sorrisos.

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O que um perde, outro acha

Moro em Copacabana, em um prédio de dez andares, quarenta quitinetes por andar. Essa é uma de suas histórias.

copacabana

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O valor de uma artista

Amiga pintora, em crise de insegurança, me pergunta se já senti que eu, como artista, não tenho valor.

Respondi que essa me parece uma questão completamente irrelevante, que só faz sentido a partir de um ponto de vista egoico, vaidoso, narcissista.

Prefiro me perguntar: “Estou dando o meu melhor?”

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Quanto custa nosso perdão?

Por que vendemos nosso perdão tão caro?

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O lado em que a corda arrebenta

Rio de Janeiro, 1878. O preto Ciríaco, acusado de assassinato e julgado como escravo, é condenado a cinquenta açoites e a “conduzir ao pescoço um ferro por espaço de um mês”.

Entretanto, até o final do julgamento, seu “dono” ainda não conseguira produzir a papelada necessária para comprovar seu status de cativo, e a magnânima lei brasileira tinha por princípio sempre errar em prol da liberdade. Ou seja, na ausência de prova da escravidão, Ciríaco foi considerado livre.

Como homem livre, a pena para assassinato era de vinte anos de trabalhos forçados nas galés.

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Carma

“Alex, como pode uma pessoa como você, agnóstica e cética, “acreditar” em carma?”

Não acho que carma seja algo em que eu “acredito” (realmente não acredito em nada) mas meu entendimento de carma é o seguinte, a partir de uma perspectiva budista secular.

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